Grenal da Paz
O segundo Grenal do Campeonato Brasileiro, dia 5 de novembro no Estádio Olímpico, marcará a grande ofensiva gaúcha pela paz no futebol, e a primeira medida para combater realmente a violência. Neste dia deve ser instalado o primeiro juizado itinerante, com delegado de polícia, promotor e juiz plantonista, para autuar e julgar no próprio dia os causadores de confusão nos jogos em Porto Alegre.
É preciso punir mesmo, porque foi assim que os ingleses conseguiram a tranqüilidade e, por isso, ainda hoje não precisam de alambrados em seus estádios. Quem invade o campo na Inglaterra ou Alemanha sai do estádio algemado, fica 48 horas preso incomunicável e depois de julgado fica obrigado a se apresentar em dias de jogos, na delegacia, para prestar serviços à comunidade. Só assim alcançaremos a tão esperada paz no futebol.
Curtas
A gelada Rússia não é tão ruim para os profissionais do futebol. Alguns voltam logo por causa do frio, como o técnico Ivo Worthman; outros, como o jogador Daniel Carvalho, renovam contrato até 2009.
+++Talvez o resultado mais importante da rodada de ontem da Liga das Campeões tenha sido a vitória do Lyon, de Fred e Juninho Pernambucano sobre o grande Real Madrid de tantos brasileiros, a começar pelo Ronaldo, o Gordo.
+++O clube de futebol de Carrara, terra no mármore na Itália, que disputa a Terceira Divisão, recebeu proposta de patrocínio de uma funerária. Olha que dá azar... O Atlético Mineiro teve patrocínio de um funerária mineira no futsal e caiu para a Segunda Divisão, inclusive no futebol.
+++Curioso, o ponteiro Jajá, campeão gaúcho pelo Caxias em 2000, está voltando ao clube pela quarta vez.
Recopa
liderança
A discussão é sobre o interesse do São Paulo por vingança contra o Inter, domingo. O técnico Abel Braga, não sei porque, chegou a fazer uma ameaça “se quiserem vingança, está marcada para domingo, às 16h”. Frescura, interessa só o futebol e está em jogo apenas uma questão: até que ponto será exigido o São Paulo hoje? Emocionalmente, conforme o resultado contra o Boca, na decisão da Recopa amanhã, pode nem haver reflexo para domingo. A única certeza que se tem é que o São Paulo, contra o Inter, certamente estará mais cansado. Jogou quarta em Buenos Aires, domingo teve um jogo tenso com o Corinthians, agora uma nova decisão contra o Boca. Tudo isso cansa, e, neste aspecto, o Inter pode esperar alguma vantagem.
Vamos de novo?
Não deu para o Cascavel nem fazer a sua parte, jogando em casa, enquanto a Portuguesa, no seu jogo, fazia três.
É lamentável. O Cascavel tem um dos melhores estádios do interior do Brasil, que precisa apenas de uma reforma (talvez só o de Ribeirão Preto seja muito superior), tem um povo que gosta de futebol e economia capaz de impulsionar uma boa idéia, mas fica repetindo esquemas que, infelizmente, não dão certo. Tenho informações de que o grupo que toca o clube neste ano pode até desistir, o que seria lamentável.
Deveria pegar a derrota como lição, rearmar o time com um bom grupo, profissional mesmo, porque, com a força desta cidade, falta pouco para que se tenha um time na Primeira Divisão, e com destaque. Continuo torcendo.
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