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IRAQUE – Derramamento de sangue não tem fim desde a invasão dos EUA

Após ataque ao Parlamento,
explosões matam outros 50

Um ataque suicida matou 40 pessoas e feriu outras 128 em uma estação de ônibus lotada próxima de uma mesquita xiita em Kerbala (a 110 quilômetros de Bagdá), ontem. Na capital, um atentado que atingiu a ponte Jadriyah (sul) deixou dez mortos.
As novas explosões ocorrem dois dias após uma ação suicida contra o Parlamento iraquiano, que matou o legislador sunita Mohammed Awad. O atentado foi reivindicado pelo grupo insurgente Estado Islâmico no Iraque, ligado à rede terrorista Al Qaeda.
O ataque ao prédio do governo ocorreu na Zona Verde, área de segurança máxima que abriga representações diplomáticas, como a Embaixada dos Estados Unidos. A ação foi uma das mais ousadas contra a área ultraprotegida - e controlada pelos americanos - em Bagdá desde que os EUA invadiram o Iraque, em março de 2003.


PRAZO
Coréia não desliga reator

O governo norte-coreano não cumpriu o prazo, que se encerrou ontem, para desativar seu principal reator nuclear, e um importante negociador americano disse que o descumprimento da determinação retira impulso do plano internacional para o desarmamento do país comunista.
Os EUA e outros governos, envolvidos nas conversações entre seis nações sobre o programa nuclear da Coréia do Norte, pediram que Pyongyang cumpra o acordo, firmado há dois meses, que define o cronograma do desarmamento nuclear do país. O secretário-assistente de Estado Christopher Hill, principal negociador americano, parecia preocupado.
"Não temos muito impulso, agora. Isso é uma certeza", disse ele a jornalistas, antes de uma reunião com o negociador chinês Wu Dawei, depois de reunir-se com os negociadores da Coréia do Sul e do Japão.
O descumprimento do prazo ontem marca o mais recente revés de um acordo que, quando firmado, em fevereiro, oferecia a possibilidade de desarmamento da mais nova potência nuclear declarada do mundo.

 

Acidente
Pelo menos 32 pessoas, na maioria crianças, morreram na madrugada de ontem em um acidente envolvendo um ônibus e um caminhão na zona central da Turquia. O ônibus, no qual viajava um grupo de estudantes da escola primária que fazia uma excursão à turística região de Cappadocia, chocou-se contra um caminhão nas proximidades da localidade de Eskil, na estrada Aksaray-Konya.

Proibição
O primeiro-ministro australiano, John Howard, afirmou que os imigrantes portadores do vírus da Aids não deveriam obter autorização para trabalhar na Austrália. Além disso, o Governo está estudando um endurecimento das atuais leis tanto para os trabalhadores estrangeiros como para as pessoas que solicitem asilo político no país, embora possa fazer exceções por "considerações humanitárias", afirmou o primeiro-ministro à emissora estatal. A iniciativa foi criticada pelos imigrantes soropositivos, que acusaram o premier de culpá-los por sua doença. Desde que o HIV foi detectado pela primeira vez na Austrália, em 1982, o país registrou um total de 25.703 de portadores do vírus, dos quais 9.827 desenvolveram a Aids e 6.621 morreram em função da doença.

Colômbia
O Governo colombiano reiterou na noite a confiança em que a rodada de diálogos com a guerrilha ELN (Exército de Libertação Nacional), em Cuba, dê os frutos esperados. A afirmação foi feita pelo secretário de Imprensa da Presidência da República, César Mauricio Velásquez, após advertir que o governo contratou um vôo para transferir de Caracas a Havana o delegado do ELN, Pablo Beltrán. Acrescentou que após a viagem de Beltrán à capital cubana, este delegado rebelde "vai se reunir com o Alto Comissariado para a Paz, Luis Carlos Restrepo".


 

 

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