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CONFLITO – Tentativa de cessar-fogo ainda não vingou

Líbano não aceita proposta
do Conselho de Segurança

O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, disse ontem que o Líbano rejeita a minuta de resolução apresentada ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e pediu que alguns de seus aspectos "sejam reconsiderados". Ele avalia que aceitar esta minuta de resolução significaria que as tropas israelenses poderiam continuar ocupando as áreas que estão ocupadas atualmente.
"Todo o Líbano rejeita a minuta de resolução e exige que seja reconsiderada para harmonizá-la com o plano de sete pontos aprovado pelo Governo libanês e todas as suas comunidades", disse Berri em entrevista coletiva em Beirute.
A minuta de resolução é o resultado do acordo fechado sábado entre Estados Unidos e França sobre uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para colocar um fim nos combates entre Israel e o Hezbollah, no Líbano. Os dois países fazem a mediação com as partes em conflito: os EUA, com Israel, e a França com o Líbano (o Hezbollah aceitou ser representado pelo governo libanês, do qual faz parte).
Berri pediu aos ministros de Exteriores da Liga Árabe, que se reunirão hoje na capital libanesa, que "rejeitem" a minuta de resolução, que descreveu como "um retorno" do país "à situação de antes de 24 de maio de 2000", data da retirada israelense do sul do Líbano.
Do outro lado, as autoridades israelenses debatem a proposta franco-americana. De acordo com o ministro de Turismo, o trabalhista Yitzhak Herzog, o Governo israelense "analisará com cuidado e profundidade a proposta e depois responderá", afirmou.

Mais 25 mortes

O número de mortos em conflitos entre Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah, ontem, subiu para 25, depois do ataque do grupo com foguetes à cidade portuária israelense de Haifa, terceira maior do país.
Um ataque contra o norte de Israel atingiu principalmente a cidade de Kiryat Shmona. Um dos foguetes lançados contra a região caiu perto da entrada do kibutz (fazenda comunal israelense) Kfar Giladi (cerca de 65 quilômetros a noroeste de Haifa).
Dez pessoas morreram na explosão, disse o porta-voz do hospital Rambam, para onde foram levados, David Ratner, e outras cinco ficaram feridas. Segundo um porta-voz do serviço de resgate Magen David Adom, todas as vítimas eram soldados.
A cidade portuária de Tiro também sofreu ataques. Um deles matou um homem que estava em um banco de praça.

POLÍTICA
EUA dizem não querer
provocar crise em Cuba

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou ontem que os EUA (Estados Unidos) não pretendem provocar uma crise política em Cuba, seis dias depois de o presidente da ilha Fidel Castro ter transferido provisoriamente o poder a seu irmão Raúl por motivos de saúde.
Rice declarou, no entanto, que Washington trabalhará com a comunidade internacional para que Fidel Castro, que desafiou os EUA por mais de 40 anos, não seja substituído por outro ditador.
"Não vamos fazer nada para provocar uma sensação de crise ou de instabilidade em Cuba', garantiu Rice. "Este é um período de transição para o povo cubano. Vamos estar a seu lado para sugerir que o objetivo não deve ser simplesmente substituir uma ditadura por outra”, disse Rice.
A secretária de Estado reiterou seu apelo aos cubanos para trabalhar em prol de uma mudança democrática na ilha, em vez de emigrar em massa aos EUA enquanto continua a incerteza política.
"Os EUA vêm emitindo para Cuba a mensagem de que a mudança está claramente próxima. Os EUA estão com o povo que deseja um futuro democrático", concluiu Rice.

PRAPIROON
Tufão deixa 55 mortos na China

Pelo menos 55 pessoas morreram e 17 continuam desaparecidas no sul da China em conseqüência dos efeitos do tufão Prapiroon ("deus da chuva", em tailandês) que, apesar de estar enfraquecido, ainda provoca danos na região.
As últimas sete vítimas confirmadas residiam em Guangxi, o que elevou a 17 o número de mortes nessa região autônoma. A província mais afetada pela passagem do Prapiroon continua sendo Cantão, onde 35 pessoas morreram desde quinta-feira.
Mesmo com a passagem na sexta-feira para a classificação de tempestade tropical, o Prapiroon continua atingindo com intensidade as regiões litorâneas do sul da China.

HUGO CHÁVEZ
Venezuela terá sistema de
defesa contra ataques aéreos

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, revelou ontem que a Venezuela adquirirá "em breve" um sistema integrado de defesa aérea que permitirá a detecção e a neutralização de aviões inimigos antes de estes entrarem em território nacional. O anúncio foi feito por Chávez durante seu programa de rádio e televisão "Alô, Presidente!".
Chávez disse que os atuais sistemas de defesa aérea são táticos e só estão capacitados para defender precariamente instalações pontuais.
O governante declarou que a Venezuela é agora muito vulnerável a qualquer incursão aérea estrangeira e que isso mudará com os novos equipamentos.
Chávez não revelou o tipo de aparato nem o nome do país que o fornecerá, mas enquanto falava do assunto, citou suas recentes visitas a Belarus e Rússia.


 

 

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