Corrida à prefeitura
Embora a campanha eleitoral oficial comece em um ano, a corrida pela
cadeira ocupada hoje pelo prefeito Lísias Tomé já
começou, assanhando quase todas as siglas a lançar um candidato
próprio. Se o pleito fosse hoje, por exemplo, fatalmente Cascavel
seria uma das cidades com maior número de candidatos, tamanha a
disposição dos nomes que manifestam intenção
de concorrer à prefeitura. De siglas nanicas até os maiores
partidos, todos têm a pretensão de ter seu próprio
representante.
É certo, porém, que lá na frente, com acordos, alianças
e a medição da intenção do eleitorado por
meio de pesquisas, a quantidade de pretendentes caia, ficando reduzida
a quatro ou cinco candidatos, talvez menos. É que os partidos terão
que firmar alianças para viabilizar cadeiras na Câmara, o
que vai impedir que muitos se aventurem como candidatos a prefeito.
A disputa, na verdade, começará a partir do momento em que
o prefeito Lísias Tomé anunciar se vai ou não à
reeleição. Ele tem até setembro para escolher uma
sigla que possa abrigar sua candidatura, caso esteja disposto a permanecer
no cargo. A eleição com Lísias terá um tom,
sem ele, muda tudo.
Se o prefeito concorrer novamente ao cargo, será o principal alvo
dos adversários. Nesse caso precisará de um bom plano de
marketing para conseguir, em pouco tempo, o que não conseguiu até
agora: popularidade. Lísias sempre se vangloriou de, na eleição
na qual conseguiu a vitória, ser o candidato que não contou
com o apoio dos grandes grupos, eleito praticamente sem dinheiro, apenas
com suas propostas.
Se for para a briga de novo, Lísias continuará sem o apoio
dos grandes grupos. A diferença é que em 2004 ele era não
considerado uma ameaça, correu por fora e chegou na frente. Agora
virou vidraça. O pior é que, após tantas mudanças,
ainda não conseguiu formar um time 100% leal, que consiga vender
a imagem de uma boa administração. Tem um ano para mudar
isso.
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