| DELEGACIA DE HOMICÍDIOS
Foz do Iguaçu amanheceu ontem com mais um crime bárbaro
em suas estatísticas
Barbárie marca o dia da inauguração
Na manhã de ontem os noticiários de Foz do Iguaçu
anunciavam mais um caso de violência desmedida ocorrido durante
a noite, ocasião em que uma criança foi morta a tiros. Logo
depois, a informação sobre o bárbaro crime deu lugar
à notícia de que o governador do Estado, Roberto Requião,
o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando
Delazari, e o delegado-chefe da Polícia Civil do Paraná,
Jorge Azôr Pinto, inauguravam a nova estrutura da DH (Delegacia
de Homicídios) de Foz do Iguaçu. Certamente, a elucidação
do assassinato do menino Roberto Carlos da Silva Santos, de apenas quatro
anos, será uma das prioridades iniciais da delegacia coordenada
pelo delegado Renato Coelho.
Somente neste ano, as Polícias Civil e Militar já registraram
114 homicídios em Foz do Iguaçu. São 19 ocorrências
apenas nos primeiros dez dias de maio. Proporcionalmente ao mesmo período
do ano passado, quando um novo recorde de homicídios foi alcançado,
o primeiro semestre de 2007 já está sendo considerado o
mais violento da história de Foz.
O crime que vitimou o pequeno Carlos começou a ser praticado por
volta das 20h de quinta-feira. A residência da família do
garoto, no Jardim Cristina, foi invadida por um homem armado.
Na primeira ação criminosa, Domingos Ferreira dos Santos,
56, pai de Carlos, foi atingido por dois tiros. O Siate prestou atendimento
à vítima e a encaminhou ao Hospital Cataratas, em estado
grave. Policiais militares foram ao local e, após coletar algumas
informações, deram início às buscas.
Cerca de uma hora depois, novos disparos de arma de fogo ocorreram na
mesma residência. De acordo com o que foi apurado pela polícia,
o homem que baleou Domingos dos Santos retornou à casa e, desta
vez, atirou na esposa e no filho dele.
Francelina Pereira da Silva, 38, está internada na UTI (Unidade
de Terapia Intensiva) do Hospital Cataratas. O menino Roberto Carlos da
Silva Santos também foi socorrido, mas não resistiu aos
ferimentos provocados pelos dois tiros disparados de uma curta distância.
Ele foi atingido na cabeça e no tórax. A motivação
do crime ainda é desconhecida, porém a polícia já
conseguiu a identificação do principal suspeito, que permanece
foragido.
Na manhã de ontem, uma outra criança foi atingida por um
tiro na mão. A polícia informou que há uma briga
envolvendo moradores e que se prolonga há vários anos.
Foto SECS
Leg – A nova estrutura deverá proporcionar mais agilidade
no trabalho de investigação de homicídios
AVALIAÇÃO
Autoridades vinculam violência à miséria
A Delegacia de Homicídios de Foz do Iguaçu passou a funcionar
no prédio em que anteriormente servia para o setor de carceragem
da Delegacia Geral. Para abrigar a nova unidade, as instalações
passaram por uma readaptação e reformas, que custaram cerca
de R$ 50 mil.
“Segurança no Paraná e no Brasil está hoje
vinculada à miséria e à pobreza. Os jovens se envolvem
com as quadrilhas do tráfico de drogas, para poderem pertencer
a alguma coisa, já que estão excluídos da sociedade.
Portanto, a solução passa por uma profunda mudança
na situação econômica do País. É claro
que precisamos de polícia em qualquer circunstância, sempre,
mas a solução não é exclusivamente policial
e sim social”, afirmou o governador logo após descerrar a
placa inaugural, ao lado do secretário de Segurança Pública,
Luiz Fernando Delazari.
Para Delazari, a nova delegacia representa uma melhoria importante para
Foz do Iguaçu, que enfrenta problemas típicos de uma cidade
de fronteira. “O principal problema é, indiscutivelmente,
o homicídio, envolvendo jovens na faixa etária de 14 a 25
anos. Os números são altos e o objetivo da polícia
e fazer com que esses índices caiam”, disse o secretário.
Delazari concorda com o governador de que a criminalidade não é
um problema exclusivo da polícia: “A maioria dos homicídios
tem origem nas questões sociais, na miséria, na fome, no
desemprego, na falta de oportunidades e de estrutura familiar. Tudo isto
leva a pessoa ao tráfico de drogas como meio de sobrevivência
e, a partir daí, para o mundo da criminalidade, que acaba sempre
em homicídio”.
PRUDENTÓPOLIS
Corpo de acadêmico da Unioeste é resgatado
Foram concluídas na manhã de ontem as buscas ao corpo do
universitário Mário Renato Tolomeotti Nicolau, 22. Desde
a tarde de domingo, equipes de busca e salvamento aquático do Corpo
de Bombeiros de Ponta Grossa trabalhavam na região de Prudentópolis
para localizar o cadáver de Nicolau.
O rapaz, que era acadêmico do curso de Ciências Biológicas,
afogou-se no Rio dos Patos, durante uma excursão promovida pela
Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), campus de
Cascavel. O corpo de Mário Nicolau será sepultado em Matinhos,
litoral paranaense.
Na mesma ocasião, outro universitário morreu afogado, no
entanto, o corpo de Caio César Soster, 21, foi encontrado logo
depois. O sepultamento foi realizado segunda-feira em Assis, interior
de São Paulo.
Sgundo informações repassadas pela Unioeste, os rapazes
se afogaram no momento em que faziam a coleta de pedras que seriam analisadas
no decorrer do curso de Paleontologia. A coordenadora da disciplina, professora
Fabiana Naufer, relatou que um dos alunos passou mal e outros três
foram prestar socorro a ele. “Foi um ato de heroísmo. Estamos
consternados com o ocorrido”, lamentou a Fabiana Naufer.
Foto divulgação
Leg – Momento em que os bombeiros removiam o corpo a um veículo
do IML
INCINERAÇÃO
Todo o procedimento foi supervisionado por fiscais da Vigilância
Sanitária
Polícia Civil destrói 4,9 ton de maconha
Um forte aparato policial foi utilizado na tarde de ontem para escoltar
um caminhão que transportava 4,9 toneladas de maconha. O veículo
saiu da Delegacia Central de Cascavel com destino à Diplomata Industrial
e Comercial Ltda, na Avenida Brasil, onde a droga foi incinerada em uma
fornalha.
Essa é a primeira incineração de drogas realizada
pela Polícia Civil de Cascavel em 2007. O entorpecente destruído
ontem estava vinculado a processos que tramitam na 3ª Vara Criminal.
De acordo com o delegado-chefe da 15ª SDP (Subdivisão Policial),
Amadeu Trevisan, apesar da grande quantidade de maconha destruída
ontem, o depósito da Delegacia Central permanece superlotado com
aproximadamente dez toneladas da droga. Contudo, a destruição
só pode ser realizada com autorização do juiz que
preside o processo no qual o entorpecente apreendido serve como prova.
O procedimento realizado ontem foi supervisionado por fiscais da Vigilância
Sanitária e durou cerca de três horas.
No dia 28 de março agentes federais de Cascavel destruíram
drogas apreendidas. Os policiais incineraram 3,5 toneladas de maconha
e 31 quilos de cocaína que haviam sido apreendidos no fim do ano
passado.
Foto Aílton Santos/Jornal Hoje
Leg – Pouco a pouco, as 4,9 toneladas de maconha foram consumidas
pelo fogo
FOTOLEGENDA
Agentes federais da Delegacia da PF (Polícia Federal) de Cascavel
apreenderam quinta-feira à noite uma grande quantidade de equipamentos
de informática. Os produtos contrabandeados do Paraguai eram transportados
em um veículo com placa do Rio Grande do Sul. O motorista, que
teria tentado fugir à abordagem policial, foi detido e encaminhado
à delegacia. A apreensão foi realizada em um posto de combustíveis
às margens da BR-277, em Cascavel, saída para Corbélia.
Foto Aílton Santos/Jornal Hoje
CONCLUSÃO
Menina de 9
anos foi morta
em ritual de
magia negra
O relatório do inquérito instaurado para averiguar a morte
da garotinha Giovanna dos Reis Costa, nove anos, na véspera da
Semana Santa, em 2006, aponta que a menina foi assassinada em um ritual
de magia negra. O crime ocorreu em Quatro Barras, região metropolitana
de Curitiba.
De acordo com a Polícia Civil, Giovanna foi morta pelo vendedor
autônomo Pedro Petrovitch Theodoro Vich, pela companheira dele,
uma adolescente de 16 anos, e pelo sogro, o vendedor autônomo Renato
Michel. A mentora do crime seria a cigana Vera Petrovich, a cartomante
Diva, mãe de Pedro.
As informações levantadas pela Polícia Civil serviram
para embasar a denúncia oferecida ao Poder Judiciário, pelo
promotor de Justiça Otacílio Sacerdote. Aos acusados foi
imputado o crime de homicídio qualificado. A pena varia de 12 a
30 anos de reclusão.
Giovanna desapareceu no dia 10 de abril de 2006. Após dois dias
de buscas, o corpo dela foi encontrado nu em um terreno baldio, dentro
de um saco plástico.
COLUNA
Grenal I
A dona-de-casa Renata Machado da Silva, 20, torcedora do Grêmio,
matou o marido, o pedreiro Cristovão de Jesus Padilha, 44, torcedor
do Internacional, com uma facada no peito, em Imbé (Rio Grande
do Sul), após desentendimento gerado pela vitória gremista
sobre o São Paulo.
Grenal II
Cristóvão Padilha teria ficado irritado com o resultado
positivo do Grêmio, que venceu por 2 a 0 e avançou às
quartas-de-final da competição sul-americana. Por isso,
agrediu a mulher com chutes e socos. Ela reagiu e desferiu uma facada
no peito do marido, que morreu na hora.
CRACK
No interior da residência havia drogas e uma arma de fogo
Polícia Militar fecha ponto de
tráfico no 14 de Novembro
Policiais do grupo de elite da PM (Polícia Militar) fecharam mais
um ponto de comercialização de pedras de crack em Cascavel.
Somente nesta semana foram seis apreensões da droga, num total
de aproximadamente 300 pedras de crack.
Ontem de madrugada, após um trabalho de observação
que foi iniciado com o recebimento de uma informação anônima
repassada pelo 181-Narcodenúncia, os policiais invadiram uma residência
do Bairro 14 Novembro. Dois homens que estavam na casa foram presos e
encaminhados inicialmente ao batalhão da PM. Em seguida, foram
levados à Delegacia Central para interrogatório.
De acordo com informações da PM, no interior da residência
os policiais encontraram 69 pedras de crack embaladas em papel alumínio
e prontas para a comercialização. Além do entorpecente,
foi apreendido um revólver calibre 38, oito munições
intactas e R$ 242 em dinheiro.
Devido ao fato de a quantia ser formada por cédulas de pequeno
valor, a polícia acredita que o dinheiro seja oriundo do tráfico
de drogas.
O homem apontado como responsável pelo ponto de comercialização
é Paulo dos Santos, 38. Ele havia saído recentemente da
Cadeia pública de Cascavel, onde esteve preso sob acusação
de roubo à mão armada. Na companhia de Paulo dos Santos,
os policiais detiveram Odair dos Santos, 24. O rapaz também foi
levado à delegacia.
A incidência de apreensões de crack em Cascavel demonstra
que o comércio e também o consumo desse tipo de droga cresce
a cada dia na cidade. Apesar do combate feito pelos organismos policiais,
os traficantes insistem em manter pontos de tráfico tanto na periferia
quanto na área central de Cascavel.
Foto Aílton Sants/Jornal Hoje
Leg – Paulo dos Santos havia saído recentemente da Cadeia
Pública de Cascavel
ALERTA
Falso seqüestro
motiva campanha
de orientação
feita pela PM
A Polícia Militar deflagra, neste fim de semana, uma campanha
de orientação à população, para conscientizar
a comunidade e prevenir um tipo de golpe que vem tirando o sono de muita
gente: o falso seqüestro por telefone. “Não caia nessa!”
é o tema da campanha, que será veiculada em emissoras de
tevê e de rádio, em uma parceria das emissoras com a Corporação.
Também foi desenvolvido material para outdoors e jornais, além
de cartazes que serão afixados em locais de grande circulação
de pessoas.
De acordo com o tenente-coronel Jorge Costa Filho, chefe da Comunicação
Social da Polícia Militar do Paraná, em virtude da falta
de registros confiáveis destes casos não é possível
quantificar nem definir padrões da ação dos falsos
seqüestradores que aplicam o golpe, o que dificulta o planejamento
de trabalhos para inibir esse tipo de crime. “Junto com a campanha
a Polícia Militar está elaborando um banco de dados. Com
a colaboração e participação de vítimas
com ligações para o telefone de emergência 190 as
ameaças sofridas vão ser relatadas e registradas no sistema”,
afirma o coronel.
O falso seqüestro é uma das modalidades de golpes por telefone.
Os bandidos ligam, geralmente a cobrar, para uma pessoa escolhida aleatoriamente.
A partir do momento em que a vítima em potencial aceita a chamada
e a ligação é completada, começa a ser ameaçada.
Do outro lado da linha alguém agressivo mente que um familiar da
vítima está sendo feito refém.
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