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Os servidores querem aumento

O prefeito Lísias Tomé comprou muitas brigas desnecessárias ao longo dos 2,4 anos de administração. Pagou alguns micos que não precisava e teve que rever decisões tomadas no atropelo ou sem o devido embasamento jurídico.
Mas agora está prestes a enfrentar uma nova prova de fogo, tudo por que não fez direito a lição de casa. Desde o ano passado o Tribunal de Contas do Estado do Paraná vem alertando a Prefeitura de Cascavel que o limite de gastos com a folha de pagamento está próxima de extrapolar o permitido.
A prefeitura tem nomeados em excesso nos cargos de confiança e muitos estagiários. O plano de contensão de gastos adotado pela administração é pequeno demais diante da necessidade que se desenha.
Os servidores públicos querem aumento. A reposição da inflação, no mínimo. Sonham em repor perdas, mas isso vai ser uma batalha que não vingará resultados. Não a curto prazo. A prefeitura não pode reajustar o salário do funcionalismo porque se der percentual desejado, vai extrapolar, e muito, o limite permitido por lei.
O Município ainda tem no seu encalço o Ministério Público do Trabalho, que quer o fim do convênio com a oscip ANA (Associação Nova Aliança) e a imediata contratação dos funcionários que hoje são terceirizados, ou seja, mais funcionários para inchar a folha.
Segunda-feira os professores municipais já disseram que vão cruzar os braços por um dia, mas podem paralisar as atividades definitivamente se não ganharem um aumento já para o próximo mês. No embalo vem o restante dos funcionários municipais. E não há outra fórmula. Será preciso enxugar a folha para contemplar os servidores com o reajuste ou enfrentar uma greve e conseqüente desgaste político. O prazo termina na próxima semana.

 

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