| PAQUISTÃO
Após 35 horas de disputa, os últimos líderes da resistência
foram executados
Exército
mata radicais
e controla mesquita
Após
mais de 35 horas de luta, o Exército do Paquistão anunciou
a morte dos últimos radicais resistentes da Mesquita Vermelha e
tomou o controle do complexo. A invasão da mesquita, que começou
na madrugada de terça-feira, foi detonada após um cerco
das forças de segurança paquistanesas que durou mais de
uma semana e resultou na morte de ao menos 80 pessoas.
Apenas na operação de invasão, já foram confirmadas
a morte de 50 radicais e nove soldados. Especula-se, porém, que
a contagem final de corpos eleve o número para mais de 100 vítimas.
“A primeira fase da operação acabou. Não há
mais radicais na mesquita”, afirmou o porta-voz do Exército,
general Waheed Arshad.
Ele disse que os militares ainda estão no complexo de 75 salas,
porões e jardins para buscar minas e outras possíveis armadilhas.
Contrariando as expectativas mais dramáticas, o premiê paquistanês,
Shaukat Aziz, disse a repórteres que não foram encontrados
corpos de mulheres e crianças no interior da Mesquita Vermelha.
“A maior parte das mulheres estava junta e saiu da mesquita há
dias”, afirmou.
Os últimos choques com as forças de segurança, que
começaram no dia 3, são resultado de meses de tensão
com os radicais da mesquita, que realizavam uma “campanha pela moralização”
para pressionar pela aplicação da lei islâmica no
país.
Os islâmicos da Mesquita Vermelha são acusados de apoiarem
o movimento radical afegão Taleban e de tentarem estabelecer no
Paquistão um regime similar ao que o grupo tinha no Afeganistão
antes da invasão americana, em 2001.
HIV
Líbia condena enfermeiras à morte
Apesar
de apelos mundiais, a Suprema Corte da Líbia decidiu manter ontem
a pena de morte para cinco enfermeiras búlgaras e um médico
palestino. Os seis são acusados de infectar propositadamente mais
de 400 crianças com o vírus HIV. O veredicto ainda poderá
ser revertido pelo Conselho Judicial do país, liderado pelo ministro
da Justiça, que se reunirá segunda-feira.
Os seis condenados começaram a trabalhar em um hospital na cidade
de Benghazi em 1998 e foram presos no ano seguinte depois que mais de
400 crianças foram contaminadas como HIV. Ao menos 50 crianças
morreram.
Os promotores insistem que os condenados infectaram as crianças
de propósito durante experimentos para encontrar uma cura para
a Aids. Especialistas da defesa, porém, testemunharam que elas
foram infectadas devido às péssimas condições
de higiene do hospital.
Na divulgação do veredicto, o juiz não fez menção
a um acordo anunciado anteontem por uma fundação liderado
pelo filho do líder da Líbia. A Fundação Internacional
Gadhafi para a caridade afirmou terça-feira que as famílias
das crianças infectadas firmaram um acordo com os condenados para
evitar a pena de morte.
Cocaína
A
polícia do aeroporto Leonardo da Vinci, em Roma (Itália),
prendeu ontem um brasileiro que engoliu cerca de dois quilos de cocaína
e tentou contrabandear a droga, segundo autoridades locais. A cocaína
foi engolida em 150 papelotes separados, que têm valor estimado
em US$ 2,7 milhões, informou a polícia. O brasileiro, de
30 anos, começou a ter sintomas de overdose quando chegou ao aeroporto
em Roma vindo de São Paulo. Alguns papelotes estouraram em seu
estômago.
Casa
cara
Uma casa em Beverly Hills, nos Estados Unidos, foi posta à venda
por US$ 165 milhões (cerca de R$ 310 milhões), o que a torna
a propriedade mais cara disponível no mercado imobiliário
americano. A casa tem 29 quartos, três piscinas e quadras de tênis,
além de seu próprio cinema e casa noturna.
O local já pertenceu ao magnata das comunicações
William Randolph Hearst, que pagou apenas US$ 120 mil (R$ 227 mil) quando
a adquiriu, em 1947. Em 1976, a casa foi vendida ao advogado e investidor
Leonard Ross, que agora diz querer “mudar seu estilo de vida”.
A propriedade, construída na década de 20 em forma de H,
ocupa uma área de 2,6 hectares e foi parte do cenário do
clássico O Poderoso Chefão.
CRÍTICAS
Brasileiro que assumirá cargo
na ONU teme corrida a armas
Prestes a
assumir o cargo de Alto Representante da ONU (Organização
das Nações Unidas) para Desarmamento, o embaixador brasileiro
Sérgio de Queiroz Duarte, 72, criticou a possibilidade de uma corrida
armamentista entre EUA e Rússia por causa do projeto do escudo
antimísseis norte-americano.
Outro alvo de crítica foram as compras militares do venezuelano
Hugo Chávez. Sobre o Brasil, disse que é preciso modificar
a legislação nacional para reduzir a quantidade de armas
nas ruas. Ele toma posse hoje no cargo, passando a aconselhar diretamente
o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
Entre as preocupações do embaixador está o crescimento
dos gastos bélicos no planeta: “Os países não
deixaram, até hoje, de basear a sua segurança na posse de
armamentos. E é claro que os armamentos evoluem e os países
consideram necessário renovar sua capacidade de defesa e se colocar
à altura do que possa ocorrer. E isso preocupa a ONU”.
De 1997 a 2007, os gastos militares cresceram 37% no mundo, segundo a
ONG Instituto de Pesquisas da Paz, de Estocolmo (Suécia).
Depois de defender que EUA e Rússia negociassem diplomaticamente
a questão do escudo antimísseis norte-americano, o embaixador
brasileiro afirmou que não interessa a ninguém uma nova
corrida armamentista.
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