| TRAGÉDIA
Missouri
e Oklahoma foram os estados mais atingidos
Tornados
matam 23 nos EUA
Chegou
a 23 o número de pessoas que morreram vítimas de tornados
e violentas tempestades que atingiram os estados de Missouri e Oklahoma
nos Estados Unidos, devastando bairros e ferindo centenas de pessoas.
Segundo o serviço norte-americano de meteorologia, esses números
ainda podem subir. “Os números foram contabilizados após
o primeiro momento”, disse Susie Stonner, do Gerenciamento de Emergência
do Missouri. “Nós ainda estamos realizando buscas e prestando
socorro. Existem queixas de pessoas desaparecidas.”
A tempestade, que começou na fronteira entre Kansas e Oklahoma
sábado, se moveu para a Georgia ontem.
No condado Newton em Missouri na fronteira com Oklahoma, dez pessoas morreram.
O local mais atingido foi Racine, uma pequena comunidade a aproximadamente
270 quilômetros ao sul de Kansas City.
Relatos inicias de equipes de pesquisas de tempestades mostraram ontem
uma trilha de destruição de 1,6 km de largura um alguns
lugares, afirmou Jason Schaumann, meteorologista do serviço de
análise climática do Missouri.
“Isto parece como um grande tornado”, disse ele. “Nós
temos notícias de carros que foram arrastados de 400 a 800 metros,
e de casas que foram arrancadas de seus alicerces.”
Estragos
O estrago causado indica um tornado EF3, com um vento aproximado
de até 219 km/h, disse o meteorologista.
Relatórios da mídia apontam que o número de feridos
em Oklahoma chega a 150 e perto de 100 em Missouri, no entanto espera-se
que estes números aumentem.
Pelo menos seis pessoas foram mortas na pequena cidade no nordeste de
Oklahoma Picher, afirmaram autoridades.
A emissora de televisão local de Picher, onde uma área de
24 quarteirões foi destruída, mostrou uma devastação
por todos os lados. Casas foram arrasadas, árvores foram arrancadas
e lâminas de metal distorcidas como papel.
LÍBANO
Confrontos se espalham pelo país
Partidários
da maioria parlamentar e da oposição libanesa se enfrentam
desde sábado na cidade de Trípoli, um dia depois de a calma
voltar a Beirute após o Hezbollah aceitar uma trégua nos
conflitos mais violentos no país desde a guerra civil.
Segundo fontes da Polícia, os confrontos explodiram entre seguidores
do líder sunita Saad Hariri e membros do opositor Partido Democrata
árabe, que é integrado majoritariamente por alauies (ramo
xiita).
As fontes explicaram que os choques acontecem entre os bairros Bab al-Tebane,
Kobeh e Jabal Mohsen, no norte de Trípoli, onde há uma grande
presença da comunidade xiita.
Centenas de famílias abandonaram suas casas para fugir dos enfrentamentos,
nos quais estão sendo usadas armas pesadas e leves, acrescentaram
as fontes.
Farc
criaram células para entrar na Europa
As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)
criaram células clandestinas para sua expansão internacional
com uma rede de apoio em 17 países, informou ontem o jornal espanhol
“El País”, que assegurou ter tido acesso aos documentos
do computador do ex-número dois da guerrilha colombiana, Raúl
Reyes, morto no Equador.
Segundo o “El País”, as Farc organizaram uma estratégia
que incluía grupos legais, células clandestinas e novas
unidades guerrilheiras.
Essa “ofensiva diplomática”, que tentou obter apoio
na América Latina, teve como “aliado providencial”
o presidente da Venezuela, de acordo com o diário, que desde sábado
publica uma série de artigos nos quais acusa Hugo Chávez
de ajudar as Farc.
PROGRAMA
NUCLEAR
AIEA e Irã retomam diálogo
Uma
equipe de especialistas da AIEA (Agência Internacional de Energia
Atômica) iniciará hoje uma nova visita ao Irã para
retomar a negociação com as autoridades do país sobre
o polêmico programa nuclear iraniano, informou a agência “Fars”.
A delegação internacional será liderada pelo diretor
de Operações de Salvaguardas da AIEA, Herman Nackaerts,
e “manterá conversas técnicas durante três dias”
com altos responsáveis do programa iraniano, disse o representante
do Irã diante dessa agência nuclear, Ali Asghar Soltanieh,
ainda segundo a “Fars”.
O número dois da AIEA, Olli Heinonen, manteve em abril passado
duas rodadas de negociação em Teerã, nas quais tentou
obter respostas à suposta elaboração de estudos nucleares
secretos para fins militares.
Bolívia
O presidente boliviano, Evo Morales, acusou sábado os Estados Unidos
de tentar dividir seu país ao se negar a condenar abertamente um
estatuto sobre a autonomia aprovado há seis dias na rica região
de Santa Cruz.
Morales disse em uma entrevista coletiva que a atitude dos Estados Unidos
ficou em evidência há uma semana na OEA (Organização
dos Estados Americanos), quando o representante norte-americano foi o
único a se recusar a denunciar o caráter inconstitucional
do autogoverno de Santa Cruz.
“Foi um [Estados Unidos] contra todos os países da América
que não quis dizer que o estatuto sobre a autonomia atenta contra
a legalidade”, afirmou Morales.
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