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BULIMIA
Novela tenta quebrar mitos da doença

Aos dez anos de idade, a personagem Giselle (Raquel de Queiroz) da novela Páginas da Vida sofria com as cobranças da mãe Anna (Deborah Evelyn) para ser magra e freqüentar aulas de balé. Desde então, passou a comer compulsivamente doces e alimentos calóricos proibidos pela mãe, indo em seguida ao banheiro para vomitar.
Na novela, Giselle (agora interpretada por Pérola Faria) repete essa rotina até os 15 anos, quando finalmente a sua família começa a desconfiar que ela esteja doente. Giselle tem bulimia e está mostrando na ficção o problema enfrentado por meninas adolescentes (garotos representam apenas 5% a 10% dos casos).
A bulimia é uma doença relacionada diretamente aos padrões de beleza do mundo moderno. Outros motivos podem levar ao desenvolvimento da doença. “Muitos são adolescentes com problemas para se relacionar com outras pessoas. Pode ser uma maneira de evitar o crescimento”, diz Fábio Salzano, do Ambulatório de Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas.
Por uma causa ou outra, as adolescentes passam do cuidado saudável com a saúde e o corpo à obsessão com relação ao peso e às calorias que ingerem.
Algumas desenvolvem anorexia, a recusa em se alimentar. Outras, bulimia, que é a tentativa de se livrar das calorias ingeridas nos alimentos seja provocando o vômito (80% dos casos), seja com uso de laxantes, diuréticos, fazendo longos jejuns ou exercícios físicos demais (20%).
Familiares e amigos costumam demorar a reconhecer transtornos alimentares atingindo pessoas próximas. Isso porque fazer regime, ir à academia e evitar calorias parece um comportamento natural dos jovens.
A diferença está no exagero. O doente de bulimia tem acessos compulsivos em que ingere até 15 mil calorias de uma vez. “Compulsão alimentar significa comer sem fome e sem controle. Há casos de pacientes que abrem a geladeira e comem tudo o que há nela de uma vez, inclusive comida fria, como arroz”, afirma Lea Diamant, endocrinologista infantil do Hospital Israelita Albert Einstein.
Depois, a adolescente sofre tentando se livrar daquilo que comeu. Clinicamente, é considerada bulímica a pessoa que provoca o vômito pelos menos duas vezes por semana, por três meses consecutivos.
Como é uma considerada uma doença psicológica, o tratamento segue da bulimia a linha da terapia - a mais comum é a Terapia Comportamental-Cognitiva - e dos antidepressivos.


NOVO MÉTODO
Solução está no transplante de células provenientes de animais

Diabéticos podem produzir insulina

Cientistas da Universidade de Medicina de Graz afirmaram que o transplante de células produtoras de insulina provenientes de animais, incluídas em microcápsulas, pode vir a ser uma solução viável para os seres humanos com diabetes voltarem a produzir insulina própria.
Representantes de uma empresa de biotecnologia de Viena que realizaram com sucesso um estudo sobre o tema confirmaram a afirmação.
Os especialistas calculam que no mundo exista cerca de 230 milhões de pessoas diagnosticadas com diabetes. Segundo eles, mais de um terço sofre de diabetes tipo 1, que se manifesta já na juventude, tem mal ajustado o nível de glicose no sangue e pode sofrer complicações no futuro.
As injeções de insulina usuais não dão resultados verdadeiramente satisfatórios, alertam os cientistas, por isso, no mundo todo pesquisadores buscam um tratamento que restabeleça a produção de insulina própria nos doentes.
Até anos atrás eram realizados transplantes experimentais de pâncreas ou de ilhotas de Langerhans - estruturas produtoras de insulina encontradas no pâncreas -. Mas os testes eram limitados devido à escassez de doadores e aos efeitos colaterais da imunossupressão, procedimento necessário após os transplantes.
Os cientistas agruparam células produtoras de insulina obtidas do pâncreas de um hamster em microcápsulas de sulfato de celulose que isolam a estrutura, mas deixam passar as moléculas e proteínas produzidas por ela. Os especialistas constataram que as cápsulas não prejudicam o funcionamento das ilhotas produtoras de insulina.


ALERTA
Sêmen pode elevar a
propagação de câncer

Uma molécula presente no sêmen pode elevar a velocidade de propagação de câncer de útero e de colo de útero. Por isso, mulheres com um ou outro tipo de câncer devem pedir a seus parceiros que usem preservativo durante as relações sexuais, aconselharam os cientistas do Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Bretanha.
Os pesquisadores observaram os efeitos de um hormônio chamado prostaglandina na progressão do câncer de útero e de colo de útero.
A prostaglandina ocorre naturalmente nas células do sistema reprodutivo feminino - é o hormônio que regula a expansão e o encolhimento do útero durante o ciclo menstrual -, mas a sua presença é mil vezes mais elevada no sêmen.
TRATAMENTO
Eles descobriram que o contato desse hormônio com as células cancerosas eleva a atividade celular e leva ao crescimento do tumor. Por essa razão, o coordenador da pesquisa, Henry Jabbour, aconselhou mulheres com risco de câncer de útero e colo de útero a utilizar preservativos durante as relações sexuais com seus parceiros.
Ele disse que a orientação vale também para mulheres que estão apenas sob o risco de desenvolver câncer de útero e de colo de útero, já que existe a hipótese de que as células pré-cancerígenas também tenham receptores de prostaglandina.
“O estudo destaca o potencial de uma nova terapia que combata as duas possíveis fontes de prostaglandina, aquelas produzidas naturalmente pela mulher e aquelas introduzidas no corpo pelo sêmen”, afirmou o pesquisador.
Para o professor da organização britânica Cancer Research UK, John Toy, o estudo é “interessante, mas de pouca relevância para mulheres já diagnosticadas com câncer de útero e colo de útero, que já estão recebendo tratamento adequado”.
“A probabilidade de que sexo sem proteção afete esse tratamento é pequena”, avalia o professor.
Ele acrescentou que a melhor estratégia para prevenir o desenvolvimento do câncer é fazer os testes conhecidos popularmente como exame de Papanicolau.


ALIMENTAÇÃO
Consumo de carne divide opiniões

A carne tem papel significativo na alimentação do homem desde os tempos pré-históricos. Ultimamente tem se falado muito sobre os efeitos prejudiciais que a carne vermelha traz à saúde, como o risco de doenças cardiovasculares. Ao mesmo tempo, a inclusão da carne bovina na alimentação é importante porque é uma excelente fonte de proteínas (nutriente relacionado à construção e regeneração celular) de alta qualidade.
Além disso, é fonte de minerais como ferro (que previne a anemia) e zinco (importante para o crescimento, cicatrização e função imunológica); de ácidos graxos essenciais e de vitaminas do complexo B, principalmente a B12, indispensáveis ao organismo saudável.
Para algumas pessoas preocupadas com a saúde, essas informações contraditórias formam dúvidas e atitudes radicais em relação ao consumo desse alimento.

CARNES MAGRAS
A principal recomendação é que uma alimentação adequada e saudável deve ser nutricionalmente balanceada, variada, caloricamente moderada e, em relação à ingestão de carne vermelha, esses conceitos permanecem.
Por isso também, com o intuito de promover a saúde da população no Brasil, alguns criadores têm adicionado na ração dos animais ingredientes com baixo teor de gordura saturada e colesterol - o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares -. Assim, eles conseguem produzir uma carne mais magra e saudável, mas sem prejuízo no sabor.

QUANTIDADE
O segredo é moderar o consumo das carnes, não ultrapassando a quantidade de 170 gramas/dia, dando preferência à carne magra.
Na hora da compra deve-se pedir para que seja retirada a gordura aparente da peça e optar pelas preparações assadas, grelhadas ou refogadas, para não aumentar o teor de gordura e o valor calórico da receita.
Os indivíduos que possuem alguma doença no fígado, renal ou já possuem níveis sanguíneos de colesterol elevados devem consumir carnes com orientação médica ou de um nutricionista.

 

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