CASO GRAVE
Atendimento nos PAC I e II deveria ser de apenas 24 horas
Pacientes chegam esperar
nove dias por internamento
A terceira morte de pacientes em menos de uma semana nos PACs (Postos de Atendimento Continuado) em Cascavel reacende a função dos órgãos. E o dia-a-dia deles mostra que o caso é grave e respira por aparelhos. Pacientes com casos crônicos permanecem recebendo assistência nos PACs por vários dias.
Domingo Matilde de Albuquerque Silva Oliveira, 51 anos, morreu no PAC I por falta de amparo médico de um especialista. Ela ficou cinco dias no posto à espera de internamento.
A espera por uma vaga de internamento é longa para quadros de alta complexidade em Cascavel. Alguns pacientes esperam até nove dias na fila por uma vaga na Central de Leitos, que recebe doentes de diversos municípios da região. “Dependendo do caso a liberação não é imediata. Mas o correto seria esperar um ou no máximo dois dias. Temos o único serviço emergencial entre várias outras cidades que têm dificuldades. Assumimos responsabilidades que não são nossas, mas do Estado”, alerta o coordenador da equipe médica dos PACs I e II, Diego Franzolini.
A morte de Matilde escancara a gravidade do sistema público de saúde na região oeste. Muitos pacientes dependem dos serviços do SUS (Sistema Único de Saúde) para tratar sua saúde. O caso da mulher de apenas 51 anos não é isolado. Esta semana, a reportagem encontrou dez pessoas nos PACs esperando vagas em hospitais. Enquanto não surgem leitos, eles recebem atendimento paliativo. “A Central de Leitos pertence ao SUS. O gerente é o Estado, não podemos passar por cima. Outros pacientes em estado de urgência estão no PAC. Mas os hospitais não têm vaga”, completa o médico.
A estrutura dos hospitais de Cascavel é insuficiente para a quantidade de solicitações. São 421 leitos públicos, cadastrados ao SUS. “A falta de leitos é um problema crônico. Atendemos uma macrorregião. Porém, houve avanços. Aumentamos em 70% a quantidade de vagas. Mas com os acidentes freqüentes, elas ainda são insuficientes”, observa Marcos Tomasetto, chefe da 10ª Regional de Saúde.
PAC registra terceiro óbito
Mais uma pessoa morreu durante atendimento no PAC I. A família de Alicia de Oliveira, 50 anos, enterrou-a ontem no Jardim da Saudade, no Bairro Guarujá. Ela estava no PAC desde segunda-feira. Terça-feira teve uma crise de bronquite, sofreu parada cardio-respiratória e faleceu.
Domingo Jadir Padilha, 50 anos, perdeu a vida durante atendimento no PAC II. Ele teve diagnóstico de infarto fulminante.
Já o caso de Matilde de Albuquerque Silva Oliveira, o médico coordenador da equipe médica, Diego Franzolini, tinha entrado em contato com vários hospitais, mas não conseguiu vaga. Como sua situação não era considerada grave, poderia aguardar. Ela estava com trombose venosa profunda. Uma das varizes estourou, causando a morte súbita. “Comprometeu a circulação. Pelo que levantei no prontuário, houve uma parada cardio-respiratória. Não foi possível reverter a situação. Ela não corria risco de morte e as dores tinham melhorado”, diz Franzolini.
Mesmo no hospital, o médico alega que ela não resistiria ao problema de embolia pulmonar.
Segundo Marcos Tomasetto, chefe da 10ª Regional, houve várias tentativas para conseguir uma vaga em 12 hospitais da cidade e da região. Porém, como o caso não era apontado como grave e a paciente estava estável, permaneceu aguardando. “Foi uma fatalidade. Acreditamos que não houve negligência. É uma situação difícil e entendemos a situação da família”, diz Tomasetto.
No atestado de óbito de Matilde, a causa da morte indicado é falta de assistência médica.
Demora custa vidas
A coordenadora do PAC I, Nilce Ferreira, confirma que há demora na liberação de leitos para casos graves de doenças vasculares e casos cirúrgicos, o que pode agravar o estado de saúde de alguns pacientes.
A falta de autonomia para liberar os pacientes até hospitais é uma das queixas dela. “Nesses casos deveria ser imediata a liberação. Quando é uma pneumonia ou um caso clínico, liberam em 24 horas”, compara.
No PAC II a situação não é diferente e diariamente tem pacientes necessitando de tratamento especializado. Neste posto, além dos casos corriqueiros, também são encaminhados os internamentos psiquiátricos.
Quantidade de leitos de Cascavel:
Leitos Universitário Salete São Lucas Santa Catarina Uopecan Ceonc
Cirúrgicos 64 36 14 57 20 26
Clínicos 33 12 6 10 8 11
Complementar 30 9 5 4 5 5
Obstétrico 26 1 6 2 0 0
Pediátrico 20 1 2 1 6 1
Total: 173 59 33 74 39 43
Febre aftosa
Dados parciais divulgados ontem pelo Núcleo Regional da Seab (Secretaria Estadual da Agricultura) de Cascavel indicam que 33% do rebanho bovino havia sido vacinado em dez dias da campanha de vacinação contra a febre aftosa, e efetivado a comprovação.
Em virtude das chuvas, o índice foi considerado satisfatório. A campanha segue até o dia 20. Os pecuaristas têm até o dia 30 para comprovar a vacinação, sob o risco de ser multado em R$ 81,44 por animal não imunizado. Em Cascavel cerca de 689 mil bovinos devem receber a dose da vacina, e, no oeste, 1 milhão.
Mercados abertos
A Apras (Associação Paranaense de Supermercados), Regional Oeste, divulgou nota ontem informando que supermercados e hipermercados de Cascavel atenderão sábado, feriado da Proclamação da República. No entanto, domingo os estabelecimentos estarão de portas fechadas.
EXPOVEL
Constantes chuvas não vêm atrapalhando andamento da feira
Ciclo de palestras e eventos
atrai agricultores da região
Ontem mais uma vez a 29ª Expovel foi recorde de público, muita gente acompanhou o show com a banda mineira Jota Quest, que embalou o público com os sucessos de 13 anos de carreira. Mas o que também vêm fazendo muito sucesso e atraindo o público agricultor são as palestras e eventos realizados durante o dia nas dependências do parque.
Ontem a Rural Leite, em parceria com o curso de veterinária da FAG (Faculdade Assis Gurgacz), realizou palestras sobre novas tecnologias. O produtor Adriano Ramos Cardoso veio de São Miguel do Iguaçu para conhecer a feira e participou das palestras. Segundo ele, varias técnicas apresentadas poderão ser utilizadas na propriedade. “É muito importante participar desse tipo de evento. Eu achava que minha propriedade tinha bastante tecnologia e hoje vi que existe muita coisa nova e que poderei melhorar”.
O médico veterinário Marcelo Racolitta é um dos organizadores das palestras e explica os trabalhos que estão sendo apresentados para os produtores. “A cada dia estamos trazendo uma novidade, tanto no manejo reprodutivo, eficiência, entre outros, sempre visando à melhora na qualidade com tecnologia no campo”.
Hoje são esperados aproximadamente 400 produtores rurais no Seminário Regional sobre Agroindustrialização, que começa às 9h e segue até as 15h. O evento está sendo organizado pela Emater (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural). Os temas serão os mais diversos, como: Agroindústria e turismo rural como fonte de renda às pequenas propriedades, Empreendedorismo e Qualidade da água da agroindústria.
Para o público da noite os organizadores prometem um grande show no rodeio da categoria cutiano, que voltam a montar hoje. O presidente da SRO (Sociedade Rural do Oeste), Alessandro Meneghel, confirma que a chuva não está estragando o brilho da festa. “A chuva não está atrapalhando. É claro que sempre temos transtornos, mas já estávamos preparados e então o público pode vir sem medo, que tudo o que estava programado está ocorrendo normalmente”.
Agronegócio
Diretores e empresários ligados à Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel) vão conhecer mais sobre a atualidade do agronegócio brasileiro e mundial durante palestra agendada para hoje, no Espaço Empresarial Geny Lago, no Parque de Exposições de Cascavel. O tema será apresentado pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, com comentários do vice-presidente da Acic para Assuntos do Agronegócio, Velci Kaefer.
O evento está agendado para as 18h30 e é aberto a todos os interessados. A discussão sobre assuntos do setor primário já é uma tradição da Acic durante a Expovel, uma das maiores feiras agropecuárias do Sul do País. Na mesma ocasião, o jornalista Jairo Eduardo abrirá exposição itinerante da revista Aldeia. Informações adicionais com Rosana Lovo, pelo telefone (45) 3321-1432.
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A Secretária de Estado da Educação, Yvelize Freitas Arco-Verde, esteve em Cascavel ontem. Ela se reuniu com prefeitos, diretores, secretários municipais de Educação e documentadores do NRE (Núcleo Regional de Educação) para discutir políticas educacionais. Durante o encontro, foi debatida a articulação entre os governos municipal, estadual e federal. À noite ela participou de uma palestra sobre o PDE (Programa de Desenvolvimento da Educação) na Unioeste.
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ADOÇÃO
Crianças escrevem carta a Papai Noel
As crianças atendidas pelo Caom (Centro de Assistência e Orientação ao Menor) Portal do Sol escreveram cartas com pedidos endereçadas ao Papai Noel. Há seis anos o projeto é desenvolvido na entidade, que, com o apoio de empresários de Cascavel, consegue realizar o sonho dos pequenos, traduzido em folhas de caderno e envelopes com desenhos.
A expectativa é grande de João André Rodrigues Soares, 11 anos, que sai todos os dias bem cedo do Bairro Periollo para chegar ao Caom. Ele escreveu a carta pedindo um tênis e um boné de presente. “Espero que possa realizar meu sonho”.
Já o pequeno Bruno Cardoso França, oito anos, pede um kit escolar para que possa estudar no próximo ano. “Comportei-me bem”, assegura o menino.
Os pedidos variam entre materiais escolares, chocolates, calçados, roupas e até cestas básicas. As crianças que participam de aulas profissionalizantes e reforço escolar são pobres e nem sempre recebem presente nas festividades natalinas. Por isso, escrevem o desejo com a expectativa de que alguém o adote. “Sempre aqueles que têm um poder aquisitivo maior nos ajudam. Este ano todas as cartas já foram atendidas. Muitas crianças chegam a pedir comida, devido às dificuldades encontradas pelos pais”, conta a coordenadora do Caom, Elza Lemes Amaral.
Na maioria das vezes os empresários e funcionários de empresas que apóiam a iniciativa não se identificam. Os presentes serão entregues mês que vem, em uma confraternização com a chegada do papai-noel e almoço para as crianças.
Nas aulas os 340 alunos, entre seis e 17 anos, escreveram as cartas.
CONSTRUÇÃO
Trabalhadores
irregulares
serão punidos
por sindicato
Os trabalhadores serão o alvo dos sindicatos patronal e dos trabalhadores da construção civil de Cascavel (Sinduscon/Oeste e Sintrivel, respectivamente). No 1º Seminário sobre Segurança e Medicina no Trabalho, realizado ontem em Cascavel, ficou definido que os sindicatos irão punir quem não obedecer às normas de segurança.
Segundo o engenheiro de Segurança do Trabalho Agnaldo Mantovani, existem 500 empresas trabalhando com a construção civil na região e em 100% das obras é registrado algum tipo de acidente e a maioria poderia ser evitada.
O objetivo dos sindicatos é no próximo ano realizar campanhas de conscientização aos trabalhadores e a partir das campanhas elaborar projetos que punam os irregulares, como falta de uso dos equipamentos de segurança, tentando diminuir os índices de acidentes de trabalho.
CONTORNO OESTE
Edital para licitação das marginais deve ser publicado hoje
Deputados tentam liberar verba
Enquanto a bancada federal paranaense trabalha para incluir os projetos do Estado no Orçamento Geral da União de 2009, parte da verba que estava prevista para este ano ainda não foi liberada. Uma das obras que dependem de liberação da verba é o Contorno Oeste.
Segundo o deputado federal Eduardo Sciarra (DEM), nas próximas semanas deve ser feito o empenho do dinheiro. “Quarta-feira a bancada paranaense participa de uma reunião para definir os empenhos das emendas da bancada”.
Das 20 emendas apresentadas pelos políticos paranaenses este ano, 17 ainda não tiveram o dinheiro empenhado. “A coordenação da bancada vai indicar quais são as prioritárias e quais terão o dinheiro liberado ainda em 2008. O Contorno Oeste já está escolhido para este ano”, afirma o deputado.
Os trâmites para o início da obra estão parados há quase três meses. O último passo foi dado em 14 de agosto, com a publicação do decreto declarando de utilidade pública as terras que serão ocupadas pela rodovia.
Sem o dinheiro, não foi possível começar as negociações com os proprietários das áreas nem assinar o contrato com a empresa Semenge Engenharia e Empreendimentos, que ganhou a licitação em junho.
A verba de R$ 30 milhões solicitada este ano ao governo federal não será suficiente para a conclusão da obra, por isso a bancada paranaense já incluiu o Contorno Oeste no Orçamento Geral da União de 2009.
O pedido é de R$ 70 milhões para a conclusão da obra. “Esse valor ainda será discutido. Terá que ser adaptado ao orçamento”, diz Sciarra.
MARGINAIS
Outra obra almejada pelos cascavelenses e que começa a se tornar realidade são as marginais da BR-277. O projeto já está pronto, foi aprovado pelo jurídico e aguarda a publicação do edital da licitação.
No entanto, será uma corrida contra o tempo para conseguir a liberação da verba este ano. “É preciso que já esteja licitado para que a verba seja liberada. Vamos fazer o possível para que isso aconteça”, diz o deputado.
O processo atrasou devido à greve dos funcionários do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte). A expectativa é de que o edital seja publicado hoje.
RODOVIAS
Mais de mil quilômetros
serão recuperados no oeste
Será realizada hoje em Cascavel a segunda edição do Encontro Técnico Descentralizado. O evento reúne técnicos e engenheiros de todo o Estado, e conta com palestras de profissionais do DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e convidados. O encontro será no Hotel Deville, a partir das 8h30.
O secretário para Assuntos Rodoviários, Rogério Tizzot, estará presente e irá iniciar os debates sobre ações e cronograma de obras do governo estadual. O investimento chega a R$ 390 milhões em estradas de todo o Estado e a previsão é de que as obras fiquem prontas em dois anos.
Segundo o engenheiro-chefe e superintendente regional do DER em Cascavel, Milton Podolack Júnior, no oeste serão reformados 1,1 mil quilômetros, entre serviços de manutenção, recuperação e conservação. “Na nossa região teremos reformas em Medianeira, Toledo, Missal, Ouro Verde do Oeste, Juvinópolis, entre outros”.
O projeto também integrará ações como a conservação da faixa de domínio, o que prevê limpeza dos acostamentos e da vegetação, entre outros serviços.
TEMPORAL
Prejuízo deverá afetar o preço do produto; milho também foi afetado
Lavouras de feijão foram dizimadas
O temporal seguido de granizo terça-feira provocou estragos também no campo. Entre Cascavel e Corbélia, lavouras de soja, milho e feijão foram danificadas. O Deral (Departamento de Economia Rural) não contabilizou os prejuízos, mas, segundo o responsável pelo setor, José Pértille, as perdas foram relevantes. “Visitamos algumas propriedades e não temos nenhum número ainda, mas os prejuízos serão grandes para os produtores, principalmente os que optaram pela cultura do feijão”.
Na região de abrangência do Deral de Cascavel foram plantados 13.280 hectares de feijão e a estimativa de colheita era de 28 toneladas, número que deverá diminuir. “Estávamos confiantes que teríamos uma boa colheita, mas o tempo não vem ajudando, as constantes chuvas já tinham atrapalhado os produtores, agora, com o granizo de terça-feira, muitos prejuízos foram causados”.
Alguns produtores de feijão perderam 100% da plantação. Maria Aparecida Effting investiu R$ 30 mil nos 30 hectares de feijão que já estava em fase de floração. O desespero maior da família é que apenas dez hectares estavam segurados. “Não sabemos o que fazer, pois não temos seguro de tudo, além do prejuízo da plantação também tem o adubo que não contabilizamos, e, para piorar nossa situação, perdemos uma tonelada de farelo, que molhou, e seria usado para o tratamento das vacas leiteiras”.
O produtor Lari Antonio Nunes também perdeu toda a plantação, que não estava segurada, e tentará agora financiamentos para começar de novo. “Não sei o que fazer. Nunca tinha visto uma destruição como esta. Parece que uma roçadeira passou pela propriedade, não tenho seguro e agora calculo uns R$ 20 mil de prejuízos”.
Alguns locais estavam com a plantação em fase inicial de dez dias, outras já em fase de floração. O milho que estava na metade do processo de desenvolvimento foi totalmente destruído. Segundo Pértille, tirando o feijão, as outras culturas poderão ser recuperadas. “Nunca tinha visto algo parecido com o que aconteceu, mas o estrago do milho e da soja, apesar de terem sido grandes, ainda renderão alguma produção”.
SEM LAR
90 pessoas ficaram desabrigadas
O dia seguinte ao temporal em Cascavel foi de muito trabalho para a prefeitura, as famílias desabrigadas e a equipe de arrecadação de donativos. O balanço elaborado pelo Corpo de Bombeiros revela que 90 pessoas ficaram sem abrigo depois da chuva de terça-feira. Todas moradoras da região sul. Para passar a noite, elas se dividiram entre o salão comunitário do Loteamento Turisparque e o salão paroquial do Bairro Jardim Universitário.
De acordo com o tenente Rafael Tavares, do Corpo de Bombeiros, foram registradas 100 ocorrências e três pessoas feridas.
Alguns danos foram percebidos apenas hoje. Nas escolas municipais, o secretário de Educação, Elemar Müller, afirma que dez prédios foram danificados pela chuva. O caso mais grave foi na Escola Municipal Gládis Maria Tibola, no Centro. “O problema em todas as escolas foi no sistema de calhas. Não tivemos muitos prejuízos materiais, pois foram deslocados. O ideal é que sejam trocadas todas as calhas”.
Na rede estadual, o supervisor de edificações da Sude (Superintendência de Desenvolvimento Regional), Sérgio Bialeck, descreve que os colégios Costa e Silva, Castelo Branco e Olinda Truffa de Carvalho são os que mais tiveram prejuízos. “No Costa e Silva entrou muita água. No Castelo Branco e no Olinda Truffra parte do muro caiu”.
Segundo Bialeck, um plano emergencial é elaborado pela Secretaria Estadual de Obras Públicas para consertar os danos.
Na baixada da Rua Cuiabá o asfalto cedeu e uma cratera foi aberta. Cavaletes foram postos para sinalizar o buraco. O engenheiro civil responsável pelo setor de asfalto, Sylvio Torres, não foi encontrado pela reportagem para falar sobre o problema.
DOAÇÕES
SOS Família recebe donativos
A equipe do SOS Família iniciou o trabalho de arrecadação de mantimentos e móveis para ajudar as pessoas desabrigadas. De acordo com a coordenadora do SOS Família, Janete Ritter, 50 famílias perderam tudo o que tinham. “Muita gente perdeu roupas e alimentos. Estamos arrecadando principalmente alimentos e eletrodomésticos, como fogão e geladeira. Também precisamos de colchão”.
Interessados em ajudar podem ligar para o telefone (45) 3902-1765 que uma equipe do SOS Família busca os materiais doados ou ir até a sede do SOS Família, na Rua Tuiuti, 3.534, no Bairro Cancelli.
A Igreja Presbiteriana também recebe donativos. O endereço é Rua 7 de Setembro, em frente à Praça Wilson Joffre.
FOTOLEG
Duas casas foram interditadas na manhã de ontem pela Defesa Civil. O problema das residências foi mostrado duas vezes pela reportagem de Hoje e só com o desmoronamento e risco de queda de uma parede é que uma providência será tomada. As casas ficam no cruzamento das Ruas Arquitetura e Integração, no Jardim Universitário, e há meses a Defesa Civil faz o alerta de que o terreno está cedendo.
O secretário municipal de Segurança Pública, Mário Seibert, disse que ajudará as famílias das casas com aluguel. “Vou alugar três casas para ajudar as famílias desabrigadas”.
NEVA
Após temporal, moradores protestam
O alagamento da Rua Pio XII, Bairro Neva, na tarde de terça-feira, revoltou moradores. Ontem eles fecharam a rua e atearam fogo em pneus para chamar a atenção. Segundo o mecânico Vilmar Adelino Müller, toda vez que chove o problema se repete. “Sempre que chove alaga tudo por causa do Rio Quati. Os bueiros entupiram e as casas inundaram. A prefeitura precisa dar um jeito de aumentar a passagem da água por aqui ou colocar uma manilha maior”.
O engenheiro civil da Secretaria de Serviços e Obras Públicas Jeferson Maciel disse que resolver este problema custaria muito caro para a prefeitura. “É uma das obras mais caras a serem feitas. Não tem como fazer, pois teria que remover casas de três quarteirões para colocar as tubulações. Gastaria no mínimo R$ 300 mil”.
Para não deixar os moradores sem resposta, Maciel disse que tentará substituir a tubulação de tijolos.
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A prefeitura teve de lavar o asfalto da Avenida dos Papagaios, no Bairro Floresta. A terra de ruas cujas obras de pavimentação estão paradas invadiu a avenida, formando uma grossa camada de lama. Foi preciso usar um caminhão-pipa com água e sabão para lavar o asfalto.
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