Edição nº 4657 - Terça-feira, 12 de junho de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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ALCOOLISMO – Os riscos são grandes para a saúde de quem não sabe se controlar

Uso, abuso ou dependência?

Quando se fala dos problemas relacionados com o álcool é importante distinguir os termos uso, abuso e dependência. A palavra uso refere-se a qualquer ingestão de álcool. A OMS (Organização Mundial de Saúde) usa o termo baixo risco de uso de álcool para se referir à ingestão de álcool dentro dos parâmetros médicos e legais, que geralmente não resulta em problemas relacionados à bebida. O abuso de álcool é um termo geral para qualquer nível de risco, desde a ingestão aumentada até a dependência do álcool. O abuso de álcool pode produzir danos físicos ou mentais à saúde, mesmo na ausência de dependência.
Já a dependência ao álcool é uma síndrome que consiste em sintomas relacionados ao funcionamento mental, comportamentais e psicológicos. O diagnóstico da dependência do álcool dever ser feito apenas se três ou mais das seguintes situações foram experimentadas ou exibidas durante um período de 12 meses:
Forte desejo ou senso de compulsão para beber; dificuldades em controlar a ingestão de álcool, em relação ao seu início, término, ou nível de uso; alteração psicológica quando o uso de álcool é cessado ou reduzido, ou o uso de álcool para aliviar ou evitar sintomas de alterações psicológicas; evidência de tolerância, como doses cada vez maiores para atingir os mesmos efeitos causados pelas doses menores anteriores; perda progressiva de interesse por atividades antes realizadas ou por outras fontes de prazer devido ao uso do álcool; uso contínuo mesmo com claras evidências das conseqüências danosas.
A dependência ao álcool afeta uma pequena, mas significativa, proporção da população adulta em muitos países (cerca de 3 a 5%), mas o abuso e uso arriscado do álcool geralmente afetam grande parte da população (15%-40%).


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Níveis de risco

Assim como a identificação da condição de uso prejudicial ou dependência, é igualmente importante a compreensão do padrão de uso do álcool que produz riscos. Algumas pessoas podem ingerir a quantidade de álcool recomendada, mas em ocasiões particulares bebem em excesso. Tal ingestão pode alcançar o ponto de intoxicação de forma aguda e levar ao risco de lesões, violência e perda do controle, afetando outros e a si mesmos. Outras pessoas podem beber excessivamente de forma regular e, tendo estabelecido uma tolerância aumentada para o álcool, podem não apresentar um grande aumento nos níveis de álcool no sangue. Porém, o consumo excessivo crônico apresenta riscos a longo prazo, como lesões no fígado, certos cânceres e distúrbios mentais.

CONSEQUÊNCIAS

* Agressividade, irritação, violência, depressão e nervosismo;
*Dependência ao álcool;
*Perda de memória;
*Envelhecimento precoce;
* Câncer de boca e garganta;
* Resfriados freqüentes, risco aumentado de pneumonia e outras infecções;
* Fraqueza do músculo cardíaco, insuficiência cardíaca, anemia;
* Câncer de mama;
* Doença do fígado, deficiência de vitaminas, sangramentos intestinais, inflamação do estômago e pâncreas, úlceras, vômitos, diarréia e desnutrição;
* Tremor nas mãos, nervos dolorosos;
* Impotência sexual nos homens;
* Risco de malformação e bebês de baixo peso em mulheres grávidas.

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Doses recomendadas

É recomendado não ingerir mais de dois drinques por dia, e até menos, caso haja uma tendência a sentir os efeitos do álcool com um ou dois drinques. Um drinque padrão equivale a aproximadamente uma latinha de cerveja (330 ml a 5%), uma dose de whisky, gin ou vodka (40 ml a 40%), uma taça de vinho (140 ml a 12%) ou uma pequena taça de licor ou aperitivo (70 ml a 25%). Para minimizar o risco de desenvolver dependência, deve-se sempre evitar ingerir bebida alcoólica pelo menos dois dias na semana, mesmo que em pequenas quantidades. Recomenda-se também evitar a intoxicação aguda, que pode resultar de apenas dois ou três drinques em uma única ocasião.
É importante lembrar que existem situações nas quais mesmo um ou dois drinques já podem ser excesso, como por exemplo quando se vai dirigir ou trabalhar com máquinas pesadas e durante a gravidez ou aleitamento.


MULHERES
Vitamina D pode reduzir câncer

Grandes doses de vitamina D podem reduzir o risco de câncer, afirmam cientistas que conduziram um estudo com 1,1 mil mulheres com 55 anos ou mais, na área rural de Nebraska, nos Estados Unidos. Mulheres que tomaram cálcio e doses de vitamina D acima dos valores recomendados pelo governo norte-americano para pessoas de meia-idade apresentaram ocorrência de câncer 60% menor, segundo o estudo. Do grupo estudado, 50 mulheres tiveram câncer.
Pesquisadores da Escola de Medicina da Creighton University, em Omaha, Nebraska, publicaram um artigo sobre o estudo no American Journal of Clinical Nutrition.
Os pesquisadores alertaram que é necessária investigação adicional para identificar se os efeitos nas mulheres brancas de meia-idade aplicam-se também aos homens, mulheres mais jovens e outros grupos étnicos.
A vitamina D estimula a absorção do cálcio, necessário para o desenvolvimento e manutenção de dentes e ossos saudáveis. A vitamina D também é importante para as células nervosas e parece atuar como um regulador do sistema imunológico.
O corpo produz vitamina D a partir da exposição ao sol, mas poucos alimentos são naturalmente ricos nesse componente, caso do salmão.


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