| ÍNDIOS
Estado trava construção de casas de apoio
Uma
construção em Cascavel que já havia sido acertada
foi travada devido à determinação do governador do
Estado, Roberto Requião. No começo do ano o assessor de
Assuntos Comunitários, Paulo Porto, recebeu a confirmação
da construção de seis casas indígenas no Município
para abrigar os índios que vêm para a cidade vender artesanato.
No entanto, as obras não serão liberadas até que
o governo do Estado tenha a confirmação de que o gerenciamento
delas será da Funai (Fundação Nacional do Índio).
Conforme Paulo Porto, a prefeitura mantém a decisão de doar
o terreno. Três casas seriam construídas ainda no primeiro
semestre próximas à Unioeste (Universidade do Oeste do Paraná)
para os alunos da universidade e três próximas ao Terminal
Rodoviário, para abrigar as famílias que vendem artesanato.
Todas teriam modelo indígena antigo.
Haviam sido liberadas casas para Guarapuava, Londrina e Maringá.
Segundo o assessor, o dinheiro já está garantido, mas não
sairá até a decisão do governador.
TRANSPORTE
Terça-feira o assessor de Assuntos Comunitários esteve na
Aldeia Rio das Cobras para acertar a ida dos 35 índios que estão
em Cascavel há dias, e, devido às baixas temperaturas, estão
passando frio. O cacique da tribo e o representante da Funai disseram
que não teriam como levá-las. “Consegui duas Kombis
para levá-los pra casa, mas eles não aceitaram e querem
ficar em Cascavel pelo menos até sexta-feira”, disse Porto.
Segundo ele, os índios ficarão na cidade enquanto as pessoas
derem dinheiro e oferecerem bebida a eles, por isso, devem ser evitadas
essas práticas.
CONCURSO
Fase de aptidão pode diminuir ainda mais esse número
Apenas
34% das vagas de
agentes são preenchidas
Apenas 57 pessoas que disputaram as 168 vagas abertas para o cargo de
agente de endemias do último concurso público da Prefeitura
de Cascavel foram aprovados nas provas escritas. No total, 461 se inscreveram.
De acordo com o DRH (Departamento de Recursos Humanos) da prefeitura,
a segunda fase do concurso, a prova de aptidão física, que
será realizada domingo, pode reduzir o número de aprovados.
Segundo o DRH, assim que for encerrado esse concurso, terá que
ser aberto um novo para ocupar as vagas. Outros cargos também não
foram totalmente preenchidos. Para o cargo de agente comunitário
de saúde foram aprovadas na primeira fase 416 pessoas das 1.555
que se inscreveram. O problema é que, para ocupar o cargo, a pessoa
deve residir no bairro que pretende trabalhar. Grande parte das vagas
não preenchidas são dos distritos. Para o cargo de médico
sobraram 29 vagas. Das 122 disponibilizadas, apenas 93 foram preenchidas.
O concurso para cargos da saúde foi realizado por determinação
do Ministério Público do Trabalho, uma vez que os médicos
e agentes comunitários de saúde e de endemias são
contratados pela ANA (Associação Nova Aliança). O
contrato encerra dia 31 deste mês e não poderá ser
novamente renovado.
Domingo as provas de aptidão física ocorrerão no
ginásio de esportes Sérgio Mauro Festugatto aos cargos de
agente de combate a endemias e comunitários de saúde.
Concurso
A Prefeitura de Cascavel publicou ontem no “Diário
Oficial” do Município o edital de concurso público
com 566 vagas, sendo 257 para cargos de nível básico, 188
para nível médio e 121 para nível superior. A maioria
dos cargos é para cadastro de reserva.
Os interessados podem acessar o edital pelo site da Prefeitura de Cascavel
no endereço eletrônico http://www.cascavel.pr.gov.br/concurso/index.html
e no site do Instituto Saber: www.saber.srv.br.
As inscrições poderão ser realizadas pessoalmente
ou pela internet até o dia 22. Para fazer inscrição
presencial o candidato deve procurar a Prefeitura de Cascavel - Rua Paraná,
5.000, Centro - de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 18h30,
e nos sábados, das 8h30 às 16h30.
Os salários variam de R$ 380 para cargos de nível básico
até R$ 1.825,15 para cargos de nível superior.
A taxa de inscrição é de R$ 25 para os cargos de
nível básico, R$ 40 para os cargos de nível médio
e R$ 80 para os cargos de nível superior. Há isenção
destes valores para quem comprovar ter doado sangue no banco de sangue
de Cascavel ou no banco de sangue do Hospital Universitário de
Cascavel nos seis meses anteriores.
SEXTA EDIÇÃO
Feira marca abertura da Jornada de Agroecologia
A
6ª Jornada de Agroecologia teve início na manhã de
ontem em Cascavel com a inscrição de aproximadamente 5 mil
pessoas, mas a estimativa é de que mais participantes se cadastrem
para as palestras e oficinas no decorrer do evento, informou o coordenador
da Escola Latino-americana de Agroecologia, José Maria Tardin.
As oficinas e palestras serão realizadas no campus da Unioeste
(Universidade Estadual do Oeste do Paraná). Ontem os participantes
tiveram conhecimento do cronograma e das instalações montadas
para a jornada, mas foi a feira de artesanato e alimentos agroecológicos
que atraiu a atenção dos presentes.
O peruano Cristian Guevara, pela primeira vez na jornada, elogiou a estréia
do encontro. “Fui convidado a participar do evento e expor meus
produtos. Trouxe luvas, toucas, casacos e CDs de música indígena.
A experiência é boa, porque conhecemos novas pessoas”,
avaliou.
O produtor rural de Diamante do Oeste Nelson Capitani se surpreendeu com
a organização do encontro e ressaltou a importância
do debate sobre agroecologia. “Os produtos agroecológicos
são o rumo da agricultura”, classificou.
Na noite de ontem a socióloga Moema Viezer palestrou sobre Cuidando
da Terra Cultivando Biodiversidade e Plantando Soberania Alimentar. Por
complicações no vôo, o teólogo Frei Betto não
pôde participar do encontro ontem.
Entre os convidados estão o coordenador nacional do MST (Movimento
dos Trabalhadores Sem-Terra), João Pedro Stédille, que proferirá
palestra hoje de manhã, e o teólogo Leonardo Boff, que fará
o encerramento do evento sábado, às 9h, no Assentamento
Olga Benário, em Santa Tereza do Oeste.
A jornada oferecerá 33 seminários e 46 oficinas. A passeata
prevista para a tarde de ontem foi suspensa devido às condições
climáticas e ainda não tem previsão de quando será
promovida.
MAL ESCLARECIDO
Criança foi retirada da mãe um dia após o nascimento
Doação
de bebê causa disputa
A
pequena M., nascida dia 5 de julho em Planalto, sudoeste do Paraná,
virou alvo de uma disputa judicial. Tirada da mãe um dia após
nascer, ela agora está com uma mãe social, escolhida pela
Justiça, mas a família e os amigos não se conformam
com o ocorrido. Diante dos fatos, o cascavelense José Carlos Sintra
e a esposa, Marilana Aparecida Machado, que são padrinhos da criança,
decidiram entrar com uma ação na Justiça para que
ela seja devolvida à mãe.
No início da gravidez, Marcilei Rosane Noll, que já tem
três filhos, entrou em contato com o Conselho Tutelar e manifestou
interesse em doar a criança. Recebeu a orientação
do promotor de Justiça Fernando de Paula Xavier Júnior que
não poderia entregar a criança a qualquer família,
que o processo teria de ser legal e beneficiar uma família da fila
de espera para adoção.
No dia do nascimento de M., Sintra e Marilana estiveram com ela no hospital
e asseguram que Marcilei decidira ficar com o bebê. No entanto,
conselheiros tutelares estiveram no hospital para levar a criança,
e o médico que fez o parto teve que intervir para que o bebê
não fosse levado sem pelo menos ter sido visto pela mãe.
Na manhã seguinte a mãe, acompanhada pelo casal de amigos,
foi ao cartório para registrar a criança e depois seguiu
a Realeza, para entrar com pedido de licença maternidade no INSS
(Instituto Nacional do Seguro Social). De acordo com José, quando
retornaram a Planalto ele recebeu uma ligação de que estava
sendo procurado pela polícia devido ao desaparecimento da criança,
e que, inclusive, a avó da criança já estava na delegacia
aguardando a filha e a neta, além do casal, e que todos deveriam
prestar esclarecimentos.
“Pedimos se eles tinham mandado judicial para tirar a criança
da mãe, mas não havia documento. Os conselheiros disseram
que tinham uma determinação do promotor e chegaram a ameaçar
pegar a criança à força”, explicou.
Segundo ele, o Conselho pegou a criança e a levou ao hospital para
que fosse feita uma declaração de que a mãe teria
entregue o bebê em boas condições de saúde.
Como o médico de plantão não era pediatra, não
forneceu o documento.
Conforme Sintra, a criança foi levada pelo Conselho, que ameaçou
chamar a polícia, caso fossem seguidos. “Um dos conselheiros,
o Ênio, chegou a chamar a mãe da criança de tranqueira,
e tudo isso está relatado em um boletim de ocorrência na
Delegacia de Planalto”.
Família
revela desespero
A reportagem do Hoje esteve na casa de Marcilei Noll em Planalto,
mas quem atendeu foi sua irmã Márcia, com as três
crianças. Márcia contou que Marcilei está desesperada.
“Quando ela estava grávida o Conselho Tutelar sugeriu que
ela desse a criança para uma tal de Dirce, que trabalha no Fórum
de Capanema, e essa mulher chegou a visitar a minha irmã algumas
vezes, mas ela foi orientada pelo promotor a não fazer isso, e
que, se doasse, seria para a Justiça”.
Segundo Márcia, foi o médico quem impediu que a criança
fosse levada no hospital. “Não entendemos por que levaram
o bebê. Minha irmã está na dieta e o seio dela está
duro porque não está amamentando. Os outros filhos dela
são bem criados e ela recebe pensão, por isso não
passam necessidade, porque também tem o apoio da família”.
JUSTIÇA
Promotor esclarece as decisões
A
presidente do Conselho Tutelar de Planalto, Izete Beir Feix, limitou-se
a explicar que agiram sob determinação do Ministério
Público, mas admitiu que a mãe não assinou documento
que declarasse a intenção em doar o bebê e que ela
teria, inclusive, comentado ter se arrependido disso.
No Fórum de Capanema, a reportagem do Hoje conseguiu conversar
com o promotor que está cuidando do caso, Fernando de Paula Xavier
Júnior, mas que está afastado do cargo devido a problemas
de saúde. O promotor apresentou alguns documentos, inclusive uma
solicitação datada de 3 de julho, assinada por Marcilei,
que pede a comprovação de paternidade de um de seus outros
filhos e um atestado de pobreza.
“Quando a criança nasceu pedi para que o Conselho fosse buscar
a criança e a levasse para um abrigo até que fosse feita
a doação documentada. Depois fiquei sabendo que a mãe
não queria mais doar, e, por isso, pedi que o Conselho acompanhasse
essa mãe até que ela registrasse a criança, mas quando
eles foram ao hospital ela já havia ganhado alta e saído
da cidade, deixando um dos seus filhos com uma vizinha. Por isso que estranhei
e pedi que ela fosse procurada e trazida à delegacia esclarecer
o caso, juntamente com o casal que a acompanhava”, disse.
O promotor também tem um documento do dia 10 de julho, no qual
a cartorária que atendeu a mãe da criança afirma
que o casal que estava junto com ela teria tentado registrar a menina
com o sobrenome do homem, Sintra, e que a cartorária impediu que
isso ocorresse. “A tentativa dela de doar diretamente é ilegal,
a chamada doação à brasileira. Por isso, estamos
ajuizando uma ação de destituição familiar,
e enquanto não sai a decisão a criança continuará
com a mãe social”, salientou.
Quanto ao possível envolvimento da funcionária Dirce no
caso, o promotor relatou que ela é uma estagiária do Fórum
e que provavelmente seja amiga de Marcilei, mas que em hipótese
alguma ela receberia a criança, pois teria que ser obedecida a
fila de espera.
DEFESA
Sintra nega tentativa de registrar bebê
O
casal de cascavelenses José Carlos Sintra e a esposa, Marilana
Aparecida Machado, padrinhos da pequena M., foram à Justiça
para que a criança seja devolvida à mãe. Sintra negou
que tenha tentado registrar o bebê em seu nome, lembrando que tem
três filhos adotados e que conhece os trâmites legais. “Estou
pagando os advogados para que devolvam a criança. Queremos ajudar
a Marcilei e em momento algum pensamos em fazer algo errado”, declarou.
Deise Cardoso, advogada de José Carlos, afirma que foram violadas
algumas normas do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), o
qual estabelece que, para uma criança ser retirada da mãe,
é preciso haver provas graves de abandono da criança ou
de violência e que, antes disso, deve ser aberto um processo analisando
todo o caso. Além disso, a única pessoa que pode determinar
a retirada da criança é o juiz. “Não existe
procedimento nesse sentido, inclusive na delegacia”.
A advogada entrou no começo da semana com uma medida cautelar e
está aguardando se o pedido de liminar será deferido pelo
juiz de Planalto. Ela disse que, caso não consiga a medida, entrará
com agravo no Tribunal de Justiça.
COLHEITA
Falta de chuvas e formação de gelo preocupam produtores
na região de Cascavel
70%
do trigo suscetível à geada
A
queda brusca da temperatura nesta semana e a falta de chuvas consideráveis
na região de Cascavel nos últimos meses preocupam produtores
e técnicos rurais. Levantamento divulgado ontem pelo Deral (Departamento
de Economia Rural) da Seab (Secretaria de Agricultura e Abastecimento)
indica que o trigo está 100% plantado e em bom estado, no entanto,
70% da cultura está em floração e frutificação,
fase suscetível à geada, cujos institutos de meteorologia
prevêem para hoje.
Já no caso do milho safrinha, cuja metade já foi colhida
no Núcleo de Cascavel, 70% das lavouras estão em boas condições,
20% em estado médio e 10% ruim, sendo que 90% está em fase
de maturação e 10% em frutificação.
O engenheiro agrônomo Otmar Hubner, chefe da Divisão de Conjuntura
Agropecuária do Deral, observa que desde o fim de maio não
ocorrem chuvas em volume expressivo e com distribuição em
todas as regiões. Além disso, predominaram as temperaturas
médias acima do normal para a época e agora o frio intenso.
“Diante deste cenário está consolidada a situação
de estiagem, principalmente porque não há previsão
de chuvas gerais para a próxima semana. A falta de chuvas impossibilita
o avanço da semeadura dos cereais de inverno e prejudica o desenvolvimento
vegetativo das lavouras, comprometendo o potencial produtivo”, ressalta.
As pastagens, tanto nativas como as cultivadas, lembra Otmar, também
ressentem a falta de umidade, resultando em menor disponibilidade de massa
verde, dificultando a alimentação dos animais, principalmente
para os produtores que não possuem estoque de silagem, feno ou
outros complementos.
Frio
Em
caso de geadas de moderada a forte, previstas para hoje na região
de Cascavel, o dano nas lavouras de milho pode ocasionar um prejuízo
ainda maior que o já contabilizado pelo Deral. A quebra média
calculada com as geadas registradas em maio e junho chega a 33% da previsão
inicial de colheita - 1,05 milhão de toneladas -, perda de 348
mil toneladas. Os dados preliminares indicam produção de
707 mil toneladas no Núcleo do Deral em Cascavel, onde a área
cultivada com a cultura corresponde a 222,1 mil hectares. Antes do registro
de gelo, a região respondia por 18% da produção total
do Estado, que era de 5,7 milhões de toneladas e baixou para 4,8
milhões de toneladas, perda de 15,5%.
TRANSPORTE
COLETIVO
Encontro com federação definirá rumos de
negociação
A
direção do Sintracovel (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte
Coletivo Urbano de Cascavel) aguarda uma reunião com a Comissão
de Negociação da Fetropar (Federação dos Trabalhadores
em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná) para decidir
os rumos que serão tomados para garantir as exigências da
classe. O presidente do sindicato, Procópio Panciniak, contou que
ainda não há data definida para o encontro, mas acredita
que deva ocorrer na próxima semana.
Entre as reivindicações da categoria estão a revisão
de 89 cláusulas trabalhistas e o reajuste salarial de 5%, negado
pela Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito),
intermediária das negociações entre os funcionários
e as empresas permissionárias do transporte coletivo. As empresas
propuseram 3,57% de correção salarial, parcelados em duas
vezes.
A categoria admite a possibilidade de greve e paralisações
como forma de garantir as reivindicações. A Justiça
do Trabalho deve marcar uma nova audiência conciliatória
entre as partes em busca de acordo.
HORÁRIOS
Anteprojeto regulamenta feira do pequeno produtor
A
Prefeitura de Cascavel encaminhou ofício à Câmara
solicitando a inclusão do Anteprojeto de Lei 138/2007 na pauta
das sessões. A proposta regulamenta o funcionamento da feira do
pequeno produtor, oficializando local, datas e horários, que não
foram alterados. O local é o mesmo para todos os dias de feira
previstos: canteiros centrais da Avenida Brasil entre os contornos das
ruas Afonso Pena e Riachuelo, na região central. Às quartas-feiras,
sábados e domingos a comercialização de produtos
fica autorizada no período entre 7h e 12h. Já nas quintas-feiras
o funcionamento é das 17h às 21h.
A montagem das barracas deve começar no máximo duas horas
antes do horário de comercialização e o desmonte
até duas horas depois. Também fica definido que todas as
decisões administrativas que envolvem a feira e feirantes serão
tomadas pela Comissão de Organização da Feira.
“Em caso de necessidade de barracas com tamanho diferente, os pedidos
deverão ser encaminhados à Comissão de Organização
da Feira, que terá prazo de 30 dias para julgamento do pedido”,
diz um trecho do anteprojeto.
O artigo 8º da proposição estipula obrigatoriedade
da presença do produtor, cônjuge ou filhos na feira para
a comercialização de seus produtos, admitindo-se a participação
de dependentes ou pessoas auxiliares, desde que todos estejam identificados
junto à Associação dos Pequenos Produtores Rurais
e Urbanos de Cascavel.
QUEIXA
Secretaria diz que o problema está na falta de calçadas
Superpostes
dificultam
o tráfego no Santa Cruz
Moradores
da Rua Tupiniquins, no Bairro Santa Cruz, região oeste de Cascavel,
reclamam dos postes colocados pela Secretaria de Serviços e Obras
Públicas de Cascavel. O problema, segundo populares, é que
os postes estão no meio da estreita calçada que contorna
o Caic (Centro de Atendimento Integral à Criança). As crianças
que saem da escola e demais moradores têm dificuldade para caminhar,
restando duas opções: andar na via, e correr o risco de
ser atropelado, ou caminhar na terra. “Os postes atrapalham as crianças.
Fica difícil para elas caminharem”, reclama a dona de casa
Claudina Hoffman.
A população reconhece que a colocação dos
postes - que ainda não está com a instalação
elétrica pronta - melhorará a visibilidade da rua que há
tempos fica na penumbra. “Sei que vai iluminar a rua, mas não
deveria ser colocado no meio da calçada. Uma pessoa idosa ou com
cadeira de rodas são as que têm mais problemas”, alerta
o separador Sanson Alves Rodrigues.
O engenheiro civil da Secretaria de Obras, Sílvio Torres, explicou
que a posição dos pilares de concreto é padronizada.
“100% dos postes estão naquela colocação”.
A distância convencionada, segundo Torres, é a 50 centímetros
do meio-fio.
Para o engenheiro, o fato em questão não se deve à
má colocação dos postes, e sim à não-existência
de uma calçada adequada. “O poste é colocado nessa
distância para iluminar a rua de maneira correta. Poderíamos
colocar o poste mais para trás, mas afetaria a iluminação.
O melhor é que se amplie a calçada”.
Torres afirmou que há 15 dias é produzido o paver, material
de concreto usado na confecção de calçadas, semelhante
ao calçamento da Praça Itália e Feira do Pequeno
Produtor. A construção da calçada no Caic do Santa
Cruz - tratando-se de um prédio público - ficará
a cargo da prefeitura, que ainda não definiu um cronograma de execuções
para o calçamento de escolas e postos de saúde. Todavia,
ele assegurou que as obras começarão ainda este ano. “Não
escolhemos quais serão os primeiros locais. Mas assim que tivermos
material suficiente começaremos a construir”, arremata Sílvio
Torres.
NOVO MANDATO
Valorização do profissional será foco principal
da Aeac
Empossado
para o segundo mandado consecutivo frente à Aeac (Associação
dos Engenheiros e Arquitetos de Cascavel), o engenheiro mecânico
José Heim defende o fortalecimento da participação
da entidade nas decisões que afetam o dia-a-dia dos cascavelenses.
“Nossa entidade sempre defendeu bandeiras que geram o desenvolvimento
e crescimento de Cascavel. Iremos continuar participando das discussões
e conquistas da comunidade cascavelense”, avalia.
Para o novo mandato, Heim explica que a luta contínua pela valorização
dos profissionais de engenharia e arquitetura será o eixo principal
da associação. “Nossa intenção é
promover palestras técnicas voltadas ao aperfeiçoamento
e reciclagem dos nossos associados visando sempre acompanhar as mudanças
que a modernidade impõe nas relações de trabalho”,
destaca.
José Heim também fez uma avaliação do primeiro
mandato. Segundo ele, as atividades sociais foram o ponto alto da entidade
como a realização do Enarq (Encontro das Associações
de Engenheiros e Arquitetos da Região Oeste) e a confraternização
entre os associados no 33º aniversario da Aeac. “Nossa associação
tem por finalidade a recreação e atividades festivas entre
a classe. Vamos incentivar os sócios a usarem cada vez mais a nossa
sede recreativa que possui um amplo espaço de lazer”, ressalta
o presidente.
Intelectual
De 30 de julho a 3 de agosto será realizado, no auditório
do campus de Cascavel da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná)
e no Laboratório de Informática do NIT (Núcleo de
Inovações Tecnológicas), o curso básico de
Capacitação em Propriedade Intelectual para NITs.
Interessados poderão preencher ficha de inscrição
e obter mais informações no endereço www.unioeste.br,
ou ainda lsene@unioeste.br, e pelo telefone (45) 3220-3286.
Cidades
Sob o foco do conceito de Gestão Democrática das
Cidades, ocorrem dias 16 e 17, em Cascavel, a 3ª Conferência
das Cidades, etapa municipal, e o 1º Seminário de Habitação.
Os interessados devem entregar sua ficha de inscrição até
hoje, nos seguintes locais: no prédio da prefeitura, Rua Paraná,
5000, Centro, na Secretaria de Planejamento; ou na Rua Martin Afonso de
Souza, 570, atrás do Centro de Convenções e Eventos,
no setor da Cohavel. As fichas estão disponíveis no site
www.cascavel.pr.gov.br/especiais/conferencia/Ficha_inscrição.pdf.
Os dois eventos começam às 8h, segunda-feira.
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