Falta pouco
Depois de um início tímido, faltando 20 dias para as eleições, finalmente a cidade respira o ar da disputa política. Veículos e pedestres já disputam espaço no Centro de Cascavel com a publicidade dos candidatos. Num curto espaço é possível observar seis ou sete nomes diferentes, além da intensa movimentação dos cabos eleitorais que distribuem santinhos aos pedestres apressados.
A campanha eleitoral está sendo atípica. Os militantes foram colocados tarde nas ruas, mas os candidatos estão percorrendo o trecho há muito tempo. Esta é a campanha do corpo-a-corpo, motivada pelas restrições impostas pela Justiça Eleitoral. Nada de brindes ou shows durante os comícios. Agora, nos encontros, o chamariz deve ser o candidato e não artistas.
Também está sendo diferente a preocupação das entidades, mais ativas e mais participativas no processo eleitoral. Elas não influenciam na escolha do candidato A ou B, mas estão preocupadas em alertar o eleitor a separar o candidato viável daqueles que entraram na disputa apenas para ocupar espaço. E tem muita gente deste nível, que mal sabem as necessidades da sua comunidade ou os projetos que precisa defender se acaso alcançar o sucesso nas urnas.
Depois de quatro anos lamentando a ausência de um representante na Assembléia Legislativa, Cascavel caminha a passos largos para eleger um ou mais deputados estaduais. O Município também corre o risco de eleger suplentes, graças ao número excessivo de concorrentes, muitos deles candidatos pára-quedistas, que não têm a menor viabilidade eleitoral, mas que certamente irão roubar votos de outros candidatos com mais possibilidade de vitória.
Pergunte às entidades que abriram espaço para todos os candidatos apresentarem as suas idéias e o que eles pretendem apresentar pelo bem da comunidade e o desenvolvimento da cidade. Se cada um recebesse uma nota pelo seu preparo, boa parte estaria em sérios apuros para explicar ao eleitor porque se aventurou no processo eleitoral. Cabe a quem tem direito ao voto separar o joio do trigo.
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