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INTERNET
Pouco a pouco a população conhece as vantagens das compras on-line
Compras on-line crescem,
mas ainda dividem opiniões

O número de pessoas que compram via internet aumenta a cada ano. Muitas ressaltam a praticidade do sistema, outros preferem não arriscar e alegam falta de segurança. Os jovens são os principais consumidores.
O acadêmico Anderson Polidório Schroeder, 18, é uma das pessoas que não gostam de comprar pela internet. “É muito arriscado. A chance de se perder o dinheiro é muito grande”, afirma. Ele conta que um amigo comprou alguns CDs: “Ele pagou cerca de R$ 100, mas não recebeu o produto. Eles tentaram recorrer ao Procon, mas não deu em nada porque o vendedor era de São Paulo e não conseguiram localizá-lo”.
Já o acadêmico Jacidio Junior fez sua primeira compra on-line há três anos e desde então é um usuário freqüente. “Encontro produtos absurdamente mais baratos do que nas lojas, além de uma maior variedade e produtos raros, que dificilmente encontro aqui em Cascavel. E depois que se aprende a comprar é muito mais seguro”.
Jacidio já comprou em sites CDs DVDs, tênis, roupas, livros e aparelhos eletrônicos; de sites dos Estados Unidos, da China e da maioria dos estados brasileiros. “Também já vendi CDs e tênis pela internet. É muito bom porque consegui expor meu produto para um número muito grande de pessoas”.
Ele comenta ainda que acessa diariamente e que compra algo em média a cada 15 dias. “Sempre que tenho uma ‘graninha’ vou dar uma olhada”.
Pedro Rafael Siqueira, 22, vende produtos no site Mercado Livre e diz não ter do que reclamar. “Estava procurando um DVD raro e encontrei no Mercado Livre. A partir daquele dia minhas visitas ao site passaram a ser diárias. Foi então que coloquei alguns CDs antigos meus para vender e em pouco tempo vendi tudo. Agora tenho uma empresa on-line que trabalha com produtos de informática. Os resultados são muito bons”.

PROCON
Cuidados aumentam a segurança
O coordenador do Procon de Cascavel, Manoel dos Santos, explica que as compras via internet são seguras desde que o comprador tome alguns cuidados. “O site deve apresentar nome, o número do CNPJ [Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica], o nome da pessoa responsável pela página e um endereço para correspondência. Porque, no caso de uma reclamação, a pessoa sabe como entrar em contato”.
Manoel ressalta que após o recebimento do produto de compras feitas on-line ou reembolso postal - compra de produtos de catálogos e livros - a pessoa tem sete dias para desistir sem ônus. “O comprador deve notificar o vendedor via carta registrada da sua decisão. Se passar dos sete dias deve procurar o Procon”.
O órgão recebe em média de 20 a 30 processos por mês de pessoas que fizeram esse tipo de compras e que não receberam o produto, recebeu com atraso ou recebeu um produto diferente do que havia comprado. “O número é semelhante ao de processos de equipamentos eletrônicos defeituosos”.
Um grande problema é que as pessoas não guardam os comprovantes de pagamento. “É muito importante guardar as provas da compra. Encurta muitos caminhos na hora de registrar uma reclamação. Caso contrário temos de solicitar ao vendedor, o que é mais complicado. O processo é relativamente rápido. Demora de 30 a 40 dias e na maioria das vezes o vendedor e o comprador entram em acordo”.
Se o site não aceitar o acordo ou não se manifestar, é multado de 200 Ufirs (Unidade Fiscal de Referência) até 3 milhões de Ufirs e o comprador pode entrar com um processo no Judiciário. “Uma das multas mais altas aplicadas aqui em Cascavel é de 25 mil Ufirs. Compras via internet são legais, mas as pessoas devem tomar cuidado”, arremata Manoel.

Casos em Cascavel
Nos registros do Procon alguns casos chamam a atenção em Cascavel. Uma pessoa de Salvador, na Bahia, comprou via internet de uma empresa do Município quatro notebooks, pagou por cada um deles R$ 4 mil e até agora não recebeu os produtos. “O grande problema é que não conseguimos encontrar o endereço da empresa e o comprador não lembra também”, explica o coordenador do Procon, Manoel dos Santos.
Outro caso foi de um empresário de Cascavel que comprou um trator de uma empresa de Minas Gerais e também não recebeu. “O processo é antigo e, pelo que me lembro, essa empresa já foi multada”.

DICAS
Os sites mais conhecidos para compras via internet são o Mercado Livre (www.mercadolivre.com.br), Submarino (www.submarino.com.br), Lojas Americanas (www.americanas.com.br) e eBay (www.ebay.com).
O Mercado Livre é um dos mais famosos no Brasil. Não é uma loja, mas um local no qual qualquer pessoa registrada pode comprar e vender seus produtos. É comum a constituição de empresas que funcionam exclusivamente para venderem produtos nesse site.
O acadêmico Jacidio Junior dá as dicas de como fazer uma boa compra: “A principal é sempre olhar a qualificação do vendedor. Se ele tiver mais de dez qualificações, todas positivas, nenhuma neutra, e aceitar vender via Mercado Pago [pagamento do produto somente após a entrega], pode confiar. Será muito difícil dar algum problema”.

Produtos
Além de oferecer preços mais baixos que nas lojas convencionais, os sites de venda têm um grande atrativo: a variedade de produtos e marcas. É possível comprar roupas, perfumes, brinquedos, livros raros, eletrodomésticos e, principalmente, eletrônicos. Mas é preciso observar o valor do frete, que, muitas vezes, deixa o produto mais caro que no comércio local.
Justamente pelo seu formato da página, o Mercado Livre apresenta uma gama maior de opções, com algumas curiosidades: cavalos, casas, carros, motos, carretas e caminhões, barcos e até equipamentos agrícolas.

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
A maioria precisa ir para outras cidades para dar continuidade ao processo
Dificuldades para tirar a habilitação

Aprender a dirigir, para muitas pessoas, é um desafio, mas torna-se ainda mais complexo quando o futuro condutor possui alguma deficiência física.
Em Cascavel, para essas pessoas conseguirem a carteira de habilitação há uma série de fatores que burocratizam o processo. Somente uma auto-escola na cidade está adaptada a receber portadores de deficiência física e ainda assim não garante o atendimento ao usuário.
Segundo o diretor-geral dessa auto-escola, Jerry Luis Sperandio, o atendimento depende do laudo emitido pelo Detran (Departamento de Trânsito). A auto-escola encaminha para a Ciretran que realiza o exame físico. Dependendo da deficiência, a avaliação só é feita em Curitiba ou Londrina.
José Cláudio Álvares está tirando sua carteira de motorista e o processo tramita há dois anos. Segundo Álvares, ele passou por duas auto-escolas. A primeira não informou sobre a possível necessidade de um carro adaptado e deu início às aulas teóricas. Depois que fez os exames de legislação e o psicotécnico é que foi constatada a necessidade de se deslocar para outra cidade. O laudo apontou o uso de um carro automático e com acelerador invertido, e como a primeira auto-escola não disponibilizou o serviço, ele foi encaminhado a uma segunda empresa, que fez um acordo para que pudesse adaptar o automóvel. “Foi cobrado R$ 100 a mais para a adaptação do carro, pois eles não tinham o equipamento”.
De acordo com Sperandio, esse valor a mais é cobrado por ser um automóvel especial e com pouca procura. Outro fator é a taxa de R$ 74 cobrada pelo Detran para a realização do exame especial. Mas ele ressalta que, se o usuário já possui o carro especial, as aulas são feitas nesse mesmo automóvel, desde que haja uma autorização.
Dirceu Cleton Pereira concluiu sua habilitação em 2003, mas, para isso, teve muita dor-de-cabeça. “Além dos gastos com a habilitação, tive despesas com o deslocamento e estada em outra cidade, e ainda foi cobrada uma nova taxa para que a avaliação fosse realizada”.

Descontos compensam
O chefe da 7ª Ciretran, Paulo Bebber, esclarece que não há uma lei que garanta aos deficientes físicos um valor igual ao dos demais usuários, mas eles recebem outros benefícios que acabam equilibrando os gastos. “Os deficientes têm um gasto a mais para tirar a habilitação, mas recebem isenção de IPI [Imposto sobre Produto Industrializado] e de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] na compra do automóvel. O desconto pode chegar a 30%”.
Segundo Bebber, Cascavel já tem suporte para fazer os exames que hoje são realizados somente em Curitiba e Londrina e atenderia aos casos de toda a região oeste. “Já procurei o Detran para que fizessem uma avaliação sobre a extensão desses exames para Cascavel. Se for aceita a proposta, para o ano que vem esse problema já estará resolvido”.

PLANEJAMENTO
Os pacotes mais procurados são para o Nordeste
Cascavelenses optam por
viagens em baixa temporada

Quem nunca sonhou com uma viagem para Fortaleza, Natal ou Maceió? Viajar para a região mais tropical do Brasil tem sido preferência entre os cascavelenses. Segundo agências de turismo locais, os pacotes mais procurados são para o Nordeste. “De uns anos para cá a procura está intensa também por cruzeiros. Nesta época do ano o movimento nas agências aumenta cerca de 60%, mas muitas pessoas estão aprendendo a viajar em baixa temporada. Claro que há aquelas pessoas que não podem viajar fora de alta temporada. Antes viajavam somente em julho, dezembro ou janeiro. Agora todos buscam boas oportunidades, valores e bons parcelamentos”, explica a proprietária da Agência de Turismo Mantovani, Luciana Mantovani.
O consultor de viagem Nestor Maurício Motta Filho, da Vip Tour, confirma que a procura por pacotes nesta época do ano aumenta. “Quem se planejou antes encontrou preços e hotéis melhores. Agora, em dezembro, dobra o movimento nas agências. Quem pode viajar em baixa temporada planeja. Isso está ocorrendo bastante”.
Ele lembra que, como há em Cascavel diversas agências de viagens, os cascavelenses têm mais oportunidades de financiamento ou pagamento parcelado sem juros. “Essa competição traz benefícios”.

Vendas recuam
Segundo algumas agências de turismo, comparando com dezembro de 2005 as vendas de pacotes caíram cerca de 30%. “Não está igual ao ano passado. Em 2005 estava melhor”, salienta a proprietária da Agência de Turismo Mantovani, Luciana Mantovani.
Para a gerente da Agência Mercosul Câmbio, Tatiana Fioravanti, o atraso nos vôos nos principais aeroportos do País também afetou a demanda.
Já o consultor de viagem Nestor Maurício Motta Filho, da Vip Tour, não vê mudanças. “Não aumentou, mas se manteve”.

ESTRUTURA
Aeroporto: mais despesas
A polêmica da falta de um aeroporto estruturado em Cascavel é contínua. Quem vai viajar para locais mais distantes lembra-se bem disso. O consultor de viagem Nestor Maurício Motta Filho, da Vip Tour, destaca que, como em Cascavel não tem vôos diretos para os grandes centros, as despesas de quem vai viajar aumenta. “Isso é um dos fatores que prejudicam a região, pois quase todo o oeste paranaense compra as passagens aqui”.
Ele lembra que uma passagem de avião de Cascavel a Curitiba, por exemplo, custa R$ 359 e para São Paulo, R$ 450. “Quem mora em Foz paga R$ 199 para ir a São Paulo. Muito mais barato. Sem falar que é menos transtorno”.
A proprietária da Agência de Turismo Mantovani, Luciana Mantovani, explica que há traslado para São Paulo, que pode ser embutidos no pacote de viagem. “A passagem de ida e volta para São Paulo, de ônibus, custa, em média, R$ 180 com esse traslado especial”.
A gerente da Agência Mercosul Câmbio, Tatiana Fioravanti, enfatiza que esse transporte, apesar de sair mais barato, gera transtorno aos clientes, e muitos desistem de viajar por causa disso.
Segundo a assessoria de imprensa da Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito), nesta semana o presidente a companhia, William Fischer, irá a Curitiba para fechar com o governo do Estado o cronograma de reforma do aeroporto.

EDUCAÇÃO
Instituto Alfredo Kaefer contempla 30 colégios
O Instituto Alfredo Kaefer desenvolveu o concurso Qualidade em Educação Inclusiva, juntamente com a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) e já entregou 14 computadores a colégios da região oeste do Paraná.
Mais de 100 escolas se inscreveram para o concurso e 30 foram contempladas. “Entregaremos, no total, 30 computadores. Além disso, entregamos menção honrosa aos diretores das escolas e aos secretários de educação, chefes de núcleo e prefeitos. Essa é uma forma de valorizar os colégios que desenvolvem políticas públicas voltadas à educação inclusiva. Uma maneira de avaliar e incentivar”, explicou o presidente do Instituto, Emílio Fernando Martini. Ele enfatiza ainda que é preciso mostrar a necessidade da inclusão.
Já receberam os computadores as seguintes instituições: escolas municipais Diva Vidal e Maria Fanny Quessada de Araújo, de Cascavel, Theofânio Maltezo, de Cafelândia, Olívio Beal, de Toledo, Professora Terezinha Agustini, de Palotina, Emílio de Menezes, de Foz do Iguaçu, Semíramis de Barros Braga e Ângelo Darolt, de Medianeira, Boa Vista, de Boa Vista da Aparecida, Professora Terezinha Machado, de Capitão Leônidas Marques, e as escolas estaduais João Zacco Paraná, de Planalto, Amâncio Moro, de Corbélia, Eleodoro Ébano Pereira e Victorio Ambrosino, de Cascavel.
Terça-feira Martini entregará mais um computador, desta vez ao Colégio Estadual Costa e Silva de Cascavel. As outras 15 escolas contempladas receberão os equipamentos em 2007.

NATAL
O calçadão ficou movimentado durante o dia
Consumidor analisa os
preços antes de comprar

Salário, 13º e a proximidade do Natal garantiram movimento ontem no comércio de Cascavel. O Calçadão da Avenida Brasil ficou lotado. Segundo consumidores e lojistas, as vendas já aqueceram no início de dezembro, mas ontem, foi dia de conferência de preços.
Para a gerente da D’Brussus, Clarinha Marca, há muita variedade no comércio e muitas pessoas estão verificando preços. “As pessoas estão mais na especulação por enquanto, pois ainda tem tempo para comprar”.
A bibliotecária Sandra Freguria confirma que está conferindo os preços antes de comprar. “Ainda tem tempo para o Natal. Recebi o 13º e se eu achar alguma coisa com bom preço, posso comprar”.
A gerente da loja de calçados Passarela, Amélia Johann, destaca que muita gente não gosta de deixar para última hora. “Alguns já receberam o 13º e já estão conferindo o que tem de melhor no comércio”.

RITMO ACELERADO
Deputado vistoria obras
O deputado federal Eduardo Sciarra (PFL) vistoriou ontem as obras da Feira do Pequeno Produtor, que devem ser inauguradas domingo, e da Praça Itália, que será inaugurada quinta-feira, no aniversário de Cascavel. Com emendas individuais, Sciarra conseguiu a liberação da verba para a construção das duas obras. “Não poderei estar nas inaugurações, pois estarei envolvido com o planejamento do orçamento de 2007 da União, na Câmara Federal”, justifica.
Sciarra observou que as obras estão em ritmo acelerado e será possível as suas inaugurações no aniversário do Município.
“Até quinta-feira tudo estará pronto sim. A praça é uma homenagem aos italianos, que contribui muito para a colonização regional. Além disso, será um cartão de visitas da cidade”. A praça fica na Avenida Brasil, no cruzamento com a Afonso Pena, saída para Curitiba.
Quanto às obras da Feira do Pequeno Produtor, que fica na Avenida Brasil, em frente ao McDonald’s, o deputado salienta que além de atender os próprios produtores, beneficiará também os consumidores.
O secretário do Meio Ambiente, Leopoldo Fiewski, também conferiu o andamento dos trabalhos.

PRÓSTATA
Cascavelenses receberam orientações de urologistas
A SBU (Sociedade Brasileira de Urologistas), juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde de Cascavel, desenvolveu ontem, no Calçadão da Avenida Brasil, a Campanha de Detecção Precoce do Câncer de Próstata. “É a primeira vez que fazemos essa ação. A partir disso, esse evento será anual e fará parte do calendário de prevenção” explica o secretário de Saúde Nadir Willi.
O urologista e componente da SBU Antonio Wilson Romero esclarece que em 2007 o evento não será somente um dia, mas ocorrerá durante uma semana. “O Dia de Prevenção ao Câncer de Próstata é no dia 17 de novembro. É importante realizar ações que detectem essa doença, pois, se descoberta enquanto está localizada na próstata, a chance de cura é de 90%”.


 

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