| FIDELIDADE – Câmara de Cascavel negou pedido
do partido
PDT vai recorrer ao STF
para recuperar os cargos
Conforme antecipado pelo Hoje na edição de sábado,
o presidente da Câmara de Vereadores de Cascavel, Julio Cesar Leme
da Silva (PMDB), anunciou ontem a decisão ao pedido do PDT local,
que solicitou as vagas dos vereadores Juarez Berté (PPS) e Alcebíades
Pereira da Silva (PMN), por infidelidade partidária.
Atendendo a orientação da assessoria jurídica, Julio
alegou que não o poder para decidir sobre a questão. O presidente
do PDT, Sérgio Terres, anunciou ontem, ao receber o parecer, que
o partido vai recorrer ao STF (Superior Tribunal Federal). “Vamos
seguir a recomendação do diretório nacional e vamos
continuar no mesmo caminho de outros partidos, requisitando as vagas no
STF”, informou.
Com base na resposta do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a uma consulta
do DEM (Democratas), que disse que os cargos legislativos pertencem aos
partidos e não aos candidatos, o PDT de Cascavel seguiu o caminho
de outras siglas e pediu para à Mesa Diretiva da Câmara Municipal
dar posse aos suplentes Roberto Aoki e Marcos Damasceno nos lugares de
Juarez Berté e Alcebíades Pereira da Silva, eleitos pelo
PDT, mas que mudaram de partido após as eleições.
“A Câmara fez a sua parte e não vou entrar no mérito
se a decisão é correta ou não, mas o partido também
está fazendo a sua e vai recorrer para reaver as vagas que nos
pertencem”, disse Terres.
O PARECER
De acordo com o advogado Marcelo Fabiano Flopas, assessor jurídico
do Legislativo, não há qualquer menção sobre
perda de mandato por infidelidade partidária tanto no Regimento
Interno da Câmara como na Lei Orgânica Municipal e que, portanto,
o Legislativo não tem a devida competência legal para julgar
casos como este.
“A obrigação da Câmara Municipal de Cascavel,
por meio da Mesa Diretora, no tocante aos mandatos dos vereadores, é
o de receber a lista dos eleitos, emitida pela Justiça Eleitoral,
conferir os documentos pessoais, dentre os quais deverá constar
o diploma, que também é expedido pela Justiça Eleitoral,
e dar-lhes posse. Logo, se tomou posse no mandato de vereador em virtude
de diplomação pela Justiça Eleitoral e não
praticou atos atentatórios à dignidade e ao decoro parlamentar
como descritos na Lei Orgânica Municipal e No Regimento Interno
da Casa, somente o Poder Judiciário tem condições
legais de decretar a perda do mandato do vereador”, diz um trecho
do parecer.
PIRATARIA
Lauxen quer mais fiscalização
Depois de receber formalmente reclamações por parte de
empresários, sindicatos e outros segmentos da sociedade, o vereador
Jorge Victor Lauxen (DEM) elaborou ofícios, já encaminhados
aos responsáveis pelo Procon, Polícia Federal e Delegacia
da Receita Federal de Cascavel. O vereador solicita maior rigor na fiscalização
sobre a venda irregular de produtos falsificados, geralmente contrabandeados
do Paraguai, os chamados produtos piratas.
De acordo com o vereador, esses produtos, principalmente CD’s e
DVD’s, estão sendo comercializados por camelôs e vendedores
ambulantes nas ruas, praças e calçadão. “Em
conversa informal com alguns líderes soubemos que a Polícia
Federal tem trabalhado ostensivamente nessa questão, mas precisamos
de um apoio maior, principalmente por parte do Procon, para que possamos
diminuir essa prática, que é responsável até
pelo desemprego de várias pessoas em nosso Município”,
frisou Lauxen.
ASSEMBLÉIA
Deputados aprovam matérias
Os deputados paranaenses aprovaram ontem, em primeira discussão,
o projeto de lei nº 084/07, que dá nova redação
ao artigo 1º e ao seu parágrafo único da lei nº.
14.525 de 26 de outubro de 2004. De autoria do deputado Jocelito Canto
(PTB), a proposta, se sancionada pelo Governo do Estado, vai obrigar o
uso de lacres higiênicos na parte de fora das latas que contêm
bebidas de toda espécie oferecidas ao consumo da população.
Já o parágrafo único passaria a vigorar com o seguinte
texto: “O não cumprimento da lei por parte das empresas acarretará
em multas no valor de 10 mil Ufir`s (Unidade Fiscal de Referência),
bem como o recolhimento das latas”.
Os parlamentares aprovaram ainda a redação final do projeto
de lei nº. 130/07, de autoria do Poder Executivo, que autoriza a
doação de imóveis ao município de Icaraíma,
a serem utilizadas como Posto de Polícia Florestal e como Centro
de Estudos, Pesquisas e Monitoramente Ambiental do Parque Nacional de
Ilha Grande.
Os deputados também aprovaram a redação final do
projeto de nº. 157/07, proposto pelo deputado Alexandre Curi (PMDB),
instituindo o “Dia do Ouvidor” no Estado, a ser comemorado
no dia 16 de março e que passará a integrar o Calendário
de Eventos e Datas Comemorativas do Estado do Paraná.
Também foram aprovadas outras duas iniciativas de lei. Uma que
denomina o Terminal da Cachoeira, no município de Almirante Tamandaré,
de Terminal de Transporte Coletivo Vereador Dirceu Pavoni, de autoria
do deputado Edson Luiz Strapasson (PMDB), e outra que denomina de Engenheiro
Waldyr Luiz Becker, o Viaduto do Trevo Principal da Cidade de Toledo (Rodovias
BR-467, PRT-163 e Rodovia PRT 182), proposta pelo deputado Duílio
Genari (PP).
POLÊMICA – Lei autoriza governador a nomear por decreto
Oposição aguarda decisão
que limita poder do governo
Está marcado para sexta-feira o julgamento da Adin (Ação
Direta de Inconstitucionalidade) contra a lei que autoriza o governo a
transformar cargos em comissão por decreto, sem a autorização
do Legislativo. A ação será julgada pelo Órgão
Especial do Tribunal de Justiça e tem como relator o desembargador
Ruy Fernando de Oliveira.
A bancada da oposição entrou com a Adin no dia 16 de abril,
no Tribunal de Justiça do Paraná, contra a lei nº 15470/2007
que autoriza o governo a transformar cargos em comissão por decreto.
Juntamente com a Adin, foi pedida uma liminar para suspender os efeitos
da lei, sancionada pelo governador Roberto Requião em 30 de março.
No total, 17 parlamentares assinaram a ação.
A bancada da oposição alega que não foi respeitado
o artigo 53 da Constituição Estadual, que diz que transformação
e criação de cargos devem ser programada pelo poder executivo,
segundo suas necessidades, e submetidos à aprovação
do Poder Legislativo.
A oposição recorre à Justiça para garantir
a legitimidade do Legislativo e o direito dos deputados de fiscalizar.
BUROCRACIA
Duílio cobra instalação
de hospital em Toledo
O deputado estadual Duílio Genari (PP) lançou a campanha
ontem a “Hospital Regional Já!”, com o objetivo de
mobilizar autoridades e sociedade organizada de Toledo e municípios
vizinhos para edificação da obra projetada desde 2002.
Naquele ano, a Prefeitura de Toledo investiu, segundo o deputado, mais
de R$ 100 mil em projetos elaboração de projetos técnicos
para a implantação do Hospital Regional Filantrópico.
A municipalidade também destinou área de 24 mil m2 para
a execução da obra, junto ao campus da PUC-PR (Pontifícia
Universidade Católica do Paraná) e criou entidade mantenedora,
com escolha da primeira diretoria. O deputado federal Dilceu Sperafico
(PP), obteve R$ 3 milhões do Ministério da Saúde
para iniciar a obra.
O estabelecimento foi projetado para atender pacientes de toda a microrregião,
hoje transportados até hospitais de Curitiba e outros centros distantes.
Mesmo assim, a proposta ficou no papel porque os projetos aprovados pela
Secretaria de Estado da Saúde em 2005 não foram incluídos
nos investimentos estaduais para o setor.
O Governo do Estado está construindo, ampliando, reformando ou
equipando 24 hospitais regionais, a maioria em cidades com menor população
que Toledo e a campanha lançada pelo deputado Duílio quer
agora reverter o que ele considera “omissão ou discriminação”.
Conforme o parlamentar, o estudo prevê construção
de hospital de alta complexidade ou centro de especialidades em cardiologia
e traumatologia, com área construída de 6,1 mil m2 e 80
leitos numa primeira etapa.
Na segunda, serão edificados mais 3,8 mil m2 e oferecidos mais
158 leitos, totalizando 238, o suficiente para atender as necessidades
de 18 municípios, com população de 350 mil habitantes.
Os investimentos na construção de 9,3 mil m2 somarão
R$ 5,8 milhões e outros R$ 7,3 milhões serão necessários
para o equipamento do hospital.
CONGRESSO
Bancada ruralista cresce
O número de parlamentares empresários e ruralistas é
maior no Congresso do que o total eleito para o mandato passado. Em contrapartida,
o número de parlamentares sindicalistas e evangélicos diminuiu.
Essa é uma das conclusões de estudo realizado pelo Diap
(Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) e do site Congresso
em Foco com os 618 parlamentares, deputados e senadores, entre titulares
e suplentes, que exerceram mandato de fevereiro a abril de 2007. O trabalho
foi publicado no livro “O que esperar do novo Congresso - Perfil
e agenda da legislatura 2007/2011”.
O estudo mostra que depois do escândalo dos sanguessugas a bancada
evangélica, que teve muitos deputados acusados de envolvimento
no esquema irregular de vendas de ambulâncias, minguou.
Na Câmara, de 532 deputados que exerceram o mandato nos três
primeiros meses da atual legislatura, 41 são evangélicos
- em 2006 a bancada chegou a 60. No Senado, há dois parlamentares
evangélicos.
Outra bancada que perdeu integrantes foi a sindicalista. Houve uma pequena
perda de espaço, segundo o estudo. No mandato passado, havia 74
sindicalistas no Legislativo. No Congresso atual, há 63 sindicalistas
dos 618 parlamentares pesquisados. São 57 na Câmara e 6 no
Senado.
Constituída por empresários rurais, pecuaristas e agricultores
e também por políticos que defendem as reivindicações
desse setor, a bancada ruralista passou para 120 integrantes nesse mandato.
São nove parlamentares a mais do que na legislatura anterior. Dos
618 parlamentares pesquisados, 20% dos deputados e 15% dos senadores integram
a bancada ruralista. Essa bancada é uma das mais fortes por causa
da grande capacidade de conseguir aprovar propostas de seu interesse,
principalmente quando se trata de benefícios de financiamento público
ou de renegociações de dívidas.
O estudo do Diap/Congresso em Foco afirma que desde a Legislatura concluída
em 1995, o Congresso não tinha uma bancada de empresários
tão expressiva. São 219 entre os 618 parlamentares pesquisados.
São 190 deputados dos 532 que exerceram mandato de fevereiro a
abril desse ano e 29 senadores dos 86 entre titulares e suplentes que
exerceram mandato no mesmo período.
A bancada dos apresentadores de rádio e TV e de artistas tem 38
integrantes. No Senado, são apenas três. Na Câmara,
35 são apresentadores de TV, radialistas e artistas. Dois deles
já se envolveram em polêmicas nesses primeiros meses. O apresentador
de programa de TV Clodovil Hernandes (PTC-SP) é alvo de dois processos
disciplinares na Corregedoria da Casa por suas declarações
polêmicas. O cantor de forró Edigar Mão Branca (PV-BA)
por se recusar a tirar o chapéu de couro quando está no
plenário.
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