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SENADO – Palácio do Planalto interferiu no processo
Pressionado,
Renan desiste
de presidir votação da LDO
O
presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), desistiu de comandar
a sessão do Congresso para votação da LDO (Lei de
Diretrizes Orçamentárias), iniciada na noite de ontem.
A decisão foi comunicada por ele ao presidente do PMDB, Michel
Temer (SP), e ao líder do governo na Câmara, José
Múcio (PTB-PE). “A decisão foi dele e pessoal. Ele
pensou nos interesses do País e do Congresso”, afirmou Temer.
O Palácio do Planalto enviou emissários para convencer Renan
a desistir de presidir a sessão de votação da LDO.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva temia que se Renan estivesse
no comando da sessão, a oposição pudesse obstruir
os trabalhos e impedir a votação.
Antes do anúncio de Temer, Renan chegou a negar que estivesse sendo
pressionado a desistir de presidir a sessão. “Depois de um
semestre tumultuado vamos aprovar praticamente tudo o que era necessário,
que ele [Palácio] imaginava ser aprovado. O Congresso está
cumprindo a sua parte, fazendo o seu papel”, havia afirmado ele
anteriormente.
ESTUDO
Brasil tem pior controle de corrupção em 10 anos
O
Brasil apresentou o seu pior controle de corrupção dos últimos
dez anos, segundo o relatório Assuntos de Governança, do
Bird (Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento),
elaborado para medir o desempenho governamental de 212 países.
Em uma escala que vai de zero a 100, o País, que já alcançou
um índice de 59,7% em 2000, caiu para 47,1 em 2006. O índice
de corrupção “mede a extensão em que o poder
público é usado para ganhos privados, incluindo pequenas
e grandes formas de corrupção, assim como o ‘seqüestro’
do estado pelas elites e pelos interesses privados”.
O estudo, elaborado pelos pesquisadores do Banco Mundial, se baseia em
pesquisas sobre a importância da governabilidade e seu impacto no
desenvolvimento do país nos últimos dez anos. Segundo o
relatório, um bom governo é fundamental para outros resultados
positivos, como um maior índice de desenvolvimento humano e a redução
da mortalidade infantil, do analfabetismo e da desigualdade social. “A
carga de corrupção recai desproporcionalmente sobre milhões
de pessoas que vivem na extrema pobreza”, declarou Daniel Kaufmann,
co-autor do relatório e Diretor dos Programas Mundiais do Instituto
do Bird.
Além de controle de corrupção, o Brasil também
piorou nos últimos anos nos índices que avaliam a eficiência
do governo, a qualidade dos marcos regulatórios e a força
da lei. Esta última avalia o grau de confiabilidade da polícia
e dos tribunais, assim como a probabilidade de cometerem delitos e atos
de violência. Neste caso, o indicador brasileiro caiu de 50, em
1996, para 41,4, em 2006 – o pior índice da história.
O indicador que avalia a eficiência do governo – a qualidade
dos serviços públicos, a independência do governo
e a implementação de políticas – mostra que
o Brasil vem caindo desde 2003. O índice passou de 60,7, naquele
ano, para 52,1, em 2006.
CLASSIFICAÇÃO
Governo cede à pressão das TVs
Depois
de ser pressionado por emissoras de TV, o governo federal recuou e anunciou
ontem regras mais flexíveis para o processo de classificação
indicativa da programação televisiva. As emissoras farão
a auto-classificação de seus programas e terão de
comunicar oficialmente ao Ministério da Justiça. Porém,
não dependerão mais de uma prévia avaliação
do governo para começar a exibir os programas. Durante 60 dias,
o ministério fará um monitoramento da programação.
O Ministério da Justiça determinou que as emissoras cumpram
essas regras inclusive em estados com fuso horário diferente do
de Brasília. Para tanto, o governo deu um prazo de 180 dias para
que as empresas adaptem a exibição de programas nos locais
onde o fuso horário é diferente, adequando o horário
à faixa etária. No Acre, por exemplo, a novela das 21h,
exibida hoje às 18h, terá de ser veiculada às 21h
do horário acreano.
No caso de abusos, a emissora será advertida por duas vezes. Se
essa providência não surtir efeito, o ministério mudará
a classificação. Se mesmo assim os abusos persistirem, o
fato será comunicado ao Ministério Público para que
sejam tomadas as medidas judiciais cabíveis.
HORÁRIOS
Pela portaria é considerada inadequada a exibição
antes das 20h de programas classificados como não recomendados
para menores de 12 anos. Não deverão ser veiculados antes
das 21h os programas não recomendados para menores de 14 anos.
Segundo a portaria, é inadequado exibir antes das 22h os programas
não recomendados para menores de 16 anos e antes das 23h os não
recomendados para menores de 18 anos.
As emissoras de TV por assinatura não estão sujeitas à
vinculação de faixa etária por horário porque
oferecem aos pais e responsáveis dispositivos para bloquear a exibição
de determinados programas. Mas as empresas terão de informar a
classificação dos programas.
Editais
A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado
aprovou ontem emendas do senador Osmar Dias (PDT-PR) ao PLC (Projeto de
Lei Complementar) 32/2007 pela garantia da manutenção da
exigência de publicação do aviso de licitações
em jornais diários de grande circulação e pela exigência
da criação de sites, pelo poder público, para a divulgação
de informações dos pregões. “Apresentei duas
emendas que foram acatadas e são unânimes. Uma delas que
estabelece o valor de R$ 375 mil como mínimo para a publicação
de editais em jornais de grande circulação, uma correção
de duas vezes e meia sobre o valor anterior de R$ 150 mil, e também
a exigência de que o poder público deve criar sites para
a publicação também, pela Internet, dos editais.
É uma forma de ampliar a transparência”, afirma o senador
paranaense.
Suplente
O PT, PPS e PC do B do Distrito Federal prepararam um dossiê
contra o suplente do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), Gim Argello (PTB-DF),
com acusações contra ele no período de 1999 a 2006.
Os líderes desses partidos prometem entregar o dossiê contra
Argello para a Corregedoria Geral do Senado e ao Ministério Público
Federal. Segundo os líderes partidários, o dossiê
demonstra que o suplente não tem decoro para assumir o mandato
parlamentar. No dossiê, Argello é acusado de grilagem de
terras no Distrito Federal, de crime financeiro contra a União,
supostamente praticado em 1999, ao não explicar uma movimentação
financeira envolvendo mais de R$ 1 milhão, além de denúncias
de desvio de dinheiro do BRB (Banco de Brasília) - de acordo com
investigações realizadas pela Polícia Civil do DF
durante a Operação Aquarela.
SYNGENTA
PGE
pede mais prazo para sem-terra deixarem área
A PGE (Procuradoria Geral do Estado) reforçou ontem à 1ª
Vara Cível de Cascavel o pedido de mais prazo feito pela Via Campesina
para que as famílias que ocupam a estação experimental
da multinacional suíça Syngenta Seeds, em Santa Tereza do
Oeste, saiam do local. O órgão pediu de cinco a sete dias
para que os sem-terra retirem seus pertences e anexou cópia do
agravo de instrumento impetrado segunda-feira, no Tribunal de Justiça
do Paraná, pelo governador Roberto Requião, que requer a
suspensão da multa de R$ 2 mil diária pelo descumprimento
da reintegração de posse, determinada pelo juiz Fabrício
Mussi, que está valendo desde ontem.
Terça-feira - último dia dado pela Justiça para que
a área fosse desocupada - a Via Campesina enviou um fax ao cartório
da 1ª Vara Cível de Cascavel pedindo sete dias para sair da
área. No documento alegam que já estão se retirando
do imóvel, mas necessitam de mais tempo para desocupar totalmente
o local. Até o fim da tarde de ontem o juiz da 1ª Vara Cível
não havia analisado os pedidos.
Quanto ao agravo de instrumento, a assessoria de imprensa do Tribunal
de Justiça informou que será votado somente dia 25 de julho,
quando entrará em pauta.
A advogada da Syngenta, Rogéria Dotti Dória, se mostrou
indignada com o pedido de prazo do Estado. “Mais uma vez o governo
está colaborando com a ação criminosa dos sem-terra.
Eles tiveram prazo de 15 dias para sair, sendo que a primeira ordem de
desocupação ocorreu em dezembro, ou seja, estão mais
do que cientes que devem sair. Estão querendo é ganhar tempo”.
Terça-feira os sem-terra começaram a desocupar a área
de forma pacífica, mas lenta. Até o fim da tarde de ontem
no máximo cinco famílias haviam saído e erguido acampamento
no Assentamento Olga Benário, nos fundos da Syngenta, para onde
todos irão.
Ontem eles colheram uma grande quantidade de mandioca que seguiu de caminhão
para Toledo, onde deverá ser comercializada.
AGRICULTURA
Entre 20% e 30% da parcela terá de ser paga em 2007
Mapa
prorroga dívidas,
mas exige parte este ano
O
Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento)
anunciou ontem um acordo para a prorrogação das dívidas
dos agricultores de safras anteriores com vencimentos em 2007, de acordo
com uma nota oficial. No entanto, fixou que parte das parcelas terão
de ser pagas este ano.
Em nota, o Mapa afirma que os termos acordados ainda serão submetidos
ao Congresso Nacional e ao CMN (Conselho Monetário Nacional), para
serem aprovados.
O ministro Reinhold Stephanes anunciou que as parcelas de custeio vencidas
e vincendas em 2007, das operações prorrogadas de safras
anteriores e que venceriam parcialmente este ano, foram prorrogadas automaticamente
para um ano após o vencimento da última parcela.
Em relação aos programas de investimento Moderfrota, Finame
Agrícola Especial e Prodecoop, para as parcelas vencidas ou vincendas
em 2007, que envolvem recursos de R$ 3 bilhões, deve haver um pagamento
mínimo de 30% da parcela de 2007 e a prorrogação
do restante para um ano após o fim do contrato. Os produtores que
pagarem parcial ou totalmente esta parcela terão bônus de
15% sobre a parcela integral. “Isso apenas para aqueles produtores
que tiverem sua renda principal obtida com algodão, arroz, milho,
trigo e soja”, ressalta Carlos Rivaci Sperotto, representante da
CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil)
na reunião.
Nos programas de investimento Moderagro, Moderinfra, Prodefruta, Prodeagro,
Propflora, Pronaf e Proger Investimento, os produtores terão de
pagar um mínimo de 20% da parcela vencida ou vincenda em 2007.
O bônus para os produtores que pagarem o débito neste ano
será de 5%. As operações envolvem recursos de aproximadamente
R$ 400 milhões e valem para as mesmas culturas.
BALANÇA
Paraná tem importação recorde
As importações paranaenses cresceram 51,94% de janeiro a
maio deste ano em comparação a igual período de 2006.
O valor importado chegou a US$ 3,011 bilhões (R$ 6,223 bilhões).
Os dados são da Balança Comercial, divulgados pelo Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e analisados
pelo Departamento Econômico e pelo Centro Internacional de Negócios
da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná).
Foi o período com o maior valor de importações em
dólares e em reais de toda a série histórica pesquisada
pela Fiep, iniciada em 1986.
A maior taxa de aumento das importações nos primeiros cinco
meses do ano foi de bens de consumo (83,33%) representando 11,38% de todas
as importações do período. Dentro desta categoria,
o item que apresentou maior aumento foi bens de consumo duráveis
com crescimento de 215,08%, motivado principalmente pela elevação
das importações de veículos, que cresceu 225,59%.
“O câmbio altamente valorizado reduz a competitividade da
indústria de transformação, especialmente dos setores
mais geradores de empregos. Isto compromete as decisões de investimento
no Brasil, provoca o fechamento de empresas e gera desemprego”,
alerta o presidente da Fiep, Rodrigo da Rocha Loures.
As exportações de janeiro a maio de 2007 também registraram
aumento. O Paraná exportou US$ 4,54 bilhões no período,
26,78% a mais que a igual período de 2006. Com isso, o saldo da
balança comercial do Estado acumulado no ano é de US$ 1,53
bilhão.
Super
Simples
O
projeto de lei que altera as regras do Simples Nacional, conhecido como
Super Simples, aprovado pela Câmara, deverá ter um alcance
menor do que a definida pelos deputados. Segundo o presidente da CAE (Comissão
de Assuntos Econômicos) do Senado, Aloísio Mercadante, foi
fechado um acordo para que o projeto seja votado e aprovado sem modificações
na CAE e, após passar pelo Plenário, receba dois vetos do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os senadores da CAE devem votar segunda-feira projeto de lei complementar
que altera a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas para permitir a ampliação
do número de empresas que podem aderir ao regime diferenciado de
tributação.
Um dos vetos vai barrar o ingresso de empresas de transporte no Super
Simples. O segundo será para a proibição para que
os estados façam a antecipação tributária.
Parcelamento
O governo do Estado concedeu prazo de até 120 meses às
empresas interessadas em aderir ao Supersimples Nacional, regime diferenciado
de tributação para as micro e pequenas empresas, quitarem
seus débitos de ICMS (Imposto sobre Circulação de
Mercadorias). Uma das condições necessárias para
o enquadramento das empresas no Supersimples Nacional é sua condição
de regularidade perante os fiscos federal, estadual e municipal.
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