Falta fiscalização
Ao que tudo indica, a força-tarefa formada pelas polícias
Civil e Militar, Conselho Tutelar da Criança, Secretaria de Segurança
Pública e Procon caiu no esquecimento.
Depois de um período de fiscalização rigorosa, hoje
em dia se tornou comum encontrar aglomeração em postos de
combustíveis e arredores, onde as pessoas - jovens principalmente
- consomem bebida alcoólica livremente. Alguns estabelecimentos
chegam a exibir placar de que é proibido o consumo de bebidas no
local, mas o aviso é ignorado.
No ano passado, motivado pelo crime ocorrido em um desses postos, foi
criada a força-tarefa que passou a vistoriar além dos próprios
postos, também os bares na periferia. Um dos principais incentivadores
da fiscalização era o então secretário de
Segurança Pública, coronel Amauri Ferreira de Lima. Hoje
em dia a vistoria não ocorre mais, por isso os abusos voltaram
a ser cometidos.
O que se vê em alguns postos nos fins de semana é nitroglicerina
pura. Uma aglomeração de pessoas, dividindo espaço
com carros e motoristas irresponsáveis, que fazem de tudo para
aparecer. Prejuízo também para quem mora na vizinhança
e precisa conviver com o barulho provocado por quem não respeita
o sossego dos outros.
É necessário que os setores responsáveis voltem a
patrulhar e fiscalizar esses locais, antes que a tragédia do ano
passado se repita. Naquela oportunidade, dois jovens perderam a vida ao
serem baleados no pátio de um posto de combustível.
O lazer é um direito de todos. Os abusos é que devem ser
proibidos. Para quem gosta de consumir bebida ou de divertir, existem
dezenas de locais na cidade com essa finalidade. Os chamados “pontos
de concentração” devem ser melhor vigiados, porque
prevenir é muito melhor do que remediar.
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