Edição nº 4748 - Terça-feira, 11 de setembro de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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ECONOMIA
Indústria paranaense perdeu apenas para Minas e Rio Grande

Produção cresce 7,3%,
terceira melhor do País

A produção das indústrias do Paraná cresceu 7,3 %, nos sete primeiros meses de 2007 em comparação com igual período do ano passado, segundo pesquisa divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado foi o terceiro melhor do País. Além do Paraná, apenas Minas Gerais, Rio Grande do Sul (ambos com 8,4 %) e Pernambuco (6,1 %) superaram a média nacional, calculada em 5,1 %.
O levantamento aponta ainda que a produção paranaense avançou 10,4% em julho em relação ao mesmo mês de 2006, o segundo melhor resultado do Brasil. Neste comparativo, a média brasileira foi de 6,8%. Minas Gerais alcançou a maior alta (11,4%) e o Rio Grande do Sul ocupou a terceira maior elevação nacional (8,5%).
Na variação mensal de junho para julho deste ano, o Paraná teve alta de 0,4%, contra resultado negativo nacional (-0,4%). No acumulado dos últimos 12 meses, o Paraná mostrou aceleração do ritmo de crescimento (4,5%). A média paranaense superou a nacional (4,2%).
Segundo o IBGE, em julho deste ano o aumento da produção paranaense é explicado pela alta em dez dos 14 setores pesquisados. As principais contribuições positivas vieram de veículos automotores (54,4%), máquinas e equipamentos (45,4%) e produtos químicos (35,9%), por conta do crescimento na fabricação de automóveis e caminhões, refrigeradores e máquinas para colheita e adubos ou fertilizantes. Os dados negativos surgem da queda do refino de petróleo e produção de álcool (-17%), devido à diminuição na produção de óleo diesel e gasolina.

FISCAIS
Categoria define
esta semana rumo
da paralisação

O Comando Nacional da Paralisação dos fiscais agropecuários federais se reúne esta semana, em Brasília, em uma assembléia para definir os rumos da greve da categoria, desencadeada dia 28 de agosto. Entre quarta-feira e sexta-feira, representantes dos fiscais de todo o País devem definir se aceitam a proposta do governo para reajuste salarial e encerram a greve ou mantêm a paralisação. Uma decisão deve ser anunciada sexta-feira e a expectativa dos fiscais é que, até o fim da semana, o governo apresente uma nova proposta de reajuste aos fiscais, que são responsáveis pelo controle das cargas agrícolas que transitam pelos portos, aeroportos e fronteiras do País.
De acordo com a Anffa (Associação Nacional dos Fiscais Federais), a proposta do governo é de reajuste de 20,3% para os fiscais em final de carreira. Para os fiscais em início de trabalho, a proposta é de aumento de 16,4%. Os dois reajustes são para a remuneração total, divididos em três parcelas, 2008, 2009 e 2010.
Em Cascavel, para não reduzir o abate, frigoríficos estão alugando caminhões com câmara fria para acondicionar a produção.


Contagem
O presidente da AMP (Associação dos Municípios do Paraná) e prefeito de Castro, Moacyr Elias Fadel, reúnem hoje, às 14h, com o chefe da unidade Paraná do IBGE, Sinval dos Santos, para pedir a revisão da contagem populacional feita em municípios do Estado. A reunião será na sede do IBGE, em Curitiba.
Baseada nas declarações de prefeitos de todas as regiões do Estado, a AMP afirma que houve equívocos de muitos pesquisadores no levantamento.
De acordo com a pesquisa do IBGE, metade das 399 cidades do Paraná sofreu redução no número de habitantes nos últimos 11 anos. A pesquisa foi feita nas cidades com menos de 170 mil habitantes.

Rodovias
Apenas no setor rodoviário, o governo do Paraná reivindica investimentos da ordem de R$ 3,6 bilhões. Os pleitos foram apresentados ontem durante reunião de discussão do Plano Nacional de Logística e Transportes, do Ministério dos Transportes. Os recursos são necessários para a formação de eixos que vão atuar em conjunto com as rodovias estaduais.
As principais obras rodoviárias incluídas são: estabelecimento do corredor da BR-153 Ventania-Imbituva; construção da BR-101 Garuva-Alexandra- Matinhos; duplicação da BR-116 Curitiba-Fazenda Rio Grande-Mandirituba; estabelecimento do corredor da BR-158 Campo Mourão-Pato Branco; recuperação e melhorias BR-163, com a construção do contorno oeste de Cascavel; finalização da Estrada da Boiadeira (BR-487); restauração e melhorias BR-476 União da Vitória-São Mateus do Sul-Lapa.


SENADO – Oposição e aliados contabilizam votos que definirão cassação do presidente da Casa
Renan ensaia defesa e pede apoio

Às vésperas da votação que vai definir o seu futuro político, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) aproveitou o final de semana prolongado em Alagoas para telefonar para senadores em busca de apoio para a votação de amanhã, quando o plenário votará o relatório que recomenda a cassação de seu mandato. Renan não pediu diretamente para os senadores votarem pela sua absolvição. O peemedebista preferiu adotar um tom mais ameno para tentar convencer os colegas de que é inocente - e por este motivo deve permanecer na Casa.
Segundo senadores que foram procurados por Renan, o presidente do Senado não fez diretamente apelos pela sua absolvição. O senador preferiu afirmar que vai encaminhar a cada parlamentar um memorial que reúne as argumentações em sua defesa.
Renan também reiterou, nas conversas, ser inocente nas denúncias de que teria usado recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso -com quem tem uma filha fora do casamento.
A estratégia de Renan é tentar, no contato direto com os parlamentares, conquistar votos de senadores que ainda estão indecisos sobre a sua cassação. O presidente do Senado admite que, dificilmente, conseguirá reverter posições já definidas pela perda do seu mandato. Mas aposta que seus argumentos poderão sensibilizar parte dos senadores disposta a contrariar orientações partidárias pela sua absolvição.
O grupo pró-Renan conta com dissidências no PSDB e no DEM para que o presidente do Senado seja absolvido. Os interlocutores do peemedebista também esperam a adesão de grande parte do PT em prol de Renan, apesar de o partido estar dividido sobre o futuro político do parlamentar.
Aliados do senador reconhecem que, no momento atual, o placar é apertado em favor de Renan. Por isso, o senador decidiu partir para o corpo-a-corpo para conquistar novas adesões à sua absolvição. Até amanhã, quando o plenário vai decidir sobre sua cassação, Renan pretende manter contato com os colegas em busca de apoio.


Voto aberto

O senador Alvaro Dias (PSDB/PR) reiterou em plenário, ontem ser favorável ao voto aberto nas votações de perda de mandato e se propôs a apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional para acabar com o voto secreto: "A sessão secreta possibilita a encenação e a falsidade. É uma contradição o voto ser aberto no Conselho de Ética e no plenário do Senado Federal, onde acontece o julgamento final, o voto ser secreto. O voto secreto é uma permanente tentação à traição e o povo brasileiro tem o direito de fiscalizar a postura dos seus representantes no Congresso Nacional. É em respeito à população que devemos alterar o texto constitucional para que, futuramente, se possa votar abertamente com a fiscalização de todo o país". Alvaro Dias reconhece que com o voto aberto o constrangimento é maior e que, por isso, há exigência de uma coragem também maior para revelar o ato praticado: "O que deve prevalecer entre o constrangimento e o respeito à sociedade é, acima de tudo, o respeito. Trata-se de valorizar o mandato que se exerce".


Tiroterio
O ministro das Cidades, Márcio Fortes, minimizou o ataque a tiros sofrido pelo trem em que ele estava, na região da favela do Jacarezinho (zona norte do Rio), na manhã de ontem. "Eu sou muito frio pra essas coisas. Na ida, permaneci sentado. Na volta, pediram que eu me abaixasse. Foi o que eu fiz", disse. Fortes afirmou que, como ministro, tem a "missão do bem" de melhorar a vida das pessoas dando moradia e saneamento básico, por exemplo, e que o ataque de ontem foi "extraordinário". "O pessoal do mal deve ter estranhado a presença de um vagão de passageiros em uma área de favela."

Condenação
A Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público de Curitiba propôs ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o ex-governador Jaime Lerner. O pedido de condenação é sobre a suposta concessão irregular de uma indenização nos últimos dias da gestão do ex-governador, que teria resultado no pagamento de mais de R$ 40 milhões em créditos tributários para dois proprietários de imóveis que tiveram suas áreas confiscadas pelo Governo, na época da Ditadura Militar. Também foram citados na ação os empresários José Marcos de Almeida Formighieri e Antonio Reis.

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