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Terrorismo crescente

Quem assistiu não esquece o terror que foi aquela manhã de 11 de setembro de 2001. As televisões de todo o mundo transmitiram ao vivo o choque de um avião em uma das Torres Gêmeas, um dos maiores símbolos do capitalismo norte-americano, em Nova Iorque, enquanto observavam a primeira que queimava pelo mesmo motivo. Na seqüência, o Pentágono, que comanda os Estados Unidos, também fora atingido.
Após várias versões, confirmava-se a pior: terroristas invadiram o país e mataram milhares de pessoas.
A visão de cidadãos desesperados jogando-se dos prédios, após decidirem que não queriam morrer queimados, mostrou o quanto todos estavam vulneráveis.
E, por fim, veio o desabamento da gigantesca massa de cimento, vidro e aço, cuja queda era descartada pelos próprios engenheiros que ergueram as torres.
Foram mais de 3 mil mortes e o mundo mudou a partir daquele dia. Não apenas porque os Estados Unidos, tidos como o imperialismo mundial, foram violados, mas porque qualquer um poderia ser acessado do mesmo modo. Ninguém mais sentia-se seguro.
A proteção teve um preço: a liberdade. Desde então vazam denúncias de abuso dos direitos, todos são suspeitos e alguns torturados e até mortos, a exemplo do brasileiro Jean, executado em Londres pela própria polícia, após ser confundido com um terrorista.
Os Estados Unidos declararam duas guerras, uma contra o Al-Qaeda, que assumiu os atentados, e outra, mais tarde, contra o Iraque. A segunda foi conseqüência do fiasco da primeira. O líder terrorista Osama bin Laden jamais foi encontrado e ainda causa calafrios nos presidentes, com constantes ameaças de novas incursões. Sem resposta, George W. Bush voltou-se contra Saddam Hussein, antigo inimigo, acusando-o de proteger Bin Laden. Após vários meses, conseguiu encontrar o ex-ditador, hoje sendo julgado pelos seus crimes e sob o risco de ser condenado à morte.
O próprio Brasil, conhecido mundialmente pela sua passividade, volta e meia é taxado de ajudar terroristas. O alvo é a Tríplice Fronteira, em Foz do Iguaçu, por ser um dos maiores redutos de descendentes de países como Líbano, Iraque, Turquia e até Afeganistão.
Cinco anos após uma das maiores demonstrações de poder de fundamentalistas, pouco se avançou e muito se recuou. Ao invés de se unirem, os países se afastaram e a ONU (Organização das Nações Unidas) revela o quanto está aquém do poder que deveria ter. Se os líderes sérios e responsáveis não repensarem suas atitudes e organizarem ações coerentes, desprovidas de interesses próprios e, principalmente, econômicos, o mundo manterá o risco de assistir, a qualquer momento, outra nação sucumbir ao terrorismo e milhares de vidas serem esmagadas.

 

 

 

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