| CASO SEIBERT
Vereadores começam a definir o futuro do colega peemedebista
Escolhidos os membros
do Conselho de Ética
Foi aprovado na tarde de ontem, durante sessão na Câmara
de Vereadores de Cascavel, o requerimento que institui o Conselho de Ética
que decidirá se haverá punição por quebra
de decoro parlamentar ao vereador Mario Seibert (PMDB). Cada bancada indicou
um titular e um suplente para compor a comissão. Os titulares são
Aderbal de Mello (PT), Léo Mion (PPS), Otto Reis (DEM), Seno Rhoden
(PTB) e Soni Lorenzi (PMN).
As suplências ficarão com Alcebíades Pereira (PTN),
Juarez Berté (PPS), Jorge Lauxen (DEM), Jadir de Mattos (PTB) e
Sadi Kisiel (PMN). O vereador Julio Cesar Leme da Silva (PMDB), por ser
o presidente do Legislativo, e Fernando “Bacana” Dias Lima,
por não estar filiado a um partido, não puderam ser indicados,
além do próprio Mário Seibert, que é o alvo
da investigação. O petista Nestor Dalmina pediu para não
fazer parte da comissão.
O presidente da Câmara, Julio Cesar, afirmou que a intenção
do Legislativo é finalizar o processo de investigação
antes dos 60 dias estipulados para a apresentação do relatório
final. “Nós [vereadores] queremos apresentar uma resposta
definitiva à população sobre este fato antes mesmo
dos 60 dias. Vamos agir com imparcialidade e apresentar a verdade à
população”.
Após a sessão de ontem, o vereador Mario Seibert voltou
a ressaltar que está tranqüilo quanto à sua possível
perda do mandato e que, “mais do ninguém, faz questão
de que a verdade seja exposta com a abertura das investigações
do Conselho de Ética”. Ele próprio votou a favor do
requerimento criando a comissão.
O próximo passo é definir a hierarquia dentro do Conselho
de Ética, com a escolha do presidente, secretário e membro
do conselho. Logo após serão colhidas as documentações
e depoimentos que irão indicar se houve a quebra de decoro por
parte de Mario Seibert.
BOX
Acordo político
A abertura do Conselho de Ética por parte da Câmara Municipal
foi motivada pelas declarações feitas pelo vereador Mario
Seibert à imprensa, afirmando que sua esposa, Marilei Seibert,
exonerada da Secretaria da Cultura, repassava seu salário para
pagamento de dívida com o secretário de Obras, Cléverson
Thomé. O parlamentar também declarou que tinha um acordo
político com o prefeito Lísias Tomé para empregar,
além da própria esposa, seu irmão, Mauro Seibert
- exonerado do cargo que ocupava na administração municipal
-, em troca de apoio político na Câmara.
SESSÃO
Vereadores derrubam veto do prefeito
Com pauta cheia, mas sem grandes discussões, os vereadores de
Cascavel iniciaram ontem mais um período de sessões ordinárias.
Vários projetos e anteprojetos foram apreciados e, entre os destaques,
estão a derrubada de um veto total do prefeito Lísias Tomé
e aprovação de anteprojeto que altera a estrutura do Plano
de cargos, vencimentos e carreiras do servidor municipal.
Somente o vereador Aderbal de Mello (PT) votou contra a derrubada do veto
do prefeito referente ao projeto de lei, de autoria do vereador Alcebíades
Pereira (PTN), que institui na administração pública
o programa Servidor com Saúde. O objetivo do projeto é proporcionar
exames de saúde preventivos aos funcionários públicos
municipais uma vez por ano.
O autor do projeto citou o exemplo de cinco funcionários públicos
mortos em 2007 por problemas de saúde para ressaltar a importância
de derrubar o veto do prefeito. “Aquelas pessoas perderam a vida
somente por não terem um acompanhamento médico”, destacou
Alcebíades.
Mesmo com algumas discordâncias por parte de alguns vereadores no
que diz respeito à forma e exigências como são feitos
os concursos públicos, foi aprovado por unanimidade o anteprojeto
que altera a estrutura do plano de cargos, vencimentos e carreiras do
servidor municipal. A alteração refere-se ao requisito de
escolaridade do cargo de agente comunitária da saúde, de
Ensino Médio completo a Ensino Fundamental completo.
leg – Apesar da pauta cheia, a sessão de ontem foi tranqüila
crédito: Divulgação
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Retirados
Dois projetos de autoria do vereador Julio Cesar Leme da Silva (PMDB)
foram retirados da pauta a pedido dos demais vereadores. O primeiro referente
à autorização ao Poder Executivo sobre a concessão
de direito real de uso de área urbana à LBV (Legião
da Boa Vontade).
O segundo cria normas para a instalação e funcionamento
de cemitérios públicos, associativos ou privados em Cascavel,
que já havia passado por quatro pedidos de vista. Apesar de retirados,
os projetos deveram passar novamente por apreciação na sessão
que será realizada na tarde de hoje.
ELEIÇÕES
Ex-vice-prefeito quer disputar a Prefeitura de Cascavel
Desgastado, Paranhos
anuncia saída do PMDB
Após 22 anos de militância no PMDB (Partido do Movimento
Democrático Brasileiro), o ex-vice-prefeito e ex-presidente do
Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) do Paraná Leonaldo Paranhos
anunciou que deixará o partido nas próximas semanas e adiantou
que pretende disputar novamente a Prefeitura de Cascavel pela sigla na
qual irá se filiar. “Recebi convite de quatro partidos e
expus o meu desejo de novamente disputar a prefeitura”, disse.
Paranhos preferiu não adiantar os partidos que vêm mantendo
conversações, pelo fato de as próprias agremiações
não terem se manifestado publicamente. “Prefiro não
me antecipar aos partidos para não atrapalhar o processo”.
Mas extra-oficialmente, PSB, PV e PTB teriam convidado o ex-prefeito para
ingressar em suas fileiras.
Paranhos também ressaltou que pretende ingressar em um partido
que esteja adequado com seus planos futuros. “Minha intenção
é colocar em prática o projeto de governo que tinha em 2004
[ano que foi candidato a prefeito], que, ao meu entender, era o melhor
para Cascavel”.
O político classificou como um “processo natural” a
mudança de partido, alegando desgaste como o principal motivo para
sua saída. “Minha situação no PMDB estava desgastada,
participei de duas campanhas que foram muito conturbadas. Entendo que
é a hora certa de sair”, disse, referindo-se às eleições
municipais de 2004 e de 2006, quando concorreu a uma cadeira na prefeitura
e na Assembléia Legislativa, respectivamente.
Paranhos comentou o grande carinho e a fidelidade que sempre teve pelo
PMDB, até então seu único partido. Também
destacou a boa relação que mantém com o governador
Roberto Requião: “Participei duas vezes do governo, coordenei
uma campanha dele na região oeste, inclusive deixei de me filiar
ao PV [Partido Verde] nas últimas eleições, devido
ao pedido do governador, que queria minha permanência”.
Além de presidir o Ipem, Paranhos foi presidente do diretório
municipal do partido, suplente de deputado estadual e vice-prefeito de
Cascavel na gestão do prefeito Edgar Bueno.
PLENÁRIO
Osmar Dias cobra reforma política
O senador Osmar Dias (PDT-PR) considera que votação da
reforma política, que está na pauta da Câmara Federal
para esta semana, como o primeiro passo para desencadear as reformas essenciais
das quais o Brasil precisa. “É um tema fundamental que precisa
ser debatido amplamente pelo Congresso e de forma transparente. Com a
reforma política poderemos resgatar o prestígio e a legitimidade
do parlamento e avançar nas mudanças estruturais necessárias
ao nosso País, entre elas a reforma tributária”, afirma
Osmar.
Em pronunciamento no plenário do Senado, ontem, o senador paranaense
manteve sua defesa pelo fim da reeleição de forma que haja
a coincidência de mandatos. “Sempre fui contra a reeleição.
Votei contra quando o Congresso Nacional aprovou a possibilidade de reeleição,
ainda na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso. E continuo
mantendo a mesma posição porque considero a reeleição
nociva à sociedade e ao País”.
Osmar Dias é favorável à cláusula de barreiras,
com base no coeficiente de representatividade dos partidos, como medida
que evite a proliferação de legendas de aluguel. “Não
dá mais para convivermos com este número enorme de partidos
que, em época eleitoral, acabam virando um balcão de negócios”,
observa.
O senador paranaense também quer que sejam estabelecidos critérios
que impeçam que a publicação de pesquisas de opinião
que induzem os eleitores às vésperas do pleito. “A
reeleição, aliada à publicação de pesquisas
de opinião tendenciosas, retira a possibilidade de uma disputa
igual no pleito eleitoral. Pesquisas distorcidas, divulgadas nas últimas
eleições, favoreceram o poderio econômico de quem
estava no poder e disputava a reeleição. Números
errados, como os que apontaram que a governadora eleita do Rio Grande
do Sul ficaria em terceiro lugar e que não haveria segundo turno
no Paraná, são prova disso. Apresentei emenda que proibia
a publicação de pesquisas 15 dias antes das eleições.
A emenda foi vetada pelo Presidente Lula, mas mantenho a minha posição
e defendo que isto seja revisto na reforma política”, finaliza
Osmar Dias.
INFIDELIDADE
PSDB deve expulsar deputado
O Conselho de Ética do PSDB se reuniu na manhã ontem para
analisar e votar o parecer do relator Alberto Garcez referente ao pedido
de expulsão do deputado Luiz Nishimori. Garcez emitiu um parecer
solicitando a expulsão de Nishimori pelo descumprimento das ordens
das diretrizes do partido, impostas pela Resolução 001/2007
- que definiu que o partido atuaria na oposição ao governo
estadual e que seus integrantes deveriam cumprir a determinação.
Por três votos a um, o parecer do relator foi aprovado e agora será
encaminhado para o diretório estadual do PSDB que julgará
a situação. O presidente estadual do PSDB, deputado Valdir
Rossoni, afirmou que cabe ao presidente do partido levar a decisão
aos integrantes do diretório estadual. “Não posso
me furtar das responsabilidades de presidente do PSDB. O encaminhamento
ao diretório é para que a posição do partido
seja respeitada”, disse Rossoni.
Na opinião de Rossoni, por se tratar de uma decisão difícil,
o processo será enviado ao diretório e não à
Executiva do partido. “É melhor ouvir a opinião da
maioria do partido, na Executiva são 13 membros, enquanto no diretório
são 45”, afirmou.
A reunião do diretório do PSDB será realizada no
dia 9 de julho na sede do partido, em Curitiba.
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