EPIDEMIA
Paranaense morre com suspeita de febre amarela
O empresário Almir Rodrigues da Cunha morreu terça-feira
à noite no Hospital Santa Rita, em Maringá, com suspeita
de febre amarela. As amostras de sangue serão examinadas no Laboratório
Central do Estado, em Curitiba. A previsão é de que os exames
fiquem prontos em 20 dias.
O Paraná não é considerado pelo Ministério
da Saúde como região de risco de febre amarela.
Segundo a Secretaria de Saúde de Maringá, Almir passou de
20 de dezembro a 1° de janeiro em uma região endêmica
de risco - em Caldas Novas (GO).
A região de Maringá fechou 2007 com o registro de 5.644
casos de dengue e duas mortes pela doença. O mosquito transmissor
é o Aedes aegipty, mosquito vetor responsável também
pela transmissão da febre amarela.
COMBATE
O ministro da Saúde, José Temporão, disse ontem que
a estratégia de combate à febre amarela está “100%
correta” no País e não há motivos para mudanças,
mesmo que nas próximas semanas seja confirmada que a morte de Graco
Carvalho Abubakir foi por febre amarela. Ele morreu terça em Brasília,
com quadro clínico muito semelhante ao de doentes de febre amarela,
e teria contraído a doença em Pirenópolis (GO).
“Se for diagnosticada a febre amarela, não muda absolutamente
nada na estratégia de combate”, disse Temporão. O
Ministério negou também que serão feitas barreiras
sanitárias nas estradas que levam ao Distrito Federal e a Goiás.
O ministro disse que a Fiocruz está liberando um lote extra de
2 milhões de doses da vacina. Ano passado foram distribuídas
mais de 11,4 milhões de doses da vacina em todo o País.
SYNGENTA
Documento foi retirado ontem na 1ª Vara Cível de Cascavel
Carta de reintegração será
entregue hoje em Curitiba
Os advogados da multinacional Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste,
retiraram ontem na 1ª Vara Cível de Cascavel a precatória
de intimação expedida pelo juiz Fabrício Mussi em
28 de dezembro que determina a reintegração de posse da
área experimental com força policial. O documento deve ser
entregue hoje no Fórum de Curitiba, que fará a distribuição
para que um oficial de Justiça intime o governador do Estado, Roberto
Requião, a fornecer a força policial necessária para
cumprir a desocupação do local.
Depois de intimado, Requião tem 15 dias para cumprir a determinação,
sob pena de multa diária no valor de R$ 50 mil, que deverá
ser custeada pelo Estado.
No dia 21 de dezembro um oficial de Justiça foi até a área
invadida e entregou a ordem de desocupação a um membro da
Via Campesina, que avisou naquele mesmo momento que não sairiam
do local.
A área foi invadida pela primeira vez no dia 14 de março
de 2006. Em julho de 2007 os sem-terra saíram da estação
experimental por conta de um mandado de reintegração de
posse, mas acamparam em um assentamento ao lado da empresa. Na época,
a Justiça havia estipulado multa de R$ 2 mil por dia à pessoa
do governador Roberto Requião em decorrência do não
cumprimento da desocupação. A reintegração
ocorreu somente oito dias após a determinação judicial,
mas até hoje a ação sobre o pagamento da multa não
foi julgada, muito menos houve pagamento.
A área foi ocupada novamente pelos sem-terra no dia 21 de outubro,
quando houve confronto entre os invasores e seguranças do local,
que culminou na morte de duas pessoas.
Alimentos
Os alimentos tiveram variação de preços superior
a do ICV (Índice de Custo de Vida) no acumulado dos últimos
três anos - de 22,5% do grupo ante 21,02% do índice. Mas
foi só em 2007 que, na variação anual, a inflação
dos alimentos superou o índice geral do Dieese (Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que acompanha
os preços de dez categorias.
Segundo divulgou o departamento ontem, o ICV subiu 4,8% em 2007 - a maior
desde 2004, quando a série foi iniciada - com o empurrão
dos alimentos, em alta de 12,48% e contribuição de 3,15
pontos percentuais na taxa geral. Desde 2004, foi o primeiro ano que a
taxa do grupo Alimentação é maior que o índice
geral.
Bolsa-Família
No Paraná, 88% das crianças e adolescentes beneficiários
do Bolsa-Família freqüentam a escola. Dos 678.998 alunos,
599.621 tiveram a freqüência escolar informada durante os meses
de outubro e novembro de 2007. O resultado é 4% maior que o do
Brasil, que obteve o índice de 84% (13,1 milhões de alunos)
dos 15,5 milhões dos beneficiários do programa de transferência
de renda do governo federal. Os números são do último
levantamento feito pelos Ministérios da Educação
e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em parcerias com
municípios e estados. A freqüência escolar das crianças
é um dos critérios para que a família receba o benefício.
Febre aftosa
No Paraná, a segunda etapa da campanha de vacinação
contra febre aftosa de 2007, realizada em novembro, atingiu 98,44% de
imunização do rebanho de bovinos e bubalinos. O resultado
da campanha revelou a existência de 9,48 milhões de cabeças
no Estado, das quais 9,33 milhões foram vacinadas.
Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini,
esse resultado é considerado satisfatório porque garante
a imunização do rebanho. O resultado oficial foi enviado
ao Ministério da Agricultura e do Abastecimento dia 28.
Ferrugem
Nos oito primeiros dias de janeiro foram identificados mais focos de ferrugem
asiática em lavouras de soja que em todo o mês de dezembro,
de acordo com informações do Consórcio Antiferrugem,
liderado pela Embrapa Soja. Neste mês, 58 focos foram confirmados
ante 55 em dezembro. O Mato Grosso do Sul continua a liderar as ocorrências,
com 64 casos, seguido do Paraná (38), Goiás (7), Mato Grosso
(3) e Rio Grande do Sul (1).
ÚLTIMA HORA
A Colômbia autorizou uma missão da Venezuela a receber duas
reféns que a guerrilha esquerdista prometeu entregar ao presidente
Hugo Chávez, anunciou ontem o Comitê Internacional da Cruz
Vermelha.
“Vamos participar desta missão anunciada pelo presidente
Chávez e aprovada pelo governo da Colômbia”, disse
à Reuters um porta-voz da Cruz Vermelha em Bogotá.
Essa é a segunda vez que a Colômbia autoriza uma missão
humanitária depois que em 31 de dezembro fracassou um plano que
buscava resgatar das Farc (Forças Armadas Revolucionárias
da Colômbia) as políticas Consuelo González, Clara
Rojas e o filho desta, Emmanuel.
A guerrilha só liberará as mulheres após ter admitido
que não tinha em seu poder Emmanuel, filho que Rojas teve no cativeiro
com um rebelde e que está sob proteção do governo
colombiano desde 2005.
ORÇAMENTO
Paulo Bernardo admitiu que PAC também pode ser atingido pelas reduções
90% dos cortes serão no Executivo
Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, afirmou ontem que, dos R$ 20
bilhões de cortes que serão feitos no Orçamento de
2008 para compensar o fim da CPMF (Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira), cerca de 90% deverão
ser feitos no Executivo. Mais cedo, ele já havia dito que os cortes
podem atingir os projetos do PAC (Programa de Aceleração
do Crescimento).
“Os cortes terão que ser proporcionais, senão o peso
seria muito forte nos Poderes Legislativo e Judiciário”,
disse Bernardo.
Ele explicou que na reunião de ontem, com o relator da Comissão
Mista de Orçamento, senador José Maranhão (PMDB-PE),
e o relator da comissão, deputado José Pimentel (PT-CE),
ficou acertado que será preparado um relatório geral de
opções de cortes, que serão apresentadas hoje, em
reunião com os líderes aliados.
A partir daí, explicou Bernardo, o governo e os parlamentares trabalharão
no detalhamento desses cortes, de modo que o relator consiga preparar
o texto do seu parecer e entregá-lo à comissão. “Meu
desafio é apresentar o orçamento em 12 de fevereiro e vou
fazer isso”, disse Pimentel.
Ele destacou que a postura da oposição de retardar a votação
do orçamento vai prejudicar os 27 estados e os mais de 5 mil municípios
do País que precisam do Orçamento aprovado para receber
recursos do governo federal. Pimentel também afirmou que está
descartado o corte linear no Orçamento e que os ajustes serão
feitos de forma detalhada.
PAC
Sobre os cortes no PAC, Paulo Bernardo destacou que os investimentos são
de caráter estruturante e que, por isso, o governo quer proteger
esses recursos. Ele ponderou que, como ocorreu em anos anteriores, o governo
pode eventualmente remanejar recursos de uma obra mais atrasada por problemas
burocráticos, como falta de licenciamento ambiental, para outras
que estejam com andamento normal.
O ministro disse também que alguns senadores como o presidente
da Comissão do Orçamento, José Maranhão (PMDB-PB),
e o líder do Governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), já
mencionaram a hipótese de corte no PAC. “Por isso, não
posso dizer que não vai haver cortes em hipóteses alguma”,
disse o ministro.
Reajustes e emendas
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o governo só
vai discutir reajuste para os servidores públicos após adequar
o Orçamento ao fim da CPMF. “Não temos a menor condição
de decidir aumento de despesas em um momento em que temos um desequilíbrio
de R$ 40 bilhões no orçamento. Precisamos resolver isso
primeiro”, disse Bernardo, informando que vai voltar a se encontrar
na segunda quinzena de fevereiro com o ministro da Defesa, Nelson Jobim,
com quem se reuniu terça-feira.
Questionado se líderes oposicionistas participariam da reunião
de hoje, Bernardo respondeu que não e brincou: “A oposição
participa para criar problema e nós, para resolver”.
O ministro defendeu também o corte nas chamadas emendas coletivas.
“Já falei que o meu sonho de consumo, e que não é
propriamente popular no Congresso Nacional, é preservar as emendas
parlamentares individuais e suprimir as emendas coletivas”, afirmou
o ministro.
MERCADO
Venda industrial cresce 10,96%
O resultado acumulado das vendas industriais paranaenses nos 11 primeiros
meses de 2007 registrou aumento de 10,96% comparado com o mesmo período
de 2006. O dado, divulgado ontem pelo Departamento Econômico da
Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná),
confirma a tendência de a indústria do Paraná fechar
o ano de 2007 com o melhor desempenho da série histórica,
pesquisada pela entidade desde 1986. “A previsão é
de um aumento superior a 10% nas vendas totais da indústria paranaense
em 2007 em comparação ao ano anterior”, afirma Maurílio
Schmitt, coordenador do Departamento Econômico da Fiep.
Segundo ele, a expressiva safra 2006/2007 e o não aparecimento
de problemas fitossanitários permitiram que a indústria
de produtos alimentícios e bebidas aumentasse suas vendas nos primeiros
11 meses do ano em relação a igual período de 2006
em 16,06%.
RACIONAMENTO
Reservatórios caem e comitê
se reúne para discutir energia
O nível dos reservatórios de água nas Regiões
Sudeste e Centro-Oeste continua caindo, apesar do esforço do ONS
(Operador Nacional do Sistema Elétrico) para poupar as hidrelétricas
ao despachar as termelétricas. Assim, em meio às crescentes
preocupações com a segurança no fornecimento, o CMSE
(Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) agendou uma reunião
para hoje para analisar a situação dos reservatórios
e as condições da geração de energia pelas
térmicas.
O Informativo Preliminar Diário da Operação do dia
8 de janeiro, publicado ontem pelo ONS, mostra ligeira queda de 0,1 ponto
porcentual no nível de armazenamento das usinas das duas regiões,
para 44,7% da capacidade total.
Por conta disso, a diferença entre a curva do nível de armazenamento
dos reservatórios e a CAR (Curva de Aversão ao Risco), referência
do operador para o volume de água necessário que garantiria
o abastecimento do mercado com segurança, diminuiu ainda mais.
A variação para CAR caiu de cinco pontos porcentuais, segunda-feira,
para 4,3 pontos porcentuais, quarta, tendo em vista que a CAR foi elevada
de 39,8% para 40,4% no mesmo período.
Energia nuclear pode ser solução
O anúncio da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica)
sobre um possível racionamento em virtude do baixo nível
dos reservatórios nas usinas hidroelétricas trouxe à
tona a discussão sobre a necessidade do Brasil pensar em um plano
B. Considerando o pré-anunciado apagão no setor energético
e degradações ambientais, o tema energia limpa ganha espaço
com a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) apresentada pelo deputado
federal Alfredo Kaefer (PSDB-PR).
A PEC permite que empresas privadas tenham concessão para construção
e operação de reatores nucleares, exclusivamente para fins
de geração de energia elétrica.
De acordo com o parlamentar tucano, poderão explorar a produção
de energia nuclear apenas empresas com 70% de capital de brasileiros natos
ou naturalizados há mais de dez anos, podendo construir e operar
usinas nucleares. Ao longo de 2007 o próprio governo colocou em
discussão o tema energia nuclear como medida de solução
e a proposta do deputado tramita desde o início do último
período legislativo.
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