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FPM – Aumento de 1% não resolve problemas, diz senador

Osmar propõe repasse
maior aos municípios

O senador Osmar Dias ( PDT-PR) acredita que a decisão do presidente Lula de aumentar em 1% o repasse de recursos o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) para os municípios não significa uma solução permanente para a crise que as prefeituras brasileiras enfrentam. “ O aumento de um ponto percentual, passando de 22,5% para 23,5% , da arrecadação dos IR (Imposto de Renda) e sobre IPI (Produtos Industrializados), representará R$ 1,3 bilhão a mais no repasse de receitas federais para as mais de 5 mil prefeituras do país. Esse valor mal paga o 13º salário do funcionalismo e não resolve o problema”, afirmou.
Osmar Dias pediu o apoio dos senadores para aprovação da emenda constitucional apresenta por ele, que modifica o critério de distribuição das contribuições sociais arrecadadas pelo governo federal. Para o senador, a proposta de emenda constitucional apresentada por ele, se aprovada, vai diminuir as desigualdades causadas pelo sistema tributário brasileiro, que concentra na União a maior parte dos recursos arrecadados com as contribuições cobradas.
“O governo federal arrecadou R$ 180 bilhões no ano passado com as contribuições como CPMF, Cide e Cofins. Além de não aplicar o valor arrecadado na finalidade prevista quando o imposto foi criado, o governo também não repassa a Estados e municípios o que deveria. A emenda de minha autoria propõe que, do produto da arrecadação das contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico, 10% sejam destinados ao FPM e 10% aos Estados. Seriam R$ 18 bilhões a mais para os Estados e outros R$ 18 bilhões para os municípios”, explicou.
Além de representar uma solução perene os municípios e diminuir as distorções causadas ao longo do tempo pela criação de novas contribuições cuja arrecadação fica concentrada na União, o senador acredita que a proposta também dará mais independência às prefeituras. “ Os prefeitos hoje são reféns da vontade dos governadores porque dependem do Estado para a realização de obras de infra-estrutura através de convênios com o Estado”, analisou.
"Enquanto as receitas da União crescem e novos impostos são criados, os municípios estão sobrecarregados com encargos, devido às demandas crescentes da prestação de serviços públicos de qualidade. Se houver sensibilidade tanto dos parlamentares como das autoridades , poderemos ao menos diminuir as distorções existentes e permitir que as prefeituras possam cumprir suas obrigações”, disse.
Osmar Dias também defendeu a aprovação do projeto de lei do senador Aloísio Mercadante ( PT-SP), que permitirá a aplicação de R$ 5 bilhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, para informatização das escolas públicas de todo o país até 2013. “São recursos já disponíveis e que permitirão equipar as escolas públicas com computadores. Apenas 25% das escolas públicas dispõe de equipamentos de informática, enquanto mais da metade das escolas particulares já contam com essa importante ferramenta de ensino. Precisamos diminuir a exclusão digital”, afirmou.

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Marcha positiva

Na condição de representante dos 50 municípios da região oeste, o prefeito de Matelândia e presidente da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná), Edson Primon, disse ontem que a 10ª Marcha de Prefeitos a Brasília foi positiva, porém nem todos os cinco pontos reivindicados pelos prefeitos foram atendidos. “Ainda é cedo para avaliar se os municípios saem vitoriosos ou não desse encontro”, relata.
Segundo Primon, a principal conquista efetivada, a ampliação de 1% no repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), representa um feito histórico, motivo de antiga luta e que agora se tornou real após pronunciamento neste sentido do presidente Lula. “É a ampliação da fatia do bolo que todos reivindicavam, porém ainda tímida”, considera. Segundo ele, os prefeitos - principalmente de municípios de pequeno e médio portes - e esperavam correções no Fundeb, o que acabou não acontecendo. No entanto, no geral, Primon achou válido o movimento, que mostra a importância dos municípios e seu papel como entes da Federação. Cerca de 20 prefeitos da região oeste participam da marcha, que termina hoje.

EM MAIO
PDT prepara encontro regional

A Executiva Municipal do PDT, em Cascavel, se reúne na noite de hoje, às 19h, na sede do grupo Nova Cascavel, na BR-277, saída para Foz do Iguaçu, para discutir uma extensa pauta, encabeçada pelo encontro regional programado para o dia 19 de maio, em Cascavel, com presença do senador Osmar Dias e dos deputados paranaenses da sigla, entre eles Barbosa Neto (federal) e Edgar Bueno (estadual).
Além deste tema, serão debatidos outros, como a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de que os cargos legislativos pertencem aos partidos e não aos candidatos, o que abre a possibilidade de suplentes do PDT pleitearem duas vagas na Câmara de Vereadores. “Nós vamos colocar o assunto em debate, ouvir os partidários, os suplentes, mas também vamos aguardar uma decisão nacional do partido”, afirmou Sérgio Terres, presidente da provisória cascavelense.
Terres antecipou também que a Executiva vai iniciar a discussão para reivindicar a efetivação de um diretório do PDT, já que hoje existe apenas uma provisória.
Sobre as eleições do próximo ano, Terres disse que não é essa a prioridade no momento, mas que “no encontro vamos discutir de tudo um pouco”.

ITINERANTE – Reunião foi realizada no Bairro Interlagos
Vereadores recebem uma
lista extensa de pedidos

Vereadores de Cascavel realizaram mais uma reunião itinerante na noite de terça-feira, no Bairro Interlagos, mas englobando toda a região norte do Município. Dos 14 vereadores, onze estiveram presentes ao encontro, ouvindo as reivindicações dos moradores.
Cerca de 140 pessoas participaram da reunião, todavia, a maioria eram assessores dos vereadores, funcionários da Câmara e líderes comunitários. Se o objetivo é se aproximar da população em geral, poucos acompanharam a primeira sessão realizada em bairros da cidade – a primeira foi em Rio do Salto.
O presidente da Câmara, Júlio César Leme da Silva (PMDB) abriu os trabalhos no salão da igreja do bairro explanando sobre os objetivos da iniciativa de realizar reuniões fora da sede do Legislativo. Em seguida, líderes comunitários entregaram as reivindicações aos vereadores.
O representante do conjunto habitacional Julieta Bueno, Ivo Júnior, solicitou a regularização do loteamento, readequação da área interna para lazer, construção de creche, implementação no sistema de transporte coletivo, asfaltamento de vias e o esforço dos vereadores para que seja viabilizado reforço no policiamento.
O presidente da Associação de Moradores do bairro Interlagos, Osmar Bispo, denunciou a falta de médicos e enfermeiros na Unidade Básica de Saúde, solicitou a reimplantação do Programa Saúde da Família e a ampliação da creche, que, segundo ele, não atende mais a demanda. O líder comunitário também solicitou mais segurança e a manutenção periódica de ruas com a pavimentação asfáltica de algumas vias públicas.
Já o ex-vereador Josias de Souza, morador do bairro e atual presidente da igreja, afirmou que os problemas estruturais têm se agravado ao longo dos últimos anos com a criação de novos loteamentos. “A região recebeu cerca de mil novas famílias nos últimos seis anos e a infra-estrutura diminuiu”, afirmou.
Ainda durante a reunião itinerante foram ouvidos o diretor auxiliar do Colégio Estadual Interlagos, Adenilson Moreira de Souza, e o padre Dionísio, da Paróquia Santo Inácio.
As reivindicações entregues pelos líderes comunitários vão basear o trabalho legislativo, com a elaboração de ofícios, indicações e requerimentos solicitando a solução dos problemas relatados.

EM BRASÍLIA
Deputado defende autonomia de prefeitos

Cerca de 200 representantes do Paraná participaram da 10ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Com o discurso “não queremos esmolas” os prefeitos estiveram em reuniões com deputados, senadores e membros do governo federal e voltam para casa com a promessa de aumento no percentual de repasse do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
No encontro, o deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB-PR) defendeu a reforma administrativa, mudanças no pacto federativo, que dêem autonomia aos municípios. “Prefeitos estão com o pires em mãos nas capitais dos seus Estados ou em Brasília, buscando recursos que é de direito dos municípios”, disse o parlamentar.
Na abertura da marcha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recomendou votação em separado, na reforma tributária, do projeto que aumenta em um ponto percentual o FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Como presidente da subcomissão de Finanças e Tributação, Alfredo Kaefer garantiu que, ainda nesta legislatura, são possíveis significativas mudanças, mas que depende do comprometimento da Casa e do governo.


HAULY
Anac sabia das causas da crise aérea

A crise do setor aéreo brasileiro é resultado de uma conjugação de fatores, entre eles, os controladores de vôos. Essa é a afirmação do diretor da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Jorge Barat, que em dezembro, comandou a força-tarefa que investigou as causas da confusão no setor ocorrida às vésperas do Natal. Barat, que defendeu a divulgação desse relatório de monitoração, prestou depoimento ontem, na Câmara dos Deputados, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, atendendo requerimento do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). De acordo com Barat hoje um dos motivos da crise se apresenta, mas há outras causas, detectadas nesse período.
Barat fez uma retrospectiva da crise que começou com a falência da Varig (2005/06) que transportava 6 milhões de passageiros/ano, período em que a demanda crescia entre 15% e 20%. “Imagine que a Varig operava 74 aeronaves e esse número caiu para oito rapidamente, e logo em seguida entrou em colapso e as outras empresas tiveram que absorver esses passageiros”, afirmou Barat.
A Anac, segundo ele, ficou impossibilitada de regular durante o processo de recuperação judicial da Varig, pois o juiz Luiz Roberto Ayoub, responsável pelo processo considerou que os hotrans (horário de vôos) e slots (permissão de pouso e decolagem) operados pela empresa eram ativos e portanto passíveis de leilão. No entendimento da Anac, hotrans e slots são patrimônio público e submetidos à concessão. “ A ação de um juiz impossibilitou a agência de regular”, afirmou.
Em outubro, depois do acidente com o avião da Gol surgiram operações padrões, seqüenciamento, falhas no equipamento, na comunicação, tudo denunciado pelos controladores de vôos.
“A verdade liberta”, disse o deputado Hauly, após o final da audiência pública. Ele lamentou que embora a informação estivesse pronta, foram necessários seis meses para que a sociedade soubesse que 80% da crise foi provocada pela operação padrão dos controladores de vôos. “Tenho certeza de que se o presidente tivesse sido corretamente informado, essa crise já estaria debelada”, disse.


 

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