Edição nº 4718 - Domingo, 12 de agosto de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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IMPASSE – Países trocam acusações, enquanto violência continua

Irã acusa Estados Unidos
por insegurança no Iraque

O Irã replicou ontem as acusações do presidente norte-americano, George W. Bush, responsabilizando os Estados Unidos pela insegurança no Iraque. "A falta de segurança no Iraque é resultado do mau governo e das decisões erradas por parte dos Estados Unidos", declarou o porta-voz do ministério iraniano de relações exteriores.
O presidente Bush havia afirmado quinta-feira que o Irã tem o intuito de desestabilizar o Iraque. Ele também advertiu o primeiro ministro iraquiano sobre a sua cumplicidade com o regime dos aiatolás.
Washington acusa o Teerã de fomentar a insurreição iraquiana, apoiando a maioria xiita. O Irã desmente essa afirmação e insiste que o único modo de recuperar a estabilidade no Iraque é retirando as tropas norte-americanas do país.
O Irã rebateu as críticas dizendo que o fato de ter apoiado o governo eleito pelo povo do Iraque era um sinal de que estava a favor do país. Além disso, a diplomacia iraniana lembrou que seu embaixador em Bagdá manteve três reuniões com George W. Bush e com vários responsáveis iraquianos para formar uma comissão de segurança no país.

BOX
20 mortos

Ao menos 20 insurgentes morreram e outros 30 foram detidos em combates entre rebeldes e habitantes da cidade de Khalis, na província de Diyala, ao nordeste de Bagdá. Odai al-Khadran, um dos responsáveis da Administração local de Khalis, disse que os confrontos começaram sexta-feira à noite, depois que dezenas de insurgentes atacaram o bairro de Al-Khueilas para transformá-lo em sua base de operações.
Membros das tribos de Khalis, com apoio de agentes de segurança iraquianos e americanos, repeliram a ofensiva e ainda mantêm combates com os insurgentes, ligados ao Estado Islâmico do Iraque. Não se sabe se houve vítimas entre os habitantes de Khalis ou entre os militares iraquianos e americanos, acrescentou Khadran.
Khalis é uma das localidades mais castigadas pelos atentados da insurgência sunita. Recentemente, os líderes tribais da província se reuniram sob o que chamaram Conselho de Salvação de Diyala.


Madeleine
Kate e Gerry McCann lembraram ontem os 100 dias do desaparecimento de sua filha Madeleine, 4, que sumiu do quarto do hotel em que eles estavam hospedados na Praia da Luz, no Algarve, sul de Portugal. Segundo os pais, a menina dormia ao lado de seus irmão gêmeos, de dois anos, quando foi levada, no dia 3 de maio deste ano. As crianças estariam sozinhas no hotel porque seus pais jantavam em um restaurante a aproximadamente 50 metros do local. A mídia portuguesa, porém, afirma que a polícia já "sabe" que Madeleine está morta e insinuou que o casal é suspeito. Em suas primeiras declarações públicas sobre o assunto, o diretor nacional da Polícia Judiciária portuguesa, Alípio Ribeiro, disse que surgiram "novos elementos" na investigação do desaparecimento de Madeleine.

Serra Leoa
Os cidadãos de Serra Leoa votaram ontem para eleger um novo presidente e renovar o Parlamento. Esta eleição simboliza a consolidação da paz e da democracia no país, que se recupera da guerra civil vivida entre 1991 e 2001. Grandes filas se formaram nos colégios eleitorais desde a abertura das portas, às 7h. Os 2,6 milhões de habitantes de Serra Leoa (oeste da África) devem escolher entre sete candidatos a sucessão de Ahmad Tejan Kabbah, presidente do país desde 1996 e não pode reeleger-se. Os candidatos favoritos são o vice-presidente Solomon Berewa, do Partido do Povo de Serra Leoa, e Ernest Koroma, chefe do Congresso de Todo o Povo. Entretanto, o ex-ministro Charles Margai, dissidente do Partido do Povo, pode alterar as previsões. No primeiro turno, é necessário obter 55% dos votos para eleger-se. No caso de um segundo turno, será preciso esperar duas semanas para a publicação dos resultados. Além disso, os leoneses renovarão 112 dos 124 políticos do parlamento.

Massacre
Dois grupos separatistas mataram 11 pessoas em Assam, nordeste da Índia, na noite de sexta-feira. A informação foi confirmada pela polícia ontem. Em outro caso de violência, uma criança morreu e 18 pessoas ficaram feridas em duas explosões atribuídas a grupos rebeldes que se opõem à legislação de Nova Déli a respeito dos recursos naturais de Assam. Os 11 mortos a tiros por separatistas em suas casas, em dois ataques também em Assam, eram trabalhadores vindos de outra região indiana. Os episódios suscitaram o temor de uma repetição da onda de violência de janeiro, quando mais de 60 operários foram assassinados. Os grupos locais acusam os imigrantes de tirar seu trabalho.

FOTOLEGENDA:
Veículos são enfileirados para o Grande Prêmio de carros antigos no circuito de Nuerburgring, na Alemanha, que será disputado hoje. A corrida já se tornou uma tradição, reunindo protótipos que já fizeram sucesso nas pistas.

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