PROFISSIONALIZANTE
Equipe verificou instalações e demandas necessárias
Curso de colégio chama
atenção de outros estados
O secretário de Estado de Educação do Mato Grosso,
Ságuas Moraes Sousa, esteve ontem em Cascavel para acompanhar uma
comitiva de Cuiabá e conhecer o funcionamento do curso profissionalizante
do Colégio Estadual Professor Francisco Lima Silva, no Bairro Floresta.
A equipe veio acompanhada da técnica pedagógica da Secretaria
Estadual de Educação do Paraná, Ana Maria Dias Ferreira.
Ságuas veio em busca de informações sobre o curso
técnico em Secretariado Integrado, que une os Ensinos Médio
e profissionalizante e tem duração de quatro anos. Conheceu
também o técnico em Secretariado Subseqüente, que atende
alunos que já terminaram o Ensino Médio e cursam um ano
do profissionalizante.
Conforme a diretora do colégio, Silmar de Fátima Paschoali,
a equipe do Mato Grosso procurou informações sobre as instalações
necessárias para o funcionamento do curso, os laboratórios,
a forma de escolha dos professores, buscou opiniões de estudantes
e pesquisou sobre a vida social de quem freqüenta o curso, quem o
procura, evasão e desistência.
Silmar ressalta que os professores que atuam no curso são todos
técnicos. O colégio possui dois laboratórios de informática,
está instalando um escritório-modelo que o curso exige,
além de ter uma biblioteca com livros específicos da área.
A equipe escolheu o colégio por estar localizado em um bairro da
cidade cujas características coincidem com a realidade das cidades
do Mato Grosso.
Proeja
O Colégio Estadual Professor Francisco Lima Silva ainda possui
algumas vagas do Proeja, que atua na educação profissional
de jovens e adultos. A diretora auxiliar, Leoni Ângela de Bona,
explica que esta modalidade oferece o curso de técnico em secretariado
para pessoas acima de 21 anos, oriundas da 8ª série. Ela observa
que trata-se do Ensino Médio integrado com duração
de três anos, oferecido no período noturno.
O profissional técnico em secretariado atua em empresas e instituições
como assessor, assistente, agente facilitador e coordenador de informações,
administração, planejamento, comunicação,
psicologia, liderança, marketing, finanças e práticas
secretarias, de acordo com as necessidades de cada empresa.
METAS
Reitor destaca princípios
de ação frente à Unioeste
Ao assumir o segundo mandato de reitor da Unioeste (Universidade Estadual
do Oeste do Paraná), o professor Alcibíades Luiz Orlando
vem empregando todos os esforços para que a instituição
continue avançando no ensino, na pesquisa e na extensão.
Na avaliação do reitor, “trata-se de um desafio e
compromisso que é compartilhar o que temos de melhor e promover
o acesso da sociedade ao conhecimento científico, tecnológico
e artístico”.
Alcibíades iniciou o segundo mandato em meio a muita polêmica.
Ele foi nomeado pelo governador Roberto Requião apesar de ter ficado
em segundo lugar nas eleições, atrás de Altevir Castro
dos Santos. Em razão disso, vários protestos têm sido
realizados. No entanto, o reitor já declarou publicamente que não
pretende renunciar e ontem, em texto da assessoria enviado à imprensa,
informou que o momento é “de trabalho e de dedicação
para continuar projetando a Unioeste, buscando avançar e aprofundar
a transformação da universidade, engajando-a em programas
pedagógicos criativos e consistentes, articulados à produção
crítica de conhecimento e construindo uma cultura institucional
de compromisso social em todos os níveis e processos de formação”.
Para o reitor, os princípios norteadores que servirão de
referência neste segundo mandato estão vinculados ao compromisso
com a sociedade, que é incentivar a produção, a divulgação
e a transmissão de conhecimentos, além da formação
de pessoas com consciência crítica sobre a sociedade.
Na sua avaliação, uma das tarefas e desafios desse momento
de enfrentamento das dificuldades pelo qual tem passado a universidade
pública é resgatar sua relevância para as comunidades.
Para cumprir esse objetivo, a Reitoria precisa continuar sendo a expressão
política da defesa da universidade, atuando de forma ativa junto
à sociedade e ao conjunto de órgãos institucionais
e garantindo a unicidade da instituição.
Sexta-feira (14/03)
Encontro de famílias de doadores e receptores de órgãos,
na 10ª Regional de Saúde - 14h
Programa Saúde e Vida do Instituto Alfredo Kaefer, no Shopping
West Side - 14h
Entrega do salão comunitário do Bairro Coqueiral - 17h30
Palestra Mercado Futuro do Agronegócio, auditório do Sindicato
Rural Patronal - 19h30
PROCON
Valor de R$ 19 mil contra a Caixa também foi confirmado
Justiça mantém multa
de R$ 251.717 ao BB
A Justiça manteve as multas aplicadas pelo Procon de Cascavel
ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal em razão
do descumprimento da lei que estabelece tempo máximo de 30 minutos
de espera nas filas bancárias.
De acordo com o coordenador do Procon, Manoel dos Santos, as instituições
financeiras haviam recorrido da multa aplicada pelo órgão,
mas a Justiça deu ganho de causa ao órgão, confirmando
o valor de R$ 251.717 ao Banco do Brasil e de R$ 19 mil à Caixa
Econômica Federal.
“A decisão serve de alerta para outras instituições
para que promovam vigilância e cumpram a lei, caso contrário
também serão autuados e multados”, observou Manoel.
As autuações ocorreram por meio de reclamação
de usuários e, como as agências já haviam sido fiscalizadas
e autuadas anteriormente, existiu a agravante de reincidência.
As decisões da Justiça foram em primeira instância
e ainda cabem recurso.
Telefonia
O Procon agendou para o dia 27 um encontro com a operadora de telefonia
celular Tim, em Cascavel, para exigir que prestem um serviço de
melhor qualidade na cidade. A reunião será às 9h
no salão social do Restaurante Portal. Outras reuniões devem
ser agendadas com as demais operadoras que atuam na cidade.
SAÚDE
Seminário aborda HIV/DST
e encontro fala sobre a Aids
O Cedip (Centro Especializado de Doenças Infecto-Parasitárias),
em parceria com Sesc (Serviço Social do Comércio), Unioeste
e a Brytol Myrs, promovem o 4º Seminário de HIV/DST, hepatite
e drogas, e o 1º Encontro Regional de Aids, nos dias 27 e 28, das
8h às 12h e das 13h30 às 17h30, no auditório da Unioeste,
em Cascavel.
O evento tem como objetivo atualizar os participantes dos dados epidemiológicos
da Aids, discutir assuntos pertinentes à ética, direitos
humanos e ao bom funcionamento do serviço público em relação
a estas doenças, atualizando os profissionais de saúde e
futuros profissionais quanto aos procedimentos e cuidados para orientar
e auxiliar os portadores dessas doenças.
Conforme a coordenadora municipal de DST/Aids, Josana Aparecida Dranka,
é necessário sensibilizar os profissionais para incentivar
a verificação da doença e fazer exames nos pacientes.
“As pessoas que procuram ajuda descobrem a doença muito tarde,
o que compromete o tratamento e a qualidade de vida.”
O seminário é gratuito e destinado a profissionais e acadêmicos
e sociedade civil organizada na área de saúde e educação.
As inscrições podem ser feitas na Avenida Tancredo Neves,
2.433, na sede do Cedip, anexo ao PAC I. Informações com
Josana Dranka, pelo telefone (45) 3327-2575.
REUNIÃO NA CDL
Lojistas reclamam da escassez de notas e moedas
Durante encontro realizado ontem na CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas)
de Cascavel, os analistas do Banco Central José Nelito Carneiro
de Souza e Vanderlei Alves Moitinho, de Curitiba, ouviram da diretoria
da entidade a reclamação da falta de moedas e de notas de
real de valores menores, desde centavos até R$ 10.
Os dois representantes do BC estiveram em Cascavel fiscalizando ações
do Banco do Brasil, já que este é o agente oficial que representa
o BC em todo o País, fazendo a distribuição do dinheiro.
“Aproveitamos para agendar essa reunião na CDL para ouvirmos
a entidade sobre a qualidade e outras questões relativas à
circulação do real, para que o Banco Central possa analisar
essas informações e, se for o caso, tomar medidas necessárias”,
explicou na ocasião Vanderlei Alves Moitinho.
Na reunião, conduzida pelo presidente da CDL, Nilson Lehmkuhl,
os dois analistas do BC questionaram os dirigentes lojistas sobre a qualidade
das cédulas de real que circulam em Cascavel, bem como sobre a
presença de notas falsas e se a quantidade de moedas e notas atende
às necessidades das operações financeiras envolvendo
o real.
Durante o encontro, diretores da entidade dos lojistas manifestaram a
preocupação com a escassez de moedas em centavos e notas
de até R$ 10, o que resulta da falta de dinheiro na praça
para atender à demanda de troco. “Tem até gente vendendo
troco”, chegou a observar um dos lojistas presentes à reunião,
explicando que, na prática, quem tem volume grande de moedas ou
notas de baixo valor, cobra a mais para a troca por notas de valores mais
expressivos, como de R$ 20, R$ 50 e R$ 100.
Vanderlei Moitinho disse que o BC coloca no mercado quantidade suficiente
de moedas e notas. Inclusive, citou que, enquanto a média mundial
é de 40 moedas por habitante, no Brasil esse número é
de 70 moedas por habitante.
Sobre a qualidade das notas de Real, que muitas vezes circulam sujas,
riscadas e com outras danificações, os dois representantes
disseram que todos os agentes financeiros têm a devida orientação
para recolher esse dinheiro, que então é encaminhado ao
Banco do Brasil, que faz o repasse ao Banco Central para a substituição
por cédulas novas.
Vanderlei Moitinho informou ainda que a nota de 1 real já deixou
de ser fabricada pelo BC. “Em média, a nota de real dura
12 meses”, observou, para acrescentar que a de R$ 1 desaparecerá
gradativamente, ficando somente a moeda desse valor, que tem durabilidade
infinitamente maior que o papel.
DIREITOS HUMANOS
Comissão investiga denúncias na região oeste
Comissão de relatores da DhEsca Brasil (Plataforma Brasileira
de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais)
realizou missão ontem em Cascavel.
A primeira visita foi à fazenda experimental da Syngenta, em Santa
Tereza do Oeste. Os relatores conheceram o local do confronto entre integrantes
da Via Campesina e seguranças da área, ocorrido dia 21 de
outubro do ano passado.
Aproximadamente dez integrantes do movimento que participaram do confronto
foram ouvidos a portas de fechadas pelos relatores. “Nos relataram
que não havia armas no acampamento. O que nos leva à hipótese
de execução sumária. Alguns integrantes relatam que
ouviram uma ordem para que os seguranças deixassem a área,
como se já tivessem cumprido o objetivo”, conta Clóvis
Roberto Zimmermann, relator da Relatoria Nacional de Alimentação
Adequada e Terra Rural.
Com relação à morte de um dos seguranças,
a causa apontada seria a falta de organização dos seguranças.
“Eles estariam desorganizados. Foi feito um cerco e um acabou atirando
no outro”, explica Clóvis.
A Syngenta teria sido procurada pelos representantes da plataforma. No
entanto, a empresa teria declarado que não se pronunciaria sobre
o processo, que está em andamento. Segundo um dos representantes
da Plataforma DhEsca Brasil, a empresa NF Segurança não
foi procurada, já que consideram a Syngenta responsável
pelos seguranças.
No processo judicial sobre os dois homicídios e as tentativas de
homicídio, que tramita na Justiça de Cascavel, alguns sem-terra
também foram denunciados, inclusive um sendo apontado como autor
da morte do segurança.
TRANSGÊNICOS
Outra denúncia que foi apurada durante a passagem da comissão
pela região oeste do Estado é a contaminação
de produções orgânicas por transgênicos. “Conversamos
com pequenos produtores de Medianeira que tiveram a produção
de soja contaminada”.
Segundo os relatores, essa contaminação pode acontecer em
qualquer etapa da produção. “Existem casos que a semente
já vem contaminada. Também pode ser nas máquinas
ou ainda no transporte. No caso do milho é comum a polinização,
que acaba misturando os diferentes tipos dos produtos”, explicou
Clovis.
Para Marijane Lisboa, relatora da Relatoria dos Direitos Ambientais, os
pequenos produtores estão desprotegidos com relação
aos transgênicos. “A lei não protege os pequenos agricultores
que acabam deixando de vender a produção devido à
contaminação”, disse Marijane.
O grupo participou ainda de audiências com a Policia Federal, Ministério
Público e juízes criminal e civil. Hoje a comissão
participa de audiências em Curitiba.
Em 30 dias um relatório sobre as investigações feitas
na região será encaminhado às autoridades responsáveis,
com recomendações de como as ações dos órgãos
envolvidos devem ser conduzidas.
Personagem
“A lei não protege os pequenos agricultores”
Marijane Lisboa, Relatoria dos Direitos Ambientais
“Vamos ouvir as versões”
Clóvis Roberto Zimmermann, Relatoria Nacional de Alimentação
Adequada e Terra Rural
MOBILIZAÇÃO
Aulas terão apenas três horas de duração hoje
Professores param para
exigir reajuste de 38,57%
“Em 1990 ganhávamos três salários mínimos
para 20 horas de trabalho. Hoje ganhamos o mesmo valor para 40 horas”.
O relato do professor de Educação Física Ivanildo
Pietsch justifica a mobilização dos servidores da rede estadual
de ensino, que hoje fazem uma paralisação parcial das atividades.
Um ônibus partiu ontem de Cascavel para Curitiba, numa tentativa
de convencer o governo do Estado a equiparar o salário dos professores
com o dos demais servidores que possuem nível superior. O reajuste
chega a 38,57%, mais a reposição da inflação,
entre 4% e 5%.
Nilza Zanquetta leciona geografia há nove anos e, segundo ela,
desde o início da sua carreira o único aumento de salário
que recebeu foi ano passado. “Em 2007 teve um reajuste de 17%, mas
tínhamos uma defasagem de 50%. Desde que comecei minha carreira
só tive um aumento”.
Valci Mattos, presidente de APP-Sindicato em Cascavel, explicou que os
professores dos colégios estaduais vão lecionar durante
três nos turnos: matutino, vespertino e noturno. “Esperamos
que o governo do Estado nos receba e que sejamos atendidos. Estamos em
plena campanha salarial”.
Após a dispensa dos alunos, os professores discutirão o
problema para definir estratégias, pois o anseio da categoria é
receber o salário na data-base, dia 1º de maio. Na região
oeste, cerca de 3 mil professores devem aderir à mobilização.
A pauta da reunião com o governo do Estado também contempla
o reconhecimento salarial dos professores que possuem mestrado. Segundo
Valci, isso só ocorre quando a especialização é
feita pelo PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação). “Estamos
discutindo o PDE para que ocorra a elevação de nível.
Da forma como está colocado, um professor levará 15 anos
para atingir o nível de mestrado no fim da carreira. Não
queremos isso”.
“Ganhamos o mesmo que em 1990”
Ivanildo Pietsch, professor de Educação Física
“Desde que comecei só tive um aumento”
Nilza Zanquetta, professora de Geografia
ANSEIOS DA CATEGORIA
Mobilização estadual
* Equiparação salarial de 38,57%
* Planos de Carreira para os Funcionários com 40 horas de trabalho;
de aposentadoria especial para diretores e pedagogos; e de Saúde.
* Repasse do reajuste inflacionário de 4%;
* Reconhecimento de mestrado;
Mobilização nacional
* Aprovação do Piso Salarial Profissional Nacional;
* Profissionalização e carreira para os funcionários
das escolas.
DESRESPEITO
Lei que exige proteção em caçambas foi aprovada esta
semana
Empresários reclamam de
sujeira feita por caminhões
Cansados de terem que conviver com terra, areia e até dejetos
derramados no asfalto em frente a seus estabelecimentos comerciais, empresários
da Avenida Barão do Rio Branco, no Bairro Country, em Cascavel,
resolveram denunciar o desrespeito de alguns motoristas de veículos
de carga.
O comerciante Antonio Bernardini explica que os caminhões, ao fazerem
o contorno na avenida, deixam cair resíduos de suas cargas, geralmente
terra e areia. Ocorre que tudo acaba indo para dentro dos estabelecimentos.
“Vai para dentro da loja e vira uma bagunça, uma sujeira”,
reclama.
Muitas vezes, para evitar ainda mais problemas, os próprios comerciantes
juntam a sujeira ainda no asfalto.
Adriano Pelegrini, que tem empresa na mesma avenida, observa que, além
da sujeira, quando chove a situação fica ainda pior, já
que a terra se transforma em lama e atrapalha até a circulação
de clientes dos estabelecimentos. “Tem que lavar toda a loja, não
tem outro jeito”.
Além disso, Antonio Bernardini observa que, dependendo da carga,
pode ser perigoso aos demais usuários da via, assim como ocorreu
recentemente, quando um motociclista perdeu a vida ao deslizar com sua
moto em areia derramada por um caminhão na marginal da BR-277,
proximidades do Bairro Santos Dummont. “Não é só
aqui, isso ocorre em vários locais da cidade e está errado”,
contesta Antonio.
MULTA
O presidente da Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito
de Cascavel), Manoel dos Santos, alerta que foi aprovada esta semana,
na Câmara de Cascavel, lei que determina que caminhões com
entulhos ou carga além da carroceria devam ter lona de proteção.
Sendo assim, os dias de problemas dos comerciantes estão contados,
já que a lei deve ser sancionada pelo prefeito Lísias Tomé
nos próximos dias.
Além disso, o Código Nacional de Trânsito prevê
multa gravíssima - R$ 192 - para caminhões acima de dez
toneladas que transitarem no perímetro urbano. “Já
temos agentes nas Avenidas Barão do Rio Branco, Tancredo Neves
e Avenida Brasil e estamos informando o sindicato dos caminhoneiros sobre
as irregularidades”, afirmou Manoel.
A multa pode ser aplicada tanto por agentes da Cettrans, quanto por policiais
militares que atuam no trânsito.
FOTOPERSONAGENS:
“Vira uma bagunça. Isso é até perigoso”
Antonio Bernardini, comerciante
“Tenho que lavar a loja por causa da sujeira”
Adriano Pelegrini, comerciante
FIM DO IMPASSE
Guilherme aceita construir o teatro
A convocação feita à Construtora Guilherme Ltda
segunda-feira foi aceita pela empresa, que executará a obra do
Teatro Municipal de Cascavel.
O diretor da empreiteira, Marco Antonio Guilherme, confirmou que entregou
uma carta-proposta na tarde de ontem, assumindo a responsabilidade do
empreendimento. “No documento nós aceitamos assinar o contrato
da obra com o valor proposto pela [Construtora] Cima e aguardamos uma
carta resposta da prefeitura”.
O contrato será firmado em R$ 5,688 milhões, que é
o lance da Construtora Cima Ltda, primeira colocada no processo de licitação,
terminado em janeiro.
Marco Antonio mantém a condição do realinhamento
de preço global da obra. Para ele, isso não é um
aditivo e sim uma readequação dos preços dos produtos
que tiveram reajuste. A mudança, segundo ele, reflete o aumento
acumulado nos materiais de construção desde novembro, quando
as empresas concorrentes deram o lance para a tomada de preços.
A opinião do empresário não condiz com a do diretor
do Departamento de Compras, Armando de Souza. “Entendo que o realinhamento
incorpora no aditivo. A solicitação é feita depois
que o contrato for assinado e encaminhado para a Procuradoria Jurídica”.
O valor que será adicionado ao investimento ainda não foi
definido e Armando alerta que o preço pode ser maior que o proposto
pela Guilherme na concorrência. “O valor vem depois que for
assinado o contrato e ele pode ser maior que os propostos pelas empresas.
Pode se que a obra fique mais cara”.
NÃO CUMPRIDO
Vereadores não receberam
relatórios sobre remédios
Ao contrário do que ficou acertado, os vereadores Jorge Lauxen
e Juarez Berté não receberam ontem os relatórios
sobre o estoque de remédios do Município e sobre os medicamentos
que estão vencidos no Almoxarifado da Prefeitura de Cascavel.
Segundo Jorge Lauxen, um ofício será encaminhado à
Secretaria da Saúde pedindo as informações. “Como
não recebi nada, fui até o almoxarifado buscar os relatórios,
mas me disseram que terei de mandar um ofício para a secretaria”.
Ele afirma que o documento foi providenciado ainda ontem. “Já
estamos encaminhando o ofício”.
Quarta-feira os vereadores encontraram vários remédios vencidos
estocados no almoxarifado municipal, alguns há cinco meses. Os
medicamentos teriam sido doados ao Município pelo laboratório
fabricante e pela 10ª Regional de Saúde.
O coordenador interino do almoxarifado disse que os relatórios
seriam entregues no dia seguinte, ontem.
CETTRANS
Licitação do transporte escolar preenche 59 das 70 vagas
A comissão de licitação da Cettrans (Companhia de
Engenharia de Transporte e Trânsito) realizou quarta-feira à
tarde uma reunião sobre a última fase da licitação
dos serviços de transporte escolar urbano. Das 70 vagas existentes,
59 foram ocupadas para execução dos serviços. Esta
foi a terceira e última fase da licitação, na qual
foram apresentadas as propostas de preço. Na primeira reunião,
realizada em janeiro, foram expostas as habilitações de
documentos e na segunda parte, no início deste mês, foi realizado
o lançamento das propostas técnicas.
A presidente da comissão permanente de licitação
da Cettrans, Marilza Aparecida de Matos, explica que a comissão
deverá aguardar até segunda-feira, devido ao prazo para
a interposição de recursos, referentes às propostas
de preço. Se não houver recurso, o processo será
encaminhado ao presidente da Cettrans, Manoel dos Santos, para homologação.
Após essa etapa, os concorrentes habilitados serão chamados
a recolher os valores em um prazo de três dias, e em seguida os
veículos deverão ser apresentados para vistoria.
Somente depois desse processo os participantes habilitados assinarão
o contrato para exploração dos serviços, válidos
por quatro anos e com possibilidade de prorrogação uma única
vez pelo mesmo período.
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