| PROVOCAÇÃO
Comentário foi resposta a projeto do Congresso americano
Hugo Chávez diz a Bush se
incluir na lista de terroristas
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu ontem que George
W. Bush se inclua na lista de terroristas que congressistas republicanos
anunciaram que pretendem atualizar com a inclusão da Venezuela.
“O primeiro país que eles têm de colocar na lista dos
que apóiam o terrorismo se chama Estados Unidos e o primeiro na
lista de pessoas é George W. Bush. Inclua-se na lista dos terroristas
do mundo”, disse Chávez.
Legisladores republicanos apresentaram um projeto, ainda não votado,
sobre a inclusão da Venezuela em uma lista de estados que apóiam
o terrorismo, como ocorre com o Irã, Cuba, Coréia do Norte
e Síria.
BOA IMAGEM
O presidente George W. Bush inicia hoje uma viagem de uma semana a África,
onde tentará reverter a imagem internacional ao fim de seu governo,
muito criticado pela guerra no Iraque.
O presidente norte-americano visitará Benin, Tanzânia, Ruanda,
Gana e Libéria, em uma viagem que se anuncia como sua última
grande visita à África antes de deixar a presidência
em janeiro.
“Esta viagem será uma oportunidade de mostrar o compromisso
dos Estados Unidos com as pessoas dos países e da África
em geral”, explicou Stephen Hadley, assessor da presidência
norte-americana para segurança nacional.
Preocupado com a marca que seu governo deixará na história,
Bush, impopular e criticado pela guerra no Iraque, espera refletir seus
esforços para melhorar a contribuição dos Estados
Unidos à luta contra o HIV/Aids e a malária, promover as
reformas em favor da democracia e o livre comércio, além
de combater os conflitos regionais na África.
PESQUISA
Hillary está na frente de
Obama em dois estados
A senadora por Nova Iorque Hillary Clinton está à frente
de seu rival, o senador por Illinois Barack Obama, em Ohio e na Pensilvânia,
dois Estados cruciais para as próximas primárias na corrida
pela candidatura presidencial dos EUA, que já se aproxima da reta
final.
Ohio, Rhode Island, Texas e Vermont votarão em 4 de março.
Já os eleitores da Pensilvânia irão escolher seus
candidatos em primárias que serão realizadas no dia 22 de
abril.
Hillary, que perdeu oito votações consecutivas para Obama,
lidera em Ohio com 55% contra 34% de ser rival, segundo o estudo do Instituto
de Pesquisas da Universidade de Quinnipiac.
Um total de 56% das mulheres democratas do Estado apóia Hillary,
contra 30% que preferem Obama. Entre os homens, Hillary é apoiada
por 52%, contra 42% de Obama.
Entre os democratas brancos, Hillary lidera com 64% contra apenas 28%
de seu rival. Mas a maior parte dos eleitores negros - 64% - prefere Obama
a Hillary, que é apoiada por 17%.
“Ohio é um bom local de votação para Hillary”,
disse Peter Brown, oficial do Instituto de Pesquisas da Universidade de
Quinnipiac, em um comunicado.
Na Pensilvânia, de acordo com a pesquisa, Hillary lidera com 52%
contra 36% de Obama.
QUÊNIA
Governo e oposição assinam acordo
As duas principais facções políticas do Quênia
assinaram ontem um acordo para pôr fim à crise que atinge
o país desde o fim de dezembro, informou um porta-voz do ex-secretário-geral
da ONU (Organização das Nações Unidas) Kofi
Annan, que atua como mediador. Os detalhes do acordo serão revelados
por Annan em uma coletiva de imprensa nessa sexta-feira.
Sexta-feira, o deputado de oposição do Quênia, William
Rutto, anunciou que o partido do presidente Mwai Kibaki havia aceitado
formar o governo de coalizão. O objetivo seria acabar com os protestos
dos opositores que afirmam que a eleição de Kibaki foi fraudulenta.
Rutto, que faz parte do Movimento Democrático Orange, disse que
“finalmente os dois lados concordaram que o país enfrenta
uma crise e que ambos precisam agir”. Um dia antes, o líder
da oposição, Raila Odinga, se desculpou após afirmar
que o presidente Kibaki deveria renunciar.
Durante uma reunião de bispos na capital do país, Nairóbi,
o presidente Kibaki disse que se sente encorajado diante do progresso
nos diálogos com a oposição e reiterou que ele e
toda sua equipe “apóiam o processo”.
CRISE
Saída de Musharraf aumentaria
estabilidade, dizem paquistaneses
Uma pesquisa mostrou que 64% dos paquistaneses acreditam que a situação
de segurança e a estabilidade do país melhorariam se o presidente
Pervez Musharraf renunciasse ao cargo.
A pesquisa de opinião foi feita pelo Instituto Gallup do Paquistão
entre os dias 27 e 28 de janeiro e ouviu 1.456 paquistaneses em todo o
país. Segundo a pesquisa, apenas 25% afirmaram que a segurança
no país pioraria com a renúncia do presidente.
“Enquanto muitos governos ocidentais apóiam o presidente
Musharraf, na crença de que ele oferece a única esperança
de estabilidade para o Paquistão, grande parte dos cidadãos
comuns do país discorda”, disse Doug Miller, presidente da
GlobeScan que desenvolveu e analisou a pesquisa junto com o Programa Internacional
de Atitudes Políticas da Universidade de Maryland, Estados Unidos.
A pesquisa mostrou que 39% dos paquistaneses acreditam que “as agências
de segurança paquistanesas ou pessoas ligadas a estas agências”
são responsáveis pelo assassinato da ex-primeira-ministra
Benazir Bhutto. Outros 24% acreditam que alguma outra organização
esteja envolvida com a morte de Bhutto.
TIMOR LESTE
Forças de segurança lançam
operação contra os rebeldes
As tropas australianas lançaram ontem uma operação
militar com o objetivo de deter militares rebeldes que participaram dos
atentados contra o presidente de Timor Leste, José Ramos-Horta,
e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
O chefe interino da Polícia das Nações Unidas, Hermanprit
Singh, disse à rádio australiana ABC que a operação
foi iniciada após considerar válidas as ordens de busca
e captura emitidas há vários meses contra os renegados.
“As velhas ordens de busca e captura por crimes anteriores valem
para capturar os rebeldes, e neste momento as forças de segurança
estão atrás deles”, afirmou.
Antes, a porta-voz das Nações Unidas, Alison Cooper, disse
à imprensa australiana que a força internacional iniciará
a operação assim que receber das autoridades timorenses
as ordens de busca e captura.
Também participarão da operação unidades especiais
da Polícia da ONU, que realiza junto com as autoridades timorenses
uma investigação sobre os ataques da segunda-feira passada
a Ramos Horta, que ficou ferido ao ser atingido por três tiros,
e uma hora depois contra Gusmão, que escapou ileso.
A polícia de Timor Leste pediu à Justiça ordens de
busca e captura de pelo menos quatro supostos integrantes do grupo de
militares rebeldes que tentou matar o presidente.
O líder rebelde, Alfredo Reinado, e um de seus correligionários
morreram durante o tiroteio com os guarda-costas de Ramos Horta, internado
desde a segunda-feira no hospital australiano Royal Darwin, e que continua
em estado estável.
Incêndio
Os 10.360 focos de incêndios registrados na China durante as celebrações
do Ano-Novo lunar mataram ao menos 59 pessoas, informou ontem o Ministério
de Segurança Pública chinês.
As autoridades chinesas, citadas pela agência Xinhua, informaram
que os incêndios causaram ainda prejuízos no valor de US$
3,30 milhões, e relataram que outras 19 pessoas ficaram feridas.
O número de incêndios este ano subiu mais de 14% em relação
a 2007, quando os artefatos pirotécnicos provocaram 9,1 mil incêndios
em toda a China.
Grécia
Um forte terremoto atingiu o Sudeste da Grécia ontem. O tremor,
que teve intensidade de 6,5 graus na escala Richter, foi sentido também
no Cairo, capital do Egito. Não há registro de danos ou
feridos, segundo o Instituto de Geodinâmica de Atenas.
O epicentro do tremor foi registrado a 30 quilômetros de profundidade,
na península do Peloponeso, 176 quilômetros ao sul de Patras
e 240 quilômetros a sudoeste de Atenas, segundo informações
do sismólogo Efthimios Lekkas dadas à rede de tevê
estatal grega. Em Atenas, capital da Grécia, o tremor foi sentido
durante 15 segundos.
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