Edição nº 4747 - Segunda-feira, 10 de setembro de 2007 Classificados | Assinatura | Impressão
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RESPONSABILIDADE
Empresa passa a responder pelos crimes na rede

Google Brasil assume Orkut

O Google Brasil anunciou que vai passar a responder, a partir desta semana, como procurador de sua matriz, o Google Inc, com sede nos Estados Unidos. Nos últimos anos, as autoridades brasileiras tiveram de entrar em contato com o Google Inc. quando precisaram buscar informações sobre crimes no Orkut.
“Os dados continuarão sendo armazenados nos EUA, mas essa mudança vai agilizar o processo de identificação dos responsáveis pela publicação dessas informações”, afirmou o diretor geral do Google Brasil, Alexandre Hohagen. A iniciativa mostra uma mudança na postura da empresa, acusada de dificultar a punição de crimes cometidos via internet.
“Por três anos, o Google Brasil se esquivou de suas responsabilidades. No entanto, o anúncio mostra uma mudança de postura por parte da empresa”, afirmou Thiago Tavares, presidente da ONG Safernet, classificando essa iniciativa como “positiva”.
Durante muito tempo, a filial brasileira alegou que não poderia repassar dados solicitados pela Justiça local, porque essas informações estavam em poder do Google Inc. Sendo assim, a empresa afirmava que as solicitações deveriam ser feitas à matriz da companhia, o que atrasava a obtenção dos dados solicitados pelas autoridades.
Em um texto divulgado em maio de 2006, o Google Brasil afirmou: “Todos os dados que dizem respeito ao sítio de relacionamento Orkut estão hospedados em servidores localizados nos Estados Unidos, que são gerenciados pela empresa Google Inc., com sede na Califórnia, e aos quais a Google Brasil, empresa atuante na área de marketing e vendas, não tem acesso. Assim, qualquer pedido de informações relativas ao sítio Orkut deve ser endereçada à Google Inc., não à Google Brasil, que não tem a menor condição de prestá-las, diante do simples fato de não as possuir”.
O Ministério Público Federal contestava essas afirmações, alegando que outras companhias - como Microsoft e Yahoo! - também utilizam servidores internacionais, mas suas filiais brasileiras colaboram com o fornecimento de dados, quando necessário.
A Google Brasil também anunciou que dará a diversas organizações não-governamentais os mesmos privilégios que têm a Polícia Federal e seis Ministérios Públicos no Orkut. Com isso, as denúncias sobre crimes ligados aos direitos humanos feitas por ONGs terão prioridade em relação àquelas feitas pelos demais internautas.

FOTOLEGENDA:
A redução no preço do iPhone de 8 GB, anunciada semana passada por Steve Jobs, mostra uma estratégia agressiva da empresa para a comercialização de seu telefone celular multimídia. Durante um evento para divulgar a nova geração de iPods, o diretor-executivo da Apple afirmou que o preço do iPhone de 8 GB terá redução imediata de US$ 200: irá de US$ 600 para US$ 400 nos EUA. A medida pode mostrar que, apesar de ser considerado um sucesso, o aparelho não está sendo tão vendido quanto o esperado. Por isso, a redução no preço pode acelerar o consumo do produto lançado no final de junho.


TELEFONIA
Brasil é o sexto no mercado de celulares

O Brasil já é o sexto maior mercado para celulares no mundo. Segundo a União Internacional de Telecomunicações, o Brasil registrou até o fim do ano passado um total de 100 milhões de usuários de celular.
O País é superado apenas pela China (461 milhões de usuários), EUA (233 milhões), Japão, Rússia e Índia. Em 2005, os sinais de celulares atingiam 88% do território nacional e o número de usuários é hoje quatro vezes maior que em 2001.
No total, o mundo soma 1 bilhão de usuários de internet e 4 bilhões de usuários de celulares e de telefones fixos. No entanto, a distância entre os países ricos e os mais pobres ainda é considerada “profunda” pela organização.
Em 2006, o mundo atingiu a marca de 1,26 bilhão de telefones fixos e 2,68 bilhões de celulares, dos quais 61% estão nos países em desenvolvimento.
O que impressiona a organização é que quase a totalidade do crescimento está vindo dos grandes países emergentes. No primeiro trimestre do ano, apenas a China e a Índia registraram quase 200 milhões de novos usuários de celular - 87 milhões na China e 110 milhões na Índia.


Banda larga
A revisão de um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em junho de 2003 pode ser o caminho para garantir que todas as cidades brasileiras tenham pelo menos um ponto de acesso à banda larga.
O decreto obriga as concessionárias de telefonia a criarem os Postos de Serviço de Telecomunicações. Pela lei que vigora atualmente, um posto deveria ser um centro de uso coletivo, cuja manutenção deve ficar a cargo da empresa telefônica concessionária do serviço de telecomunicação.
Trata-se, para simplificar, de um posto público, onde deve haver orelhões, computadores com acesso à internet discada e fax. Além disso, o decreto estabelece que o acesso aos serviços deve ser garantido a todos os cidadãos.
Desde 2003, o texto do decreto já foi revisto algumas vezes. A última delas em julho deste ano. Naquela ocasião, ficou estabelecido que os PSTs deveriam entrar em funcionamento em janeiro de 2007.


 

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