IBAMA
Mobilização reduz emissão de guias para o transporte
Greve prejudica as
empresas madeireiras
A greve do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis) em Cascavel deve trazer prejuízo para
as empresas madeireiras da cidade. A paralisação de 50%
do quadro de funcionários, que ocorre em todo o País, é
motivada pela proposta de divisão do órgão em dois,
prevista pela Medida Provisória 366/07 que cria o Instituto Chico
Mendes de Conservação da Biodiversidade, que ficará
responsável pelas unidades de conservação ambiental.
De acordo com o assessor-geral do Sindimadeira (Sindicato das Indústrias
da Madeira e Mobiliário do Oeste do Paraná), Odair Gonçalves
Filho, as principais prejudicadas com a greve são as exportadoras,
que dependem da liberação do Ibama para a venda ao exterior.
Entretanto, as demais firmas também deverão sofrer com a
ação pela necessidade de possuírem guias, documentos
emitidos pelo órgão que autorizam o transporte interno da
madeira. “Por enquanto estamos sentindo pouco o impacto da paralisação,
mas quando as empresas não tiverem mais essas guias teremos muitos
problemas”, contou.
Como há dois funcionários no Ibama de Cascavel apenas um
está em greve. O chefe do escritório regional do instituto,
Walter Gonçalves dos Santos Filho, afirmou que as empresas que
dependem da emissão do licenciamento para a construção
de estruturas físicas também devem sair prejudicadas com
a ação dos servidores. “Temos muitos processos parados,
que vinham caminhando lentamente, e estão ainda mais comprometidos
com a paralisação”, disse.
O chefe regional do Ibama lembrou que as empresas madeireiras e as firmas
e pessoas que dependem do licenciamento não têm outro órgão
a recorrer para esses serviços. Para ele, a divisão do instituto
em dois é ruim para o funcionamento. “Já temos deficiência
de pessoal, mas com a criação do Instituto Chico Mendes
esse problema se acentua, porque os funcionários trabalharão
ou para um ou para outro”.
A greve dura mais de três semanas.
ASSISTENCIAIS
Unioeste promove curso
gratuito para entidades
Começa quarta-feira o curso de Gestão para Entidades Assistenciais
- Gestão no Terceiro Setor, oferecido pelo curso de Administração,
Centro de Ciências Sociais Aplicadas e o campus de Cascavel da Unioeste
(Universidade Estadual do Oeste do Paraná). O curso é gratuito
e conta com 25 vagas.
Para a professora Elizandra da Silva, o terceiro setor não será
apenas um paliativo para os problemas sociais, mas um forte e atuante
agente de transformação da sociedade, cujo papel é
cada mais legítimo.
O curso pretende contribuir para que as organizações participantes
iniciem a superação de alguns destes desafios críticos:
eficiência, através da capacitação dos gestores;
sustentabilidade, através da transferência de conhecimentos
sobre captação de recursos; e colaboração,
através da aproximação entre o terceiro setor e a
Unioeste.
O curso terá dois módulos. O primeiro sobre Captação
de Recursos, com 20 horas de duração, a ser desenvolvido
nos dias 13, 20 e 27 deste mês e nos dias 4 e 9 de julho, sempre
das 19h às 22h30. O segundo tratará de Gestão do
Trabalho Voluntário, também com 20 horas, e será
oferecido nos dias 11, 13, 16, 18 e 20 de julho, das 19h às 22h30.
Interessados poderão fazer suas inscrições no campus
de Cascavel, na Rua Universitária, 2.069, Bloco E, salas 8 e 6.
Informações podem ser obtidas pelo telefone (45) 3220-3246
(à tarde), com a professora Elizandra da Silva. Também por
fax: (45) 3220-3136 e por e-mail: elizandra@unioeste.br.
CARCERAGEM
Obra é entregue quase dois anos após prazo inicial
Unidade de detenção deve
ser inaugurada neste mês
A construção do CDR (Centro de Detenção e
Ressocialização) de Cascavel deve aguardar até o
dia 30 deste mês para ser concluída. Essa é a previsão
da Seju (Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania), que pretende
iniciar a transferência de presos à unidade 15 dias após
a inauguração. A previsão inicial para o término
da carceragem, conforme o site da Secretaria Estadual de Obras, era para
novembro de 2005. A construção foi iniciada em fevereiro
do mesmo ano. Os responsáveis pela edificação não
foram encontrados para falar sobre os motivos do atraso.
Com 960 vagas, a nova estrutura irá ajudar a desafogar a superlotação
do Minipresídio de Cascavel, localizado na 15ª SDP (Subdivisão
Policial), que conta com cerca de 640 detentos num espaço destinado
para 140 pessoas. Por meio da assessoria de imprensa, o secretário
de Justiça e Cidadania, desembargador Jair Ramos Braga, afirmou
que será dada prioridade aos encarcerados do Minipresídio
de Cascavel na transferência para o CDR. A unidade da 15ª SDP
é destinada somente para presos que aguardam julgamento, mas muitos
permanecem no local depois da condenação por falta de vagas
nas carceragens do Estado.
Além do Minipresídio, o Município conta com a estrutura
da PIC (Penitenciária Industrial de Cascavel), onde ficam confinados
criminosos de menor periculosidade já sentenciados pela Justiça.
Contando com as duas unidades, a população carcerária
de Cascavel chega a aproximadamente 950 detentos. De acordo com a assessoria
de imprensa da Seju, o CDR contará com pátios de convivência,
salas de aula, espaços para implantação de canteiros
de trabalho e de setores de saúde, dentre outros. Na estimativa
do secretário, as unidades de Francisco Beltrão, Foz do
Iguaçu e Maringá, que também estão em construção,
devem ser concluídas em breve. A casa de detenção
de Cascavel terá mais de 9,9 mil m². O valor do contrato para
a construção da obra foi de R$ 9,4 milhões.
SAÚDE
Pré-conferência
prossegue no
Parque Verde
O ciclo de pré-conferências de saúde chega ao Bairro
Parque Verde. Segunda-feira será a vez dos moradores daquela região
darem sua opinião a respeito da saúde pública do
posto de saúde do bairro. O encontro, no salão comunitário,
começa às 19h30. A entrada é franca.
Durante o encontro, a unidade de saúde ficará fechada ao
público e os moradores que precisarem de atendimento médico
deverão procurar outro posto de saúde ou os PACs (Postos
de Atendimento Continuado).
Na terça-feira a pré-conferência será realizada
no salão comunitário do Bairro Cancelli, às 19h.
DESCASO
População ainda aguarda providências em rua sem proteção
ao afluente
Mesmo após morte, obra é ignorada
Apesar do apelo popular, nada foi feito pela administração
pública de Cascavel para acabar com o perigo que há anos
aflige moradores da Rua Colonização, no Bairro Nova Cidade,
na região sul. O afluente do Rio Guati passa pelo local, onde não
há calçada nem proteção entre o asfalto e
um barranco de aproximadamente cinco metros de altura. Em março
um homem de 48 anos andava pela rua durante a noite quando se desequilibrou
e caiu no buraco. Ele teria batido com a cabeça nas pedras às
margens do rio, perdido a consciência e morrido afogado. Devido
à escuridão do local, o Siate (Serviço Integrado
de Atendimento ao Trauma em Emergência) teve muito trabalho para
efetuar o resgate da vítima.
Após o acidente, moradores da região intensificaram os pedidos
para que outra tragédia não ocorra. Mas até agora
nada foi feito no local.
O secretário de Obras, Nelson Dagostini, não foi encontrado
para falar sobre o assunto.
O médico que atendeu a ocorrência, Fernando “Bacana”
Dias Lima, que também é vereador, garante que, como a prefeitura
não tomou providência alguma, apresentará nota de
repúdio e requerimento pedindo solução do problema.
A família da vítima está sendo assessorada juridicamente
pelo advogado do vereador quanto às medidas a serem tomadas com
relação ao ocorrido.
INMETRO
Verificações de medição são diárias
e envolvem até taxímetros
Embora pouco divulgadas, as ações do Inmetro (Instituto
Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial)
desenvolvidas pelo Ipem (Instituto de Pesos e Medidas do Paraná)
em Cascavel são diárias e vão desde a avaliação
das informações contidas na embalagem de produtos vendidos
nas gôndolas dos supermercados até a verificação
de aparelhos para medir a pressão arterial e taxímetros.
O gerente do Ipem no Município, Francisco Bessa, esclareceu que
o órgão tem responsabilidade pelo funcionamento de postos
de combustível e farmácias, que devem ter uma certificação
emitida pelo Inmetro.
Para a verificação de balanças e bombas de combustível,
o Ipem possui mecânicos credenciados. Já para verificar mercadorias
e serviços, o órgão conta com laboratórios
específicos localizados na sede do instituto. “Fazemos várias
verificações, como a umidade de grãos e a capacidade
de armazenamento de caminhões-tanque”, enumerou o gerente.
O valor das autuações aplicadas aos infratores varia conforme
o delito cometido e o número de vezes que são constatadas
as irregularidades. “Na primeira vez em que é verificado
o problema, a multa vai de R$ 100 a R$ 50 mil; na segunda, os valores
vão de R$ 200 a R$ 750 mil; e na terceira eles variam entre R$
400 e R$ 1,5 milhão”, expôs.
Bessa acrescentou que as reclamações dos consumidores ao
instituto são constantes. “Recebemos várias ligações
para verificar produtos e serviços. Muitas vezes as pessoas têm
toda a razão”, disse o gerente, que não soube quantificar
o número de denúncias recebidas devido à falta de
um levantamento.
O Ipem desenvolve as atribuições do Inmetro em Cascavel
há 29 anos. De acordo com Bessa, em todos os estados existem órgãos
credenciados para exercer essas funções. Para denúncias
e maiores informações, basta ligar para o número
(45) 3227-6791.
BOX
Funções
O papel do Inmetro é conferir se os produtos atendem às
especificações indicadas nas embalagens ou na nota e se
o funcionamento de produtos e os serviços prestados estão
de acordo com a função a que se propõem.
Os caminhões-tanque, por exemplo, têm a quantidade de armazenamento
testada por meio do enchimento com água do compartimento onde são
colocados os produtos tóxicos ou inflamáveis. Nos taxímetros,
o órgão verifica o registro da quilometragem, e nas balanças
de mercado apura se a regulagem e o peso dos produtos medidos é
a contabilizada corretamente.
As análises são feitas em laboratórios específicos
do instituto. Tudo o que é verificado e aprovado pelo Inmetro recebe
um selo de certificação. Caso o consumidor desconfie de
algum produto ou serviço ele deve acionar o órgão
para que sejam verificados.
BOX
Classificação
Os produtos e serviços verificados pelo Ipem seguem uma classificação
específica do instituto. As mercadorias recolhidas nos mercados
que contêm a quantidade indicada na embalagem, como pacotes de arroz,
açúcar ou papel higiênico, são chamados de
pré-medidos. Produtos como extintores, tecidos e lâmpadas
são chamados de compulsórios e os demais serviços
que devem passar pelo crivo dos analistas são classificados como
diversos.
GRATUIDADE
Presidente afirma que é preciso rediscutir o sistema
William diz que alteração
da lei é apenas estudo
O presidente da Cettrans (Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito),
William Fischer, em entrevista ao Hoje, falou sobre a proposta para a
mudança na lei de gratuidade do transporte coletivo às pessoas
com deficiência. Segundo ele, diferente do que vem sendo divulgado
pelas entidades, não existe um projeto de lei na Câmara de
Vereadores para alterar a lei vigente, há apenas um estudo que
foi encaminhado às entidades para discussão.
“Estão divulgando de maneira errônea, porque existe
apenas um estudo inicial. Há um ano aguardamos as proposições
das próprias entidades para que pudéssemos ter um melhor
controle do sistema e não recebemos nada, por isso fizemos o estudo”,
explicou Fischer.
Ele frisou que a Cettrans está aberta para negociação
e que as entidades “têm que aprender a discutir e a negociar”.
Sobre a mobilização das entidades que fazem parte do Fórum
Municipal em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência de
Cascavel - que decidiram elaborar uma carta de repúdio ao que denominam
projeto de lei e fazer um abaixo-assinado -, o presidente disse que não
foi convidado para participar do encontro, no qual ele poderia ter esclarecido
a situação.
Conforme William, são necessárias algumas readequações
no sistema, já que a lei não especifica os benefícios,
para que haja um controle melhor das gratuidades e não ocorra ônus
ao sistema. Ele lembrou que a mesma discussão será realizada
posteriormente com os estudantes que também utilizam a gratuidade.
BENEFÍCIOS
O professor Ênio Rodrigues da Rosa diz que dados da Cettrans apontam
que atualmente 25 mil pessoas são beneficiadas com o passe-livre,
e que, destas, 4 mil são portadoras de deficiência. Caso
a mudança fosse colocada em prática, cerca de 70% das pessoas
com deficiência perderiam o benefício.
O maior entrave está na proposta da Cettrans em restringir o passe-livre
aos deficientes que tenham renda familiar de até dois salários
mínimos, que teriam direito a usá-lo apenas duas vezes por
dia.
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