| IMPASSE – Países trocam acusações,
enquanto violência continua
Irã acusa Estados Unidos
por insegurança no Iraque
O Irã replicou ontem as acusações do presidente
norte-americano, George W. Bush, responsabilizando os Estados Unidos pela
insegurança no Iraque. "A falta de segurança no Iraque
é resultado do mau governo e das decisões erradas por parte
dos Estados Unidos", declarou o porta-voz do ministério iraniano
de relações exteriores.
O presidente Bush havia afirmado quinta-feira que o Irã tem o intuito
de desestabilizar o Iraque. Ele também advertiu o primeiro ministro
iraquiano sobre a sua cumplicidade com o regime dos aiatolás.
Washington acusa o Teerã de fomentar a insurreição
iraquiana, apoiando a maioria xiita. O Irã desmente essa afirmação
e insiste que o único modo de recuperar a estabilidade no Iraque
é retirando as tropas norte-americanas do país.
O Irã rebateu as críticas dizendo que o fato de ter apoiado
o governo eleito pelo povo do Iraque era um sinal de que estava a favor
do país. Além disso, a diplomacia iraniana lembrou que seu
embaixador em Bagdá manteve três reuniões com George
W. Bush e com vários responsáveis iraquianos para formar
uma comissão de segurança no país.
BOX
20 mortos
Ao menos 20 insurgentes morreram e outros 30 foram detidos em combates
entre rebeldes e habitantes da cidade de Khalis, na província de
Diyala, ao nordeste de Bagdá. Odai al-Khadran, um dos responsáveis
da Administração local de Khalis, disse que os confrontos
começaram sexta-feira à noite, depois que dezenas de insurgentes
atacaram o bairro de Al-Khueilas para transformá-lo em sua base
de operações.
Membros das tribos de Khalis, com apoio de agentes de segurança
iraquianos e americanos, repeliram a ofensiva e ainda mantêm combates
com os insurgentes, ligados ao Estado Islâmico do Iraque. Não
se sabe se houve vítimas entre os habitantes de Khalis ou entre
os militares iraquianos e americanos, acrescentou Khadran.
Khalis é uma das localidades mais castigadas pelos atentados da
insurgência sunita. Recentemente, os líderes tribais da província
se reuniram sob o que chamaram Conselho de Salvação de Diyala.
Madeleine
Kate e Gerry McCann lembraram ontem os 100 dias do desaparecimento de
sua filha Madeleine, 4, que sumiu do quarto do hotel em que eles estavam
hospedados na Praia da Luz, no Algarve, sul de Portugal. Segundo os pais,
a menina dormia ao lado de seus irmão gêmeos, de dois anos,
quando foi levada, no dia 3 de maio deste ano. As crianças estariam
sozinhas no hotel porque seus pais jantavam em um restaurante a aproximadamente
50 metros do local. A mídia portuguesa, porém, afirma que
a polícia já "sabe" que Madeleine está
morta e insinuou que o casal é suspeito. Em suas primeiras declarações
públicas sobre o assunto, o diretor nacional da Polícia
Judiciária portuguesa, Alípio Ribeiro, disse que surgiram
"novos elementos" na investigação do desaparecimento
de Madeleine.
Serra Leoa
Os cidadãos de Serra Leoa votaram ontem para eleger um novo presidente
e renovar o Parlamento. Esta eleição simboliza a consolidação
da paz e da democracia no país, que se recupera da guerra civil
vivida entre 1991 e 2001. Grandes filas se formaram nos colégios
eleitorais desde a abertura das portas, às 7h. Os 2,6 milhões
de habitantes de Serra Leoa (oeste da África) devem escolher entre
sete candidatos a sucessão de Ahmad Tejan Kabbah, presidente do
país desde 1996 e não pode reeleger-se. Os candidatos favoritos
são o vice-presidente Solomon Berewa, do Partido do Povo de Serra
Leoa, e Ernest Koroma, chefe do Congresso de Todo o Povo. Entretanto,
o ex-ministro Charles Margai, dissidente do Partido do Povo, pode alterar
as previsões. No primeiro turno, é necessário obter
55% dos votos para eleger-se. No caso de um segundo turno, será
preciso esperar duas semanas para a publicação dos resultados.
Além disso, os leoneses renovarão 112 dos 124 políticos
do parlamento.
Massacre
Dois grupos separatistas mataram 11 pessoas em Assam, nordeste da Índia,
na noite de sexta-feira. A informação foi confirmada pela
polícia ontem. Em outro caso de violência, uma criança
morreu e 18 pessoas ficaram feridas em duas explosões atribuídas
a grupos rebeldes que se opõem à legislação
de Nova Déli a respeito dos recursos naturais de Assam. Os 11 mortos
a tiros por separatistas em suas casas, em dois ataques também
em Assam, eram trabalhadores vindos de outra região indiana. Os
episódios suscitaram o temor de uma repetição da
onda de violência de janeiro, quando mais de 60 operários
foram assassinados. Os grupos locais acusam os imigrantes de tirar seu
trabalho.
FOTOLEGENDA:
Veículos são enfileirados para o Grande Prêmio de
carros antigos no circuito de Nuerburgring, na Alemanha, que será
disputado hoje. A corrida já se tornou uma tradição,
reunindo protótipos que já fizeram sucesso nas pistas.
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