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Nas mãos dos criminosos

As ações violentas do PCC (Primeiro Comando da Capital) deflagradas há pouco mais de um mês e retomadas há alguns dias estarreceram o País, foram incluídas nos discursos de campanha, com troca de acusações e provocaram muitas mortes. Delegacias foram atacadas, policiais e bombeiros executados e até civis perderam a vida na demonstração dos líderes do crime.
Mostrou, acima de tudo, a falência do sistema prisional brasileiro e deixou claro que as autoridades têm o poder limitado e que também são obrigadas a seguir ordens daqueles que deveriam estar sendo punidos e em recuperação social.
Agora, dois novos episódios derrubam o pouco da sensação de controle que se tinha. Embora o líder da facção criminosa, Marcos Willian Hadeas Carlos Camacho, o Marcola, estar em regime diferenciado, teoricamente isolado há semanas, a ordem de execução de dois juízes e o seqüestro de dois repórteres da Rede Globo evidenciaram quem realmente manda no País.
Não tem como acreditar que o crime organizado se cria e se desenvolve sob a repressão das autoridades policiais e que conseguem driblar todo o sistema. Ele está entranhado no sistema.
O que não dá para acreditar é que, diante de tantas e tantas evidências, nada seja feito. Pessoas morrem e fica por isso mesmo. Policiais morrem, há lamentos, e fica por isso mesmo.
O que nos resta saber agora é qual será o limite das autoridades para que algo de efetivo seja feito; quando elas pretendem retomar as rédeas da nação; até quando a sociedade estará refém do crime organizado?


 

 

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