| Som & Ritmo comemora 25 anos com concertos
musicais
Trio Ars Nova apresenta canções eruditas hoje
Obras de Bach, canções de Mozart, Puccini, além
de Cluck, Chopin e dos brasileiros Carlos Gomes e Cláudio Santoro
serão as atrações de hoje em Cascavel. O concerto,
que será às 19h30 no Auditório Som & Ritmo, que
fica na Rua Minas Gerais, 1.187, marca os 25 anos do Centro de Desenvolvimento
Som & Ritmo em Cascavel.
O Trio Ars Nova, composto por alunos da escola de música, será
o responsável pelas apresentações. “Todas as
músicas são selecionadas no nível que o evento merece
ter”, explica a diretora do conservatório, Consuelo Spoladore.
O grupo é composto por: Ricardo Molter, no violino, Marlon Wilhelms,
no piano, e Michele Coelho, cantora responsável pelas operetas.
Para Michele, o maior objetivo do trio é levar a música
erudita às pessoas, já que hoje elas não têm
muito acesso ao estilo clássico. “Muitas não conhecem.
Na região não tem muita apresentação do gênero,
o que dificulta o interesse do público”, esclarece.
Michele explica que a música erudita é a canção
popular do século 15 a 18. “É feita dentro de regras
muito rigorosas e com grande perfeição”.
Marlon enfatiza que o trio está se dedicando muito para representar
bem a escola. “Além disso, a oportunidade de realizar vários
concertos é ótima”.
As comemorações alusivas às bodas de prata do conservatório
não terminam hoje. O trio se apresentará sábado no
Espaço Cultural Eloi Urnau, em Marechal Cândido Rondon, no
dia 10 de maio no Colégio Harpa em Cascavel, no dia 18 de maio
no auditório da Prefeitura de Assis Chateaubriand, e no dia 22
de junho no Conservatório Sonata, em Francisco Beltrão.
Todos os eventos têm entrada franca.
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Os músicos
Michele Coelho iniciou seus estudos musicais com a professora Neusa Maria
Federhen e Darcysio Fritsch no Conservatório Municipal de Música
de Toledo, cantou no Coral Cristo Rei de Toledo e no Grupo Vocal Gospel.
Participou do Festival de Música de Cascavel, no curso de Canto
com a professora Liane Guariente e da Oficina de Música de Curitiba
em 2007 na Classe de Canto de Câmera, com a professora Denise Sartori.
Integrou também a ópera Rei Arthur de Henry Purcell. Hoje
é aluna de canto do Professor Jocimar Silva.
Ricardo Molter começou seus estudos com os professores Diogo Rossoni
(violino) e Darcysio Fritsch, posteriormente Nelci Rodrigues e Adriano
de Alencar. Participou de vários Festivais de Música de
Cascavel, tendo como professores Paulo Egidio Lückman, Roberto Hübner
e Euguene Ratchev.
Marlon Rodrigo Wilhelms deu início a seus estudos com os professores
Josane Grus Justus (teclado) e Darcysio Fritsch (estrutura musical), aperfeiçoando-se
logo em seguida em piano com a professora Lélis Keity Andrade.
Atualmente é aluno da pianista Consuelo Spoladore, no Conservatório
Som e Ritmo. Participou em master class com o renomado pianista Luis Senise,
e no Festival de Música em Cascavel, com a professora Daniela Tsi
Berger.
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Destaques
A escola de Consuelo foi responsável pela formação
de inúmeros destaques para a cidade, entre eles Marina Spoladore
(Rio de Janeiro), Hilda Utyama (Joinville), Tânia Paroschi (Maringá)
e Carla Sell (Cascavel). Para a diretora, esses nomes significam um exemplo
ao mesmo tempo em que orgulham o Município com seus trabalhos.
“São demonstrações de qualidade da nossa terra”,
finaliza.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
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ANOS DE CHUMBO
Livro revela tentativas de implantação de foco de guerrilhas
na região de Cascavel na década de 60
Ex-exilado lança livro na Unioeste
O jornalista e escritor Aluízio Palmar lança hoje, às
20h, no Auditório da Unioeste, a segunda edição do
livro Onde Foi Que Vocês Enterraram Nossos Mortos? A obra é
o resultado de 26 anos de investigação jornalística
e verdadeira obstinação em busca das circunstâncias
das mortes e da localização da cova onde foram enterrados
cinco brasileiros e um argentino que insistiram em continuar a luta armada
contra a ditadura militar, mesmo após a derrota das organizações
guerrilheiras em meados de 1974.
A denúncia traz nova versão sobre o emblemático ex-sargento
Alberi Vieira dos Santos, cuja participação na trama, que
atraiu o grupo de exilados políticos para a emboscada, está
evidenciada em documentos pesquisados pelo autor em arquivos empoeirados
e em dezenas de entrevistas. O jornalista traz ao público como
prova cabal o depoimento de uma testemunha ocular do crime, encontrada
depois do cruzamento das linhas de investigação.
O livro não está limitado a elucidar o destino dos remanescentes
da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária). Ele amplia o debate
sobre o mais obscuro capítulo da história recente do Brasil
e da América ao lançar novas informações em
torno da formação de focos da guerrilha armada na Tríplice
Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina), especificamente na região
de Cascavel, e ao comprovar a participação da Itaipu Binacional
na Operação Condor.
Palmar faz ainda um resgate histórico das lutas sociais ocorridas
nas décadas de 60, 70 e 80 nas regiões oeste e sudoeste
do Paraná, notadamente em Cascavel e região. Para tanto,
ele se respalda em sua memória e em documentos pesquisados nos
arquivos da Delegacia da Polícia Federal de Foz do Iguaçu
e da Itaipu Binacional.
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