Principal > Local

HABITAÇÃO
Devido à pouca demanda, setor parou cinco anos até que a oferta esgotasse

Falta de imóveis reaviva construção civil

O mercado da construção civil está bastante aquecido nos últimos meses, principalmente pela edificação de prédios residenciais nos mais diversos pontos da cidade. De acordo com o presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Oeste do Paraná), Edson Luiz Schmitz, atualmente estão sendo edificados cerca de 20 novos prédios.
Segundo o líder sindical, há alguns anos o estoque de apartamentos novos era muito grande - a oferta estava maior do que a procura - com isso, o preço para a venda dos imóveis acabou diminuindo, não ficando muito interessante para as construtoras investirem nesse tipo de negócio. “As construtoras esperaram que o estoque fosse vendido durante uns cinco anos, e agora começaram novamente a construir”, explicou.
Conforme Edson, diversos fatores contribuíram para que houvesse, desde o ano passado, o aquecimento no setor. Um deles foi devido à redução do IPI (Imposto de Produtos Industrializados), que refletiu na diminuição do custo de produtos básicos de construção, como o cimento e o aço. Também houve mudanças nas leis que regulamentam os financiamentos por meio dos bancos públicos e privados, “facilitando o negócio para o comprador e a recuperação do imóvel pela instituição caso não seja feito o pagamento”.
Outro importante ponto foi um incentivo ainda maior de financiamentos pela Caixa Econômica Federal, uma das maiores financiadoras, e a estabilidade da inflação, ficando mais fácil a negociação e minimizando riscos para o comprador, entre eles o aumento exacerbado da parcela, como ocorreu em anos anteriores. “Com a inflação atual as pessoas ficam mais seguras para investir”. Além disso, os valores dos produtos em geral estão acessíveis e também o financiamento para as próprias construtoras.
Para Edson, esse aumento de construções é de extrema importância para o setor, para o desenvolvimento da cidade e geração de empregos. O sindicato não tem um levantamento de quantos edifícios existem na cidade.

Construtores satisfeitos

Para o administrador da Krum Construtora e Incorporações Ltda, Geferson Zucanelli, no último ano o setor da construção de edifícios residenciais melhorou devido à cidade ser um pólo universitário. “Pais de acadêmicos com um poder aquisitivo melhor preferem muitas vezes comprar um imóvel, porque sabem que o filho vai permanecer no mínimo cinco anos na cidade”.
Segundo ele, outro fator importante é que está havendo uma procura maior por apartamentos, principalmente pela questão da segurança, e porque o financiamento de imóveis está mais facilitado. “Financiamos o imóvel para o comprador, um atrativo a mais”, ressaltou.
O IGPM (Índice Geral de Preço de Mercado), utilizado na maioria das vezes para a correção de parcelas está sendo um outro atrativo para os consumidores. Conforme Geferson, em 2002, por exemplo, o acumulado do ano foi de 22,92%, já 2005 apresentou boa melhora, fechando em 1,21% .
O proprietário da Conceito Engenharia e Construção Ltda, Oscar Beck de Souza, relatou um aumento na procura por apartamentos de classe média, com dois ou três quartos, na faixa de R$ 70 mil a R$ 80 mil, principalmente por casais. “Para essa faixa, existe uma linha de crédito bastante ampla para esse setor, com juros atrativos, e esse é um ramo interessante”. Dos três edifícios que estão sendo construídos pela construtora, dois deles são nesse padrão.
Segundo ele, o setor também foi prejudicado pelas safras frustradas, mas para este ano a expectativa é bem melhor. “O agronegócio estando bem, muita coisa também vai bem, alavancando o setor da construção civil”. Alguns compradores, conforme ele, procuram adquirir esse tipo de imóvel para alugar aos universitários.

Imobiliárias a procura de apartamentos

Luis Antônio Langer, presidente do Secovi (Sindicato da Habitação, Imobiliárias e Condomínios), reforçou que existe uma série de padrões de apartamento, mas que os de dois ou de três quartos são os mais procurados, principalmente pelos universitários que vem de outras cidades para estudar em Cascavel. Segundo ele, o déficit está no centro da cidade – área mais procurada pelos estudantes – porque a demanda maior é de imóveis próximos às universidades.
“No começo do ano os apartamentos ficam todos lotados, depois da organização dos estudantes, a partir de maio, começa a ter uma oferta melhor, mas isso é bom porque fomenta o comércio local”, explicou Luis. Conforme ele, o mercado da habitação tem aumentado bastante e as pessoas assalariadas estão preferindo adquirir um imóvel ao invés de locar. “Muitas utilizam o seu fundo de garantia, dão um carro de entrada e financiam o restante. A parcela é parecida e eles estão pagando a casa própria”.
Ele lembrou que somente no ano passado a Caixa Econômica Federal tinha liberado R$ 27 milhões para financiamentos de habitação em Cascavel, e os recursos foram todos emprestados até outubro. Para esse ano a previsão é ainda maior devido ao PAC (Programa de Aceleração e Crescimento), anunciado pelo governo federal.

EM ALTA - Promoções e facilidades no pagamento atraíram a atenção do consumidor

Vendas de Páscoa superam expectativas

Comércio e consumidor ficaram felizes às vésperas da Páscoa. Embora o movimento tenha sido grande ontem, formando longas filas nos supermercados de Cascavel, quem deixou para comprar o ovo de Páscoa na última hora encontrou menos opções, em compensação conseguiu preços mais atrativos, com desconto que chegaram até R$ 10 por unidade.
Os lojistas também não têm do que se queixar. As vendas aumentaram cerca de 15% em relação ao ano passado. A facilidade no pagamento incentivou o consumo maior. Em algumas lojas era possível pagar a compra no cheque em até quatro vezes, ou então em maior número de parcelas no cartão de crédito.
Para a auxiliar de serviços geral Nadir de Souza Santos deixar para a última hora valeu a pena. “Como todo bom brasileiro eu deixei para a última hora e acabei conseguindo um bom desconto nos ovos. Tinham alguns até mais baratos, mas tive que comprar os que meus filhos queriam”.
Gilmar Gomes, gerente da rede de supermercados Beal, garante que a venda este ano superou em 15% as de 2006. “Foram 50 mil ovos vendidos em toda a rede e os que sobraram não vão durar muito tempo”.
A dona de casa Clara Largo escolheu seus ovos em anúncios e propagandas. “Fiquei comparando os preços e esperei para comprar mais perto da hora por que sabia que os descontos seriam bons”.
Os ovos com maior saída foram os infantis, com temas de desenhos animados. O administrador Gilberto Farias comprou ovos para a família toda e não teve como escapar das exigências dos filhos. “Eles já sabiam desde o começo das vendas de Páscoa qual eles queriam, eu tentei até negociar, mas não teve jeito”, brinca Gilberto.

Foto personagem:
Clara Largo: “Pesquisei bastante”.

Nadir Santos: “O brasileiro sempre deixa para a última hora”


ÁREA VERDE
Prefeitura garante a retirada das pessoas nos próximos dias

Família invade fundo
de vale no Aclimação

Uma família invadiu uma área pública de fundo de vale na Rua Luciano Correia de Siqueira, três quadras abaixo da Unidade Básica de Saúde do Jardim Aclimação, em Cascavel. Ela construiu uma casa de madeira e está no local há cerca de dois meses. “Morávamos no Bairro Santo Onofre, mas estamos desempregados e por isso decidimos nos mudar para essa área”, disse Marli Ribeiro. O problema maior é que o casal e seus três filhos estão residindo em cima de uma nascente de água.
Conforme Marli, ela mesma decidiu entrar na área e não deixará ninguém mais entrar, já que sua família cuida da nascente e do terreno ao lado, que antes estava tomado por matagal. “Agora eu planto no terreno, já semeei mandioca e milho, crio galinha e limpo periodicamente”. A desempregada quer continuar no local e frisou que se a prefeitura quiser retirá-la do local, terá de tirar as outras que também estão próximas a nascente, em área irregular.
Paulo Porto, assessor de Assuntos Comunitários da Prefeitura de Cascavel, disse que não é possível que qualquer família permaneça em áreas verdes e que por isso, de maneira negociável ou não, a família terá de ir para outro local. “Reconhecemos o problema social, mas não podemos permitir esse tipo de invasão. É questão de saúde pública e vamos fazer a retirada o mais breve possível”.

OBRA
Sentinela aumenta valor de licitação

O Projeto Social para Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência, Abuso ou Exploração Sexual de Cascavel, antigo Sentinela (Serviço de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes), teve de aumentar o valor da licitação para construção de sua sede própria. A licitação para a construção da obra foi aberta em 15 de dezembro de 2006 e ofereceu R$ 249.966,72, no entanto, o valor das propostas apresentadas pelas empresas foi superior. De acordo com a coordenadora da área de prestação de atendimento especializado da Secretaria de Ação Social, Vera Lúcia Martins, para iniciar a obra foi solicitado um aditivo de R$ 91 mil, provindo do IASP (Instituto de Assistência Social do Paraná), por meio do FIA (Fundo para Infância e Adolescência) 2005, para gerar concorrência na licitação.
O terreno para execução da obra fica na Rua Luciano Correia de Siqueira, no Jardim Aclimação. O prédio terá 327,27 m2, dividido em salas de atendimento individual e em grupo, sala de informática e refeitório.
Em Cascavel desde 2001, o projeto presta auxilia menores que tenham sofrido algum tipo de abuso sexual e atende 160 crianças e adolescentes. O governo federal repassa mensalmente R$ 7,2 mil, utilizados para custeio da equipe técnica, formada por cinco psicólogos, dois assistentes sociais, dois educadores e uma coordenadora.
“A manutenção da estrutura e os equipamentos ficam na responsabilidade do Município”, explica Vera, esclarecendo que existe a garantia de manutenção do projeto por parte do governo federal, pois o mesmo deixou de ser um programa – que poderia ser suspenso a qualquer momento – já que a partir de 2004 se tornou um SAC (Serviço de Assistência Continuado).

ABUSO SEXUAL
As 160 crianças e adolescentes assistidos pelo Projeto Social para as Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência, Abuso ou Exploração Sexual – antigo Sentinela, recebem acompanhamento psicossocial, participam de atividades de artesanato, informática e outros. A abordagem dos casos é intermediada pelo Conselho Tutelar e pelo Juizado da Infância e Juventude. Conforme a coordenadora do projeto, Ellen Lúcia Borsato Pires, 90% das ocorrências são denunciadas pelo conselho. “É feito um processo de investigação do caso, para ver quem é o agressor e como a violência ocorreu. Quando o agressor é um vizinho ou um familiar, solicitamos que o menor seja encaminhado a um abrigo e abrimos um processo judicial”.
Em 2006, foram encaminhados do Conselho Tutelar ao projeto 260 casos, entre suspeitas e confirmações do abuso.
Denúncias podem ser feitas pelos telefones (45) 3902-1754 e (45)3902-1750.

 

 

Pauta
Envie sua sugestão de pauta, matéria ou release para o Jornal Hoje.
Edições Anteriores
disponíveis na íntegra para consulta.
Enquete

Você é contra ou a favor de colocação de radares em Cascavel?

Favor
Contra


Resultado Parcial

Copyright Jornal Hoje. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Hoje.