Nova
tentativa de integração
Há
muitos anos a comunidade se afastou das escolas. Seja porque as escolas
precisam fechar os portões por segurança, seja porque os
pais não têm tempo de ir até o local em que seus filhos
estudam, ou simplesmente porque a relação foi se apagando.
O fato é que, também há anos, esse problema foi identificado
e fala-se em corrigi-lo. Até hoje sem muitos resultados práticos.
Muitos educadores afirmam que os pais transferiram para as escolas a obrigação
de formar o caráter de seus filhos. No outro lado, pais reclamam
que o sistema é muito mais brando do que “na sua época”
e insuficiente para dar educação aos filhos.
Apesar de esse assunto ser tema constante de debate, pouco se avança
nas soluções. Talvez justamente devido à inexistente
integração entre a comunidade e a escola.
Quantas vezes por ano um pai vai à escola do filho e por quais
razões? Em geral são em festas juninas, homenagens a pais
e mães e de encerramento de ano.
A escola deixou de ser vista como uma parte da comunidade, que precisa
e reage à integração. Em uma unidade em que os pais
estão presentes, ajudam a verificar os pequenos problemas, sabem
das dificuldades em manter as paredes limpas e os banheiros funcionando,
é muito mais difícil de ocorrer vandalismo. As pessoas cuidam
e denunciam os criminosos.
Mas não é apenas a parte física importante. A interação
entre pais, professores, alunos, servidores e diretores é essencial
para a evolução das próprias crianças.
Em Cascavel, uma lei havia previsto que as escolas ficassem abertas à
comunidade em períodos de férias. Ela jamais foi cumprida.
Uma nova tentativa surgiu agora. Na semana que passou entrou em vigor
uma lei que permite às escolas que pais e estudantes utilizem a
estrutura nas tardes de sábado e domingo para lazer e praticar
esportes. O custo de manutenção do projeto é um sério
risco ao seu funcionamento. No entanto, os resultados a médio e
longo prazos podem anular e até reverter essa despesa.
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