Grêmio
ainda não encerrou a sua crise
Muito bem colocado no Campeonato Nacional, mesmo desfalcado
desde a decisão da Libertadores, o Grêmio mergulhou numa
profunda crise política desde a indicação do ex-governador
Antonio Britto para a presidência do clube, em lugar de Paulo Odone,
que pretendia assumir a Grêmio Empreendimentos para tratar da construção
da nova arena do clube. Isso não foi possível pela reação
de alguns conselheiros, que ameaçaram lançar candidatura
contra o Britto, e diante da negativa deste, que não quis se envolver
em briga política, dizendo que “o Grêmio não
é um palco”. Ao chegar de uma viagem a Buenos Aires, Paulo
Odone anunciou que, diante da confusão existente, vai continuar
dirigindo o clube até o final do ano, quando poderá renunciar,
indicando um de seus vice-presidentes que assumiria sem necessidade de
eleição.
Seleção
chega a final
Depois de ceder o empate por duas vezes, terminar em igualdade os 90 minutos
e a primeira série de pênaltis, o Brasil acabou eliminando
o Uruguai e garantindo sua participação na final da Copa
América, no próximo domingo. O time de Dunga até
pode ser campeão, mas depois da participação na primeira
competição oficial, deixou muito pouca coisa de positivo.
O máximo que o técnico conseguiu destacar foi o esforço
dos convocados que abriram mão das férias, enquanto Ronaldinho
Gaúcho, Kaká e Zé Roberto pediam licença.
E foi só. Pode ter sobrado garra, empenho, dedicação,
mas faltou futebol e Dunga jamais conseguirá formar uma seleção
confiável com os mesmos jogadores que levou à Venezuela.
Vai ter que descobrir outros.
Os
desfalques
Os jogos de Grêmio e Inter, com a classificação do
Brasil para à final da Copa América, ficaram mesmo para
sábado. O Grêmio à tarde no Olímpico, contra
o Palmeiras, o Inter à noite, em Natal, contra o América.
E os dois continuam com desfalques. O Inter, além de Fernandão,
há muito afastado, não terá também Alex, que
se lesionou no último jogo. Edinho volta, mas Wellington Monteiro
vai cumprir suspensão pela última expulsão. O Grêmio
ainda está sem Teco, Tuta e Amoroso, machucados, e Carlos Eduardo,
na seleção de novos. Tcheco, que está voltando a
treinar, ameaçou, mas não poderá jogar neste sábado.
Por
que a confusão?
O esporte brasileiro tem mesmo problemas sérios de gestão.
A semana é de movimentação intensa com a abertura
do Pan, no Rio, a final da Copa América, e apesar disso a CBF (Confederação
Brasileira de Futebol) não interrompe o Brasileiro e ainda coloca
seus jogos em meio as duas outras competições. É
difícil de acompanhar e mais difícil ainda de valorizar
o que precisa ser destacado. Afinal, está tudo confusamente misturado,
como só acontece em nosso País.
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