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MEDICINA – Técnica foi descoberta pela Unicamp e testada em cinco pessoas

Cirurgia pode curar
quem tem diabetes

Os médicos da Unicamp (Universidade de Campinas), no interior de São Paulo, estão testando uma nova cirurgia capaz de curar pacientes de diabetes. Cinco pessoas foram submetidas ao procedimento e quatro já estão curadas, dispensando até mesmo a insulina - a quinta conseguiu reduzir em até 80% a ingestão da substância.
O estudo começou depois da constatação de que 90% dos pacientes obesos com diabetes que passavam pela cirurgia de redução de estômago ficavam curados da doença. Antes, a melhora era atribuída à própria diminuição do peso, razão da cirurgia, mas já havia redução da taxa de glicemia antes mesmo do emagrecimento, inclusive no pós-operatório. Então, os médicos da Unicamp decidiram investigar.
Durante a cirurgia de redução de estômago, além da diminuição do tamanho do orgão, é feito um desvio para o alimento de forma que ele evite a primeira parte do intestino. Os médicos da Unicamp descobriram que esse procedimento secundário provoca o aumento de uma substância chamada GLP1 que, por sua vez, estimula o pâncreas a produzir insulina.
A nova técnica parte direto para esse desvio, dispensando a redução do estômago, mas costurando o orgão no intestino entre 70 e 80 centímetros depois do ponto original. Assim, pode ser aplicada até mesmo a pacientes não obesos, caso das cinco pessoas que foram submetidas à cirurgia até agora.

Massagem
Um poderoso método de
prevenção e tratamento

Nascida na medicina chinesa, em meados de 1800 a.C., a massagem tem sido usada ao longo dos tempos como meio para aliviar a dor e o desconforto. Egípcios antigos, persas e japoneses, entre tantos outros povos, se beneficiaram dos toques terapêuticos no tratamento de várias doenças e lesões. E através dos séculos, médicos gregos, suecos, franceses, alemães, ingleses e americanos passaram a contribuir para a evolução do método.
Fisiologicamente, as manobras da massagem em local dolorido melhora a circulação e a oxigenação. “Quando o corpo é tocado, o organismo libera endorfina e encefalina, substâncias que promovem analgesia, resultando no alívio da dor. Se o incômodo é causado por edema localizado, há uma diminuição da circulação local, que faz com que o sangue venoso irrite o músculo e a raiz nervosa.
Por meio da massagem remove-se o excesso de líquido intersticial, normalizando o pH sangüíneo local e o tônus muscular, provocando alívio ou desaparecimento da queixa”, explica o médico Tadamassa Yamada, especialista em acupuntura e presidente da Escola Oriental de Massagem e Acupuntura.
Por serem utilizadas como tratamentos terapêuticos, as massagens podem ser feitas em conjunto, ou seja, é possível combinar, na mesma sessão, técnicas diferentes, inclusive, alternando ocidentais com orientais.


Coadjuvantes da saúde

Além do alívio de dores musculares e de relaxamento, a massagem pode ser aplicada no tratamento de várias patologias. Na área respiratória, por exemplo, atua em tratamentos de bronquite e pneumonia, relaxando a musculatura do paciente e fazendo com que ele libere a secreção. “Os movimentos de percussão na massagem como os usados na fisioterapia respiratória aplicam forças mecânicas suficientes para que o tórax afrouxe e mobilize secreções nos pulmões. E se combinado com forças da gravidade podem prevenir complicações respiratórias após cirurgia e tratamentos pulmonares que já estejam ocorrendo”, afirma a médica Maria Stella Peccin.
“A massagem é um tratamento preventivo que ajuda a melhorar a circulação sangüínea, aliviar as tensões, beneficiar a qualidade respiratória, diminuir a ansiedade e irritação e, conseqüentemente, reduzir a possibilidade de no futuro, por exemplo, ter problemas cardíacos”, afirma Tadamassa Yamada.
Decidir por uma sessão de massagem não é problema, mas saber qual profissional procurar pode se tornar um. Segundo a médica Maria Stella Peccin, não há necessidade de se fazer a massagem com um fisioterapeuta. “Mas é preciso escolher um profissional especializado no assunto, com adequado conhecimento de anatomia e das diversas técnicas de massagem”, enfatiza.



Técnicas orientais

ANMA
É uma das mais antigas formas de massagem do mundo. Baseada nos princípios da medicina oriental, utiliza técnicas especiais (pressão, massagem, amassamento, alongamento) para estimular pontos-chave, promovendo uma natural cura do corpo. Não utiliza óleos, podendo ser feita sobre a roupa do paciente .

AYURVÉDICA
Faz parte de um sistema milenar indiano chamado Medicina Ayurvédica. Esse sistema concebe o ser humano em sua totalidade, e o estado de saúde como um estado de harmonia interna e externa. Utiliza manobras por todo o corpo com o auxílio de óleo, o que facilita os movimentos, realizando alongamentos e torções .

REFLEXOLOGIA PODAL
Utiliza a pressão em pontos específicos que refletem em todas as partes do corpo.

SHANTALA
Massagem de origem indiana para o equilíbrio físico, emocional e energético do bebê. Os movimentos da Shantala partem sempre no sentido de dentro para fora e é utilizado óleo vegetal (amêndoas).

SHIATSU
Consiste em uma compressão de vários pontos dos meridianos (caminhos de energia que percorrem o corpo), utilizando as pontas dos dedos ou as mãos. Os toques estimulam ou sedam a energia acumulada, melhorando o funcionamento dos órgãos.



Técnicas ocidentais

DRENAGEM LINFÁTICA
Canobras suaves e lentas para diminuição da retenção hídrica.


RELAXANTE OU CLÁSSICA
Técnicas que envolvem a compressão das estruturas dos tecidos moles (apertar, pressionar, rolar e pegar).

HOLFING
Técnicas criadas para liberar restrições do tecido miofascial (conjuntivo), que envolve e conecta músculos e tendões.


 

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