FRANCISCO BARTINIK
Falta de estacionamento é a principal reclamação
Trânsito e desrespeito às
leis deixam rua perigosa
Dentro da sua organização geográfica, Cascavel tem
1.696 ruas registradas na Secretaria de Planejamento, que formam os 31
bairros da cidade. Algumas são mais conhecidas, principalmente
pelo grande fluxo de veículos. Em reportagens especiais todas as
terças-feiras, o Hoje vai mostrar as características das
principais vias de Cascavel, suas características, história
e a opinião de moradores e transeuntes sobre elas. A primeira da
série é a Francisco Bartinik, que, embora seja importante
via de acesso a bairros da região oeste, sofre com o fluxo intenso
de veículos e pedestres e o desrespeito constante às leis
de trânsito.
A Rua Francisco Bartinik é a principal entrada do Bairro Parque
Verde e serve de acesso para o Coqueiral e outros bairros da região
oeste do Município. Abriga várias empresas, como supermercado,
salões de beleza, LAN houses e lojas de roupas. “Para o comércio,
é um ponto bom. Tem movimento e a escola perto [Escola Estadual
Professor Victorio Ambrozino] também ajuda”, opina a comerciante
Joelma Onofre.
O que prejudica os comerciantes é a falta de estacionamento. “A
rua é muito estreita e não tem como estacionar. É
ruim, porque nossos clientes têm de estacionar na rua do lado”,
explica José Rocha, gerente de loja de móveis.
O principal problema da Bartinik é o trânsito. “No
fim da rua tem a placa de pare, mas ninguém a respeita. O pedestre
sofre para atravessar a rua”, conta Joelma.
“Alguns imprudentes não respeitam nada. Entram podando em
uma via estreita para depois ter de parar no semáforo. Para mim,
quem faz uma coisa dessas é um irresponsável”, critica
o ambulante Sebastião da Silva Silveira.
A calçada no cruzamento com a Avenida Brasil está destruída.
“Os ônibus e os caminhões passam por cima da calçada.
Não é culpa deles, não tem onde passar mesmo”,
reclama José.
VIA ALTERNATIVA
A rua serve de caminho alternativo para as faculdades Univel e FAG, de
Cascavel, complicando ainda mais o tráfego no fim da tarde.
Segundo José, já foram pedidas melhorias para a Cettrans
(Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito). “Reivindicamos
mudanças, mas disseram que não podem fazer nada”.
Sebastião sugere a instalação de uma lombada antes
do cruzamento com a Avenida Brasil. “Um quebra-molas não
deixa espaço para eles levantarem vôo”, ironiza.
Na próxima semana será a vez da Rua Cuiabá.
Personagem
“Um quebra-molas não deixa espaço para eles levantarem
vôo”
Sebastião da Silva Silveira, ambulante
“A rua é muito estreita e não tem como estacionar”
José Rocha, gerente de loja de móveis
PERCURSO
Passagem para três bairros
A Rua Francisco Bartinik começa na divisa entre os Bairros Recanto
Tropical e Parque Verde, na Rua Álamo. Ela segue entre os dois
bairros até o cruzamento com a Rua Fortaleza. Adiante ela fica
no Bairro Coqueiral e só termina quando começa o Bairro
Alto Alegre, no cruzamento com a Rua do Gramado, onde muda de nome e se
transforma na Rua Selvino Casagrande.
Do Recanto Tropical ao Alto Alegre, várias vias importantes cortam
a Rua Francisco Bartinik: Avenida Brasil e Ruas Paraná, Pernambuco,
Recife, Presidente Kennedy, Fortaleza, Natal e Teresina.
Ficha técnica
Nome Francisco Bartinik
Documento de Aprovação Decreto 1.200/79
Ano 1979
Comprimento 1.350 metros
Largura 12 metros na região do Bairro Parque Verde e 9 metros no
Coqueiral
ESTABELECIMENTOS QUANTIDADE
Salão de Beleza 5
Consultórios Odontológicos 3
Papelaria 2
LAN house 2
Panificadora 2
Loja de Móveis 2
Bicicletaria 2
Lava Car 2
Jogo do bicho 2
Bar 2
Materiais de construção 2
Veterinária 2
Metalúrgica 2
Colégio Estadual 1
Artefatos de Cimento 1
Farmácia 1
Condomínio Residencial 1
Loja de Presentes 1
Aviamentos 1
Estúdio de Fotografia 1
Loja de Estofados 1
Pizzaria 1
Igreja Luterana 1
Costureira 1
Igreja Evangélica Quadrangular 1
Restaurante 1
Mototáxi 1
Loja de Pneus 1
Refrigeração 1
Corretora de imóveis 1
Automação 1
Personalização de carros 1
Posto de gasolina (em construção) 1
HISTÓRIA
Esloveno e pioneiro de Cascavel é homenageado
Embora poucas vias tenham identificação em Cascavel, no
caso da Rua Francisco Bartinik houve um erro de grafia com relação
ao nome que lhe deu origem: Francisco Bartnik (com apenas um “i”),
pioneiro que foi homenageado.
Francisco Bartnik nasceu na Eslovênia, na Europa Central, que fundou
a primeira usina hidrelétrica da região oeste do Paraná.
A homenagem ao pioneiro, que chegou a Cascavel na década de 1920,
foi oficializada pelo Decreto 1.200/79. O documento transformou a Rua
8, do Bairro Parque Verde, em Rua Francisco Bartinik.
Segundo o escritor Alceu Sperança, Bartnik foi um dos verdadeiros
pioneiros de Cascavel. “Francisco Bartnik veio para o oeste do Paraná
antes da formação da vila de Cascavel e foi um dos grandes
colaboradores de Tio Jeca Silvério para iniciar a cidade”.
Em 1932, o homenageado montou em sociedade com José Silvério
de Oliveira uma das primeiras serrarias da cidade, às margens do
Rio Melissa. “Eles aproveitaram os recursos hídricos que
mais tarde dariam à região de
Cascavel sua primeira usina hidrelétrica: a usina do Melissa, hoje
incorporada à estrutura da Copel. Em suma, Chico Bartnik foi um
precursor da Itaipu”.
Quem foi Francisco Bartnik?
O Hoje foi às ruas e perguntou a alguns moradores se eles conheciam
a história de Francisco Bartnik. Confira as respostas:
“Moro no Parque Verde, mas não sei quem foi Francisco Bartnik.
É importante saber quem é a pessoa homenageada com uma rua”
Nilza Piconi, costureira
“Não sei quem é foi Francisco Bartnik e ninguém
nunca comentou sobre nada ele. Seria legal se os moradores soubessem que
existe uma pessoa adulta que tem o nome da rua. Gosto de morar, mas não
brinco na rua porque tem muito movimento de carro e muitas pessoas”
Ari Antonio Donadel Júnior, estudante
“Parece que foi uma pessoa que morou por aqui, mas para falar a
verdade eu não sei ao certo. Seria bom se todos soubessem disso.
A rua é muito estreita para o movimento que tem. Fica complicado,
pois não tem onde estacionar, mas gosto de morar aqui. O asfalto
é bom e tem um bom movimento”
Marli de Oliveira, cabelereira
INTACTAS
Os professores também não receberam os dispositivos eletrônicos
Tevês pen drive estão encaixotadas
As aulas da rede estadual começaram há um mês, mas
até a agora os televisores pen drive não foram usados. Mais
de 1.110 aparelhos na cor laranja foram entregues no dia 13 de fevereiro
às escolas dos 18 municípios de abrangência do NRE
(Núcleo Regional de Educação) de Cascavel. Muitas
permanecem nas caixas.
Elas não foram instaladas pela falta do suporte para os aparelhos
e por causa dos pen drives, que ainda não chegaram às mãos
dos professores. “Recebemos 14 televisores, mas nenhum foi instalado”,
confirma a diretora do Colégio Estadual Costa e Silva, Sirlene
Dani.
Segundo ela, o NRE sugeriu que o aparelho fosse colocado em cima da mesa
do professor. “Estamos esperando o rack, pois não tem como
colocar esta tevê 29 polegadas em uma mesa estreita. Não
tem segurança alguma”.
Sirlene afirma que poucos professores possuem aparelhos com a tecnologia
para armazenagem de informação. “Temos três
ou quatro professores que possuem pen drive”, revela. “Recebemos
uma verba para fazer a instalação das tomadas. Elas estão
prontas, mas não temos onde colocar as tevês”.
No Colégio Estadual Francisco Lima da Silva, Bairro Floresta, a
diretora Silmar Paschoali providenciou uma forma para não deixar
os aparelhos encostados. “Colocamos uma tevê no laboratório
de informática e os professores agendam um horário para
usá-la. Como os pen drives ainda não chegaram, usamos um
que temos no colégio”.
A instituição já possui quatro aparelhos de televisão
convencionais. “Seria muito melhor se tivéssemos um aparelho
nas salas. Mas nem todos os colégios usam como nós”,
opina.
FOTOPERSONAGEM:
“Recebemos 14 tevês, nenhuma foi instalada”
Sirlene Dani, diretora
OUTRO LADO
Aparelhos instalados até o fim do mês
Os 858 televisores destinados a Cascavel não estão funcionando
porque os racks comprados pelo governo do Estado ainda não foram
entregues. De acordo com a assessora pedagógica do CRT (Centro
Regional de Tecnologias), Aletéia Carolina da Silva, a Secretaria
de Educação estabeleceu que até o fim de março
o móvel estará em todos os colégios. O site da secretaria,
Dia a Dia Educação, informou que o prazo para entrega dos
racks nos NREs terminou ontem, o que não ocorreu.
Para Aletéia, todos os professores poderiam usar o aparelho, mesmo
sem o recebimento do pen drive. “Nada impede que o professor ou
a equipe de colocar a tevê em sala. Já dava para usar quando
era apenas um aparelho por escola. A tevê é de multiuso e
tem entrada para MP3, MP4 e também para áudio e vídeo”,
frisa.
Quanto aos pen drives, ela justifica por que os equipamentos não
estão com os professores. “Eles estão sendo configurados
e testados para evitar que venham estragados e também serão
gravados arquivos. Como são muitos, o processo demora”.
Ao todo, o governo do Estado encomendou 22 mil aparelhos de televisão,
fabricados exclusivamente para a rede estadual de ensino. Para os 18 municípios
do NRE de Cascavel foram entregues 1.118 aparelhos. Para Cascavel foram
858. A cor laranja é uma forma de prevenir a revenda do produto
em caso de roubo.
Fenarc 2008
O Sinduscon/Oeste-PR (Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Oeste do Paraná), a Aeac (Associação de
Engenheiros e Arquitetos de Cascavel) e a Sociedade de Arquitetura e Urbanismo,
entidades organizadoras da Fenarc 2008, recepcionam empresários,
expositores e líderes hoje, às 19h, ocasião em que
a Caixa Econômica Federal formalizará termo de parceria,
pelo qual o agente financeiro assumirá a posição
de patrocinador master da feira. O encontro será na sede do Sinduscon.
A Fenarc será realizada de 13 a 18 de maio, no Centro de Convenções
e Eventos. Reúne expositores nacionais e regionais e tem como público-alvo
consumidores, lojistas, revendedores, profissionais e acadêmicos
das áreas de engenharia, arquitetura e decoração.
BR-467
Empresa está refazendo serviço de recuperação
Os motoristas que passarem pela BR-467, sentido Toledo-Cascavel, nos
próximos dias devem ter atenção redobrada. Já
começaram as obras de recuperação da rodovia e o
tráfego em alguns trechos está liberado somente em uma pista.
Quem está trabalhando no local é a empresa que fez a recuperação
da pista na época da duplicação da rodovia. “O
Estado fez uma verificação e constatou que alguns trechos
que haviam sido recuperados estavam com problemas. Como a obra ainda estava
na garantia, estão refazendo”, explica Milton Podolak Júnior,
superintendente regional do DER (Departamento de Estradas de Rodagem).
Segundo ele, em poucos dias essa etapa da recuperação será
concluída. “São seis pontos de responsabilidade dessa
empresa. É pouca coisa e logo deve estar pronto”.
Os reparos foram feitos próximo ao distrito de Sede Alvorada e
seguem em direção a Toledo.
Depois de concluído o trabalho da empresa, o Dnit (Departamento
Nacional de Infra-Estrutura de Transporte) terá a responsabilidade
de reparar os outros trechos. “Fizemos um acordo com o Dnit que,
assim que a empresa terminar, será comunicado para começar
o que é de responsabilidade dele. Assim não tem confusão”,
explica Milton.
O engenheiro do Dnit em Cascavel, Roberto Okuzono, disse que não
sabia que o conserto já havia começado. “Iríamos
iniciar a recuperação, mas o governo acionou a empresa para
uma avaliação. Estamos esperando o posicionamento definitivo
do governo do Estado”.
TEATRO
Cima perdeu prazo para assinar contrato com a prefeitura
Guilherme fará a obra,
mas quer realinhar preço
A Construtora Guilherme pode assumir a responsabilidade pela edificação
do Teatro Municipal de Cascavel. Ela foi convocada pela prefeitura para
assumir a obra em lugar da Cima Engenharia e Empreendimentos, que perdeu
o prazo para assinar o contrato, já que havia sido a vencedora
da licitação. No entanto, a Guilherme já anunciou:
faz o serviço, mas quer realinhar os preços apresentados
na concorrência.
Na licitação pública, aberta no segundo semestre
do ano passado, a Cima ficou em primeiro lugar com o lance de R$ 5.688.000,
0,08% a menos que a proposta apresentada pela Guilherme (R$ 5.692.631,61).
“A Cima não manifestou interesse [em assinar o contrato]
e perdeu o direito. Chamamos a segunda colocada, que também tem
cinco dias para se manifestar”, disse o diretor do Departamento
de Compras, Armando de Souza.
O diretor da Construtora Guilherme, Marco Antonio Guilherme, confirmou
o interesse em assumir a obra, mas reforçou a necessidade do realinhamento
no valor proposto pela Cima. “Com a prefeitura fazendo o realinhamento
referente ao aumento do preço dos produtos, é possível
que façamos [a obra]”.
Segundo ele, de novembro para cá o preço do aço,
cimento e insumos de concreto tiveram um aumento. “Temos de ver
os materiais que tiveram aumentos abusivos após a apresentação
das propostas. O preço do aço, por exemplo, subiu entre
10% e 12%”.
A Guilherme chegou a impetrar recursos durante a concorrência contra
a Cima, alegando subfaturamento no valor dos materiais. Marco Antonio
diz que o problema era na planilha dos produtos, que tinham preços
muito baixos. “Devemos seguir o valor da Cima, mas não os
preços da planilha. Alguns valores que colocaram eram superfaturados
na estrutura e bem abaixo nos acabamentos”, explica.
DEMORA
O empreendimento é financiado pelo Paraná Cidade e o valor
máximo para a obra era de R$ 6,270 milhões. A autarquia
já liberou os R$ 5.688.000 propostos pela empresa vencedora. Agora,
as planilhas de custo dos materiais devem ser reelaboradas e reenviadas
à Curitiba. “Vamos ter mais um bom tempo de espera, pois
temos de mandar os documentos novamente ao Paraná Cidade”,
observa Armando.
O dono da primeira vencedora do processo, Genor Cima, foi procurado no
seu escritório em Curitiba, mas disse que estava em reunião
e não atendeu a reportagem.
Armando de Souza afirma que, a princípio, não existem punições
para a Cima, mas o processo será encaminhado à Procuradoria
Jurídica do Município.
Licitação teve 18 concorrentes
O processo de licitação para o Teatro Municipal de Cascavel
começou em novembro, com 18 empresas concorrentes, mas apenas dez
foram habilitadas para apresentarem a proposta de preços.
Após muita discussão e recursos, em janeiro a Cima Engenharia
e Empreendimentos foi confirmada vencedora do processo, com o valor de
R$ 5.688.000. Duas empresas não concordaram e impetraram recursos
para tentar anular a licitação: a Construtora Guilherme,
que ofertou R$ 5.692.631,61, e a Construtora Projeto Novo, com proposta
de R$ 5.710.160,97. Os recursos foram indeferidos e a Cima se manteve
como a responsável pela obra.
No dia 27 de fevereiro o prefeito Lísias Tomé foi a Curitiba
receber a confirmação do empréstimo pelo Paraná
Cidade. No dia 29, o Departamento de Compras enviou uma notificação
para a Cima, que tinha cinco dias para comparecer à prefeitura
e assinar o contrato. O prazo terminou sexta-feira e, como ninguém
apareceu, foi publicado domingo no “Diário Oficial”
a convocação da Guilherme. Para que a licitação
não seja anulada, a empresa precisa aceitar o serviço.
O diretor do departamento de Compras da Prefeitura de Cascavel, Armando
de Souza, disse que, neste caso, a lei de licitação permite
aditivos. A condição é que os fornecedores comprovem
que os produtos ficaram mais caros. “O realinhamento de preço
é independente da obra. No caso de o fornecedor comprovar o aumento
de custo, não tem razão para não ser liberado”.
Terça-feira (11/03)
Reunião Núcleo Setorial Moveleiro, na Acic - 19h
Formalização do termo de parceria entre organizadores da
Fenarc 2008 e Caixa, no Sinduscon/Oeste-PR - 19h
Curso de culinária para homens, no Super Muffato da Rua Carlos
Gomes - 19h30
Palestra Como Reduzir Custos e Riscos das Condições de Trabalho
das Empresas, na Amic - 19h30
FOTOLEGENDA:
Um trecho de recapamento asfáltico na Rua Rio Grande do Sul, em
Cascavel, foi refeito pela empresa Petrocon, responsável pela obra
que havia sido executada há cerca de um mês. Conforme a empresa,
aproximadamente três metros quadrados foram refeitos porque apresentaram
problemas devido ao intenso tráfego de ônibus e caminhões.
A Petrocon também informou que é normal a ocorrência
de pequenas falhas, assim como em construções e demais obras
de grande monta.
CARGOS E SALÁRIOS
Data-base dos servidores é dia 5 de abril
Prefeitura não aponta
definições sobre plano
Mais uma reunião sobre a revisão do PCCV (Plano de Cargos,
Carreiras e Vencimentos) dos servidores públicos de Cascavel acabou
sem definição. O encontro ocorreu ontem na prefeitura a
portas fechadas, mas, após mais de um mês de espera pelo
agendamento da reunião, a equipe do Departamento de Recursos Humanos
e da Secretaria de Finanças não apresentou dados concretos
à comissão formada por cerca de 20 funcionários públicos
e ao presidente do Sismuvel (Sindicato dos Servidores Municipais de Cascavel),
Noraci Nonato.
Conforme Noraci, a administração pediu mais um tempo para
analisar a proposta enviada pelo sindicato, porque acredita que não
haja tempo hábil para colocar em prática todas as reivindicações
da categoria, cuja data-base é 5 de abril.
A equipe da prefeitura adiantou que fará duas propostas, uma com
aumento linear superior à inflação e outra apenas
com a reforma do plano vertical e horizontal, que seria a elevação
do nível por tempo de serviço e aperfeiçoamento profissional.
“Alguns avanços que estavam na proposta eles [a administração]
acharam impossível”, observou o sindicalista, lembrando que
devem ficar para análise futura.
Noraci Nonato adianta que, se a prefeitura apresentar proposta de reajuste
salarial da inflação - cerca de 4%, 5% - e pouco complemento,
os servidores não aceitarão. “Vai para assembléia
e claro que não aceitarão. Se derem 6% não vai resolver
nada e não vão aceitar. A não ser que apresentem
15% para todos, que seria 5% da inflação mais 10% de perdas,
ainda assim é preciso passar por assembléia”.
O Município se comprometeu a agendar nova reunião ainda
nesta semana.
A aprovação do plano pelo Legislativo também condiciona
o pagamento do abono aos médicos da rede básica, cujo prazo
encerrou-se mês passado.
Reivindicações dos servidores
Entre as principais reivindicações na reforma do PCCV está
a elevação do nível para toda categoria por tempo
de serviço e aperfeiçoamento profissional, piso salarial
reajustado sempre 11% acima do salário mínimo do governo
federal, e organização na Guarda Patrimonial, que, apesar
de ter mudado de Municipal para Patrimonial, continua atuando em funções
que não lhe compete, como a segurança de colégios.
O sindicato pede 30% de adicional de risco aos guardas e que cumpram apenas
suas funções de guardar o patrimônio público.
Sobre o salário dos servidores, Noraci Nonato observa que o sindicato
fez um estudo para chegar aos 11%, que teve como base valores pagos ao
funcionalismo de cidades com o mesmo porte de Cascavel, como Maringá
e Campo Mourão.
Ele ressalta que Cascavel tem o salário bem abaixo do praticado
em outras cidades, cujo valor está acima de R$ 500.
O objetivo do sindicato é criar um piso mínimo municipal,
principalmente para os cargos de nível básico, já
que vários cargos recebem de acordo com o salário mínimo
federal e, por isso, não tem um ganho melhor no decorrer da carreira.
Entre os principais cargos que apresentam problemas estão zeladora,
coveiro, serviços gerais, agente administrativo, secretário
de escola e monitor de biblioteca.
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