Principal > Local

DESASSOREAMENTO
Sanepar vai disponibilizar só R$ 2 milhões ao projeto

Conselheiros questionam
viabilidade e custo da obra

O projeto de desassoreamento do Lago Municipal de Cascavel dividiu os membros do Comam (Conselho Municipal de Meio Ambiente). Eles estiveram reunidos semana passada para definir um parecer sobre o projeto, elaborado por uma empresa contratada pela Sanepar para as obras, mas não houve consenso. Dos 11 presentes, cinco votaram contra e seis a favor. Os membros que se posicionaram contra o projeto defendem que todas as etapas sejam finalizadas para que somente então ocorra uma decisão.
De acordo com o vice-presidente do Comam, Gelso de Ávila, ficou acertado que cada conselheiro manifeste seu posicionamento por escrito até o fim do mês, para que em uma nova reunião seja discutida a aprovação do projeto.
Segundo Gelso, de todo o volume de água do lago, apenas 9% é lodo, representando 266,5 mil m³, e que, desse total, apenas 36 mil m³ devem ser retirados, ou seja, menos de 2% da área total.
RECURSOS
Um outro agravante apresentado na reunião é quanto ao custo da obra. Segundo os conselheiros, está previsto no acordo entre a Prefeitura de Cascavel e a Sanepar apenas R$ 2 milhões para o desassoreamento e, caso a obra ultrapasse esse valor, o Município terá que arcar com a diferença.
“Por isso muitos querem primeiro ter acesso às propostas de contenção, para que não haja mais assoreamento, para então definir se vale a pena ou não retirar o lodo, que não é tão volumoso em relação ao volume de água”, explicou o vice-presidente.
Ele frisou que, por projeções feitas pelo Comam, o custo para desassorear o lago é bastante alto, e que deve ser estudado, já que o Município não se posicionou se tem ou não verba disponível para esse fim. “Na minha opinião, deve haver primeiro a finalização do projeto, com apresentação das contenções e o orçamento de cada umas das obras para que depois seja discutido com a sociedade e o Poder Público”.
Alguns conselheiros defendem ainda que talvez apenas as obras de contenção, que evitariam o agravamento do assoreamento, seriam suficientes e resolveriam o problema do lago.

CUSTOS
Sanepar já gastou R$ 174,6 mil
A assessora de imprensa da Sanepar, Ângela Dudzack, confirmou que a empresa se comprometeu em pagar a execução do projeto e as obras de desassoreamento, no valor máximo de R$ 2 milhões. Com o projeto foram gastos R$ 174,6 mil, sobrando R$ 1,825 milhão. “Se for usado menos desse valor para o desassoreamento, a diferença pode ser usada para a contenção”.
Segundo Ângela, ainda não há levantamento de valores e quem definirá se será executada ou não a obra, ou o que será feito, será a Secretaria de Meio Ambiente.
Depois que a secretaria devolver o projeto à Sanepar, ele será encaminhado ao IAP (Instituto Ambiental do Paraná), que terá que autorizar a obra.
Nessa primeira fase foram levantados alguns pontos importantes para o trabalho, que foi dividido em três fases: a primeira de um diagnóstico do local, a segunda do desassoreamento do lago e da destinação do lodo retirado e a última das encostas, para evitar que o lago volte a ser assoreado.
Um dos principais pontos mostrados pelo estudo é que a maior retirada do lodo deve ser feita nas três entradas principais do lago.
O desassoreamento do Lago Municipal foi um dos compromissos assumidos pela Sanepar em 2004 com o Município, na ocasião da renovação do contrato de concessão dos serviços de abastecimento de água e esgoto.

SALÕES COMUNITÁRIOS
Assessoria perde prazo e pede nova autorização
A reforma dos 18 salões comunitários de Cascavel, prevista para ocorrer no fim do ano passado, aguarda nova autorização da Câmara de Vereadores para a liberação dos recursos. Habilitados para 2006, os R$ 300 mil destinados à compra de materiais e contratação de mão-de-obra, explicou o diretor da assessoria de Assuntos Comunitários, Madson de Oliveira, não foram aprovados pelo Departamento de Compras do Município por ter expirado o prazo.
“Pedimos há duas semanas que o pedido de revalidação da verba fosse aprovado com urgência. Acredito que na próxima sessão os vereadores votem o nosso pedido”, conta Madson.
Enquanto isso, a população das comunidades aguarda e cobra o início das obras. “Nosso salão não está 100%. Precisa de reboco, os banheiros não são bons. Tem bastante coisa para ser arrumada e os moradores perguntam e cobram”, destaca o presidente da Associação de Moradores do Tarumã, Pedro Darci Batista.
Para o presidente da Associação de Moradores do Bairro Cascavel Velho, Walmir Servegnini, será necessário muito trabalho para melhorar o barracão. “Precisamos renovar a pintura, trocar os vidros, arrumar a porta e trocar as telhas. A parte elétrica também tem de ser arrumada”.
Os barracões que serão reformados passaram por uma triagem, com critérios como necessidade das comunidades, estado físico da estrutura e número de projetos sociais desenvolvidos.

SEM CONDIÇÕES
Apae corre o risco de perder imóvel
Um imóvel da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) pode ir a leilão em função de uma ação trabalhista. Trata-se de um lote no Bairro Faculdade, avaliado em R$ 60 mil. A ação tramita na 2ª Vara do Trabalho de Cascavel. Conforme a diretora social da Apae, Sônia Boaretto, a entidade está fazendo o possível para negociar a dívida, mas ela afirma que tanto a ex-funcionária quanto o advogado dela não atendem às tentativas de negociação.
“Mudou a presidente da entidade e ficou a dívida. Não temos condições de pagá-la”.
Sônia não quis informar o valor da dívida trabalhista por consideração aos colaboradores da entidade. “Não é justo que o pouco de recurso que recebemos sirva para quitar uma dívida da diretoria antiga e não da Apae”.
A entidade passa por sérios problemas financeiros. Além do risco de perder o imóvel, ela enfrenta o corte do recurso de R$ 15 mil que era repassado pela Secretaria de Ação Social e que deveria ter sido assumido pela Secretaria de Saúde. O corte é resultante de determinação do Suas (Sistema Único de Assistência Social) que determinou que entidades que prestam assistência de saúde seja mantida pelo setor correspondente.
Sônia disse que hoje o secretário de Saúde, Nadir Willy, receberá a diretoria da Apae para uma definição do caso.
“A presidente [Sidney do Carmo de Morais] está fazendo de tudo para que o terreno não seja leiloado. Estamos tentando um parcelamento ou uma negociação que nos permita pagar a dívida”, exclamou Sônia, alegando a falta de condições para a quitação imediata.
O terreno tem 1.218,87 m2, é considerado fundo de vale e a vegetação ao redor é de mata fechada. A diretora social disse que há um projeto para a viabilização de uma cooperativa, panificadora e projetos com as mães dos alunos no local, mas enquanto não houver recursos, a idéia não deixará o papel.
Conforme edital da Justiça do Trabalho, o terreno está sem benfeitorias e 40% está apto à construção. Caso seja leiloado, uma autorização do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) seria solicitada para o desmatamento do local.
Os advogados da Apae e da ex-funcionária não quiseram detalhar o assunto.

 

 

Pauta
Envie sua sugestão de pauta, matéria ou release para o Jornal Hoje.
Edições Anteriores
disponíveis na íntegra para consulta.
Enquete

Na sua opinião, a renovação das cadeiras no Legislativo de Cascavel foi para:

Melhor
Pior
Ficou igual


Resultado Parcial

Copyright Jornal Hoje. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Hoje.