HABILITAÇÃO
Condutores tiveram 90 dias para comparecer a uma unidade do Detran
Apenas 2,3% fizeram o recadastramento
Terminou ontem o prazo para recadastramento das CNHs (Carteiras Nacional de Habilitação) sem foto e vencidas. A exigência deve-se a uma mudança no sistema utilizado para o cadastro dos motoristas. No Paraná, mais de 489 mil condutores precisariam ter feito o novo cadastro. No entanto, até o dia 1º de agosto, apenas 11.412 compareceram às unidades do Detran em todo o Estado. “Isso representa apenas 2,3% do total que precisaria ter feito o recadastramento”, diz Mari Besing, chefe da 7ª Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito).
Se depender dos motoristas de Cascavel esse percentual não vai aumentar muito. O movimento no setor de habilitação da 7ª Ciretran foi considerado normal nos últimos dias. “São de cinco a dez pedidos de renovação que dão entrada por dia. Esse número se manteve, inclusive hoje [ontem]”, diz a chefe.
Até ontem, o Detran-PR ainda não havia contabilizado os números finais do recadastramento.
Entre os motoristas que precisam renovar o documento estão 13.246 condutores que têm a habilitação com vencimento até 2009. “Nesses casos, o motorista pode procurar o Detran até 30 dias depois do vencimento do documento”, explica Mari.
Quem perdeu o prazo terá a carteira cancelada. “Com o cancelamento o motorista terá que fazer todo o processo de habilitação novamente. Iniciando pela permissão e só depois de um ano terá a carteira definitiva, e isso dependendo da sua conduta no trânsito”.
Já os motoristas com habilitação anterior a 1998 ainda poderão fazer os cursos de Direção Defensiva e Primeiros Socorros, que são obrigatórios. “O que vale é a data de entrada no processo de renovação. Quem fez o pedido hoje [ontem] terá a prova agendada para as próximas semanas”, explica a chefe.
Fotolegenda:
Abriu ontem a exposição de bonecas de arte reborn, a criação de bebês quase reais, produzidas com materiais em vinil e silicone, todos importados. As bonecas são de autoria da artista plástica Eronilda Boeira, residente em Passo Fundo (RS) e custam de R$ 750 a R$ 3 mil. Cada boneca que leva de 45 a 90 dias para ficar pronta, acompanha um certificado de autenticidade assinado pela artista, que também reproduz produtos personalizados, com características desejadas pelo cliente, como a partir de fotos de um bebê. A exposição ficará à disposição do público até o fim deste mês no Cascavel JL Shopping.
ESTRADAS
Sindicato Rural Patronal aponta locais mais graves
A falta de condições de trafegabilidade nas estradas rurais de Cascavel gera reclamações dos produtores, que necessitam escoar a safra, e para que seus filhos possam ir à aula. O presidente do Sindicato Rural Patronal, Nelson Menegatti, disse que, diante das reclamações, a entidade entrou em contato com a Prefeitura de Cascavel para pedir providências, mas os problemas continuam.
Segundo ele, a posição do Município tem sido motivo de revolta dos agricultores. “Eles continuam nos procurando em busca de ajuda para tentar resolver essas questões”.
Menegatti contou que alguns proprietários rurais propuseram pagar os custos de óleo diesel do maquinário da prefeitura, mas nem assim seus pedidos foram atendidos. A situação fica ainda pior nos dias de chuva.
Conforme a entidade ruralista, entre as vias rurais que vêm gerando insatisfação dos produtores destacam-se a Estrada Chaparral, no distrito de Sede Alvorada; a via entre a empresa Riedi até a ponte do São Francisco; estrada que vai da Associação Banestado, em Cascavel, até a localidade de Bom Princípio, em Toledo; e as estradas do Alto São Salvador e de São João.
OUTRO LADO
De acordo com o diretor da Secretaria de Serviços e Obras Públicas, Nelson Dagostini, responsável pelo setor das estradas rurais, em Alto São João e São João existem duas equipes trabalhando desde o começo do ano. “Não tenho reclamação alguma daquela região”, falou.
Segundo ele, uma equipe será destinada na próxima semana à estrada que liga a empresa Riedi até a ponte do São Francisco e a que vai da Associação Banestado até Bom Princípio para consertar as estradas.
Referente à Estrada Chaparral, também no Distrito de Sede Alvorada, ele contestou a informação do sindicato, relatando que o local não é de responsabilidade de Cascavel, mas parte de Toledo e a outra parte de Santa Tereza do Oeste.
Quanto a Sede Alvorada, o diretor disse que os serviços serão intensificados no início de setembro, quando será encaminhada ao local uma equipe reforçada de funcionários. “Na próxima semana, serão resolvidos os problemas emergenciais, mas em setembro, vamos fazer tudo o que for necessário”, reforçou.
PÓS-TEMPORAL
Legislação permite compra, mas prefeitura tem que pedir
População à espera de ajuda
Depois de 20 dias, os resquícios do vendaval, agravados com a chuva de granizo semana passada, ainda são sentidos pelas famílias prejudicadas em Cascavel. A Secretaria de Segurança alega que não pode comprar material pois a doação se caracterizaria como atitude eleitoreira. Por outro lado, há uma lei que permite à administração prestar ajuda à população desde que haja o acompanhamento da Justiça Eleitoral. Basta fazer o pedido.
“Não recebemos nenhuma autorização para fazer a compra de telhas, apenas para doar lonas e distribuir as doações do Provopar [Programa do Voluntariado do Paraná]”, afirma o sargento Leonir Argente, gerente de Divisão da Guarda Patrimonial, que falou em nome da secretária de Segurança, Nerilda Vendrame.
Enquanto isso, a população fica à espera de ajuda. O Bairro Esmeralda foi um dos oito locais atingidos pelo temporal, onde, inclusive, uma casa inteira desabou com a força do vento mês passado. Por lá, muitas famílias fazem remendos com os cacos de telhas que sobraram do temporal. “Estou tentando arrumar o telhado da minha casa. Para mim não doaram nenhuma telha e quando caiu a chuva de pedra [granizo] destruiu mais ainda”, conta a aposentada Josefa Ferreira.
Vizinhas de Josefa, Maria Helena Thomé e Eliane Moura estão desempregadas e foram pedir ajuda ao Provopar, mas ainda esperam ser atendidas. “Até hoje não distribuíram nada. Ficar dentro da minha casa é a mesma coisa que ficar no tempo. Eles dizem que não podem doar nada por causa das eleições, mas como é que o voto a gente pode dar?”, desabafa Maria Helena.
A casa de Eliane está coberta com lonas. “O teto da minha casa está uma peneira. Pedimos ajuda ao Provopar e nos mandaram ir ao Cras [Centro de Referência de Assistência Social]. Fomos lá e disseram que viria uma assistente social, mas até hoje não veio ninguém. Não tem como comprar, pois o que o meu marido ganha dá só para comprar comida”, diz Eliane, que também não tem trabalho.
Cansados de esperar, alguns moradores fazem o que podem para consertar os danos. Quando houve o temporal, Raimundo Inácio da Silva estava desempregado. Agora ele trabalha como topógrafo e, antes mesmo de receber o primeiro salário, a primeira coisa que comprou foram as telhas. “Perdemos muita coisa na primeira chuva. Nem recebi ainda e já gastei R$ 500 para arrumar aqui. Eu não tinha como esperar eles virem me ajudar, mas acho que a prefeitura está esperando acabar de demolir”, lamentou.
“Para mim não doaram nenhuma telha”
Josefa Ferreira, aposentada
“Como é que o voto a gente pode dar?”
Maria Helena Thomé, desempregada
“Não tem como comprar”
Eliane Moura, desempregada
Amparo legal
O advogado Pascoal Muzeli Neto, que é mestre em Direito Político, explica que existe um rigor da Justiça durante as campanhas eleitorais. Porém, a legislação é flexível para os casos de situação de emergência, como fora decretado em Cascavel.
Segundo Muzeli Neto, o artigo 24 da Lei 8.666/93 permite a dispensa de licitação em casos urgentes. “Existe uma verba de contingência que o Município tem para situações de emergência. Para usá-la é necessário requerer autorização ao juiz. Há limitações, mas o juiz pode autorizar que se faça o socorro, mediante fiscalização da Justiça Eleitoral”, explica o advogado.
Ele cita o pedido de autorização judicial feito pelo Provopar para distribuir donativos arrecadados pelo órgão. “Não é proibido prestar auxílio, tanto é que existe uma autorização da Justiça Eleitoral”.
OUTRO LADO
Na manhã de ontem, a Projur (Procuradoria Jurídica) e a Secretaria de Segurança decidiram pedir autorização judicial para comprar materiais de construção às famílias prejudicadas. O procurador Antonio Linares informou que a preocupação em fazer a compra é que a atitude seja uma armadilha para prejudicar a campanha eleitoral de Lísias Tomé, candidato à reeleição.
“Amanhã [hoje] vamos um protocolar o pedido de autorização explicando toda a situação de Cascavel. Nossa intenção é ajudar, mas há a preocupação para que façam uma exploração política dessa ajuda. Teremos de ver se o juiz autoriza, pois tudo será doado”, argumenta Linares.
20 ANOS
Professores doarão sangue durante dia de paralisação
Para rememorar os 20 anos do dia em que tiveram um protesto dissolvido em Curitiba por cavalos do governo do Estado (30 de agosto de 1988), será desencadeada uma mobilização no dia 29 de agosto, com suspensão das aulas em todo o Estado. Em Cascavel, já está definida a doação de sangue pelos professores, e outras ações serão acertadas amanhã, durante reunião dos representantes dos colégios.
De acordo com a presidente da APP-Sindicato em Cascavel, Valci Maria Mattos, além de auxiliar na reposição do material importante para uma grande parcela da população, a doação de sangue será um ato simbólico que visa relembrar a data, no qual professores derramaram sangue pela educação. Aqueles que não puderem doar sangue serão cadastrados como doadores de medula óssea.
Conforme Valci, a manifestação tem ainda como meta comemorar as conquistas que a categoria obteve nos últimos anos, além de impulsionar a continuidade e o fortalecimento das reivindicações dos professores e funcionários de escolas do Paraná. “Todos se mantêm cada vez mais fortalecidos e motivados na busca de seus direitos e de uma educação pública de qualidade”, salientou.
Para esclarecer a comunidade e os pais de alunos sobre as reivindicações, serão confeccionados materiais informativos. Nos últimos sete anos foram realizadas 11 mobilizações de 24 horas, aulas de 30 minutos, marchas, caminhadas e muitas reuniões de negociação.
Em Curitiba está agendada uma caminhada com saída da Praça Santos Andrade até a Praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico.
Melhorias serão lembradas
Os professores e funcionários das escolas incluem na manifestação a continuidade da luta em defesa a uma série de reivindicações. Eles pedem pela implantação do cargo de 40 horas; aposentadoria especial para diretores e pedagogos; aprovação do plano de carreira dos funcionários; melhoria do sistema de atendimento à saúde dos servidores; e, equiparação salarial dos professores com os demais servidores de nível superior, além da redução de alunos por turma.
No dia 4 de agosto o governo anunciou reajuste de 10% para os professores e o plano de carreira para os funcionários. Com este reajuste, o percentual necessário para a equiparação fica em 25,97%. Em 2005 esta diferença era de 56,94%. Os pedidos de reposição salarial, assim como o projeto de lei que cria o plano de carreira, foram enviados ontem à Casa Legislativa. A direção da APP reivindicou que o pagamento da reposição de 10% seja feito este mês.
RUBÉOLA E POLIMIELITE
Menos da metade das crianças tomaram a dose
Bem abaixo das metas,
campanhas são estendidas
A instabilidade do tempo, combinada com as chuvas torrenciais que precipitaram em Cascavel sábado, impediu que o número de adultos e crianças imunizados contra a rubéola e a poliomielite, respectivamente, fosse maior. Em toda a cidade, cerca de 47% das crianças menores de cinco anos receberam as gotinhas e apenas 11% da população-alvo, adultos de 20 a 39 anos, foi vacinada contra a rubéola, abaixo na média nacional, que chegou a 14,5%.
Em Cascavel, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, é meta é que até 13 de setembro mais de 100 mil pessoas recebam a vacina. “Para atingirmos a meta outras ações estão sendo adotadas. Até sexta-feira as imunizações estarão ocorrendo nas lojas e empresas que se cadastraram no Sesc [Serviço Social do Comércio] e na próxima semana se intensificarão em algumas escolas”, pontuou a gerente da Vigilância Epidemiológica do Município, Maria Jucilene da Silva.
As crianças que ainda não receberam as gotinhas que previnem a paralisia infantil podem tomar a dose em qualquer UBS (Unidade Básica de Saúde) até o dia 22 deste mês. “Com o tempo instável na parte da manhã de sábado, houve uma procura menor pela vacina, melhorando à tarde, mas os pais terão mais tempo para levar os filhos até um posto de saúde e cumprir com mais este dever”, alertou a gerente.
Os números dos municípios assistidos pela 10ª Regional de Saúde, na média geral, foram melhores que os de Cascavel, uma vez que a maior população-alvo está em Cascavel. Foram imunizadas cerca de 55% das crianças aptas a receberem as gotinhas contra a poliomielite e 19,2% dos adultos contra a rubéola. A meta na região é que cerca de 39 mil crianças e 165 mil adultos sejam vacinados.
Os destaques regionais são para as cidades de Anahy e Iracema do Oeste. Anahy vacinou 83% da população alvo da campanha de imunização contra a rubéola e Iracema do Oeste, 96% das crianças menores de cinco anos contra a paralisia infantil.
DIA D
O dia 30 deste mês é o dia D da imunização contra a rubéola. Em Cascavel as ações se intensificarão com equipes espalhadas pelos terminais de transbordo, rodoviária, Shoppings West Side e JL, Postos de Saúde e na Praça Wilson Joffre, das 8 às 17h.
DENGUE
Endemias inicia o 3º Ciclo do LirAa
A equipe do Programa de Controle de Endemias iniciou ontem o 3º Ciclo do LirAa (Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Aegypti), que serão realizados até sexta-feira, com trabalhos de recolhimento de amostras e visitas em média de 5 mil imóveis, que serão escolhidos por sorteio. Nos locais será feita a coleta das larvas para posteriormente encaminhá-las para análise a assim identificar o IIP (Índice de Infestação Predial) de cada região.
Em 2007, o primeiro ciclo do LirAa, realizado em janeiro, apresentou índice de 4,5%, com uma queda em abril, cujo índice ficou em 1,9%, caindo ainda mais com registro de 0,7% em novembro, no último levantamento do ano.
De acordo com a coordenadora do Programa de Controle de Endemias, Cristina Carnaval, a expectativa para este ano é que siga o mesmo ritmo e que caia ainda mais do que nos meses seguintes.
Para o levantamento, a cidade é dividida em estratos, de forma a identificar posteriormente as regiões que precisam de atuação mais concentrada.
BAIRROS POR ESTRATO
ESTRATO 01
Coopavel, Cataratas, Colméia, Morumbi I, Aras Mantovani, Morumbi, Conj. São Francisco, Bela Vista, Brasília I, Periolo, D´ Napoli, Brasília.
ESTRATO 02
Jardim Coqueiral, Jardim Alvorada, Jardim Clarito, Floresta, Tarumã, Interlagos, Brazmadeira
ESTRATO 03
Quartel, Jardim Gramado, Pacaembu, Lago Municipal, São Cristóvão I, São Cristóvão, Jardim Pinheiro, Jardim Primavera
ESTRATO 04
Faculdade I, Faculdade, Turisparque, Nova Itália I, Nova Itália,Veneza, Presidente, Jardim União
ESTRATO 05
Aeroporto, Guarujá, Quebec, Jardim Padovani, Santa Felicidade, Jardim Itapuã, 14 de Novembro
ESTRATO 06
Maria Luiza, Vila Dione, Pioneiros Catarinenses, Vila Neva, Vila Tolentino, Parque São Paulo
ESTRATO 07
Centro, Centro I, Centro II, Centro III, Centro IV, Centro V
ESTRATO 08
Jardim Canadá, Jardim Piatti, Melissa, Ceasa, Novo Milênio, Cancelli I, Cancelli, Claudete
ESTRATO 09
Recanto Tropical, Jardim Cidade Verde, Coqueiral, Aclimação, Fag, Palmeiras I, Palmeiras
ESTRATO 10
Santa Cruz I, Alto Alegre, Santo Onofre, Santa Cruz, Paulo Godoy, Jardim Esmeralda, Santos Dumont
SEM VAGAS
Mudança de endereço já é cogitada por algumas empresas
Falta de estacionamento
preocupa comerciantes
A falta de vagas para estacionamento em Cascavel é um problema que já atinge vários pontos da cidade, principalmente a área central. Muitos empresários estão preocupados, pois temem que isso afete os negócios.
Lurdes Debastiani, cabeleireira, tem um salão na Rua Afonso Pena há 11 anos e pensa em mudar de endereço pela falta de vagas. “Está cada vez pior. Os funcionários de outras ruas que estacionam os carros aqui. Tiram a vaga dos clientes que não conseguem estacionar próximo”.
A única alternativa que existia era um estacionamento privado. No entanto, o local foi comprado por uma concessionária de veículos e agora só pode ser utilizado pelos clientes dela.
O trânsito na rua também é conturbado. Muitos motoristas não respeitam as leis de trânsito. No momento em que a reportagem do Hoje esteve no local um carro estava parado em fila dupla. Outra pessoa de aproximou, abriu a porta do carro e ficou conversando com o motorista. A pessoa ainda fez sinal para que os outros carros ultrapassassem pela contramão.
A poucos metros dali, o problema de estacionamento foi resolvido com uma medida simples. “A posição que os carros estacionam foi mudada, agora fica um carro ao lado do outro. Isso aumentou o número de vagas”, conta Elmo Rowe, comerciante.
Ele mora na Rua Afonso Pena há 37 anos. “Quando cheguei aqui nem a rua tinha sido aberta. Muitos marginais agiam aqui por causa da escuridão”, conta.
ALVES MASSANEIRO
Na Rua Antonio Alves Massaneiro a imprudência dos motoristas deixa o trânsito cada vez mais perigoso. O trecho que fica entre a Rua Paraná e a Avenida Brasil é mão única e muitos motoristas trafegam na contramão. “Em apenas um dia vi três carros passando na contramão. Até uma Van escolar já fez isso. É descuido dos motoristas mesmo, pois o local é sinalizado”, diz José Arino, monitor de estacionamento.
Ele pede mais policiamento para a região: “Algumas lojas instalaram câmeras de segurança para evitar assaltos, mas as câmeras passaram a ser alvo dos bandidos. Precisa de policiamento maior na região, principalmente à noite”.
O problema de estacionamento também ocorre na Antonio Alves Massaneiro. “Mesmo com o EstaR, muita gente estaciona aqui. Dificilmente tem vaga”, conta Daiele da Silva Rack, manicure.
Personagem
“Tiram a vaga dos clientes”
Lurdes Debastiani, cabeleireira
“Agora fica um carro ao lado do outro”
Elmo Rowe, comerciante
“Em um dia vi três carros na contramão”
José Arino, monitor de estacionamento
“Mesmo com o EstaR, muita gente estaciona aqui”
Daiele da Silva Rack, manicure
“Estou com comércio na Rua Afonso Pena há apenas um mês e já percebo alguns problemas na rua, entre eles o estacionamento, que é estilo ‘espinha de peixe’, dificultando a manobra dos carros e diminuindo a largura da via. O asfalto também está ruim, deveria melhorar bastante, porque só cobrem os buracos. Os pontos positivos são a iluminação e a segurança. O movimento de veículos é grande, mas não temos problemas com acidentes”.
Giovani Luiz Bernardes, autônomo
“O grande problema da Rua Afonso Pena é com o estacionamento. Como não temos EstaR [Estacionamento Regulamentado], tem pessoas que deixam o carro e vão trabalhar e isso diminui consideravelmente o número de vagas disponíveis para estacionar, o que prejudica o comércio local. Sabemos que o EstaR já está aprovado, mas não o porquê de não funcionar. A situação fica ainda pior nos dias de feira, porque algumas pessoas colocam os carros nas entradas dos prédios”.
Artur Luiz Marques Louro, chaveiro
“A Rua Antônio Alves Massaneiro é uma via excelente, porque os veículos que saem da Avenida Brasil desembocam aqui. É uma rua bonita, com lojas bonitas e isso atrai a população, que gosta de passear nesse tipo de via. Isso faz com que a rua seja boa para o comércio. O que poderia melhorar é a situação da segurança, com um policiamento ostensivo. A via é bastante movimentada, mas, sendo bem sinalizada, não oferece problemas”.
Tânia Grando, empresária
“Mesmo tendo o EstaR, existe um problema na Rua Antônio Alves Massaneiro de furto de carros. O movimento é grande e os delinqüentes entram para tirar o som e outras vezes levaram alguns carros. Para resolver isso, precisaríamos da presença mais constante da polícia. No meu estabelecimento entraram cinco vezes, só melhorou quando instalei a cerca elétrica. Iluminação, pavimentação e limpeza são bons”.
Márcio Dalmora, autônomo
HISTÓRIA
Quem foram Antonio e Afonso?
Os dois personagens imortalizados nas ruas de Cascavel e alvos da reportagem de hoje, Antonio Alves Massaneiro e Afonso Pena, têm histórias de vida muito diferentes. O primeiro é pioneiro em Cascavel e foi vereador, o segundo assumiu cargos bem mais importantes, como de governador e presidente da República, mas morreu antes mesmo de Cascavel nascer.
“Antonio Alves Massaneiro é um dos raríssimos que realmente merecem [ser homenageados]. Ele foi um dos principais lutadores para a criação do Município”, define o escritor Alceu Sperança.
Massaneiro é catarinense e irmão de criação de Tarqüínio Joslin dos Santos, que é homenageado no Parque Tarqüínio, no Parque São Paulo. Farmacêutico e enfermeiro, Antonio Alves veio a Cascavel na década de 1940 para ficar responsável pelo primeiro posto de saúde da cidade. Segundo Alceu Sperança, ele também abriu uma farmácia onde hoje é o cruzamento da Rua Rio Grande do Sul com a Rua Sete de Setembro.
A interferência de Antonio Alves foi fundamental para consolidar Cascavel como município. “Cascavel talvez nem existisse não fosse pelo trabalho de Antônio Alves Massaneiro, que evitou a transformação desta cidade em distrito de Toledo”, afirma Sperança.
Em 1952, depois de participar na linha de frente da luta pela emancipação de Cascavel, Massaneiro concorreu à Câmara pelo PTB, elegendo-se com 51 votos. Foi também juiz de Paz, fundou e presidiu o Tuiuti Esporte Clube. Casado com Erundina Doca Massaneiro, teve três filhos: Itacir, Marlene e Nereu. Faleceu em 1968, em Vera Cruz do Oeste.
AFONSO PENA
Afonso Pena, político mais famoso, foi presidente do Brasil entre 1906 e 1909. O último dia de mandato, 14 de junho, foi a data de sua morte.
Afonso Pena governou o País no período da política do café com leite, em que o poder era alternado entre o estado de São Paulo - que era poderoso pela sua produção de café - e o de Minas Gerais, que era o maior produtor de leite do Brasil.
Antes de chegar à presidência, Pena foi o primeiro governador de Minas Ferais eleito por voto direto e também vice-presidente. Ele foi o responsável pela transferência da capital Minas Gerais de Ouro Preto para Belo Horizonte.
PERCURSO
As Ruas Antonio Alves Massaneiro e Afonso Pena são paralelas e cortam os Bairros Centro e Country. A Afonso Pena é mais antiga e foi regulamentada em 1963 pela Lei 224. Ela é cortada por 12 vias, e entre as Ruas Goiás e Guinaro há uma travessa também batizada de Afonso Pena. Antes da aprovação legal era identificada como Rua 26.
A Rua Antonio Alves Massaneiro se chamava Rua Silva Jardim até 1972. Nesse ano foi sancionada pelo ex-prefeito Octacílio Mion a Lei 913, que modificou o nome da rua. Oito ruas são transversais à Antonio Alves Massaneiro, que inicia-se na Avenida Brasil e termina na Travessa Afonso Pena.
Nome Antonio Alves Massaneiro
Documento de Aprovação Lei 913/72
Ano 1972
Comprimento 981,68 metros, sendo 86,96 sem pavimentação
Largura 635,58 metros com 12 metros de largura, e 259,14 metros com nove metros de largura
Início Avenida Brasil, no Centro
Término Travessa Afonso Pena, no Bairro Country
ESTABELECIMENTO QUANTIDADE
Igreja Luterana
Confecções 5
Clínicas 5
Salão de beleza 2
Imobiliária 1
Joalheria 1
Celulares 1
Lava car 1
Odontologia 1
Estacionamento 1
Lingerie 1
Calçados 1
Escritório de arquitetura 1
--
Nome Afonso Pena
Documento de Aprovação Lei 224/63
Ano 1963
Comprimento 1.956,12 metros
Largura 1.310,66 com 12 metros de largura e 645,46 com nove metros de largura
Início Rua da Bandeira, no Centro
Término Rua Manaus, no Bairro Country
Igreja Batista
Livraria e Farmácia da Ordem dos Advogados do Brasil
Instituto de Criminalística
Salão de beleza 4
Clínica 4
Odontologia 3
Advocacia 3
Imóveis 2
Confecções 2
Lanchonete 2
Estacionamento 1
Panificadora 1
Calçados 1
Presentes 1
Veículos 1
Lavagem de carros 1
Veterinário 1
Metalúrgica 1
Hotel de Trânsito de Oficiais 1
Fotocópia 1
Contabilidade 1
Estética 1
Atelier 1
Oftalmologista 1
Restaurante 1
Podólogo 1
Decoração 1
Encomendas 1
Chaveiro 1
Ensino superior à distância 1
PRÓXIMAS RUAS
Vicente Machado e Voluntários da Pátria
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