PREÇOS
Órgão pesquisa material escolar
Lista do Procon revela
diferença de até 1.390%
O Procon de Cascavel divulgou ontem a listagem de preços com 75
itens mais procuradores do material escolar. A pesquisa foi realizada
em nove livrarias e locais de venda e a diferença entre os produtos
é assustadora. O produto que se destacou foi o apontador, com 1.390%
de acréscimo de uma marca para a outra, mas com o mesmo modelo.
Outro destaque é a caixa de 12 unidades de canetas esferográficas
coloridas, cuja variação chega a 709%, dependendo da marca.
Até o tradicional lápis preto assusta: ele foi encontrado
de R$ 0,16 a R$ 1,15, uma diferença de 618%.
A pesquisa foi realizada nos dias 4 e 5 deste mês e, segundo o coordenador
do Procon, Manoel dos Santos, foi extremamente positiva: “Há
preços e produtos para todos os gostos, depende do consumidor”,
lembrando que os produtos expostos nas vitrines têm que ter preço
identificado. A listagem ao lado também pode ser acessada no site
do Procon, www.cascavel.pr.gov.br/procon.
A fiscalização do Procon será intensificada, conforme
o coordenador. Hoje a equipe estará vistoriando os carrinhos de
venda de cachorro-quente.
CONTAS
Prefeitura investiga as
aquisições sem empenho
A Secretaria de Administração de Cascavel deve abrir processos
administrativos para investigar a aquisição de serviços
e produtos terceirizados sem empenho. Alguns prestadores de serviço
teriam procurado a administração para receber o valor devido,
mas, como não há documento que comprove a compra, nem a
entrega do produto ou serviço, o pagamento não pôde
ser feito.
Conforme o secretário de Finanças, Cláudio Stabile,
que não respondia pela pasta no período em que os procedimentos
teriam sido feitos, a questão é de competência da
Administração. “Parece que alguns servidores de alguma
secretaria, que não sabemos qual ainda, fizeram contratação
sem o procedimento adequado. Vamos verificar se a informação
é verídica, se houve a compra, se o produto foi entregue
ou o serviço prestado e apurar de quem foi a culpa do processo
ter sido feito de forma irregular. E se o serviço foi realmente
executado, entendo que o pagamento deve ser feito”.
Empresários que estariam há mais de um ano sem receber chegaram
a ir ao Tribunal de Contas do Estado para obter informações
de como fariam para receber os valores. Receberam a informação
de que a prefeitura não precisa pagar, já que não
há empenho. Os processos administrativos podem ajudar a efetuar
o pagamento, após o aval individual do Tribunal de Contas.
Stabile não soube informar os valores nem a quantidade de operações
que estariam nessas condições.
FOTOLEGENDA:
A ciclovia de 3,7 quilômetros de extensão à margem
da PR-180, conhecida como Estrada Velha para Cafelândia ou Estrada
Melissa, entre o Conjunto Julieta Bueno e o Frigorífico Globoaves,
na região norte de Cascavel, está pronta e agradou os usuários,
a exemplo de Ernesto Moreira, 53, que duas vezes ao dia passa pelo local.
“Ficou muito melhor. Antes éramos obrigados a andar pela
rodovia sem acostamento e nas trocas de turno da empresa Globoaves, por
exemplo, o movimento é intenso, o que tornava ainda mais perigoso.
Agora está tranqüilo, não tem do que reclamar”,
afirma.
A nova pista de dois metros de largura, que começou a ser construída
em meados de agosto de 2006, custou R$ 212 mil provenientes do governo
do Estado e beneficiará cerca de 800 pessoas. “A obra foi
realizada na íntegra por funcionários e máquinas
do DER [Departamento de Estrada e Rodagem]”, ressalta o superintendente
regional do DER, Milton Podolak.
RADARES
O sistema será instalado na região central da cidade
Nova licitação deve sair no primeiro trimestre
De acordo com o diretor de trânsito da Cettrans (Companhia de Engenharia,
Transporte Tráfego) de Cascavel, Friedel Lemke, o edital da nova
licitação para a colocação dos radares eletrônicos
deve sair ainda no primeiro trimestre. “Estamos retomando as discussões
sobre a licitação”, afirma Lenke.
A concorrência abrange a locação dos aparelhos, manutenção
e operacionalização, com isso será efetivado o Sistema
de Fiscalização Eletrônica para a Segurança
do Trânsito da Cettrans.
A primeira licitação foi cancelada em setembro de 2006,
atendendo a um pedido de impugnação pela empresa Splice
Indústria e Comércio Ltda., da cidade de Votorantin (SP),
que não quis dar esclarecimentos sobre o caso. Segundo o presidente
da companhia, William Fischer, dados técnicos presentes no edital
foram contestados e para que o processo não fosse mais protelado,
a comissão de licitação decidiu por anulá-lo.
O edital antigo não apontava a quantidade de radares a serem instalados,
mas um valor máximo mensal de R$ 40 mil para a locação
e os serviços. Na época, 23 empresas de diversos estados
do País participavam. Os radares deverão ser instalados
na área central da cidade, como nas ruas Rio Grande do Sul, Paraná
e Avenida Brasil.
RECADASTRAMENTO
Entidade se manifesta sobre denúncia
O presidente da Amic (Associação das Micros e Pequenas
Empresas de Cascavel), Telmo Kottwitz, anunciou ontem o posicionamento
da entidade em relação às denúncias feitas
por ex-cadastradores da empresa Ctageo Engenharia e Geoprocessamento Ltda.
sobre o recadastramento imobiliário de Cascavel. “Apoiamos
uma união entre a Câmara de Vereadores e a prefeitura, a
fim de elucidar esse caso e tomar às medidas necessárias
caso seja constatada alguma irregularidade, para que o Município
não seja prejudicado”, afirma Telmo.
A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Cascavel não quis
se manifestar sobre o assunto.
As denúncias publicadas na edição de domingo do Hoje
dizem respeito a falhas no trabalho realizado pela empresa Ctageo no recadastramento
imobiliário do Município. Os dados coletados serão
destinados ao cálculo de impostos como o IPTU (Imposto Predial
Territorial Urbano).
Os ex-funcionários afirmam que em vez de medições,
inúmeras vezes eram feitas apenas estimativas das medidas das casas,
o que pode acarretar imprecisões.
Os vereadores já se movimentaram para a abertura de uma investigação.
O mesmo foi feito pela prefeitura, que suspendeu pagamentos na ordem de
R$ 235 mil à empresa, até que ela dê explicações
sobre as denúncias.
PEQUENO PRODUTOR
Mais de 2 mil assinaturas foram colhidas
Moradores da região central de Cascavel, proximidades da Unipan,
fizeram um abaixo-assinado para que a Feira do Pequeno Produtor não
saia do estacionamento da Avenida Brasil aos sábados. Mais de 2
mil assinaturas foram colhidas junto à comunidade e encaminhadas
à prefeitura. “Agora estamos aguardando o prefeito retornar.
Já ligamos para agendar horário para falar com ele, mas
ainda não tivemos resposta. Acho que é pelo fato de estarem
em recesso ainda. Esse abaixo-assinado é de toda comunidade próxima
à feira, que ficou descontente com a mudança. As pessoas
já se acostumaram a freqüentar essa feira aqui aos sábados”,
ressalta a farmacêutica bioquímica Joseli Gotardo.
Ela esclarece que a estrutura concedida aos feirantes, próximo
ao McDonald’s, ficou muito boa, no entanto, não favorece
os moradores que estão próximos a Unipan. “A estrutura
de lá beneficiará as pessoas daquela região. Normalmente
é assim, você vai onde é mais prático”.
Ela lembra que a comunidade espera que na próxima semana a prefeitura
já tenha alguma resposta.
SEM LEITOS
Sem vagas, pacientes chamados para eletivas são dispensados
Saúde terá nova reunião
para discutir superlotação
Com o objetivo de encontrar uma solução viável para
minimizar o problema do inchaço na saúde pública
de Cascavel, o chefe da 10ª Regional de Saúde, Jorge Luiz
Trannin, convocou uma reunião para segunda-feira, às 14h,
com os representantes de hospitais e de serviços como o Siate (Serviço
Integrado em Atendimento ao Trauma e Emergência) e do Samu (Serviço
de Atendimento Móvel de Urgência).
“É com o diálogo que poderemos achar uma solução
para o problema, mas devemos se rápidos”, explicou Trannin.
O problema da superlotação dos leitos pôde ser verificado
ontem, quando o Hospital Nossa Senhora da Salete convocou alguns pacientes
para fazerem cirurgias eletivas, mas, devido ao recebimento de pacientes
pelo Samu, tiveram que ser dispensados e os procedimentos remarcados.
“Em poucos minutos o Samu levou bastante pacientes para o hospital,
que não teve como atender as eletivas”.
INFORMATIZAÇÃO
Prefeitura abre proposta
técnica da licitação hoje
Depois da suspensão provisória da licitação
para a aquisição do software que informatizará os
serviços da Secretaria de Saúde de Cascavel, está
marcado para hoje, às 14h, a abertura do envelope com a proposta
técnica para a execução do sistema. Apenas uma empresa
foi classificada e o processo transcorrerá no Departamento de Compras.
Na primeira etapa concorreram as empresas Sisp Tecnology S.A., de São
Caetano do Sul, e Fabrício e Marques Ltda, de Maringá. A
empresa de Maringá contestou a não apresentação
do balanço patrimonial da empresa Sisp Tecnology S.A., item que
constava no edital publicado pela prefeitura que foi aceito e desclassificou
a concorrente.
A proposta técnica será apresentada e o processo parará
uns dias para que os técnicos do Departamento de Informática
possam analisar detalhadamente o software apresentado que gerenciará
o sistema. Só depois disso é que será aberta a proposta
de preço que concluirá o processo. Caso a empresa não
cumpra com todos os itens previstos no edital, a licitação
será cancelada e será aberta uma nova tomada de preços.
O diretor de Informática da prefeitura, Luís Formighieri
Neme, complementa que depois que os técnicos conferirem o software
a empresa deverá apresentá-lo e todo o funcionamento do
programa desenvolvido, para que seja verificada a funcionabilidade.
Segundo ele, com esse sistema serão informatizadas 47 unidades,
entre postos de saúdes, PACs (Postos de Atendimento Continuado),
serviços e a própria secretaria, pelo software interligado
a um servidor Data Center. O valor previsto em edital é de R$ 2.250
mensais para cada uma das unidades, perfazendo um total de R$ 2,538 milhões
para os 24 meses previstos no contrato.
O software permitirá o controle de remédios, prontuários
e agendamento, além da implantação de todas as funcionalidades
do sistema aplicativo, haverá também o treinamento dos usuários
e a operação dos pontos.
NÚCLEO CHARLES PADOVANI
O mato e o asfalto precário são as principais reclamações
Área destinada a indústrias é esquecida
Quem chega próximo ao Núcleo Industrial Charles Padovani
na PRT-467, em Cascavel, logo percebe o abandono do local. O mato está
alto e o estado do asfalto bastante ruim, com buracos visíveis
próximo às empresas que se instalaram há anos na
área. O funcionário da fábrica de Móveis Maravilha
Carlos Martins, que trabalha na empresa há oito anos, disse que
desde que o prefeito Lísias Tomé assumiu nenhuma patrola
passou em frente à empresa.
“Estamos abandonados e o mato ajuda na proliferação
de uma grande quantidade de insetos, que invadem a fábrica e atrapalham
o nosso trabalho, principalmente quando vamos pintar os móveis”,
falou Carlos.
Conforme ele, devido ao abandono por parte da prefeitura, a maioria das
empresas corta por conta própria o matagal ou coloca fogo para
minimizar a situação caótica.
A gerente da empresa Lixo Limão, Viviane Ferreira Lauxen, faz novas
reclamações. A empresa que está instalada no Núcleo
desde 2000, sofre com a má estrutura, principalmente com o acesso
que, depois do começo das obras da duplicação da
PRT-467, está pior. “Os buracos entortam as cargas e os caminhões
quebram as pontas de eixo e, desse jeito, não conseguimos escoar
a produção”.
Segundo ela, os insetos prejudicam a higiene do local, que também
não tem iluminação pública adequada, tanto
que atividades extras de fim de tarde foram banidas pela empresa. “Os
funcionários têm medo de ficar aqui até mais tarde,
porque, além da falta de segurança, as linhas de ônibus
são poucas, e quem perde o coletivo tem que ir a pé para
casa”, acusou.
Outro grande problema apontado por ela é a coleta de lixo que deixa
a desejar, fazendo com que parte do material tenha que ser queimada.
Existe apenas um orelhão na área para todas as empresas
e a gerente afirma que não há administração
da prefeitura no local, mas que os impostos, como IPTU e Taxa de Lixo,
são cobrados regularmente e com grandes valores. “O Núcleo
é o mais antigo e está abandonado. Quando chove fica pior
ainda e as enxurradas entram nas empresas danificando a produção”,
reclamou e lançou o convite para que o prefeito conheça
o local.
Asfalto é briga antiga
A empresa Certa Pré-Moldados é uma das mais antigas no
local, instalada desde 1992. Silvano Martins Portelinha, proprietário
da empresa, confirmou o abandono do local, lembrando que a luta por um
asfalto melhor é antiga e que o Núcleo nunca teve apoio
do poder público, que há pouco tempo começou a coleta
de lixo e que antigamente era feita a cobrança da taxa sem o serviço.
Ele constatou que o maior problema de todos é o asfalto, cujo estado
piora nos dias de chuva, dificultando o acesso às empresas, que
empregam aproximadamente 400 pessoas. “Sempre solicitamos o asfalto,
que seria feito em parceria com os empresários, mas não
fomos atendidos. O problema é a falta de vontade”, avalia.
Poder público
O secretário de Indústria, Comércio e Turismo e presidente
da Codevel (Companhia de Desenvolvimento de Cascavel), Moacir Vozniak,
falou que era para ser feito asfalto há alguns meses no núcleo
industrial, mas foi inviabilizado, devido à área particular
ao lado, em que o proprietário não teve interesse em auxiliar
financeiramente, mas caso todos tenham intenção agora, a
prefeitura poderá viabilizar a pavimentação no local.
Vozniak disse que a Codevel - por ser uma empresa pública - está
providenciando a reforma de alguns equipamentos para patrolar os núcleos
industriais - três caminhões, trator de esteira, pá-carregadeira
e retroescavadeira - que estão parados no Parque de Máquina,
para que fiquem disponíveis para o atendimento nesses locais. “Também
vamos fazer um projeto e solicitar ao BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social] um financiamento para a compra de novos equipamentos
logo no começo deste ano”.
Como precisa ser feita a licitação para arrumar as máquinas,
ele relatou que a previsão é que num prazo de 30 a 40 dias
o patrolamento seja executado no núcleo industrial. “Farei
uma visita para os empresários, para levantar os problema e ver
o que podemos solucionar”.
Sobre as outras reclamações, como linhas de ônibus
e o matagal, o secretário relatou que informará as secretárias
competentes sobre a situação.
FOTO PERSONAGEM:
“Está ruim a nossa situação”
Viviane Lauxen, gerente
“Estamos abandonados”
Carlos Martins, funcionário
FEIJÃO
Chuva derruba a qualidade
e preços recuam até 20%
A produção de feijão da região de Cascavel
está sendo prejudicada por causa da chuva intensa registrada nos
últimos dias. Segundo a economista do Deral (Departamento de Economia
Rural) Jovir Vicentini Esser, os cerca de 19 hectares na região
de Cascavel estão comprometidos. “O volume de chuva dificulta
a colheita”, resume.
O agricultor Gama Meneghel, de Cascavel, conta que sua plantação
de 300 hectares está sendo prejudicada. “Começou a
brotar e manchar o feijão e perdemos qualidade. Além disso,
o grão perde peso e, conseqüentemente, cai o preço”.
Ele explica que, por enquanto, foi colhida apenas 30% da produção.
“Se continuar chovendo, podemos perder tudo”.
O produtor Neudi Mosconi, que tem mil hectares de área plantada,
revela que o prejuízo é grande: “O problema é
o comprometimento da qualidade. Caindo a qualidade, cai de 15% a 20% o
preço”.
A expectativa é de que a saca do produto, hoje cotada a R$ 55,
recue para R$ 40 ou R$ 45. “Isso dá um prejuízo violento
para nós”, salienta Neudi.
FOTOPERSONAGEM:
“Perdemos a qualidade do produto”
Gama Meneghel, produtor
Algodão
O Deral não está mais informando o preço do algodão.
Segundo a economista do Deral Jovir Vicentini Esser, a produção
na área de Cascavel é insignificante, sendo de apenas 235
hectares. “Tem diminuído nos últimos anos. É
a menor área cultivada da região. Caiu a produção
aqui devido à facilidade de importação do produto
e de tecido, o que desestimulou a produção”.
Jovir esclarece que a unidade de Cascavel é a única que
não informará mais o preço, dada a insignificância
dentro da área do núcleo.
Ela lembra que Toledo também tem produção pequena,
em torno de 350 hectares. “Não chega a 400 hectares”.
Jovir lembra que o Estado todo tem apenas 13 mil hectares.
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