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PESQUISA
A assistência à criança e à família deve ser observada e planejada

Estudo revela qualidade de
vida após lesão cerebral

Preocupados com a qualidade de vida das crianças após lesão cerebral por traumatismo cranioencefálico - TCE -, Melissa McCarthy e equipe da Universidade Johns Hopkins, de Baltimore, Estados Unidos, realizaram estudo com 330 crianças vítimas de lesão cerebral traumática que foram atendidas em quatro centros pediátricos de emergência e trauma norte-americanos.
De acordo com artigo publicado na edição de março de 2006 da revista “Archives of Pediatric and Adolescent Medicine”, “o objetivo do trabalho foi documentar a qualidade de vida relacionada à saúde de crianças com lesão cerebral traumática e examinar a relação entre a severidade da lesão e o índice de qualidade de vida durante o primeiro ano após a lesão”.
Para tanto, um profissional de saúde de assistência primária realizou entrevistas no momento inicial do trauma, após três meses e decorrido um ano, para medir o índice de qualidade de vida da criança. Os pesquisadores utilizaram um questionário pediátrico sobre a qualidade de vida (Pediatric Quality of Life Inventory) e os resultados foram modelados em função da lesão, das características dos pacientes e das características familiares, usando regressão longitudinal multivariável.
Os autores observaram que 42% das crianças tinham qualidade de vida relacionada à saúde reduzida aos três meses e 40% aos 12 meses após a lesão. As dimensões múltiplas da qualidade de vida foram afetadas negativamente entre crianças com lesões cerebrais traumáticas moderadas ou severas e não melhoraram significativamente ao longo do tempo. Fraturas concomitantes de membros inferiores e lesões espinhais resultaram em grandes declínios da qualidade de vida total, particularmente em três meses após a lesão. O índice de qualidade de vida também foi reduzido pelas circunstâncias psicossociais preexistentes, em famílias funcionalmente afetadas, e quando a criança possuía apenas um parente.
A equipe indica que é possível concluir que lesões cerebrais traumáticas moderadas ou severas resultaram em declínios mensuráveis da qualidade de vida relacionada à saúde em crianças após a lesão. Os fatores relacionados à lesão tiveram impactos no índice de qualidade de vida, de acordo com as características do paciente e da família durante o primeiro ano após o trauma, o que sugere que a assistência ao par - criança e família - deve ser observada e planejada mesmo após o êxito terapêutico inicial do TCE infantil.


ATUALIZAÇÃO
Site disponibiliza informações sobre hepatite

O Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite disponibilizou na sua página da internet (www.hepato.com) uma completa atualização das informações sobre a epidemiologia, detecção, diagnostico e tratamento das hepatites B e C conforme as últimas evidencias apresentadas em congressos ou publicações científicas.
A hepatite B foi descoberta 42 anos atrás e passadas mais de quatro décadas ainda possui muitas incógnitas para a ciência. Foi possível desenvolver uma vacina efetiva, mas até o momento não se pode afirmar que os medicamentos disponíveis consigam a cura da doença. A hepatite C foi descoberta em 1989 e muito se avançou em relação ao conhecimento da doença, seu tratamento e a cura definitiva. Em poucos anos de pesquisas já se consegue a cura de quase dois terços dos tratados, um fato que destaca a hepatite C de muitas outras doenças descobertas nos últimos 40 anos e que ainda não conseguiram encontrar soluções para a cura.
Inúmeras pesquisas são apresentadas a cada novo congresso e nas edições das revistas científicas e isso leva a rever de forma permanente tudo o que diz respeito à epidemiologia, a seu diagnostico e seu tratamento.
Carlos Varaldo, autor da recopilação, diz que é comum as pessoas, inclusive profissionais da saúde, acreditar que as hepatites são todas iguais. “Comparar as hepatites B e C seria o mesmo que querer comparar baleias com cavalos, ambos são mamíferos, mas são dois animais totalmente diferentes. As hepatites B e C têm em comum a inflamação do fígado, mas elas são vírus diferentes, com formas de contaminação, progressão, prognóstico e tratamento totalmente diferentes”.
“Se na hepatite C os melhores médicos para seu tratamento são os clínicos gerais e os gastroenterologistas que se especializaram em hepatologia, os melhores médicos para tratar um paciente infectado com hepatite B provavelmente sejam os infectologistas, já que a hepatite B é muito similar à Aids na forma de transmissão, tratamento e acompanhamento, inclusive muitos medicamentos para a Aids são utilizados no tratamento da hepatite B”.
O futuro e promissor com novos medicamentos e exames aparecendo nos últimos anos e muitos outros em fases avançadas de pesquisa que serão colocados no mercado nos próximos cinco anos.

NUTRIENTES
Arroz e feijão: uma combinação perfeita

A combinação do arroz com feijão é considerada perfeita em termos nutricionais. O arroz é rico em amido, sendo uma ótima fonte de energia. Além disso, arroz fornece ferro, vitaminas B e proteínas. Já o feijão é um dos vegetais mais ricos em proteína, que tem a sua absorção pelo organismo facilitada pelo amido contido no arroz. O feijão também é rico em ferro e outros minerais fundamentais para o bom funcionamento do organismo.
A combinação destes dois alimentos é perfeita, pois além de fornecerem diversos nutrientes, os aminoácidos que faltam em um alimento, você encontra em outro. Por exemplo: o arroz é pobre no aminoácido lisina, que por sua vez é encontrado em abundância no feijão; já o aminoácido metionina é pobre no feijão, mas tem em abundância no arroz. A proporção ideal é de três porções de arroz para uma porção de feijão.
Porém, vale lembrar que o corpo humano consegue absorver apenas cerca de 10% do ferro nos vegetais. Para que a absorção de ferro em vegetais seja aumentada é necessário o acompanhamento de alimento rico em vitamina C, como suco de laranja, o que poderia elevar a absorção para até 40%. Outro ponto a favor da combinação arroz e feijão é que eles contêm aminoácidos diferentes.
Essa combinação de arroz e feijão, segundo uma tese de doutorado defendida pela nutricionista Dirce Maria Lobo Marchioni, da USP, também pode ser a solução para a prevenção de um tipo de câncer. De acordo com o estudo, o consumo freqüente de arroz e feijão reduz as chances de uma pessoa desenvolver câncer oral - que compreende a cavidade bucal, a faringe e a laringe. A pesquisa faz parte de um estudo mais abrangente, coordenado pela Iarc (International Agency for Research on Cancer), órgão da OMS (Organização Mundial da Saúde), que se estenderá à Cuba e à Argentina.

Confira as propriedades nutricionais:

Arroz (1 colher de sopa):
Calorias: 41 kcal
Carboidratos: 8,07 g
Proteínas: 0,58 g
Lipídeos: 0,73 g
Colesterol: 0

Feijão (1 colher de sopa):
Calorias: 58 kcal
Carboidratos: 10,6 g
Proteínas: 3,53 g
Lipídeos: 0,18 g
Colesterol: 0

 

 

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