Edição nº 4930 - terça-feira, 11 de março de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
Principal - Local
FRANCISCO BARTINIK
Falta de estacionamento é a principal reclamação

Trânsito e desrespeito às
leis deixam rua perigosa

Dentro da sua organização geográfica, Cascavel tem 1.696 ruas registradas na Secretaria de Planejamento, que formam os 31 bairros da cidade. Algumas são mais conhecidas, principalmente pelo grande fluxo de veículos. Em reportagens especiais todas as terças-feiras, o Hoje vai mostrar as características das principais vias de Cascavel, suas características, história e a opinião de moradores e transeuntes sobre elas. A primeira da série é a Francisco Bartinik, que, embora seja importante via de acesso a bairros da região oeste, sofre com o fluxo intenso de veículos e pedestres e o desrespeito constante às leis de trânsito.
A Rua Francisco Bartinik é a principal entrada do Bairro Parque Verde e serve de acesso para o Coqueiral e outros bairros da região oeste do Município. Abriga várias empresas, como supermercado, salões de beleza, LAN houses e lojas de roupas. “Para o comércio, é um ponto bom. Tem movimento e a escola perto [Escola Estadual Professor Victorio Ambrozino] também ajuda”, opina a comerciante Joelma Onofre.
O que prejudica os comerciantes é a falta de estacionamento. “A rua é muito estreita e não tem como estacionar. É ruim, porque nossos clientes têm de estacionar na rua do lado”, explica José Rocha, gerente de loja de móveis.
O principal problema da Bartinik é o trânsito. “No fim da rua tem a placa de pare, mas ninguém a respeita. O pedestre sofre para atravessar a rua”, conta Joelma.
“Alguns imprudentes não respeitam nada. Entram podando em uma via estreita para depois ter de parar no semáforo. Para mim, quem faz uma coisa dessas é um irresponsável”, critica o ambulante Sebastião da Silva Silveira.
A calçada no cruzamento com a Avenida Brasil está destruída. “Os ônibus e os caminhões passam por cima da calçada. Não é culpa deles, não tem onde passar mesmo”, reclama José.
VIA ALTERNATIVA
A rua serve de caminho alternativo para as faculdades Univel e FAG, de Cascavel, complicando ainda mais o tráfego no fim da tarde.
Segundo José, já foram pedidas melhorias para a Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito). “Reivindicamos mudanças, mas disseram que não podem fazer nada”.
Sebastião sugere a instalação de uma lombada antes do cruzamento com a Avenida Brasil. “Um quebra-molas não deixa espaço para eles levantarem vôo”, ironiza.
Na próxima semana será a vez da Rua Cuiabá.

Personagem
“Um quebra-molas não deixa espaço para eles levantarem vôo”
Sebastião da Silva Silveira, ambulante

“A rua é muito estreita e não tem como estacionar”
José Rocha, gerente de loja de móveis

PERCURSO
Passagem para três bairros

A Rua Francisco Bartinik começa na divisa entre os Bairros Recanto Tropical e Parque Verde, na Rua Álamo. Ela segue entre os dois bairros até o cruzamento com a Rua Fortaleza. Adiante ela fica no Bairro Coqueiral e só termina quando começa o Bairro Alto Alegre, no cruzamento com a Rua do Gramado, onde muda de nome e se transforma na Rua Selvino Casagrande.
Do Recanto Tropical ao Alto Alegre, várias vias importantes cortam a Rua Francisco Bartinik: Avenida Brasil e Ruas Paraná, Pernambuco, Recife, Presidente Kennedy, Fortaleza, Natal e Teresina.


Ficha técnica

Nome Francisco Bartinik
Documento de Aprovação Decreto 1.200/79
Ano 1979
Comprimento 1.350 metros
Largura 12 metros na região do Bairro Parque Verde e 9 metros no Coqueiral
ESTABELECIMENTOS QUANTIDADE
Salão de Beleza 5
Consultórios Odontológicos 3
Papelaria 2
LAN house 2
Panificadora 2
Loja de Móveis 2
Bicicletaria 2
Lava Car 2
Jogo do bicho 2
Bar 2
Materiais de construção 2
Veterinária 2
Metalúrgica 2
Colégio Estadual 1
Artefatos de Cimento 1
Farmácia 1
Condomínio Residencial 1
Loja de Presentes 1
Aviamentos 1
Estúdio de Fotografia 1
Loja de Estofados 1
Pizzaria 1
Igreja Luterana 1
Costureira 1
Igreja Evangélica Quadrangular 1
Restaurante 1
Mototáxi 1
Loja de Pneus 1
Refrigeração 1
Corretora de imóveis 1
Automação 1
Personalização de carros 1
Posto de gasolina (em construção) 1

HISTÓRIA
Esloveno e pioneiro de Cascavel é homenageado

Embora poucas vias tenham identificação em Cascavel, no caso da Rua Francisco Bartinik houve um erro de grafia com relação ao nome que lhe deu origem: Francisco Bartnik (com apenas um “i”), pioneiro que foi homenageado.
Francisco Bartnik nasceu na Eslovênia, na Europa Central, que fundou a primeira usina hidrelétrica da região oeste do Paraná.
A homenagem ao pioneiro, que chegou a Cascavel na década de 1920, foi oficializada pelo Decreto 1.200/79. O documento transformou a Rua 8, do Bairro Parque Verde, em Rua Francisco Bartinik.
Segundo o escritor Alceu Sperança, Bartnik foi um dos verdadeiros pioneiros de Cascavel. “Francisco Bartnik veio para o oeste do Paraná antes da formação da vila de Cascavel e foi um dos grandes colaboradores de Tio Jeca Silvério para iniciar a cidade”.
Em 1932, o homenageado montou em sociedade com José Silvério de Oliveira uma das primeiras serrarias da cidade, às margens do Rio Melissa. “Eles aproveitaram os recursos hídricos que mais tarde dariam à região de
Cascavel sua primeira usina hidrelétrica: a usina do Melissa, hoje
incorporada à estrutura da Copel. Em suma, Chico Bartnik foi um precursor da Itaipu”.



Quem foi Francisco Bartnik?
O Hoje foi às ruas e perguntou a alguns moradores se eles conheciam a história de Francisco Bartnik. Confira as respostas:

“Moro no Parque Verde, mas não sei quem foi Francisco Bartnik. É importante saber quem é a pessoa homenageada com uma rua”
Nilza Piconi, costureira

“Não sei quem é foi Francisco Bartnik e ninguém nunca comentou sobre nada ele. Seria legal se os moradores soubessem que existe uma pessoa adulta que tem o nome da rua. Gosto de morar, mas não brinco na rua porque tem muito movimento de carro e muitas pessoas”
Ari Antonio Donadel Júnior, estudante

“Parece que foi uma pessoa que morou por aqui, mas para falar a verdade eu não sei ao certo. Seria bom se todos soubessem disso. A rua é muito estreita para o movimento que tem. Fica complicado, pois não tem onde estacionar, mas gosto de morar aqui. O asfalto é bom e tem um bom movimento”
Marli de Oliveira, cabelereira

INTACTAS
Os professores também não receberam os dispositivos eletrônicos

Tevês pen drive estão encaixotadas

As aulas da rede estadual começaram há um mês, mas até a agora os televisores pen drive não foram usados. Mais de 1.110 aparelhos na cor laranja foram entregues no dia 13 de fevereiro às escolas dos 18 municípios de abrangência do NRE (Núcleo Regional de Educação) de Cascavel. Muitas permanecem nas caixas.
Elas não foram instaladas pela falta do suporte para os aparelhos e por causa dos pen drives, que ainda não chegaram às mãos dos professores. “Recebemos 14 televisores, mas nenhum foi instalado”, confirma a diretora do Colégio Estadual Costa e Silva, Sirlene Dani.
Segundo ela, o NRE sugeriu que o aparelho fosse colocado em cima da mesa do professor. “Estamos esperando o rack, pois não tem como colocar esta tevê 29 polegadas em uma mesa estreita. Não tem segurança alguma”.
Sirlene afirma que poucos professores possuem aparelhos com a tecnologia para armazenagem de informação. “Temos três ou quatro professores que possuem pen drive”, revela. “Recebemos uma verba para fazer a instalação das tomadas. Elas estão prontas, mas não temos onde colocar as tevês”.
No Colégio Estadual Francisco Lima da Silva, Bairro Floresta, a diretora Silmar Paschoali providenciou uma forma para não deixar os aparelhos encostados. “Colocamos uma tevê no laboratório de informática e os professores agendam um horário para usá-la. Como os pen drives ainda não chegaram, usamos um que temos no colégio”.
A instituição já possui quatro aparelhos de televisão convencionais. “Seria muito melhor se tivéssemos um aparelho nas salas. Mas nem todos os colégios usam como nós”, opina.

FOTOPERSONAGEM:
“Recebemos 14 tevês, nenhuma foi instalada”
Sirlene Dani, diretora


OUTRO LADO
Aparelhos instalados até o fim do mês

Os 858 televisores destinados a Cascavel não estão funcionando porque os racks comprados pelo governo do Estado ainda não foram entregues. De acordo com a assessora pedagógica do CRT (Centro Regional de Tecnologias), Aletéia Carolina da Silva, a Secretaria de Educação estabeleceu que até o fim de março o móvel estará em todos os colégios. O site da secretaria, Dia a Dia Educação, informou que o prazo para entrega dos racks nos NREs terminou ontem, o que não ocorreu.
Para Aletéia, todos os professores poderiam usar o aparelho, mesmo sem o recebimento do pen drive. “Nada impede que o professor ou a equipe de colocar a tevê em sala. Já dava para usar quando era apenas um aparelho por escola. A tevê é de multiuso e tem entrada para MP3, MP4 e também para áudio e vídeo”, frisa.
Quanto aos pen drives, ela justifica por que os equipamentos não estão com os professores. “Eles estão sendo configurados e testados para evitar que venham estragados e também serão gravados arquivos. Como são muitos, o processo demora”.
Ao todo, o governo do Estado encomendou 22 mil aparelhos de televisão, fabricados exclusivamente para a rede estadual de ensino. Para os 18 municípios do NRE de Cascavel foram entregues 1.118 aparelhos. Para Cascavel foram 858. A cor laranja é uma forma de prevenir a revenda do produto em caso de roubo.


Fenarc 2008
O Sinduscon/Oeste-PR (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Oeste do Paraná), a Aeac (Associação de Engenheiros e Arquitetos de Cascavel) e a Sociedade de Arquitetura e Urbanismo, entidades organizadoras da Fenarc 2008, recepcionam empresários, expositores e líderes hoje, às 19h, ocasião em que a Caixa Econômica Federal formalizará termo de parceria, pelo qual o agente financeiro assumirá a posição de patrocinador master da feira. O encontro será na sede do Sinduscon.
A Fenarc será realizada de 13 a 18 de maio, no Centro de Convenções e Eventos. Reúne expositores nacionais e regionais e tem como público-alvo consumidores, lojistas, revendedores, profissionais e acadêmicos das áreas de engenharia, arquitetura e decoração.

BR-467
Empresa está refazendo serviço de recuperação

Os motoristas que passarem pela BR-467, sentido Toledo-Cascavel, nos próximos dias devem ter atenção redobrada. Já começaram as obras de recuperação da rodovia e o tráfego em alguns trechos está liberado somente em uma pista.
Quem está trabalhando no local é a empresa que fez a recuperação da pista na época da duplicação da rodovia. “O Estado fez uma verificação e constatou que alguns trechos que haviam sido recuperados estavam com problemas. Como a obra ainda estava na garantia, estão refazendo”, explica Milton Podolak Júnior, superintendente regional do DER (Departamento de Estradas de Rodagem).
Segundo ele, em poucos dias essa etapa da recuperação será concluída. “São seis pontos de responsabilidade dessa empresa. É pouca coisa e logo deve estar pronto”.
Os reparos foram feitos próximo ao distrito de Sede Alvorada e seguem em direção a Toledo.
Depois de concluído o trabalho da empresa, o Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte) terá a responsabilidade de reparar os outros trechos. “Fizemos um acordo com o Dnit que, assim que a empresa terminar, será comunicado para começar o que é de responsabilidade dele. Assim não tem confusão”, explica Milton.
O engenheiro do Dnit em Cascavel, Roberto Okuzono, disse que não sabia que o conserto já havia começado. “Iríamos iniciar a recuperação, mas o governo acionou a empresa para uma avaliação. Estamos esperando o posicionamento definitivo do governo do Estado”.

 

TEATRO
Cima perdeu prazo para assinar contrato com a prefeitura

Guilherme fará a obra,
mas quer realinhar preço

A Construtora Guilherme pode assumir a responsabilidade pela edificação do Teatro Municipal de Cascavel. Ela foi convocada pela prefeitura para assumir a obra em lugar da Cima Engenharia e Empreendimentos, que perdeu o prazo para assinar o contrato, já que havia sido a vencedora da licitação. No entanto, a Guilherme já anunciou: faz o serviço, mas quer realinhar os preços apresentados na concorrência.
Na licitação pública, aberta no segundo semestre do ano passado, a Cima ficou em primeiro lugar com o lance de R$ 5.688.000, 0,08% a menos que a proposta apresentada pela Guilherme (R$ 5.692.631,61).
“A Cima não manifestou interesse [em assinar o contrato] e perdeu o direito. Chamamos a segunda colocada, que também tem cinco dias para se manifestar”, disse o diretor do Departamento de Compras, Armando de Souza.
O diretor da Construtora Guilherme, Marco Antonio Guilherme, confirmou o interesse em assumir a obra, mas reforçou a necessidade do realinhamento no valor proposto pela Cima. “Com a prefeitura fazendo o realinhamento referente ao aumento do preço dos produtos, é possível que façamos [a obra]”.
Segundo ele, de novembro para cá o preço do aço, cimento e insumos de concreto tiveram um aumento. “Temos de ver os materiais que tiveram aumentos abusivos após a apresentação das propostas. O preço do aço, por exemplo, subiu entre 10% e 12%”.
A Guilherme chegou a impetrar recursos durante a concorrência contra a Cima, alegando subfaturamento no valor dos materiais. Marco Antonio diz que o problema era na planilha dos produtos, que tinham preços muito baixos. “Devemos seguir o valor da Cima, mas não os preços da planilha. Alguns valores que colocaram eram superfaturados na estrutura e bem abaixo nos acabamentos”, explica.
DEMORA
O empreendimento é financiado pelo Paraná Cidade e o valor máximo para a obra era de R$ 6,270 milhões. A autarquia já liberou os R$ 5.688.000 propostos pela empresa vencedora. Agora, as planilhas de custo dos materiais devem ser reelaboradas e reenviadas à Curitiba. “Vamos ter mais um bom tempo de espera, pois temos de mandar os documentos novamente ao Paraná Cidade”, observa Armando.
O dono da primeira vencedora do processo, Genor Cima, foi procurado no seu escritório em Curitiba, mas disse que estava em reunião e não atendeu a reportagem.
Armando de Souza afirma que, a princípio, não existem punições para a Cima, mas o processo será encaminhado à Procuradoria Jurídica do Município.


Licitação teve 18 concorrentes
O processo de licitação para o Teatro Municipal de Cascavel começou em novembro, com 18 empresas concorrentes, mas apenas dez foram habilitadas para apresentarem a proposta de preços.
Após muita discussão e recursos, em janeiro a Cima Engenharia e Empreendimentos foi confirmada vencedora do processo, com o valor de R$ 5.688.000. Duas empresas não concordaram e impetraram recursos para tentar anular a licitação: a Construtora Guilherme, que ofertou R$ 5.692.631,61, e a Construtora Projeto Novo, com proposta de R$ 5.710.160,97. Os recursos foram indeferidos e a Cima se manteve como a responsável pela obra.
No dia 27 de fevereiro o prefeito Lísias Tomé foi a Curitiba receber a confirmação do empréstimo pelo Paraná Cidade. No dia 29, o Departamento de Compras enviou uma notificação para a Cima, que tinha cinco dias para comparecer à prefeitura e assinar o contrato. O prazo terminou sexta-feira e, como ninguém apareceu, foi publicado domingo no “Diário Oficial” a convocação da Guilherme. Para que a licitação não seja anulada, a empresa precisa aceitar o serviço.
O diretor do departamento de Compras da Prefeitura de Cascavel, Armando de Souza, disse que, neste caso, a lei de licitação permite aditivos. A condição é que os fornecedores comprovem que os produtos ficaram mais caros. “O realinhamento de preço é independente da obra. No caso de o fornecedor comprovar o aumento de custo, não tem razão para não ser liberado”.


Terça-feira (11/03)
Reunião Núcleo Setorial Moveleiro, na Acic - 19h
Formalização do termo de parceria entre organizadores da Fenarc 2008 e Caixa, no Sinduscon/Oeste-PR - 19h
Curso de culinária para homens, no Super Muffato da Rua Carlos Gomes - 19h30
Palestra Como Reduzir Custos e Riscos das Condições de Trabalho das Empresas, na Amic - 19h30

FOTOLEGENDA:
Um trecho de recapamento asfáltico na Rua Rio Grande do Sul, em Cascavel, foi refeito pela empresa Petrocon, responsável pela obra que havia sido executada há cerca de um mês. Conforme a empresa, aproximadamente três metros quadrados foram refeitos porque apresentaram problemas devido ao intenso tráfego de ônibus e caminhões. A Petrocon também informou que é normal a ocorrência de pequenas falhas, assim como em construções e demais obras de grande monta.

CARGOS E SALÁRIOS
Data-base dos servidores é dia 5 de abril

Prefeitura não aponta
definições sobre plano

Mais uma reunião sobre a revisão do PCCV (Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos) dos servidores públicos de Cascavel acabou sem definição. O encontro ocorreu ontem na prefeitura a portas fechadas, mas, após mais de um mês de espera pelo agendamento da reunião, a equipe do Departamento de Recursos Humanos e da Secretaria de Finanças não apresentou dados concretos à comissão formada por cerca de 20 funcionários públicos e ao presidente do Sismuvel (Sindicato dos Servidores Municipais de Cascavel), Noraci Nonato.
Conforme Noraci, a administração pediu mais um tempo para analisar a proposta enviada pelo sindicato, porque acredita que não haja tempo hábil para colocar em prática todas as reivindicações da categoria, cuja data-base é 5 de abril.
A equipe da prefeitura adiantou que fará duas propostas, uma com aumento linear superior à inflação e outra apenas com a reforma do plano vertical e horizontal, que seria a elevação do nível por tempo de serviço e aperfeiçoamento profissional. “Alguns avanços que estavam na proposta eles [a administração] acharam impossível”, observou o sindicalista, lembrando que devem ficar para análise futura.
Noraci Nonato adianta que, se a prefeitura apresentar proposta de reajuste salarial da inflação - cerca de 4%, 5% - e pouco complemento, os servidores não aceitarão. “Vai para assembléia e claro que não aceitarão. Se derem 6% não vai resolver nada e não vão aceitar. A não ser que apresentem 15% para todos, que seria 5% da inflação mais 10% de perdas, ainda assim é preciso passar por assembléia”.
O Município se comprometeu a agendar nova reunião ainda nesta semana.
A aprovação do plano pelo Legislativo também condiciona o pagamento do abono aos médicos da rede básica, cujo prazo encerrou-se mês passado.


Reivindicações dos servidores

Entre as principais reivindicações na reforma do PCCV está a elevação do nível para toda categoria por tempo de serviço e aperfeiçoamento profissional, piso salarial reajustado sempre 11% acima do salário mínimo do governo federal, e organização na Guarda Patrimonial, que, apesar de ter mudado de Municipal para Patrimonial, continua atuando em funções que não lhe compete, como a segurança de colégios. O sindicato pede 30% de adicional de risco aos guardas e que cumpram apenas suas funções de guardar o patrimônio público.
Sobre o salário dos servidores, Noraci Nonato observa que o sindicato fez um estudo para chegar aos 11%, que teve como base valores pagos ao funcionalismo de cidades com o mesmo porte de Cascavel, como Maringá e Campo Mourão.
Ele ressalta que Cascavel tem o salário bem abaixo do praticado em outras cidades, cujo valor está acima de R$ 500.
O objetivo do sindicato é criar um piso mínimo municipal, principalmente para os cargos de nível básico, já que vários cargos recebem de acordo com o salário mínimo federal e, por isso, não tem um ganho melhor no decorrer da carreira.
Entre os principais cargos que apresentam problemas estão zeladora, coveiro, serviços gerais, agente administrativo, secretário de escola e monitor de biblioteca.

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