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ELEIÇÕES 2006
Edgar Bueno e Goulart apresentam propostas
Entidades seguem sabatina
aos candidatos de Cascavel

A Amic (Associação das Micros e Pequenas Empresas do Oeste) e a Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel) abriram espaço para que os postulantes a cargos eletivos por Cascavel e os candidatos ao governo do Estado apresentam suas propostas.
A Amic ouve amanhã o ex-prefeito Edgar Bueno, que disputa uma cadeira na Assembléia Legislativa pelo PDT. O encontro começa às 7h30, com a presença de diretores, funcionários e associados da entidade.
O presidente da entidade, Telmo Kottwitz, informou que os demais candidatos foram convidados e também já confirmaram a participação. O próximo da lista é o candidato a deputado estadual pelo PMDB Leonaldo Paranhos, quarta-feira. Na seqüência, aparecem, dia 21, Eduardo Sciarra (a federal pelo PFL); dia 23, Vilson Oliveira (estadual pelo PPS); dia 28, Juarez Berté (estadual pelo PPS); dia 4 de setembro, Marcos Formighieri (estadual pelo PMDB); dia 11 de setembro, Adelino Ribeiro (estadual pelo PMN), dia 18, Rosimeri Tomé (estadual pelo PPS); e, 25 de setembro, Jadir de Mattos (estadual pelo PTB).
Já a Acic abre espaço terça-feira para o candidato do PRTB à Câmara Federal Vanderlei Goulart. Ele falará de suas propostas a empresários e líderes do Movimento por Mais Representatividade Política. O encontro começa às 8h.
O candidato será questionado sobre as suas propostas para o Aeroporto Regional, a duplicação da BR-277 entre Cascavel e Medianeira e as reformas Trabalhista, Sindical, Fiscal e Previdenciária.

FIM DA BLINDAGEM
Lula critica imunidade de parlamentares

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, questionou a imunidade parlamentar de deputados e senadores em discurso ontem, em Salvador. “Um senador ou deputado podem achincalhar o presidente e não posso entrar com processo porque eles têm imunidade. Acho que a sociedade deveria discutir isso”, afirmou Lula.
Ele ainda defendeu a redução do mandato dos senadores de oito para quatro anos.
Logo que chegou à capital baiana, Lula participou de um café da manhã com 42 prefeitos de várias cidades do Estado.
O candidato petista confirmou que não participará do primeiro debate entre os candidatos à Presidência, amanhã, pela TV Bandeirantes. Segundo Lula, como presidente da República, ele deve “preservar algo maior, que é instituição federal”.
Após o discurso, Lula comentou a questão da violência em São Paulo e voltou a dizer que o governo federal está dando todo o apoio que for necessário ao Estado. Ele afirmou ainda que, na reunião que teve sexta-feira com os comandantes do Exército, Francisco Albuquerque, e da Polícia Militar paulista, Elizeu Éclair, ficou impressionado com o trabalho que está sendo feito.

LEI ELEITORAL
Propaganda virtual está proibida
Comparação da internet
com TV gera confusão

A descoberta de caixa dois, denúncias de “mensalão”, sanguessugas e outras decepções políticas provocaram mudanças nas regras para as eleições de 2006. Tentou-se diminuir os gastos e deixar a campanha mais transparente. Mas as mudanças nas leis por pouco não arranham a liberdade de imprensa, principalmente na cobertura jornalística das eleições pela internet.
Talvez pelo desconhecimento da nova mídia, ela foi equivocadamente equiparada ao rádio e à televisão, quando deveria ser mais comparada ao jornal impresso. Esse engano causa dificuldades de informações que só não são maiores porque, felizmente, tem predominado o bom senso de se permitir o trabalho jornalístico, apesar do rigor da lei.
Assim como já proibiu propaganda eleitoral em outdoors, brindes, cartazes em postes e locais públicos, a nova legislação eleitoral é clara no que diz respeito à propaganda na internet: está totalmente vetada.
Sites, blogs e portais noticiosos não podem veicular qualquer tipo de anúncio ou imagem paga de candidatos - ao contrário dos jornais impressos, que podem continuar a publicar os tradicionais “santinhos” -. Os candidatos podem manter seus próprios sites na internet, assim como os partidos.
Para isso, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) instituiu a terminação “.can”, no lugar do “.com”. Assim, a forma de se apresentar do candidato é o seu nome, seguido do número com o qual concorre antes do “.can”, ou seja: “nomenúmero.can.Br”. Até aí nenhum problema. A polêmica começa quando entra em questão o trabalho jornalístico. Segundo a atual lei, estariam proibidos na internet a opinião, as charges, até mesmo os blogs que viessem a falar de candidatos, partidos e coligações.

Polêmica
A comparação que a lei faz entre web e televisão, ou rádio, como se fossem mídias semelhantes, deixa o jornalismo on-line muito mais engessado do que o dos meios impressos, fato que deve gerar questionamentos tanto por parte de quem faz o noticiário de eleições, quanto do lado da assessoria jurídica dos candidatos.
Até mesmo a possibilidade de manter blogs jornalísticos de cobertura das eleições poderia ser questionada judicialmente - o blog não pode ser comparado, por exemplo, a uma coluna opinativa de jornal impresso, de acordo com as novas regras -. O jornalista-blogueiro poderia ser penalizado caso descumprisse a questão da paridade de tempo e espaço que a tevê deve conceder aos candidatos. Mas como medir igualdade de espaço na internet, um meio de publicação dinâmico?

 

 

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