Edição nº 4904 - quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
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PARANÁ
Oito dos dez produtos líderes são do agronegócio

Exportações crescem 55%

As exportações paranaenses tiveram um crescimento de 55,15% em janeiro de 2008, na comparação com mesmo período do ano passado. O Estado exportou US$ 1,022 bilhão no primeiro mês do ano, ante US$ 659 milhões em janeiro de 2007. As importações paranaenses em 2008 somam US$ 803 milhões, evolução de 69,40% em relação ao ano passado. A balança comercial paranaense abre o ano com saldo de US$ 219 milhões. Os números foram divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Oito dos dez produtos que lideram as exportações paranaenses em 2008 fazem parte do segmento agronegócio, que apresentou forte recuperação - grãos, carnes, congelados, óleo de soja e açúcar, entre outros. “Ainda assim, lideram o ranking de exportações produtos com alto valor agregado, como os automóveis, responsáveis pelo grande diferencial da balança comercial paranaense”, explica o secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho.


REGIONAL
Equipe realiza projeto de
viabilidade ao aeroporto

A formalização de convênio entre a Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná) e a Funiversitária (Fundação Universitária de Toledo), ligada à Unioeste, possibilitará a realização de um projeto sobre as viabilidades técnica, financeira e econômica da construção do Aeroporto Regional do Oeste do Paraná.
O projeto terá custo final de R$ 53 mil e será patrocinado por um inédito pool de entidades e administrações municipais. São elas Amop, Acamop (Associação das Câmaras e Vereadores do Oeste do Paraná), Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel), Acit (Associação Comercial e Empresarial de Toledo) e Prefeituras de Toledo e de Cascavel.
Quatro profissionais comporão a equipe técnica responsável pelos trabalhos, todos doutores em suas respectivas áreas.
As principais atribuições do grupo são estimar a demanda regional para transporte aéreo de passageiros e de cargas e analisar a contribuição do aeroporto no crescimento econômico regional. O projeto deve consumir sete meses de trabalho, para que então seja encaminhado aos governos estadual e federal, com o intuito de assegurar recursos para a sua efetivação.


TRANSGÊNICOS
Brasil lidera
a expansão
de lavouras

Os agricultores brasileiros cultivaram 15 milhões de hectares de lavouras transgênicas em 2007, apresentando o maior crescimento absoluto do mundo em adoção de biotecnologia agrícola. O País plantou 3,5 milhões de hectares a mais em relação a 2006, quando cultivou 11,5 milhões de hectares. Logo atrás estão os Estados Unidos, com 3,1 milhões de hectares de crescimento, e a Índia, com 2,4 milhões.
Em porcentagem de crescimento, o Brasil também melhorou seu despenho em área cultivada com transgênicos, saltando de 22% em 2006, para 30% em 2007. No ano passado, apenas a Índia superou o País, com alta de 63%, saltando de 3,8 para 6,2 milhões de hectares.


Banrisul
Em coletiva ontem, o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, apresentou o relatório e demonstrações financeiras da instituição em 2007, dizendo que “este foi o maior e melhor ano da história deste banco”. O otimismo estava baseado nos números que mostrou: o lucro líquido chegou R$ 916,4 milhões.
De acordo com Lemos, o crescimento no volume das operações de crédito, a expansão de operações de tesouraria, o incremento dos negócios com Banricompras e a ativação de créditos tributários colaboraram para o desempenho histórico da instituição no ano em que comemora 80 anos.

Inflação
Produtos alimentícios importantes no consumo das famílias, como carne e feijão, contribuíram para a desaceleração da inflação no início do ano. Apesar disso, os alimentos, que tiveram alta de 1,52%, continuam a pressionar o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que fechou janeiro em 0,54%. Apesar de a alta ser menor que no mês anterior (2,06%), os alimentos responderam por mais da metade do índice oficial de inflação.


AGRICULTURA
Ministro: frigoríficos vendem
carne sem controle à Europa

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem, em audiência na CRA (Comissão de Agricultura e Reforma Agrária) do Senado, que frigoríficos exportaram carne não-rastreada para a União Européia.
“Hoje eu tenho certeza disto: eles [frigoríficos] exportaram para a União Européia carne rastreada e não-rastreada”, disse, de acordo com a Agência Senado.
Segundo a Agência Senado, o ministro defendeu que os frigoríficos “assumam uma posição de liderança quanto a essa questão, apoiando os produtores que vendem carne rastreada”. Para vender à União Européia, uma fazenda precisa rastrear o produto, garantindo que o gado exportado não teve contato com rebanhos contaminados (com febre aftosa, por exemplo).
O ministro da Agricultura disse que ficou surpreso com o embargo determinado em fevereiro, pois havia recebido avaliações positivas da União Européia sobre o controle sanitário brasileiro no fim do ano passado.

 

Honra Enjin recebe técnicos do Paraguai

Cascavel recebeu terça-feira a visita de 14 técnicos paraguaios de áreas como automotiva, administrativa e informática, que participam do Projeto de Cooperação Técnica Brasil-Paraguai, do Senai-PR (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Paraná).
Vindos das cidades de Assunção e Hernandarias, os técnicos tiveram a oportunidade de conhecer as instalações e serviços prestados pela Enjin Concessionária Honda, apontada pelo Senai como concessionária de automóveis modelo na região.
O diretor da Enjin de Cascavel, Hari Pydd, disse estar orgulhoso com a escolha. "Nos esforçamos muito para manter o serviço de qualidade que oferecemos. A Enjin segue os padrões internacionais da Honda, com a mesma busca por qualidade e preocupação constante com a preservação ambiental. A visita do grupo paraguaio é reflexo desse trabalho", declarou.
Criado em 2001, o projeto é feito em parceria com o similar paraguaio ao Senai, o SNPP (Servicio Nacional de Promoción Professional). Segundo o técnico-coordenador da área automotiva do Senai de Cascavel, Evandro Kostycz, é fundamental que os técnicos tenham contato com empresas como a concessionária Honda. "O padrão de serviços, tecnologia e qualidade ambiental encontrado aqui é um exemplo para os participantes do projeto, que visitam anualmente as instalações brasileiras. Dessa forma, eles podem transmitir aos alunos de cursos técnicos mais do que a teoria, o conhecimento prático do setor automotivo de primeira linha", concluiu.

 

READEQUAÇÃO
Redução para compensar ficará abaixo do previsto

Congresso reduz corte do
orçamento para R$ 12 bi

O relator-geral do Orçamento de 2008, deputado José Pimentel (PT-CE), confirmou ontem que o corte nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário será de R$ 12,26 bilhões e não R$ 20 bilhões, como foi proposto inicialmente pelo governo. O corte foi feito para readequar o Orçamento ao fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Sem criticar a equipe econômica, o petista disse que chegou ao número final por meio de uma nova “forma” de fazer os cálculos. “O déficit é o mesmo [o calculado pelo governo e por ele]. Mas a forma de chegar aos números nós mudamos”, disse Pimentel, que afirmou que ainda vai apresentar seu parecer aos líderes partidários antes de levá-lo à votação na CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso.
No relatório, Pimentel afirmou ter preservado o valor de R$ 412,40 para o salário mínimo, além de R$ 48,4 bilhões para a saúde e mais R$ 13,8 bilhões para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Segundo o petista, as emendas de bancada terão R$ 10,15 bilhões e as individuais - no total - mais R$ 4,75 bilhões. A partir de negociações com as centrais sindicais, ele também alterou valor do mínimo que estava previsto para R$ 407,33.
Pimentel lembrou que a expectativa de despesas com a liberação de emendas de bancada era de R$ 13,76 bilhões. Também disse que há uma previsão de arrecadação de R$ 10,45 bilhões com o aumento das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e CSLL (Contribuição Sobre Lucro Líquido).


CPI DOS CARTÕES
Governo adia negociações sobre cargos

Terminou sem acordo a reunião de líderes partidários ontem sobre a indicação para os principais cargos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista - formada por deputados e senadores - dos Cartões. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que essa negociação só será retomada depois que o requerimento de abertura de CPI for protocolado no Congresso.
“Tem que protocolar o requerimento primeiro para depois negociar [os cargos] na CPI”, disse Jucá após o encontro. Para ser protocolada, o requerimento precisa das assinaturas de ao menos 171 deputados e 27 senadores. Esse número ainda não foi atingido.
O impasse entre a oposição e a base aliada se dá em torno dos dois principais cargos da comissão: presidência e relatoria. Os governistas alegam que têm o direito de indicar os nomes para os dois postos porque possuem as maiores bancadas da Câmara e do Senado.
Insatisfeita com a distribuição, a oposição ameaça obstruir as votações do Congresso se não ficar com pelo menos um desses dois cargos. Para a oposição, a CPI será “chapa-branca” se a presidência e a relatoria da comissão ficarem com os governistas.


Só no Senado

Parlamentares da oposição se articulam para instalar a CPI dos Cartões Corporativos somente no Senado caso deputados da base aliada do governo mantenham a postura de não aderir à comissão mista proposta pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP). O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), disse que as investigações vão sair com ou sem as assinaturas de parlamentares governistas.
“Investigação terá que haver. Poderemos fazer a CPI só aqui. Mas vamos esgotar as demais possibilidades. Se boicotam a CPI mista [formada por deputados e senadores], tem que sair uma comissão nem que seja só no Senado”, defendeu.
A hipótese da CPI do Senado já é admitida, inclusive, por parlamentares da base aliada do governo.


TRANSPARÊNCIA
PSDB entra com mandado no STF

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), entrou ontem no STF (Supremo Tribunal Federal) com um mandado de segurança pedindo acesso aos dados sigilosos dos cartões corporativos do gabinete pessoal do presidente da República. Ele argumenta que, segundo a Constituição Federal, cabe ao Congresso Nacional exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União.
“É uma medida extrema, dura, mas que visa a corrigir um ato de omissão do governo federal. Eu quero que ele me permita cumprir o meu dever de parlamentar e fiscalizar, inclusive, as contas do gabinete da Presidência da República”, afirmou o senador.
Arthur Virgílio disse que o fato de o Executivo negar o acesso aos dados, sob o pretexto de resguardar a segurança nacional, contraria os princípios da publicidade e da moralidade pública. Segundo o senador, esses gastos não são estratégicos, mas pessoais.


Decidido
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, negou ontem que vá devolver R$ 18 mil que recebeu em março deste ano, quando deixou o cargo de ministro da Previdência Social para ir para a Fazenda. Ele também negou que vá entregar seu cargo.
O ex-ministro teria recebido irregularmente os recursos a título de transferência de cidade. O ex-ministro, atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, teria mudado de função, mas não de Brasília.


Pisseti
A Assembléia Legislativa do Paraná aprovou ontem os requerimentos que pedem informações sobre as viagens do secretário de Comunicação, Airton Pisseti, ao Paraguai para participar da campanha do candidato Fernando Lugo à presidência daquele país. Os requerimentos, que haviam sido apresentados na sessão de terça-feira são endereçados ao próprio secretário e ao chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, e foram aprovados por unanimidade. No requerimento os deputados querem saber se o secretário Pisseti realizou viagens ao Paraguai em caráter oficial ou extra-oficial.


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