Edição nº 4873 - segunda-feira, 14 de janeiro de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
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GAME ON-LINE
Empresários gastaram R$ 10 milhões e estão na fase final dos testes

Empresa catarinense anuncia
jogo que sacudirá o mercado

Quando fundaram a empresa, em 2000, quatro jovens empresários catarinenses transformaram um pequeno passatempo em negócio. Quando alunos de engenharia, automação e computação na Universidade Federal de Santa Catarina, onde se conheceram, os rapazes costumavam dedicar seus tempos vagos ao projeto de desenvolvimento de um game on-line.
O fascínio pelos games jogados simultaneamente por milhares de usuários foi tamanho que resolveram se aventurar nesse ramo e desenvolver seu próprio game, depois batizado de Taikodom. Para adquirir experiência e confiança, o grupo desenvolvia, na época, um jogo mais simples, Megahedron. Enquanto isso, mantinham o que na época era a sede da empresa funcionando na sala do pequeno apartamento onde um dos fundadores, Tarqüínio Teles, mora até hoje. “Eu brincava que todos os dias de manhã, para tomar café tinha que passar pela sede da empresa”, conta Teles.
Hoje, depois de R$ 10 milhões investidos apenas no projeto Taikodom, a empresa está no Alto do Parque Tecnológico Alfa em Florianópolis e conta com 57 profissionais bem remunerados, a maioria entre 25 e 35 anos.
Com o interessante plano de negócio do game Taikodom em mãos, o grande empenho era conseguir que alguém acreditasse nele e pudesse financiá-lo. “Até 2002, em grande parte dos fundos que visitamos nos perguntavam quando íamos crescer e deixar de brincar”, lembra. “Depois que a imprensa começou a mostrar o potencial do mercado mundial de games, em 2002, a coisa mudou, e o grande entrave era sermos uma empresa pré-operacional, uma startup, no jargão da área”, diz Teles.
Isso só mudou com a entrada em cena de uma empresa cujo foco era investir em startups de tecnologia. O primeiro contato com a Idee Tecnologia foi pessoal, apenas para fazer sugestões quanto ao plano de negócios da jovem companhia. No entanto, ao conhecer o projeto, o empresário achou a idéia inovadora e concordou em investir pesado na empreitada. “Para nós foi uma surpresa quando ele nos disse que tinha gostado muito e queria negociar”, diz Teles. A partir daí, foram meses de reuniões, adaptações no projeto e aperfeiçoamentos no negócio até que efetivamente fosse assinado um acordo de investimento e o primeiro de muitos aportes mensais fosse realizado.


Maior interatividade
Um dos grandes diferenciais da tecnologia que a Hoplon vem implementando no Taikodom propiciará aos jogadores uma maior interatividade entre si. Isso porque a capacidade de usuários em um mesmo universo não se restringirá aos 5 mil jogadores simultâneos, ou 20 mil cadastrados, limite comum à maioria dos jogos on-line que é desenvolvida em computadores de menor capacidade, agrupados em clusters.
Nesse tipo de sistema, quando o número total de usuários supera o limite de 20 mil, constrói-se outro cluster, ou shard, criando mundos paralelos, que não se comunicam com os demais. “Dessa forma é possível que jogadores conectados simultaneamente não interajam. Queremos evitar isso”, alerta.
Esses computadores da multinacional americana, chamados de mainframes, ajudarão na criação de espaços virtuais que comportam realmente milhares de jogadores simultâneos. O reconhecimento do amplo potencial da Hoplon fez com que a convite da IBM ela viesse a colaborar na criação do Gameframe, uma plataforma excelente para rodar mundos virtuais, para a qual a Hoplon está otimizando seu middleware “bitverse”, inicialmente voltado aos games massivos e mundos virtuais.

CAMPUS PARTY
São Paulo receberá maior evento de entretenimento eletrônico

A Campus Party, considerada o maior evento de entretenimento eletrônico em rede do mundo, ocorrerá no parque do Ibirapuera, em São Paulo, de 11 a 17 de fevereiro.
O evento anual reúne durante uma semana milhares de participantes que com seus próprios computadores, telefones celulares e dispositivos de última geração eletrônica, que conectam-se em rede para compartilhar suas experiências, vivências e conhecimento, sempre com a internet como elo entre eles.
Esta nova edição da Campus Party contará com áreas como astronomia, robótica, criação, desenvolvimento, games, simulação, software, música, modding (personalização dos computadores acrescentando ou modificando componentes) e um CampusBlog, explicam os organizadores.
A feira contará também com a participação de mil professores da cidade que estarão presentes nos oficinas sobre ferramentas de internet, astronomia e robótica.
A Campus Party é realizadas desde 1997 e até agora foi organizada somente na Espanha, onde surgiu a iniciativa. Para se inscrever no evento é preciso preencher um formulário no site oficial (www.campusparty.com.br). A taxa de inscrição é de R$ 100 e menores de idade têm de ser autorizados por seus pais. A idade mínima para participar da Campus Party é de 12 anos.


Vírus de iPhone
A firma de segurança F-Secure divulgou informações sobre o que parece ser o primeiro vírus trojan para o telefone celular da Apple, iPhone. Segundo o site BetaNews, o vírus teria sido criado por uma criança de 11 anos e ameaça apenas uma pequena parcela dos usuários que abriram seus dispositivos para instalação de aplicativos não oficiais.
O trojan se disfarça de uma atualização para o Erica's Utilities intitulada 113prep, em possível referência à próxima atualização de firmware. Ao ser instalado pelo usuário, o aparelho mostra apenas a palavra shoes, enquanto apaga, sem qualquer notificação, arquivos no diretório /bin, o que trava aplicações válidas como, por exemplo, o sendfile.


FOTOLEGENDA: AP

Provavelmente não é preciso ser dito que ninguém realmente precisa de um tocador de MP3 que dança, uma arma de choque que toca música ou ainda um cooler que pode ser manobrado como uma moto (foto). Mas alguns vendedores da CES (Consumer Electronics Show), em Las Vegas, estão apostando que alguém vá comprar essas coisas. Ao lado de eletrônicos que representam a mais avançada tecnologia da atualidade, a CES também tem os produtos bizarros. Alguns até acabam fazendo sucesso. Outros, se tiverem sorte, acabam ignorados nas prateleiras das lojas.


DIGITAL
Mercado ainda
resiste ao
livro eletrônico

Depois de anos de promessas e de largadas falsas, os comerciantes de livros e fabricantes de eletrônicos estão mergulhando no mundo dos livros digitais. A Sony está vendendo o Reader Digital Book por US$ 299, enquanto a gigante do varejo on-line Amazon.com oferece o Kindle por US$ 399.
Os novos leitores são mais leves que um best seller de ficção em capa dura, oferecem leitura fácil e permitem que os leitores carreguem 200 títulos em um aparelho que pesa menos de meio quilo.
Mas algumas pessoas consideram que falta alguma coisa. “Acredito que seja a sensação de um livro, a de que alguém realmente dedicou muito esforço a escrever. Com um produto digital, isso se perde um pouco”, disse Katy Farina, 21 anos, de Montgomery, Nova Jersey.


Laptop de US$ 75

Um laptop abaixo de US$ 100 poderia se tornar realidade se o projeto de Mary Lou Jepsen, ex-CTO da OLPC. A empresa que surgiu de uma partição da OLPC, a Pixel Qi, está tentando fazer um laptop de US$ 75 e avançar ainda mais na construção de computadores de baixo custo e alto poder, de acordo com a InfoWorld
Jepsen saiu da OLPC há duas semanas para comercializar tecnologias que inventou com a empresa, disse em um e-mail ao site IDG News. Uma patente lista Jepsen como uma dos inventores de um monitor otimizado para a operação de baixo consumo.
“Saindo da OLPC permite o desenvolvimento de uma nova máquina, muito além do XO, enquanto se estimula o mercado para novas tecnologias”, escreveu Jepsen em seu site.

 

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