PARANÁ
Oito dos dez produtos líderes são do agronegócio
Exportações crescem 55%
As exportações paranaenses tiveram um crescimento de 55,15%
em janeiro de 2008, na comparação com mesmo período
do ano passado. O Estado exportou US$ 1,022 bilhão no primeiro
mês do ano, ante US$ 659 milhões em janeiro de 2007. As importações
paranaenses em 2008 somam US$ 803 milhões, evolução
de 69,40% em relação ao ano passado. A balança comercial
paranaense abre o ano com saldo de US$ 219 milhões. Os números
foram divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior.
Oito dos dez produtos que lideram as exportações paranaenses
em 2008 fazem parte do segmento agronegócio, que apresentou forte
recuperação - grãos, carnes, congelados, óleo
de soja e açúcar, entre outros. “Ainda assim, lideram
o ranking de exportações produtos com alto valor agregado,
como os automóveis, responsáveis pelo grande diferencial
da balança comercial paranaense”, explica o secretário
da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio
Moreira Filho.
REGIONAL
Equipe realiza projeto de
viabilidade ao aeroporto
A formalização de convênio entre a Amop (Associação
dos Municípios do Oeste do Paraná) e a Funiversitária
(Fundação Universitária de Toledo), ligada à
Unioeste, possibilitará a realização de um projeto
sobre as viabilidades técnica, financeira e econômica da
construção do Aeroporto Regional do Oeste do Paraná.
O projeto terá custo final de R$ 53 mil e será patrocinado
por um inédito pool de entidades e administrações
municipais. São elas Amop, Acamop (Associação das
Câmaras e Vereadores do Oeste do Paraná), Acic (Associação
Comercial e Industrial de Cascavel), Acit (Associação Comercial
e Empresarial de Toledo) e Prefeituras de Toledo e de Cascavel.
Quatro profissionais comporão a equipe técnica responsável
pelos trabalhos, todos doutores em suas respectivas áreas.
As principais atribuições do grupo são estimar a
demanda regional para transporte aéreo de passageiros e de cargas
e analisar a contribuição do aeroporto no crescimento econômico
regional. O projeto deve consumir sete meses de trabalho, para que então
seja encaminhado aos governos estadual e federal, com o intuito de assegurar
recursos para a sua efetivação.
TRANSGÊNICOS
Brasil lidera
a expansão
de lavouras
Os agricultores brasileiros cultivaram 15 milhões de hectares
de lavouras transgênicas em 2007, apresentando o maior crescimento
absoluto do mundo em adoção de biotecnologia agrícola.
O País plantou 3,5 milhões de hectares a mais em relação
a 2006, quando cultivou 11,5 milhões de hectares. Logo atrás
estão os Estados Unidos, com 3,1 milhões de hectares de
crescimento, e a Índia, com 2,4 milhões.
Em porcentagem de crescimento, o Brasil também melhorou seu despenho
em área cultivada com transgênicos, saltando de 22% em 2006,
para 30% em 2007. No ano passado, apenas a Índia superou o País,
com alta de 63%, saltando de 3,8 para 6,2 milhões de hectares.
Banrisul
Em coletiva ontem, o presidente do Banrisul, Fernando Lemos, apresentou
o relatório e demonstrações financeiras da instituição
em 2007, dizendo que “este foi o maior e melhor ano da história
deste banco”. O otimismo estava baseado nos números que mostrou:
o lucro líquido chegou R$ 916,4 milhões.
De acordo com Lemos, o crescimento no volume das operações
de crédito, a expansão de operações de tesouraria,
o incremento dos negócios com Banricompras e a ativação
de créditos tributários colaboraram para o desempenho histórico
da instituição no ano em que comemora 80 anos.
Inflação
Produtos alimentícios importantes no consumo das famílias,
como carne e feijão, contribuíram para a desaceleração
da inflação no início do ano. Apesar disso, os alimentos,
que tiveram alta de 1,52%, continuam a pressionar o IPCA (Índice
de Preços ao Consumidor Amplo), que fechou janeiro em 0,54%. Apesar
de a alta ser menor que no mês anterior (2,06%), os alimentos responderam
por mais da metade do índice oficial de inflação.
AGRICULTURA
Ministro: frigoríficos vendem
carne sem controle à Europa
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse ontem, em audiência
na CRA (Comissão de Agricultura e Reforma Agrária) do Senado,
que frigoríficos exportaram carne não-rastreada para a União
Européia.
“Hoje eu tenho certeza disto: eles [frigoríficos] exportaram
para a União Européia carne rastreada e não-rastreada”,
disse, de acordo com a Agência Senado.
Segundo a Agência Senado, o ministro defendeu que os frigoríficos
“assumam uma posição de liderança quanto a
essa questão, apoiando os produtores que vendem carne rastreada”.
Para vender à União Européia, uma fazenda precisa
rastrear o produto, garantindo que o gado exportado não teve contato
com rebanhos contaminados (com febre aftosa, por exemplo).
O ministro da Agricultura disse que ficou surpreso com o embargo determinado
em fevereiro, pois havia recebido avaliações positivas da
União Européia sobre o controle sanitário brasileiro
no fim do ano passado.
Honra Enjin recebe técnicos do Paraguai
Cascavel recebeu terça-feira a visita de 14 técnicos paraguaios
de áreas como automotiva, administrativa e informática,
que participam do Projeto de Cooperação Técnica Brasil-Paraguai,
do Senai-PR (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Paraná).
Vindos das cidades de Assunção e Hernandarias, os técnicos
tiveram a oportunidade de conhecer as instalações e serviços
prestados pela Enjin Concessionária Honda, apontada pelo Senai
como concessionária de automóveis modelo na região.
O diretor da Enjin de Cascavel, Hari Pydd, disse estar orgulhoso com a
escolha. "Nos esforçamos muito para manter o serviço
de qualidade que oferecemos. A Enjin segue os padrões internacionais
da Honda, com a mesma busca por qualidade e preocupação
constante com a preservação ambiental. A visita do grupo
paraguaio é reflexo desse trabalho", declarou.
Criado em 2001, o projeto é feito em parceria com o similar paraguaio
ao Senai, o SNPP (Servicio Nacional de Promoción Professional).
Segundo o técnico-coordenador da área automotiva do Senai
de Cascavel, Evandro Kostycz, é fundamental que os técnicos
tenham contato com empresas como a concessionária Honda. "O
padrão de serviços, tecnologia e qualidade ambiental encontrado
aqui é um exemplo para os participantes do projeto, que visitam
anualmente as instalações brasileiras. Dessa forma, eles
podem transmitir aos alunos de cursos técnicos mais do que a teoria,
o conhecimento prático do setor automotivo de primeira linha",
concluiu.
READEQUAÇÃO
Redução para compensar ficará abaixo do previsto
Congresso reduz corte do
orçamento para R$ 12 bi
O relator-geral do Orçamento de 2008, deputado José Pimentel
(PT-CE), confirmou ontem que o corte nos Poderes Executivo, Legislativo
e Judiciário será de R$ 12,26 bilhões e não
R$ 20 bilhões, como foi proposto inicialmente pelo governo. O corte
foi feito para readequar o Orçamento ao fim da CPMF (Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira).
Sem criticar a equipe econômica, o petista disse que chegou ao número
final por meio de uma nova “forma” de fazer os cálculos.
“O déficit é o mesmo [o calculado pelo governo e por
ele]. Mas a forma de chegar aos números nós mudamos”,
disse Pimentel, que afirmou que ainda vai apresentar seu parecer aos líderes
partidários antes de levá-lo à votação
na CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso.
No relatório, Pimentel afirmou ter preservado o valor de R$ 412,40
para o salário mínimo, além de R$ 48,4 bilhões
para a saúde e mais R$ 13,8 bilhões para o PAC (Programa
de Aceleração do Crescimento).
Segundo o petista, as emendas de bancada terão R$ 10,15 bilhões
e as individuais - no total - mais R$ 4,75 bilhões. A partir de
negociações com as centrais sindicais, ele também
alterou valor do mínimo que estava previsto para R$ 407,33.
Pimentel lembrou que a expectativa de despesas com a liberação
de emendas de bancada era de R$ 13,76 bilhões. Também disse
que há uma previsão de arrecadação de R$ 10,45
bilhões com o aumento das alíquotas do IOF (Imposto sobre
Operações Financeiras) e CSLL (Contribuição
Sobre Lucro Líquido).
CPI DOS CARTÕES
Governo adia negociações sobre cargos
Terminou sem acordo a reunião de líderes partidários
ontem sobre a indicação para os principais cargos da CPI
(Comissão Parlamentar de Inquérito) mista - formada por
deputados e senadores - dos Cartões. O líder do governo
no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que essa negociação
só será retomada depois que o requerimento de abertura de
CPI for protocolado no Congresso.
“Tem que protocolar o requerimento primeiro para depois negociar
[os cargos] na CPI”, disse Jucá após o encontro. Para
ser protocolada, o requerimento precisa das assinaturas de ao menos 171
deputados e 27 senadores. Esse número ainda não foi atingido.
O impasse entre a oposição e a base aliada se dá
em torno dos dois principais cargos da comissão: presidência
e relatoria. Os governistas alegam que têm o direito de indicar
os nomes para os dois postos porque possuem as maiores bancadas da Câmara
e do Senado.
Insatisfeita com a distribuição, a oposição
ameaça obstruir as votações do Congresso se não
ficar com pelo menos um desses dois cargos. Para a oposição,
a CPI será “chapa-branca” se a presidência e
a relatoria da comissão ficarem com os governistas.
Só no Senado
Parlamentares da oposição se articulam para instalar a
CPI dos Cartões Corporativos somente no Senado caso deputados da
base aliada do governo mantenham a postura de não aderir à
comissão mista proposta pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).
O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), disse
que as investigações vão sair com ou sem as assinaturas
de parlamentares governistas.
“Investigação terá que haver. Poderemos fazer
a CPI só aqui. Mas vamos esgotar as demais possibilidades. Se boicotam
a CPI mista [formada por deputados e senadores], tem que sair uma comissão
nem que seja só no Senado”, defendeu.
A hipótese da CPI do Senado já é admitida, inclusive,
por parlamentares da base aliada do governo.
TRANSPARÊNCIA
PSDB entra com mandado no STF
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), entrou
ontem no STF (Supremo Tribunal Federal) com um mandado de segurança
pedindo acesso aos dados sigilosos dos cartões corporativos do
gabinete pessoal do presidente da República. Ele argumenta que,
segundo a Constituição Federal, cabe ao Congresso Nacional
exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária,
operacional e patrimonial da União.
“É uma medida extrema, dura, mas que visa a corrigir um ato
de omissão do governo federal. Eu quero que ele me permita cumprir
o meu dever de parlamentar e fiscalizar, inclusive, as contas do gabinete
da Presidência da República”, afirmou o senador.
Arthur Virgílio disse que o fato de o Executivo negar o acesso
aos dados, sob o pretexto de resguardar a segurança nacional, contraria
os princípios da publicidade e da moralidade pública. Segundo
o senador, esses gastos não são estratégicos, mas
pessoais.
Decidido
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson
Machado, negou ontem que vá devolver R$ 18 mil que recebeu em março
deste ano, quando deixou o cargo de ministro da Previdência Social
para ir para a Fazenda. Ele também negou que vá entregar
seu cargo.
O ex-ministro teria recebido irregularmente os recursos a título
de transferência de cidade. O ex-ministro, atual secretário-executivo
do Ministério da Fazenda, teria mudado de função,
mas não de Brasília.
Pisseti
A Assembléia Legislativa do Paraná aprovou ontem os requerimentos
que pedem informações sobre as viagens do secretário
de Comunicação, Airton Pisseti, ao Paraguai para participar
da campanha do candidato Fernando Lugo à presidência daquele
país. Os requerimentos, que haviam sido apresentados na sessão
de terça-feira são endereçados ao próprio
secretário e ao chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, e foram aprovados
por unanimidade. No requerimento os deputados querem saber se o secretário
Pisseti realizou viagens ao Paraguai em caráter oficial ou extra-oficial.
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