Edição nº 4626 - Sábado, 12 de maio de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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O custo da inoperância

A avicultura, um dos carros-chefe das exportações brasileiras, principalmente na região oeste do Paraná, atravessou um período violento de crise, devido ao aumento do risco da proliferação da gripe aviária. O clima de terrorismo teve início em novembro de 2005, logo após a confirmação de febre aftosa no Mato Grosso do Sul. Para justificar a ineficiente política sanitária, o governo federal levantou o assunto da influenza e conseguiu abafar temporariamente que gastou menos que o previsto para o combate à aftosa.
A histeria em torno do assunto, aliada à febre aftosa nos rebanhos bovinos, inclusive no Paraná, atingiu duramente o setor. Vários países embargaram as carnes brasileiras. As restrições levaram mais de um ano para serem suspensas.
O excesso de oferta derrubou os preços internos e a indústria foi obrigada a reduzir a produção. O número de demissões foi grande.
Apesar dos problemas, no segundo semestre do ano passado o setor começou a se reerguer, embora os preços se mantivessem em níveis baixos. Como as previsões pessimistas de que o País seria atingido pela gripe aviária não se confirmaram, as exportações voltaram a crescer, mas o faturamento continuou baixo.
Tão logo foi atingida pela crise, a cadeia produtiva avícola cobrou do governo federal a implantação emergencial do plano de sanidade, chamado de regionalização. A medida tem como principal objetivo proteger os mercados internos em caso de algum problema sanitário. O tema está na mesa de discussão tempo demais.
Esta semana produtores e exportadores de frango, que participaram do 20° Congresso Brasileiro de Avicultura, realizado em Brasília, reafirmam, na Carta de Brasília, a importância de o Ministério da Agricultura implementar o sistema de regionalização da avicultura e dos programas de prevenção e controle para influenza aviária e da Doença de Newcastle.
A demora em definir as regras e implantar efetivamente a regionalização deixa desprotegidos os estados que investem em tecnologia e melhoria na produção.

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