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A HISTÓRIA DAS COPAS

A Copa do Mundo é o maior evento do esporte mais popular do mundo. De magnitude similar, somente os Jogos Olímpicos podem ser comparados a um mundial de futebol. Até hoje já foram realizadas 17 copas, em 15 países, de três continentes diferentes. A 18ª edição termina hoje com o jogo entre Itália e França.
Mais de 28 milhões de pessoas assistiram às partidas nos estádios que abrigaram a competição. Outras centenas de milhões acompanharam as transmissões do evento pela televisão e pelo rádio. Em 75 anos de Mundial, a bola já balançou a rede 2.064 vezes, incluindo os gols do torneio da Alemanha.
Tudo começou com o sonho e a dedicação do francês Jules Rimet em organizar um torneio envolvendo seleções de vários países. O primeiro troféu, que levava o nome do idealizador, teve sua posse definitiva conquistado pelo Brasil, em 1970. Anos mais tarde o troféu mais cobiçado do planeta foi roubado e derretido pelos ladrões. A nova taça, de posse transitória, chama-se, simplesmente, Copa do Mundo.
Desde a sua primeira edição, no Uruguai, em 1930, 70 nações disputaram a Copa. Algumas mudaram de nome, outras nem existem mais. A Fifa (Federação Internacional de Futebol), organizadora do torneio, possui mais filiados que a ONU (Organização das Nações Unidas).
A edição de 2010 da Copa já tem sua sede definida. Pela primeira vez, o Continente Africano receberá a competição, mais especificamente a África do Sul.
Desde 1930, as 17 edições do torneio tiveram apenas sete vencedores diferentes. No entanto, a Copa do Mundo foi marcada por momentos dramáticos que ajudaram a escrever a história do futebol: a vitória dos Estados Unidos sobre a Inglaterra em 1950, a derrota da Itália para a Coréia do Norte em 1966 e a ascensão de Camarões nos anos 80 e sua vitória sobre a Argentina, defensora do título, em 1990.
A Copa também teve seleções consideradas mágicas derrotas no ápice de sua forma. Não tem como esquecer a derrota do Brasil para a Itália em 1982; as duas derrotas seguidas da Holanda nas finais de 1974 para a Alemanha e 1978 para a Argentina; a derrota da Hungria na final de 54 para a Alemanha e a catástrofe de 1950, quando o Brasil perdeu o título para o Uruguai em pleno Maracanã.
JULIS RIMET
Um grupo de visionários administradores futebolísticos franceses, liderado na década de 1920 pelo inovador Jules Rimet, teve a idéia original de juntar as melhores seleções de futebol do mundo para lutar pelo título de campeões mundiais. A taça de ouro original levava o nome de Jules Rimet e foi disputada três vezes nos anos de 1930 antes de a Segunda Guerra Mundial interromper o campeonato por 12 anos.
BRASIL
O Brasil possui a seleção com mais títulos mundiais, o único país pentacampeão e o único a ter vencido o torneio fora do seu continente. É também o único país a participar de todas as Copas. Seguem-se as seleções tricampeãs da Alemanha e da Itália, as bicampeãs da Argentina e do Uruguai e, por fim, as seleções da Inglaterra e da França, com um único título.
Recordes da Copa do Mundo
Maior goleada - Hungria 10 x 1 El Salvador (1982).
Jogador com maior número de gols numa partida - Oleg Salenko, 5 (Rússia x Camarões - 1994).
Gol mais rápido: Hakan Sükür - 11 segundos, Turquia x Coréia do Sul (2002).
Maior número de Copas: Antonio Carbajal (México, 1950-1966) e Lothar Matthäus (Alemanha, 1982-1998) - 5 cada.
Maior número de gols: Ronaldo - 15 (Brasil, 1994-2006).
Maior número de gols numa única edição: Just Fontaine - 13 gols (1958).
Jogador mais velho a marcar: Roger Milla - 42 anos e 39 dias (Camarões x Rússia (1994).
Jogador mais jovem a marcar: Pelé - 17 anos e 239 dias, Brasil x País de Gales (1958).
Maior seqüência de vitórias: Brasil - 11 vitórias (sete em 2002 e quatro em 2006).
As três primeiras Copas conquistadas pelo Brasil consagraram Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, como o maior jogador de todos os tempos.

FRANÇA X ITÁLIA - Eles não são azarões, mas fazem a final menos provável na bolsa das apostas
Desacreditados disputam o título

Após eliminar adversários considerados mais fortes e mais bem preparados, Itália e França disputam a decisão da Copa do Mundo, hoje, às 15h (de Brasília), em Berlim, com a moral elevada. Com um jejum de 24 anos, a Azzurra buscará o tetracampeonato. Os bleus (azuis) tentarão a segunda conquista em apenas oito anos. O argentino Horário Elizondo apita a partida.
No início da competição, poucos acreditavam na seleção de Zidane. O grupo era tido como desunido. A torcida francesa já dava como certa uma campanha frustrante como a do Mundial de 2002, quando os então campeões foram eliminados logo na primeira fase. O técnico Raymond Domenech foi criticado por não renovar a equipe, mantendo no elenco trintões como o goleiro Barthez, o zagueiro Thuram e os volante Makelele e Vieira.
Após uma classificação sofrida às oitavas-de-final, a equipe cresceu e venceu na seqüência Espanha, Brasil e Portugal, seleções que terminaram a fase inicial nas primeiras colocações de seus grupos. Zidane, que havia realizado uma temporada ruim no Real Madrid, ressurgiu e voltou a brilhar. Contra os brasileiros, teve uma atuação histórica, com direito a chapéu no atacante Ronaldo e volante Gilberto Silva e assistência para o gol da vitória.
A Itália também teve momentos difíceis em sua trajetória na competição. Um escândalo de corrupção sobre manipulação de resultados na primeira divisão do futebol italiano, envolvendo grandes clubes, como Juventus e Milan, dominou toda a preparação da seleção.
Nos primeiros dias na Alemanha, técnico e jogadores se cansaram de responder a perguntas sobre o caso. A situação levou o técnico Marcello Lippi a fechar treinos e restringir entrevistas.
Para a partida de hoje, os treinadores contarão praticamente com força máxima.

DEU A LÓGICA
Alemanha vence e Felipão
termina a copa em quarto

A Alemanha venceu Portugal por 3 a 1, ontem, em Stuttgart, assegurou o terceiro lugar da Copa do Mundo e, com isso, terminou sua campanha em gramados locais com a sensação de que cumpriu o seu dever na competição.
Com uma equipe bastante modificada em relação às demais partidas, a Alemanha partiu ao ataque no início do jogo de ontem, dando a impressão de que o duelo repetiria disputas pelo terceiro lugar de outras Copas, recheadas de gols e emoções. Porém, o primeiro tempo acabou não correspondendo às expectativas e terminou em branco.
No segundo tempo, sim, vieram os gols. Em cinco minutos, a Alemanha fez dois e praticamente decidiu a sorte do confronto. Aos 11 minutos, Schweinsteiger chutou de fora e o goleiro Ricardo aceitou. Aos 16, o mesmo Schweinsteiger bateu falta da esquerda e a bola foi desviada pelo português Petit antes de entrar.
Ainda houve tempo para Schweinsteiger fazer o terceiro dos alemães, aos 33 minutos, em outro tiro de longe que, dessa vez, não deu chances a Ricardo, e para Portugal descontar, aos 43 minutos, quando Nuno Gomes completou um cruzamento de Figo.
Com o triunfo derradeiro, os anfitriões ratificaram a mudança de clima que experimentaram ao longo do torneio. Desacreditada no início, a Alemanha conquistou a torcida com o esforço e a dedicação demonstrados em campo, revertendo situações difíceis como contra a Argentina, nas quartas-de-final, quando, com um time inferior tecnicamente, buscou o empate e se classificou nos pênaltis.
Para Portugal, ficou o gosto amargo de, depois de ter nutrido esperanças de disputar a primeira final de sua história num Mundial, não ter conseguido sequer repetir a campanha de 1966, quando terminou em terceiro lugar da Copa da Inglaterra. Como se não bastasse, os portugueses igualaram a pior derrota em sua história nos Mundiais.

ESPECIAL
Apoiados pela FAG, paraplégicos encontraram novo sentido de viver
Projeto faz a ponte entre
a sociedade e cadeirantes

A utilização do esporte como ferramenta para reabilitação e inserção social da pessoa portadora de deficiência começou na década de 40. As primeiras experiências eficazes surgiram na Inglaterra por meio do médico Ludwig Guttmann, que em 1944 inaugurou um centro de recuperação de pessoas vítimas de traumas na medula. Entretanto, relatos mostram que nos séculos XVIII e XIX o esporte já era utilizado para ajudar na reabilitação física de pessoas portadores de deficiência.
Guttmann introduziu o esporte como parte do tratamento de reabilitação de lesados medulares. A receptividade positiva fez com que rapidamente a atividade física evoluísse para o nível competitivo. Em 1948 foram realizados os primeiros Jogos de Stoke Mandeville, paralelamente aos Jogos Olímpicos que foram realizados em Londres. Com isso, aconteceram as primeiras competições de atletas em cadeira de rodas. Hoje, os Jogos Para Olímpicos ganharam tamanha importância que as competições utilizam a mesma estrutura das Olimpíadas.
Em Cascavel, a FAG (Faculdade Assis Gurgacz) realiza um projeto de reabilitação e inclusão social voltado a pessoas portadoras de deficiência física. O projeto, iniciado em 2004, é coordenado pelo curso de fisioterapia, que utiliza alunas do último ano como estagiárias.
São 13 pessoas paraplégicas que praticam basquete e handebol. De acordo com o professor e fisioterapeuta Alexandre Badke, o projeto procura mostrar que a cadeira de rodas não significa o fim de uma vida, mas o começo de uma nova vida. “O projeto não faz apenas o trabalho de reeducação social, mas mostra, principalmente, que o portador de deficiência pode assegurar uma vida sem trauma e feliz”, considerou Badke.
A ferramenta encontrada para fazer a inclusão social dessas pessoas foi a prática esportiva. O grupo de cadeirantes treina duas vezes por semana as modalidades de basquete e handebol. Essa última está sendo introduzida agora.
O professor Alexandre Badke disse que o trabalho acertou em cheio no seu objetivo já que os atletas se sentem valorizados. Segundo o professor, o reconhecimento vem quando eles dizem - eu sou um atleta. “A gente percebe também que a qualidade de vida deles está melhorando”, ressaltou Badke.
O grupo participa da maioria das competições para cadeirantes na região. A FAG patrocina as viagens e as cadeiras. Recentemente a equipe conseguiu o 3º lugar numa competição regional de handebol. As competições são importantes também, na avaliação de Alexandre Badke, pois ajudam no processo de integração com pessoas portadoras da mesma deficiência.

Sai do isolamento para
ter nova oportunidade

Em 2003 Gilson César Rodrigues foi separar uma briga e acabou sendo vítima da ignorância humana. Ele recebeu um tiro e por milagre não morreu. Contudo, a conseqüência foi desastrosa para Gilson. A bala alojou na coluna cervical e ele ficou paraplégico.
Nos dois anos seguintes ao acidente, Gilson César viveu isolado do mundo, acreditando que morreria preso a uma cadeira de rodas. Várias vezes o rapaz pensou em suicídio. Sua situação começou a melhorar quando ele resolveu conhecer o projeto da FAG para cadeirantes.
Muito ressentido ainda por causa do tiro, Gilson se integrou ao grupo e hoje ele vê o mundo muito diferente de três anos atrás. “Depois que eu vim para cá minha vida mudou completamente”, afirmou Gilson César. Na semana passada ele, junto com o grupo, deu seqüência aos treinos do handebol para cadeirantes, que passa a dividir o interesse com a modalidade de basquete.

Vida ganha nova perspectiva

O uso do esporte como ferramenta de integração social para portadores de deficiência física é visto com entusiasmo pelo presidente do CVI (Centro de Vida Independente), Alberto Moi. A entidade dá apoio, principalmente, aos portadores de deficiência, contudo não tem nenhuma ligação com o projeto da FAG. Ele também é portador de deficiência física e faz parte do grupo.
Moi disse que o trabalho da FAG é fundamental no processo de ressocialização dos portadores. “Não basta arrumar emprego, estimular a prática esportiva. É preciso fazer com que os portadores se valorizem como pessoas e sejam valorizados pela sociedade”, completou o presidente do CVI.

FORMANDAS
Estágio liga formação
à prática profissional

As atividades esportivas dos cadeirates são acompanhadas por acadêmicas do último ano de fisioterapia da FAG. O trabalho serve como estágio, fazendo a ponte entre a formação acadêmica e a atividade profissional. A líder das acadêmicas, Liege Zancanaro, lembra que a presença delas nas atividades dos cadeirantes se transforma em mútua ajuda. Segundo ela, as acadêmicas trabalham na prevenção de algum acidente e, ao mesmo tempo, os cadeirantes ajudam a melhorar a prática da disciplina. “Os cadeirantes só não conseguem andar; o resto eles fazem”.
Em quadra, as alunas repassam informações táticas e as regras do basquete e do handebol. Zancanaro informou que está sendo dado ênfase ao handebol, por se tratar de uma modalidade um pouco desconhecida da maioria dos atletas. As acadêmicas trabalham também na preparação da equipe para as competições regionais.

Paraolimpíadas
A grande redenção mundial do esporte em benefício das pessoas portadores de deficiência ocorreu em 1960, em Roma, local dos primeiros Jogos Paraolímpicos. Desde então, já foram realizadas mais dez Paraolimpíadas. No quadro abaixo, estão especificadas as cidades que acolheram o evento, o número de participantes e a quantidade de países envolvidos.
Ano Cidade País Nº de atletas Nº de países
1960 Roma Itália 400 23
1964 Tóquio Japão 390 22
1968 Tel Aviv Israel 750 29
1972 Heidelberg Alemanha 1.000 44
1976 Toronto Canadá 1.600 42
1980 Arnhem Holanda 2.500 42
1984 Nova Iorque EUA 4.080 42
Stoke Mandeville Inglaterra
1988 Seul Coréia do Sul 3.053 61
1992 Barcelona Espanha 3.020 82
1996 Atlanta EUA 3.195 103
2000 Sydney Austrália 3.843 123
2004 Atenas Grécia 4.000 142

OLÍMPICO
Entrevista coletiva amanhã mostrará rumo da conversa
Negociação entre Belletti e
prefeitura estão adiantadas

O lateral-direito do Barcelona Juliano Belletti e o ex-jogador Paulinho Cascavel reúnem a imprensa amanhã, às 9h, na chácara do jogador Belletti para explicar como anda as negociações com a prefeitura em torno do arrendamento do Estádio Olímpico. Sexta-feira Belletti e Paulinho Cascavel, o prefeito Lísias Tomé e o irmão e empresário de Belletti, Sandro, estiveram no estádio, onde conversaram sobre o assunto.
Sandro Belletti não quis revelar o que ficou acertado, contudo disse que as negociações estão bem adiantas. “Na segunda-feira o Paulinho [Cascavel] e o meu irmão vão dar detalhes da conversa”, disse Sandro Belletti.
O irmão do jogador disse também que Cascavel e o time do Cascavel Clube Recreativo terão uma surpresa muito agradável. “O que posso adiantar é que as negociações [para o aluguel do estádio] estão bem adiantadas e tanto a cidade como o time do Cascavel irão ganhar muito com isso”, concluiu Sandro Belletti.

COLEGIAIS
Meninas do futsal embarcam na quinta-feira para Curitiba
Time do Eleodoro vai
em busca de medalha

O time de futsal feminino do Colégio Eleodoro Ébano Pereira, que irá representar Cascavel nos Jogos Colegiais do Paraná, treina duro pensando na conquista de uma medalha inédita na competição. A treinadora Katiucia Meneguzzi dos Santos não dá moleza para as suas comandadas, pois sabe que os adversários também estão se preparando com afinco para a competição.
Diferente de outras modalidades que já estão na capital do Estado, a equipe de futsal embarca para Curitiba na quinta-feira. É que o futsal, xadrez e basquete iniciam as disputas na sexta-feira.
Cascavel irá enfrentar na primeira fase as equipes de Ponta Grossa, Ibaiti e Grandes Rios. Katiucia disse que não faz idéia do estágio em que se encontram essas equipes. “Nós precisamos estar preparados para enfrentar qualquer adversário”, ponderou a treinadora.
A equipe faz parte do Projeto Jovem Atleta do Instituto Alfredo Kaefer e treina junto há um ano. São 10 garotas, todas alunas do Colégio Eleodoro, que viajam a Curitiba para somar às outras equipes que defendem o município e, quem sabe, trazer uma medalha inédita. “Se nós passarmos da primeira fase já está bom”, disse Katiucia, deixando transparecer de que é possível alcançar vôos mais altos na capital do Estado.

 

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