Edição nº 4629 - Terça-feira, 15 de maio de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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MERENDA ESCOLAR
Vereador não teria sido convidado para o encontro

Prefeitura convoca reunião para
rebater acusações do vereador

O Departamento de Merenda Escolar da Secretaria de Educação de Cascavel convocou ontem a tarde uma reunião com os membros do Comae (Conselho Municipal de Alimentação Escolar) com objetivo de esclarecer as acusações feitas pelo vereador Fernando Bacana durante sessão da Câmara Municipal na semana passada. Bacana visitou algumas escolas da rede municipal de ensino para verificar se a merenda está chegando corretamente às escolas.
Na ocasião, o vereador enfatizou que em algumas instituições está sendo entregue carne moída de terceira, maçã murcha e que o mamão formosa - que está licitado - não está chegando às escolas. Outra denúncia feita por ele diz respeito à precariedade da estrutura física das cozinhas, principalmente na Escola Municipal Atílio Destro, no Bairro Cascavel Velho.
A prefeitura chegou a divulgar no site oficial do Município a reunião, inclusive com a convocação do vereador, mas a assessoria de imprensa de Bacana encaminhou material afirmando que ele não foi informado sobre o encontro. Conforme a assessoria, ele estava em viagem e não foi comunicado nem por telefone.
OUTRO LADO
De acordo com o coordenador da Merenda Escolar, Darci Lima, nenhuma das acusações procede, porque a carne moída não é de terceira e o mamão é comprado com a verba nacional para os Centros Municipais de Educação Infantil, por isso não vai para as escolas. Sobre a qualidade da maçã, ele lembrou que o repasse para as escolas é feito todo começo de semana, e que, inclusive, convidou o vereador para acompanhar a entrega.
“Entregamos para o consumo da semana e recomendamos que as escolas distribuam na mesma semana, mas a distribuição é de responsabilidade da direção”, disse ele. Darci relatou que o cardápio é elaborado por uma nutricionista e que o recebimento dos alimentos é feito pelas próprias merendeiras, que assinam as requisições. O coordenador disse que convocará uma nova reunião com envio de convite formal ao vereador para esclarecer as dúvidas que por ventura ainda ficaram.

BOX
Comae quer espaço no legislativo

Julsemino Siebeneichler, presidente do Comae (Conselho Municipal de Alimentação Escolar) declarou que o conselho realiza um trabalho efetivo, os conselheiros visitam as escolas periodicamente e muitas das questões levantadas pelo vereador realmente não procedem. Segundo ele, o Comae e o setor da merenda pedirão um espaço na próxima sessão da Câmara de Vereadores para esclarecer essas questões.
Segundo o secretário interino de Educação, Claudionor Pereira, está sendo estudada a viabilidade de revitalização das cozinhas das escolas, e em algumas delas já está certa a melhoria, por meio de uma verba federal do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).
As reformas serão feitas nas Escolas Aloys João Mann, no Bairro Cancelli, Edison Pietrobelli, Caic 2, no Bairro Santa Cruz, Francisco Vaz de Lima, no Bairro Interlagos, Luiz Vianey Pereira, no Jardim Maria de Lourdes, Dulce Siqueira Andrade, Caic 1, no Bairro Clarito e a Escola Robert Francis Kennedy, onde será construída uma nova estrutura.
Claudionor disse que, assim que for encaminhada a primeira parcela, a licitação das obras será iniciada e melhorias para outras escolas ainda estão sendo estudadas.


ALA PSIQUIÁTRICA

Conselho solicita
relatório ao HU

Integrantes do CMS (Conselho Municipal de Saúde) de Cascavel, 10ª Regional de Saúde, o secretario Municipal de Saúde, Nadir Willi e representantes do HUOP (Hospital Universitário do Oeste do Paraná) se reuniram ontem para discutir o fechamento da ala psiquiátrica. Após a reunião, ocorreu uma visita ao local que está sem pacientes desde sexta-feira, depois que a direção do hospital fechou o local, com autorização do Ministério Público, até que seja estabelecido um perfil dos adolescentes drogaditos a serem atendidos.
Segundo o presidente do conselho, Antônio Vieira Martins, foi solicitado um relatório completo com todos os atendimentos realizados, com a forma que os leitos foram desativados e também sobre a diminuição de cirurgias eletivas. Após a entrega do documento ao CMS, que deve ser feita sexta-feira, as entidades retomarão as discussões.
Quinta-feira o último paciente da ala psiquiátrica foi liberado. Dentro de 30 dias ela será reativada e, até lá, será exigido do governo do Estado a contratação de 129 funcionários e o funcionamento dos 33 leitos disponíveis. Segundo Vieira, o CMS teve o respaldo do Conselho Estadual de Saúde, que interferirá no processo.

 

UNIPAR

História oferece mini-cursos

Colaboradora AN
Cristina Schlosser

Estão abertas as inscrições para três mini-cursos oferecidos pela graduação de História, da Unipar (Universidade Paranaense), campus de Cascavel. As aulas, que serão ministradas na instituição pelo professor do curso, Valdir Félix, estão abertas para toda comunidade acadêmica.
O primeiro mini-curso terá inicio dia 21, com o tema “A organização e preservação de documentos em arquivo: O papel do historiador”. O encontro será realizado todas as segundas e terças-feiras, das 15h às 18h, até completar 60 horas/aula.
“A ditadura militar no Brasil e a Imprensa Alternativa” é o assunto do segundo curso, que será realizado de 18 a 29 de junho, de segunda a sexta-feira, das 19h15 às 22h55. Neste momento, os encontros propõem contextualizar o desenvolvimento da ditadura no Brasil e a atuação da imprensa alternativa na abordagem sobre o regime militar, agindo livremente sem vínculos comerciais, fugindo da censura e perseguição.
O terceiro mini-curso, “O Cinema e a História: Possibilidades de análises do Brasil e da Sociedade Contemporânea”, vai trabalhar na teoria as diversas maneiras de utilizar o cinema na história como fonte de pesquisa. No curso também serão apresentados alguns clássicos do cinema, principalmente nacional, para propiciar um debate para analisar na prática, os conceitos estudados. As aulas começam em 11 de agosto, das 8h às 12h e prosseguem todos os sábados até completar 30 horas/aula.
As inscrições estão sendo feitas na tesouraria da instituição, das 7h30 às 11h30, das 13h às 17h, das 19h às 22h30, no valor de R$ 5.

Foto legenda:
O Clube de Mães da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), realizou, a convite do Curso de Psicologia da Unipar (Universidade Paranaense), campus de Cascavel, uma feira de artesanatos no hall de entrada da instituição, na última quinta-feira. O bazar teve o objetivo de homenagear as mulheres pelo Dia das Mães e valorizar o trabalho realizado por elas. Chinelos e guardanapos bordados, caixas e vidros decorados, tapetes de crochê e retalhos, foram alguns dos produtos expostos durante todo o dia.

SEGURANÇA MÁXIMA
O posto policial estará pronto em quatro meses

Trevo terá o primeiro módulo blindado

Já está em obra no km 549, trevo da BR-277 de Catanduvas - entre Cascavel e Ibema -, o primeiro módulo policial blindado do Brasil. O local será ocupado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) com a finalidade de dar apoio ao Presídio Federal de Catanduvas. De acordo com o policial Stanley Acioly, será construída uma estrutura com dois prédios - que abrigará o setor administrativo e a área de alojamento -, e um observatório. Serão 250 metros quadrados de área construída. “A previsão é de que trabalhem de seis a sete policiais por turno”, explica, ressaltando que a entrada de Catanduvas será monitorada por meio de câmeras. A vigilância será feita em toda a BR-277 e também na PR-471, que dá acesso à cidade.
Módulos policiais deste modelo existem em outros estados e no Paraná há apenas um em Curitiba. “Mas blindado é o primeiro do Brasil”, observa Stanley.
A obra custará em torno de R$ 650 mil e está sendo feita com recursos do Ministério da Justiça. A expectativa é de que o módulo esteja pronto em quatro meses.

RELIGIÃO
Encontro define ações

No encontro mensal da Opevel (Ordem dos Pastores Evangélicos de Cascavel), realizado sábado, foram discutidas as ações desenvolvidas pelas igrejas e os novos projetos que serão executados durante o ano.
Segundo o presidente da entidade, Marcos Zengo, foram aprovados no plenário dois eventos que ocorrerão em Cascavel. O primeiro com data já confirmada é o Congresso Dispersa Paraná 2007, no Centro de Convenções e Eventos, dos dias 6 a 8 de setembro.
O congresso contará com a presença dos Pastores Marco Feliciano (Assembléia de Deus/São Paulo), Fadi Farag (Ministério da Fé/ Brasília) e Roberto Marinho (Caçadores de Deus). A expectativa dos organizadores é reunir cerca de 10 mil pessoas por dia.
O segundo evento é a Conferência Internacional, que será realizada em maio de 2008, com a participação de representantes do Ministério Osborn dos Estados Unidos. O local e demais participantes ainda não foram confirmados.
Também foi anunciada a mudança de local do escritório da Opevel. A nova sede está localizada no Centro Comercial Cascavel, 12º andar, sala 123.

TECNÓPOLIS
A Prefeitura de Cascavel e as empresas canadenses do ramo agroalimentar, Jafaco e Serval (pertencentes ao grupo Delimax), assinam hoje, às 8h, no auditório da Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel), um acordo de cooperação do Projeto Cascavel Tecnópolis, encabeçado pela Fundetec (Fundação para Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pela Codevel (Companhia de Desenvolvimento de Cascavel).
O projeto prevê a constituição de duas empresas no Município, a Serval do Brasil e a Jafaco do Brasil, para confinamento de bezerros (vitelos do leite); Produção de Ração (especializada, com nutrientes diferenciados); Abate de Vitelos e Transformação (diversificação de produtos à base dos vitelos do leite). Os cronogramas e prazos para implantação dessas indústrias na cidade serão discutidos esta semana.

SEMINÁRIO
A Appis (Assessoria de Políticas Públicas e Inclusão da Pessoa com Deficiência), realiza dia 17, das 8h às 17h, no auditório da Prefeitura de Cascavel, o 3º Seminário de Acessibilidade para Todos, com o tema Mobilidade Urbana e Inclusão Social. O evento é promovido pela administração municipal e tem o objetivo de ampliar a discussão sobre o Programa Municipal de Acessibilidade e contribuir na disseminação de informações para a implementação das ações de acessibilidade no Município.
As inscrições para o seminário são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone 3327-1306.

FOTOLEGENDA:
Moradores do Jardim Santo Antônio, em Cascavel, fecharam a Avenida Brasil na noite de ontem impedindo a passagem de veículos nos dois sentidos. Eles cobram da prefeitura mais redutores de velocidade. A via tem um grande fluxo de automóveis devido ao fato de ser o principal acesso às faculdades FAG (Faculdade Assis Gurgacz) e Univel e vários acidentes já ocorreram no trecho interditado. Na semana passada, uma mulher morreu atropelada.

JUDICIÁRIO
No Fórum de Cascavel estão acumulados mais de 21 mil processos

Servidores protestam contra lentidão

Os servidores e oficiais do Fórum de Cascavel iniciaram ontem a mobilização em prol de melhores condições de trabalho. Durante 60 minutos não funcionaram os cartórios, as varas criminais, a Vara da Infância e Juventude, VEP (Vara de Execuções Penais) e juizados.
Uma das preocupações dos funcionários é com relação a quantidade de processos atrasados. De acordo com o integrante do Sindijus (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Paraná), Itacir dos Santos, estão acumulados 21.319 processos entre as varas criminais e juizados. O excesso, segundo ele, é fruto da escassez de recursos humanos, o que torna o Poder Judiciário ainda mais lento.
Uniformizados, com camisetas estampadas com uma tartaruga para simbolizar a lentidão, os servidores distribuíram cartas à população descrevendo a situação enfrentada por eles. No documento consta a defasagem de funcionários nos últimos quatro anos, calculado em mais de 200 servidores, entre demitidos, aposentados e falecidos. Outro problema é a quantidade de estagiários que “não estão aqui para aprender, mas sim para tapar buracos deixados pela falta de pessoal”.
REIVINDICAÇÕES
Dentre as exigências está a contratação dos 900 funcionários aprovados em concurso, o reajuste salarial de 68% previsto pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e um plano de carreiras. Conforme o coordenador geral do Sindijus, José Roberto Pereira, as comarcas de Foz do Iguaçu - que se mobiliza pela segunda vez - Londrina, Ponta Grossa e Francisco Beltrão também paralisarão as atividades durante uma hora.
Sexta-feira servidores de todo o Paraná se concentrarão em Curitiba para decidir qual rumo tomarão caso o Tribunal de Justiça do Paraná não se manifeste. “Senão tivermos alguma resposta, uma greve no setor não está descartada. Mas será algo construído e muito bem organizado”, destacou José Roberto.

FOTOPERSONAGEM

“O excesso de processos é fruto da escassez de recursos humanos”
Itacir dos Santos, integrante do Sindijus

“Senão tivermos alguma resposta, uma greve no setor não está descartada”
José Roberto Pereira, coordenador do Sindijus

BOXXXX
Custo de R$ 100 milhões
Segundo o coordenador geral do Sindijus (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Paraná), José Roberto Pereira a alegação do TJ (Tribunal de Justiça) do Paraná para o atraso na contratação é a falta de recursos financeiros para bancar mais funcionários, que custariam R$ 100 milhões a mais. Atualmente, o TJ R$ 668 milhões.
A reportagem entrou em contato com o TJ, mas assessoria não quis se pronunciar a respeito do assunto.

CASCAVEL
Funcionários do BB discutem pacote

O Sindicato dos Bancários de Cascavel e Região reúne sexta-feira os funcionários do BB (Banco do Brasil) para reunião defronte a agência central, no Calçadão da Avenida Brasil, em Cascavel, a partir das 8h30. No encontro, segundo o presidente do sindicato, Gladir Basso, será discutido o pacote recém anunciado pelo governo federal para a reestruturação do BB.
Na reunião a diretoria do sindicato apresentará aos bancários do BB o panorama nacional diante proposta governamental para discussão da categoria e, a partir daí, os funcionários poderão decidir sobre os próximos passos do movimento acerca do assunto.
O conjunto de medidas anunciado pela direção do BB prevê a centralização dos serviços, desativação de gerências e cargos comissionados e abertura de novas funções. No pacote, o Banco abriu programas de demissão e de aposentadoria antecipadas. As adesões devem ser feitas até final de junho e todo o processo de reformulação do banco e a implementação das medidas deve terminar em dezembro.

Doações
“Estamos buscando alcançarmos os níveis ideais, mas a resposta da população tem sido gratificante”. A avaliação é do médico oftalmologista César Nobuo Shiratori, coordenador do Banco de Olhos de Cascavel, que funciona junto às modernas instalações do Hospital de Olhos de Cascavel, sobre os 53 doadores registrados em abril em Cascavel, resultante de 157 óbitos comunicados no Município, o que corresponde a 30,17% de saldo. O Banco de Olhos prepara e distribui córneas para transplante. As pessoas que recebem as córneas estão numa lista de espera controlada pelo Governo do Estado através da Secretaria de Saúde.

Voluntários
O mutirão contra a dengue, que, estima-se, envolverá mais de 1,5 mil pessoas entre prefeitura, entidades de classe, Exército, Defesa Civil e Estado, ocorrerá sábado e domingo em Cascavel visando eliminar os focos de dengue no Município. O objetivo é a conscientização da população quanto a importância de acabar com reservatórios de água limpa e parada - locais próprios para a reprodução do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Os voluntários interessados em participar do mutirão devem entrar em contato com o Programa de Endemias pelo telefone (45) 3902-1343, 3902-1353, 3902-1769 ou (45) 9912-0406.


FOTOLEGENDA:
A Aparc (Associação de Pais e Amigos do Recanto da Criança) oferece abrigo a 50 crianças de dois a 12 anos que estavam expostas a algum tipo de risco social. A instituição desenvolve atividades artísticas e recreativas, formação humana e religiosa e também tem todo o aparato pedagógico e psicológico. A entidade sem fins lucrativos é conveniada com o poder público e recebe doações da comunidade. A entidade funciona há 35 anos.


RECANTO TROPICAL
População do bairro está satisfeita com o setor

Segurança contraria a
realidade do Município

Embora seja um dos bairros residenciais com maior concentração de famílias de classes média e alta, o Recanto Tropical contraria o cenário de insegurança verificado em outros pontos do Município. “Adoro morar nesse bairro. Estou aqui há 20 anos e nunca tive problemas”, conta a dona de casa Soueli Moritz. E a situação atual é reflexo da organização dos moradores, que por muitos anos mantiveram uma parceria bem-sucedida com a Polícia Militar. A própria população custeava a viatura e o combustível usados na ronda.
Hoje a segurança é feita pelo projeto Povo (Policiamento Ostensivo Volante), da Polícia Militar, cuja característica principal do programa antigo foi mantida: a presença constante da viatura.
Apesar do pouco tempo no bairro, o separador de armazém Edson Galvão está satisfeito. “Quando me mudei para cá os vizinhos falaram bem da segurança. Realmente não ouvi falar de roubo, furto ou arrombamento no Tropical”.
A dona de casa Luciane Leandro afirmou que há muito não se fala em crimes na região próxima à sua casa. “A situação está boa. A polícia sempre está presente”.
O comerciante Marco Aurélio Mion, morador recente do Tropical, disse que a boa estrutura oferecida na área da segurança pública influenciou a família a escolher o local para morar. “Hoje em dia segurança é prioridade”.
Um dos empresários da região, que já foi assaltado várias vezes e preferiu não ter o nome divulgado, disse que de uns tempos para cá a situação melhorou muito no bairro.
A presidente da Associação de Moradores do Tropical, Neide Zimmerman, disse que a viatura que era usada antes será vendida e o dinheiro usado na sede da associação ou em um consórcio para adquirir um outro automóvel, “caso o projeto Povo venha a acabar”.
Em 2005, conforme levantamento da PM, o Tropical foi o 27º em crimes violentos contra a pessoa (10 ocorrências) - penúltima colocação entre os bairros da cidade - e o 18º em crimes contra o patrimônio público (101).

PERSONAGEM:

“Há muito não se ouve falar de crimes”
Luciane Leandro, dona de casa

“A segurança pesou na escolha do bairro”
Marco Aurélio Mion, comerciante

SAÚDE
A população do Bairro Recanto Tropical se divide entre o plano de saúde e as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) dos Bairros Claudete e Parque Verde.
A maior parte dos moradores entrevistados pelo Hoje que usam a rede pública de saúde acredita que a construção de um posto para o bairro não é algo necessário devido à baixa demanda de usuários.
Alguns deles sugerem que haja uma ampliação das UBSs dos bairros vizinhos. Um deles é o aposentado Luiz José Zen. Ele e sua esposa residem há 14 anos do Tropical e utilizam o posto do Parque Verde. Apesar de considerar os funcionários atenciosos, Zen reclama da demora para conseguir uma consulta. “Minha esposa já ficou seis meses na fila. Não acredito que a construção de um posto seja realmente necessária. É mais interessante que façam uma reforma no que já temos, para melhorar o atendimento”.
Outro morador que defende essa proposta é o eletricista Hermes Luiz Simão. Segundo ele, toda a sua família vai ao posto do Bairro Claudete. “Sempre alguém vai achar que o posto é muito longe. Mas não há necessidade de um posto exclusivo para o Tropical”.
Já a dona de casa Jucélia Rosa Fernandes defende a construção de uma unidade. “Uso o posto do Claudete e não gosto muito do atendimento. Mas consigo a consulta na mesma semana em que marquei”.

FOTOPERSONAGEM:

“Não há necessidade de um posto exclusivo”
Hermes Luiz Simão, eletricista

“É interessante reformar os que já temos”
Luiz José Zen, aposentado

EDUCAÇÃO
Ensino técnico e especializado
O Recanto Tropical conta com apenas duas instituições de ensino, o Ceep (Centro Estadual de Educação Profissional) Pedro Boaretto Neto e a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). Cerca de 1,6 mil adolescentes e jovens estudam no Ceep. De acordo com a diretora Natalina Francisca Mezzari, além de Cascavel, são atendidos alunos de outros municípios da região.
“O objetivo é socializar o conhecimento, dando direito à cidadania, à educação e ao saber. Por meio da educação a pessoa muda a sua vida, tendo mais qualidade e refletindo na melhoria de diversos aspectos”, disse a diretora. Ela explicou que no Centro são ofertados dois tipos de ensino, o Ensino Médio técnico e o subseqüente ao Ensino Médio.
Segundo a diretora, o subseqüente é destinado aos alunos que já concluíram o Ensino Médio, uma modalidade inovadora e que tem uma boa procura. No período noturno alguns cursos chegam a ter uma concorrência de quatro candidatos por vaga. “Uma boa parte dos alunos já saem do curso empregados e isso é importante”, salientou.
APAE
A Apae atende 600 alunos com necessidades especiais nas áreas pedagógica e da saúde gratuitamente, mas 25 alunos aguardam na fila de espera. No setor profissional são oferecidas oficinas de serigrafia, floricultura e jardinagem, cestaria e reciclagem de papel.
De acordo com o coordenador de Marketing, Alexandro Chaves, a escola passa por dificuldades financeiras. O problema maior é que perdeu uma verba federal de R$ 15 mil mensais, porque mudaram as regras do Sistema de Atendimento Continuado. A partir deste ano a verba passou a ser repassada pelo Ministério da Saúde e, para receber o dinheiro, a entidade teria que atender toda a comunidade, não apenas as pessoas especiais.
“Na nossa opinião excluíram as pessoas especiais, e agora estamos desamparados, porque essa verba faz falta. Faltou um pouco de vontade política do Poder Público”.
Já foram demitidos dez funcionários e novas demissões estão agendadas para esta semana.
O custo da manutenção da escola por mês é de R$ 190 mil, no entanto, a entidade recebe R$ 80 mil da Secretaria de Estado da Educação, R$ 45 mil do SUS (Sistema Único de Saúde) e R$ 15 mil em doações, um déficit mensal de R$ 50 mil. A folha de pagamento custa R$ 160 mil e o restante é gasto com manutenção.
Para angariar recursos são realizadas as campanhas Um Abraço Especial, Luz de Amor e Empresa Solidária, em parceria com empresas e entidades locais.

ESPORTE

A comunidade do Recanto Tropical é uma das poucas do Município que não é dependente do poder público para obter melhorias nas áreas de esporte e lazer. Há cerca de três meses, a Associação de Moradores recuperou o gramado do campo de futebol com recursos próprios.
Foram gastos em torno de R$ 4 mil, verba arrecadada junto aos próprios moradores, segundo a presidente do bairro, Neide Zimmermann.
Além do campo de futebol, o Tropical possui uma quadra de areia e um parque infantil. Toda essa estrutura recebe atenção especial da comunidade. “Nós procuramos resolver os problemas do bairro envolvendo os moradores nas questões”, citando como exemplo a recuperação do gramado do campo de futebol.

 


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