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PERDA DE MANDATO
Posição oficial deve ser divulgada apenas segunda-feira
Advogado recomenda
aguardar decisão do STF
O advogado Marcelo Flopas, assessor jurídico da Câmara de
Cascavel, entregou quinta-feira ao presidente Julio Cesar Leme da Silva
(PMDB) o parecer sobre o pedido de devolução de mandato
legislativo feito pela direção do PDT.
O Hoje conseguiu levantar que Flopas recomendou ao presidente do Legislativo
aguardar decisão da Justiça, em função da
ação ajuizada por alguns partidos no STF (Supremo Tribunal
Federal).
Julio Cesar prometeu que responderia até segunda-feira aos pedetistas
locais. O pedido refere-se à vaga dos vereadores Juarez Berté
e Alcebíades Pereira da Silva, que foram eleitos pelo PDT e depois
trocaram de partido. O partido quer que as duas cadeiras sejam preenchidas
pelos suplentes Marcos Damaceno e Roberto Aoki.
A iniciativa do PDT foi fundamentada no recente parecer do TSE (Tribunal
Superior Eleitoral) de que os cargos do Legislativo pertencem à
sigla e não à pessoa. A interpretação permitiu
que os partidos solicitassem as vagas ocupadas pelos chamados infiéis
partidários, que trocaram de sigla logo após as eleições.
O primeiro vereador a perder o mandato no Paraná foi Osdival Gomes
da Costa, por ter deixado o PMDB após ser eleito e ingressado no
PP. No entanto, ele ficou pouco tempo ausente e, por ordem da Justiça
comum, voltou à Câmara dias depois.
FOTOS: ARQUIVO/JHOJE
LEG.
Juarez Berté e Alcebíades Pereira trocaram de partido após
terem sido eleitos
LEGISLATIVO
Câmara começa a apreciar
projeto do controle interno
Já está protocolado na Secretaria da Câmara de Cascavel
o Projeto de Resolução 017/2007, que institui o sistema
de controle interno no Legislativo. O projeto é de autoria dos
vereadores que compõem a Mesa Diretora: Julio Cesar Leme da Silva
(presidente), Aderbal de Holleben Mello (primeiro-vice), Juarez Berté
(segundo-vice), Leonardo Mion (primeiro-secretário) e Sadi José
Kisiel (segundo-secretário).
O controle interno segue os parâmetros dos artigos 31 da Constituição
Federal e 49 e 51 da Lei Orgânica Municipal e tem como objetivo
promover a fiscalização contábil, financeira, orçamentária
e patrimonial, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade,
moralidade e eficiência na administração dos recursos
e bens públicos.
O sistema terá várias atribuições, entre elas
verificar o cumprimento do limite de gastos totais do Legislativo, avaliar
procedimentos adotados para a realização da receita e da
despesa, controlar a execução orçamentária,
apreciar o relatório de gestão fiscal, realizar auditorias,
apreciar, com auxílio do Tribunal de Contas do Estado, as contas
prestadas, anualmente, pelo presidente da Câmara Municipal, entre
outras.
O sistema de controle interno será integrado por órgão
de coordenação central, um contador ou técnico em
contabilidade, dois servidores ocupantes de cargo de nível médio
ou superior, além de outros profissionais.
O artigo 7º do projeto diz que os responsáveis pelo sistema,
ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, darão
conhecimento ao presidente da Câmara ou, conforme o caso, ao Tribunal
de Contas do Estado, sob pena de responsabilidade solidária.
A partir de agora, a proposição passa a tramitar nas comissões
internas da Câmara. Depois de receber os pareceres, fica apto a
entrar em votação.
REAJUSTE
Uma emenda ao Projeto de Lei 311/07, que concede aumento ao funcionalismo
público, foi apresentada pelo deputado Mauro Moraes (PMDB), da
ala governista e presidente da Comissão de Segurança Pública,
estendendo aos policiais militares o mesmo percentual de aumento que foi
concedido aos professores, que chega a 17,04%.
Para Moraes, os policiais precisam de um salário melhor para exercer
a função com competência e garantir a segurança.
Defensor da classe por acreditar que a função envolve risco
de morte, o deputado diz que muitas vezes, por falta de poder aquisitivo,
os policiais se obrigam a fazer bicos, comprometendo as folgas a que têm
direito e prejudicando o trabalho.
As emendas apresentadas ao projeto que não foram votadas quinta-feira,
por falta de quorum, voltarão para análise da Comissão
de Constituição e Justiça da Assembléia.
FUTEBOL
A comissão foi presidida pelo senador Alvaro Dias
JF confirma resultado da
CPI e condena Eurico
As denúncias e investigações feitas pela CPI (Comissão
Parlamentar de Inquérito) do Futebol, presidida pelo senador Alvaro
Dias (PSDB/PR), foram confirmadas pela 4ª Vara Federal Criminal,
que esta semana condenou o ex-deputado e atual dirigente do clube Vasco
da Gama, Eurico Miranda, a dez anos de reclusão e ao pagamento
de multa de aproximadamente R$ 53 mil por crime contra a ordem tributária.
Segundo o Ministério Público Federal, o ex-deputado deixou
de declarar em 1999 e 2000 cerca de R$ 274 mil, que teriam sido movimentados
em contas de laranjas.
Conforme o juiz Flávio Oliveira Lucas, como Eurico Miranda era
deputado federal na época dos fatos, seu comportamento foi caracterizado
como “conduta contrária àquela que se poderia esperar
de um representante popular".
A denúncia do Ministério Público diz que Eurico Miranda
declarou de imposto de renda cerca de R$ 274 mil, omitindo na sua declaração
anual a renda que era movimentada em uma conta corrente em nome de Aremithas
José de Lima e em outra conta de titularidade da empresa Brazilian
Soccer Camp Incorporated.
INVESTIGAÇÃO
Em 2001, a CPI do Futebol ouviu Aremithas José de Lima, suposto
laranja do dirigente do Vasco, e comprovou que a conta corrente de Aremithas
foi utilizada para movimentar recursos do Clube de Regatas Vasco da Gama
e do seu vice à época - presidente Eurico Miranda -, assim
como a conta da Brazilian Soccer. A CPI também afirmou que Eurico
tinha adquirido em 1999 um apartamento em Botafogo no valor de R$ 220
mil para sua esposa, cujo valor foi pago em duas parcelas de R$ 70 mil
e R$ 150 mil, com cheques de Aremithas.
No fim das investigações, o presidente da CPI, senador Alvaro
Dias, encaminhou as investigações ao Ministério Público
e pediu o indiciamento de 17 dirigentes de clubes, entre eles Eurico Miranda.
PEC 58
Deputado critica governo por adiar votação
O deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB-PR) criticou ontem o adiamento
da votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição)
58, que deveria ocorrer no plenário da Câmara Federal na
próxima semana. “Todos sabem dos problemas homéricos
que os municípios enfrentam. Os prefeitos continuam com o pires
na mão, correndo ministérios, batendo em gabinetes, tentando
fazer um esforço para resolverem seus problemas. E mais uma vez
o governo fez um esforço tremendo para postergar a votação”,
afirmou Kaefer.
Segundo o deputado, o balanço do Tesouro Nacional, referente ao
primeiro trimestre, apresentou um crescimento de 11% da arrecadação,
índice suficiente para manter a votação da proposta.
“Não entendemos o que faz o governo para não votar
imediatamente essa PEC, que poderia ajudar muito os municípios,
sobretudo no fim do ano, quando as despesas com folha de pagamentos são
maiores”.
De acordo com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, a votação
da PEC 58/07 será concluída “tão logo a pauta
do Plenário seja desobstruída por medidas provisórias”.
Na próxima semana, cinco MPs devem ser apreciadas pelos deputados.
A PEC 58/07 prevê o aumento em um ponto percentual o repasse de
tributos da União para os municípios por meio do FPM (Fundo
de Participação dos Municípios). O Plenário
aprovou o texto principal da proposta, mas ainda faltam ser apreciados
os destaques para votação em separado.
FOZ DO IGUAÇU
Voto secreto
dominou
a sessão
Os vereadores da Câmara de Foz do Iguaçu iniciarão
as discussões quanto à possibilidade de instalar a votação
aberta e nominal nas matérias apreciadas em plenário. O
autor do Projeto de Emenda à Lei Orgânica do Município
6/2006, vereador Geraldo Martins, tem apoio na Casa, mas sua proposta
esbarra em normatizações estabelecidas pela Constituição
Federal. Pelo menos este é entendimento do Departamento Jurídico
da Câmara e aceito pela Comissão de Legislação,
Justiça e Redação, que deu parecer contrário
à iniciativa do vereador Geraldo Martins, considerando a inconstitucionalidade
da matéria.
Temporariamente o assunto sai de pauta, porque o vereador Hermógenes
de Oliveira, presidente e relator do parecer emitido pela Comissão
de Legislação, Justiça e Redação, pediu
vistas do parecer, com objetivo de iniciar uma minuciosa e longa discussão
sobre o tema.
O voto secreto, procedimento adotado pela Câmara de Foz do Iguaçu,
também tem seus defensores, o que deve garantir um acirrado debate
sobre o tema.
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