| PRÉ-ELEITORAL
Presidente do partido, Vilson de Oliveira, não fala em nomes
PPS quer coligação
e candidato próprio
O PPS de Cascavel seguirá uma orientação do diretório
estadual do partido para que o Município tenha candidato próprio
nas eleições do no que vem, mas o presidente local da sigla,
Vilson de Oliveira, não quis adiantar nomes. No entanto, ele garante
que o PPS não abrirá mão de ter candidato próprio,
embora pretenda coligar com outros partidos. “Estamos preparando
quadros de pré-candidatos para que a gente defina depois quem será
o melhor nome para o nosso partido. Vamos desenvolver uma estratégia
estadual para que se discuta os planos de partidos para 2008 e depois
distribuiremos as diretrizes para os municípios”.
De acordo com Oliveira, a reunião para definir as estratégias
ocorrerá no fim do mês com os presidentes de partidos das
maiores cidades do Paraná. “Nossa intenção
não é ficar sozinho, queremos coligações.
Temos de ser democráticos, mas não vamos abrir mão
de ter candidato próprio”.
A proposta de lançar candidato próprio, embora precoce diante
do tempo que ainda falta para eleição, vai requerer uma
definição do partido no apoio ao prefeito Lísias
Tomé. Hoje o PPS - ex-partido do prefeito - é um aliado
do governo municipal. Todavia, Lísias já anunciou que será
novamente candidato em 2008 e, neste caso, o PPS seria um adversário.
Entre os prováveis nomes do PPS para o pleito de 2008 estão
o vereador Juarez Berté e o vice-prefeito de Cascavel, Vander Piaia.
A primeira-dama, Rosiméri Tomé, também é cotada,
embora dificilmente concorreria contra o marido em uma disputa eleitoral.
CONVITE
Osmar tenta reforçar o PDT
O prefeito de Maringá, Silvio Barros II, recebeu ontem convite
do senador Osmar Dias para ingressar no PDT. Embora ainda não tenha
uma posição definida sobre o partido a que irá se
filiar, o prefeito reafirmou sua intenção de continuar vinculado
politicamente ao senador Osmar Dias. “Fiquei honrado com o convite,
mas ainda não tomei uma decisão em relação
à minha filiação partidária. Pretendo manter
a parceria com o senador Osmar Dias, que temos desde a minha eleição
para prefeito de Maringá, quando recebi o apoio dele e o PDT indicou
o candidato a vice-prefeito. Pretendo caminhar ao lado de Osmar”,
afirmou Silvio Barros.
Para o senador, o prefeito de Maringá é muito bem-vindo
no PDT. “Seria muito bom que o prefeito Silvio Barros viesse para
o partido. Mas se isso não for possível, não será
empecilho para que continuemos trabalhando juntos. O importante é
que ele tem a mesma intenção que eu, de manter a parceria
política atual, independente da filiação partidária.
Gostaria de tê-lo no PDT porque seria um reforço muito importante,
inclusive para fortalecermos e consolidarmos o partido”, disse Osmar.
DIVERGÊNCIA
Deputado defende
mínimo regional
O deputado estadual Hermes Fonseca (PT) criticou veementemente ontem
o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza,
que pretende questionar a legalidade da lei que criou o piso salarial
regional no Paraná em maio do ano passado.
Para o parlamentar, que foi o relator da matéria na CCJ (Comissão
de Constituição e Justiça) na Assembléia Legislativa,
o procurador-geral está equivocado, pois, segundo Hermes, o piso
salarial paranaense tem escalonamento de valor, que varia de R$ 427 a
R$ 437, e está em consonância com a Constituição
Federal e a Lei Complementar 113, de 2000. “A mensagem do governador
Roberto Requião, que instituiu o piso salarial regional, atende
à Lei Federal Complementar 103, de 14 de julho de 2000, a qual
delega aos executivos estaduais a prerrogativa da adoção
de políticas salariais regionais diferenciadas da nacional, cujo
valor do piso será elevado a R$ 380”.
Proteção
De acordo com o deputado Hermes Fonseca, o piso mínimo do Paraná
tem por objetivo atender e proteger as categorias profissionais que não
possuem piso salarial nem poder de articulação para negociar
em condições favoráveis. “Trata-se também
de um salário referencial aos trabalhadores e empregadores na hora
da contratação”.
O procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza,
deu parecer favorável a uma Adin (Ação Direta de
Inconstitucionalidade) proposta pela Confederação da Agricultura
e Pecuária do Brasil no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o
piso salarial paranaense. “É um absurdo jurídico e
um atentado contra as conquistas dos trabalhadores”, criticou o
relator do projeto.
DESCONTENTE
Deputada alega divergências ideológicas com o partido
Dra. Clair anuncia
hoje saída do PT
A deputada Federal Dra. Clair da Flora Martins anuncia oficialmente hoje,
às 14h, em entrevista coletiva, em Curitiba, seu desligamento do
PT. Autora de duas das mais importantes ações populares
que movimentaram Brasília nos últimos quatro anos - ação
popular pela anulação do leilão da Companhia Vale
do Rio Doce e ação popular que impediu a realização
da 8ª Rodada de Licitação do Petróleo -, Dra.
Clair alega que as divergências ideológicas e a incompatibilidade
com a direção do PT paranaense são os motivos que
a levaram a pedir a desfiliação.
Na convocação para a entrevista coletiva, Dra. Clair aproveitou
para elogiar a resistência do governo estadual contra os pedágios
e a possibilidade do governo federal rever o modelo de concessão
de rodovias a empresas privadas. “Se for mantida, a revisão
do modelo é uma vitória de todos os brasileiros, em especial
dos paranaenses. Infelizmente, muitos daqueles que estão na direção
do PT paranaense não participaram desta luta. Este também
é um dos motivos pelo qual estamos saindo”, disse.
ORGANIZAÇÃO
Legislativo é preparado
para a volta dos trabalhos
Embora a Câmara Municipal de Cascavel esteja em um período
de férias coletivas, o presidente do Legislativo, Julio Cesar Leme
da Silva (PMDB), está dando expediente normal na casa, preparando
a estrutura física e administrativa para a volta dos trabalhos
a partir do dia 1º de fevereiro, inclusive com atendimento à
população. “Como a prefeitura está fechada,
algumas pessoas estão nos procurando para resolver assuntos relacionados
às necessidades da população dos bairros”.
Na manhã de ontem, Julio Cesar recebeu uma série de pessoas
no gabinete da presidência que tentar a solução de
problemas em geral. O vereador ouvia as demandas e tentava resolver com
o auxilio dos setores competentes da prefeitura, que estão trabalhando
em sistema de plantão.
O presidente do Legislativo também recebeu ontem os presidente
da Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná), Julio
Morandi, que conversou como parlamentar sobre uma possível parceria
entre a entidade e a Codevel (Companhia de Desenvolvimento de Cascavel)
para construção de casas populares. “Existem linhas
de créditos para a construção de casas e há
a possibilidade de que Cascavel seja contemplada. Por isso a intenção
de darmos início desde já à análise de quais
terrenos e locais estariam disponíveis”, explica o presidente
do Legislativo, que está sendo procurado devido ao contato que
possui com o governo do Estado e a sintonia necessária para que
o convênio ocorra.
O coordenador do NRE (Núcleo Regional de Educação),
José Rocha, também procurou o vereador para discutir temas
relacionados à educação, que deve representar investimentos
nas escolas em Cascavel.
MARECHAL RONDON
Câmara entrega relatório
de CPI para o Executivo
A Câmara de Vereadores de Marechal Cândido Rondon entregou
ontem, à prefeitura, o relatório da CPI (Comissão
Parlamentar de Inquérito) das Terceirizações, instaurada
ano passado com o objetivo de apurar irregularidades em licitações
para contratação de mão-de-obra terceirizada pela
atual administração do Município. O relatório
será entregue o prefeito em exercício, Valdir Port, o Portinho
(PTB), e posteriormente será encaminhado ao prefeito Edson Wasem
(PFL), quando retornar das férias no fim do mês.
O relatório também foi entregue para o Ministério
Público e ao juiz da Vara Criminal da Comarca, Clairton Mário
Spinassi, e encaminhado ontem para o TCE (Tribunal de Contas do Estado)
e para a PGE (Procuradoria-Geral do Estado).
Cassação
Depois da apresentação do relatório no final do mês
passado, o membro da CPI, vereador João Marcos Gomes (sem partido),
sugeriu a criação de uma comissão processante para
averiguar a possibilidade de cassar o mandato do prefeito e do vice-prefeito.
Segundo o vereador, a partir de fevereiro ele conversará com a
bancada de oposição, formada por apenas quatro dos nove
parlamentares, para formar uma comissão processante e tentar abrir
o processo de cassação do prefeito. Para cassar o mandato
de Edson Wasem serão necessários dois terços dos
votos: missão quase impossível no Legislativo rondonense,
onde o prefeito tem a maioria dos votos.
|