Namoro nos anos 2000
Wellington Silva Jardim, co-fundador da Comunidade Canção
Nova - www.cancaonova.com
Falar sobre namoro nem sempre é um assunto fácil, mesmo
para quem já acumulou experiência na vida. Nos dias atuais,
tudo é diferente, embora a essência seja a mesma. O que é
namoro? É uma relação amorosa recíproca, momento
de cortejar, de desejar um ao outro, de interesse mútuo. É
o momento da paixão e das ilusões: tudo se volta para o
outro.
É lindo o tempo de enamorar-se, de estar junto, de conhecer um
ao outro, com seus gostos e preferências. Namoro é a fase
de aprender a se respeitar mutuamente. E o mais bonito é que Deus
nos proporcionou esse período de aprendizado completo para um relacionamento
sadio: cultivar a sinceridade, evitar o ciúme, falar o que passa
pelo coração em relação às atitudes
do outro, deixar claro o que nos agrada e desagrada. Trata-se de um tempo
para percebermos se o relacionamento nos trará algum prejuízo
posterior, inclusive.
Neste tempo, nós vivemos em um período do parecer: charme,
busca e novas descobertas. Mas de tudo isso, o importante é a transparência
de se dizer ao outro, de ir entrando em um diálogo mais profundo;
é a transparência do falar e do sentir.
Não podemos confundir amizade íntima com amor. Não
queira ganhar a pessoa de qualquer jeito. Não se entregue para
consegui-la. Tenha coragem de dizer “não” nas horas
íntimas do casal, porque essa atitude solidificará o namoro.
No mundo de hoje, os relacionamentos são mais livres, mas também
mais passageiros.
“A ocasião faz o ladrão”, dizem. Tudo começa
pela oportunidade do lugar, daí o instinto se torna maior que a
vontade, e, finalmente, dominados pelo desejo, chegam à relação
sexual sem terem dimensão das conseqüências. Primeiro
a pressa de fazer de qualquer jeito, já que o instinto ou a carência
superam o amor. Após o gozo vem o medo da gravidez, da doença
e da perda. Infelizmente, a mentalidade de hoje é oposta aos ensinamentos
de Deus. O mundo aderiu ao amor livre. Não se conta mais a descoberta
e o tempo para que o casal atinja o maior prêmio que Deus lhe deu:
o ápice do ato sexual. O que vale é fazer de qualquer jeito.
Até as boas famílias vão aderindo à mentalidade
mundana de só realizarem os casamentos depois que o casal tenha
vida em comum por um determinado tempo, para ver se dará certo.
O que é bom virou uma banalidade. O namoro é um período
de relacionamento maduro, de se ter o gosto e a paciência de conhecer
os limites e riquezas de cada um. É aconselhável evitar
trazer para um novo namoro o que aconteceu em relacionamentos passados.
Não ter receio de mostrar as próprias virtudes, em vez de
concentrar a atenção nos atributos de um corpo sensual.
Ser uma pessoa carinhosa é fundamental no namoro. Diante do esfriamento,
não termine logo, não brigue, porque isso gera insegurança
e cria feridas imensas, difíceis de serem curadas. Um lindo amor
ungido por Deus acaba em tristes desavenças, porque não
respeitamos o tempo que Ele nos deu para o conhecimento a dois. Hoje a
palavra matrimônio não se traduz mais em virgindade, mas
temos que pedir a Deus a sua misericórdia para iniciarmos tudo
de novo e confiarmos: “Eis que faço novas todas as coisas”.
Deus abençoe os namorados!
Namoro e amizade
Adilson Luiz Gonçalves é escritor, engenheiro e professor
universitário - algbr@ig.com.br
Não existe coisa melhor na vida do que acordar pela manhã
e, ao ver a pessoa amada ao seu lado, sentir paz, prazer e alegria. Não
há como alcançar a felicidade, plenamente, sem conjugar
esses três elementos!
Alguém pode dizer que eu não mencionei Deus... Ledo engano,
pois Deus está presente em cada um deles!
Existem pessoas que os procuram isoladamente, como se fosse possível
viver só de paz, só de prazer ou só de alegria. Outros
preferem pagar por alguns momentos, como se fossem artigos descartáveis.
Só que a felicidade e o amor não são descartáveis!
Na verdade, os dois são elementos básicos de um processo
que dura a vida toda e jamais pode ser construído por uma única
pessoa. Quem quiser participar desse empreendimento tem que conhecer,
planejar, construir e habitar esse relacionamento.
Termina aí? Não! É preciso cuidá-lo, reformá-lo
e ampliá-lo, sempre em conjunto, para sempre se sentir bem dentro
dele.
Só os egoístas não fazem isso, pois só querem
receber! Não constroem nada, preferindo viver de relacionamentos
de aluguel ou de ocasião. Não amam nem respeitam os sentimentos
do outro. Não se entregam. Para eles o relacionamento atual é
apenas um intermédio para o próximo.
Quem ama de verdade é como um cientista: quer conhecer cada vez
mais o seu amor. E cada descoberta ou redescoberta é um novo momento
de paz, prazer e alegria!
Quem ama de verdade se entrega, abraça, beija, acaricia, cuida
e se cuida. Fala e ouve, concorda e discorda, procura acertar e reconhece
erros. Sente e dá prazer. Arde na chama dos sentidos, mas, logo
depois, quer pegar seu amor no colo e apertá-lo contra o peito,
como que para protegê-lo de todo o mal e, ao mesmo tempo, evitar
que ele parta.
Quem ama não fica: está sempre, mesmo quando distante. Namora
a vida toda!
É capaz de ficar olhando para a pessoa amada, com um misto de ternura
e desejo, mesmo depois de anos de convivência.
Mas existem os que consomem a juventude dos outros, confundindo-a com
amor. Acreditam, talvez, que permanecerão jovens enquanto tiverem
a juventude por perto. Mas nem sempre o calor do corpo aquece a alma...
É o verdadeiro amor que a rejuvenesce e não vê o tempo
passar, pois descobre a cada dia novos motivos e maneiras para amar. Essa
é a verdadeira fonte da juventude!
Vinícius que me desculpe, mas a beleza não é fundamental!
Ele pode ter amado suas mulheres apenas por isso, mas elas, seguramente,
não o desejaram por sua silhueta... Não sei se teve a sorte
que eu tenho de encontrar beleza junto com amor; se pediu mais do que
deu, ou se deu mais do que recebeu. Só sei que a beleza é
que é chama, e que o amor pode ser eterno e amigo. Só ele
é capaz de dar paz, prazer e alegria, em pensamentos, atos e palavras!
É uma benção divina! Meus amigos: Amar é muito
bom! Amem! Amém!
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