| RESPONSABILIDADE
Empresa passa a responder pelos crimes na rede
Google Brasil assume Orkut
O Google Brasil anunciou que vai passar a responder, a partir desta semana,
como procurador de sua matriz, o Google Inc, com sede nos Estados Unidos.
Nos últimos anos, as autoridades brasileiras tiveram de entrar
em contato com o Google Inc. quando precisaram buscar informações
sobre crimes no Orkut.
“Os dados continuarão sendo armazenados nos EUA, mas essa
mudança vai agilizar o processo de identificação
dos responsáveis pela publicação dessas informações”,
afirmou o diretor geral do Google Brasil, Alexandre Hohagen. A iniciativa
mostra uma mudança na postura da empresa, acusada de dificultar
a punição de crimes cometidos via internet.
“Por três anos, o Google Brasil se esquivou de suas responsabilidades.
No entanto, o anúncio mostra uma mudança de postura por
parte da empresa”, afirmou Thiago Tavares, presidente da ONG Safernet,
classificando essa iniciativa como “positiva”.
Durante muito tempo, a filial brasileira alegou que não poderia
repassar dados solicitados pela Justiça local, porque essas informações
estavam em poder do Google Inc. Sendo assim, a empresa afirmava que as
solicitações deveriam ser feitas à matriz da companhia,
o que atrasava a obtenção dos dados solicitados pelas autoridades.
Em um texto divulgado em maio de 2006, o Google Brasil afirmou: “Todos
os dados que dizem respeito ao sítio de relacionamento Orkut estão
hospedados em servidores localizados nos Estados Unidos, que são
gerenciados pela empresa Google Inc., com sede na Califórnia, e
aos quais a Google Brasil, empresa atuante na área de marketing
e vendas, não tem acesso. Assim, qualquer pedido de informações
relativas ao sítio Orkut deve ser endereçada à Google
Inc., não à Google Brasil, que não tem a menor condição
de prestá-las, diante do simples fato de não as possuir”.
O Ministério Público Federal contestava essas afirmações,
alegando que outras companhias - como Microsoft e Yahoo! - também
utilizam servidores internacionais, mas suas filiais brasileiras colaboram
com o fornecimento de dados, quando necessário.
A Google Brasil também anunciou que dará a diversas organizações
não-governamentais os mesmos privilégios que têm a
Polícia Federal e seis Ministérios Públicos no Orkut.
Com isso, as denúncias sobre crimes ligados aos direitos humanos
feitas por ONGs terão prioridade em relação àquelas
feitas pelos demais internautas.
FOTOLEGENDA:
A redução no preço do iPhone de 8 GB, anunciada semana
passada por Steve Jobs, mostra uma estratégia agressiva da empresa
para a comercialização de seu telefone celular multimídia.
Durante um evento para divulgar a nova geração de iPods,
o diretor-executivo da Apple afirmou que o preço do iPhone de 8
GB terá redução imediata de US$ 200: irá de
US$ 600 para US$ 400 nos EUA. A medida pode mostrar que, apesar de ser
considerado um sucesso, o aparelho não está sendo tão
vendido quanto o esperado. Por isso, a redução no preço
pode acelerar o consumo do produto lançado no final de junho.
TELEFONIA
Brasil é o sexto no mercado de celulares
O Brasil já é o sexto maior mercado para celulares no mundo.
Segundo a União Internacional de Telecomunicações,
o Brasil registrou até o fim do ano passado um total de 100 milhões
de usuários de celular.
O País é superado apenas pela China (461 milhões
de usuários), EUA (233 milhões), Japão, Rússia
e Índia. Em 2005, os sinais de celulares atingiam 88% do território
nacional e o número de usuários é hoje quatro vezes
maior que em 2001.
No total, o mundo soma 1 bilhão de usuários de internet
e 4 bilhões de usuários de celulares e de telefones fixos.
No entanto, a distância entre os países ricos e os mais pobres
ainda é considerada “profunda” pela organização.
Em 2006, o mundo atingiu a marca de 1,26 bilhão de telefones fixos
e 2,68 bilhões de celulares, dos quais 61% estão nos países
em desenvolvimento.
O que impressiona a organização é que quase a totalidade
do crescimento está vindo dos grandes países emergentes.
No primeiro trimestre do ano, apenas a China e a Índia registraram
quase 200 milhões de novos usuários de celular - 87 milhões
na China e 110 milhões na Índia.
Banda larga
A revisão de um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva em junho de 2003 pode ser o caminho para garantir que todas
as cidades brasileiras tenham pelo menos um ponto de acesso à banda
larga.
O decreto obriga as concessionárias de telefonia a criarem os Postos
de Serviço de Telecomunicações. Pela lei que vigora
atualmente, um posto deveria ser um centro de uso coletivo, cuja manutenção
deve ficar a cargo da empresa telefônica concessionária do
serviço de telecomunicação.
Trata-se, para simplificar, de um posto público, onde deve haver
orelhões, computadores com acesso à internet discada e fax.
Além disso, o decreto estabelece que o acesso aos serviços
deve ser garantido a todos os cidadãos.
Desde 2003, o texto do decreto já foi revisto algumas vezes. A
última delas em julho deste ano. Naquela ocasião, ficou
estabelecido que os PSTs deveriam entrar em funcionamento em janeiro de
2007.
|