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AMÉRICA LATINA

Brasil é o 4º país mais difícil para negócios

O Brasil é o quarto país com ambiente mais difícil de se fazer negócios entre 17 nações da América Latina, de acordo com um relatório divulgado pelo Banco Mundial ontem. O País ficou na frente apenas de Equador, Bolívia e Venezuela, de acordo com o relatório Fazendo Negócios 2007.

Segundo o ranking, os países com melhor ambiente para se fazer negócios no continente são Chile, México e Uruguai.

O índice do Banco Mundial leva em conta dez fatores diferentes, como a dificuldade de abrir e fechar um negócio, os trâmites burocráticos em relação a licenças e à obtenção de crédito, entre outros.

No ranking mundial, o Brasil ocupa o 121º lugar entre 175 economias.

Em alguns indicadores o Brasil possui o pior desempenho entre os 17 países avaliados na América Latina.

É o país latino-americano onde mais demora para se abrir um negócio: em média 152 dias. Isso é mais de cinco vezes o prazo necessário no México ou no Chile.

Entre as 175 economias avaliadas em todo o mundo, os países com melhor desempenho no ranking são, na ordem, Cingapura, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá, Hong Kong, Grã-Bretanha, Dinamarca, Austrália, Noruega e Irlanda. O primeiro latino-americano a aparecer na lista é o Chile, na 28ª posição.

 

 

Ranking Fazendo Negócios 2007

1º Chile

2º México   

3º Uruguai

4º Peru

5º Nicarágua

6º El Salvador

7º Colômbia

8º Panamá

9º Argentina

10º Costa Rica

11º Honduras

12º Paraguai

13º Guatemala

14º Brasil

15º Equador

16º Bolívia

17º Venezuela

 

Fonte: Banco Mundial

*Não inclui países caribenhos

 

UNIÃO

Comissão se articula para reabrir a Ponte Tancredo Neves

Vereadores formam frente para discutir a fronteira

A decisão do governo argentino de cobrar taxa de migração de cinco pesos e diferenciar o preço dos combustíveis para estrangeiros causou descontentamento dentro e fora do país. Após uma série de protestos, manifestantes fecharam a Ponte Tancredo Neves, que liga a Argentina ao Brasil, na fronteira com Foz do Iguaçu. A travessia está bloqueada desde segunda-feira.
Por causa desse impasse, vereadores das cidades de Foz do Iguaçu (PR), Uruguaiana (RS) e Santana do Livramento (RS) deram início à Frente Parlamentar da Fronteira, comissão que pretende mobilizar outras câmaras de vereadores do País para debater os problemas comuns das cidades de fronteira da Região Sul do País.
A formação da Frente Parlamentar foi proposta pelo vereador de Uruguaiana Rogério de Moraes, após a realização da audiência pública que debateu problemas e assimetrias no Mercosul. A audiência foi promovida conjuntamente pela Comissão do Mercosul da Assembléia Legislativa gaúcha e pela Câmara de Vereadores de Uruguaiana. O encontro reuniu deputados estaduais gaúchos, vereadores, prefeitos e líderes do setor do transporte internacional de cargas.
O presidente da Câmara de Foz do Iguaçu, Carlos Budel, considerou positiva a iniciativa e se comprometeu em mobilizar as os vereadores do oeste paranaense e de Santa Catarina para participar da Frente Parlamentar. “Precisamos organizar um evento para reunir os vereadores e discutir problemas comuns às cidades de fronteira. Queremos debater com os representantes das comissões do Mercosul das Assembléias Legislativas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e com os representantes das comissões do Mercosul do Congresso Nacional. Nossos parlamentos municipais precisam ser ouvidos, pois temos problemas comuns”, disse.

 

CRESCIMENTO

Ipea reduz projeção do PIB

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão do Ministério do Planejamento, revisou para baixo praticamente todas as suas projeções referentes à atividade econômica do País para este ano. A previsão para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 3,8%, no boletim de conjuntura de junho para 3,3% no levantamento divulgado ontem.
A previsão para a indústria saiu de 5,3% para 4,2%; a de agropecuária passou de 2,5% para 2,3%; a de serviços foi reduzida de 2,7% para 2,4%.
As exportações, no conceito do PIB, que inclui além do comércio, serviços e outros itens, tiveram sua previsão reduzida de 5,3% para 4,5% em 2006, enquanto a das importações baixou de 14,7% para 14%.

 

INFLAÇÃO
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registrou alta de apenas 0,05% em agosto, um desaceleração frente a alta de 0,19% em julho, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ontem. No ano o índice acumula alta de 1,78%. Já a inflação medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) avançou para 0,41% em agosto após registrar variação de 0,17% em julho, segundo dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas). No ano, a taxa acumula alta de 1,87% e nos últimos 12 meses, de 2,78%.

EXPORTAÇÃO
País perderá US$ 400
mi com barreira da UE

O Brasil deve deixar de exportar cerca de US$ 400 milhões por ano em carne de aves à UE (União Européia) depois que o bloco impor as cotas e tarifas anunciadas no fim de junho. A data para implementação dessas barreiras ainda não foi anunciada. As perdas na exportação foram calculadas pela Abef (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos), levando em conta que as tarifas vão barrar o crescimento das vendas brasileiras (de 22% ao ano, em média) de carne in natura e industrializada.
Em 2006 as exportações devem ficar em torno de US$ 500 milhões. Os embarques que excederem as cotas pagarão tarifas entre 1.024 e 1.300 euros por tonelada. Hoje as exportações brasileiras pagam 8,5% no caso da carne de peru industrializada, 10,9% na carne de frango industrializada e 15,4% no peito de frango salgado.

ANISTIA
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado aprovou ontem projeto que prevê a anistia de parte das dívidas de pequenos produtores rurais, pescadores e suas cooperativas e colônias junto ao Banco do Brasil e ao Banco do Nordeste. O projeto determina anistia de 50% das dívidas contraídas junto a essas duas instituições financeiras. O saldo restante poderá ser refinanciado por um período de dez anos, com três de carência e taxa de juro de 3% ao ano.

Superávit
As exportações brasileiras do agronegócio totalizaram US$ 31,774 bilhões entre janeiro e agosto deste ano, 10,9% acima do valor exportado em igual período de 2005. Somente em agosto as vendas do setor atingiram US$ 5,179 bilhões, o que representou um crescimento de 18% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os números da balança comercial do agronegócio foram divulgados ontem pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
No acumulado do ano as importações totalizaram US$ 4,182 bilhões. O superávit do setor foi de US$ 27,592 bilhões. Tanto o valor das exportações quanto o superávit do agronegócio são recordes históricos para períodos de janeiro a agosto.

Acusados revelam detalhes
Duas das sete pessoas presas terça-feira pela PIC (Promotoria de Investigação Criminal) já prestaram depoimento e, de acordo com a PIC, os acusados revelaram detalhes sobre o esquema de escuta ilegal, além de confirmarem a participação do policial civil Délcio Augusto Razera. 
Apontado como articulador do esquema de escutas clandestinas, Razera matinha pelo menos três escritórios de investigação que ofereciam serviços para empresários, advogados, políticos e autoridades públicas, realizando escutas sem autorização judicial de telefones móveis e fixos.
Nos depoimentos a PIC apurou que novos nomes foram revelados e apontados como integrantes da quadrilha. Para não atrapalhar as investigações, os nomes foram mantidos em segredo de Justiça.

 

GRAMPO
Governador encerrou quatro investigações de indisciplina

Requião arquivou processos contra policial

O investigador de polícia do Paraná preso sob a acusação de comandar uma quadrilha que fazia escutas telefônicas ilegais, Délcio Augusto Rasera, trabalhou na assessoria do governador licenciado Roberto Requião (PMDB) durante o período em que esteve à disposição da Casa Civil do governo paranaense.
A proximidade com Requião também garantiu ao policial que o governador cuidasse pessoalmente do arquivamento de quatro processos disciplinares a que Rasera respondia na Polícia Civil.
O policial foi preso terça-feira em uma operação da PIC (Promotoria de Investigações Criminais) do Ministério Público do Paraná, quando também foram presas outras seis pessoas, quatro delas acusadas de realizar escutas telefônicas clandestinas e duas suspeitas de contratar o serviço de arapongagem do grupo.
Numa pesquisa no arquivo geral da administração do governo paranaense, por meio do site de serviços, o Jornal “Folha de São Paulo” teve acesso a um despacho do secretário da Segurança, Luiz Fernando Delazari, de 28 de dezembro de 2005, em que cede Rasera “para prestar serviços à assessoria especial da Governadoria”, durante o ano de 2006.
No “Diário Oficial” do Paraná de 7 de outubro de 2005, o Conselho da Polícia Civil do Estado informa que o governador Requião orientou pessoalmente o arquivamento de quatro processos disciplinares contra Rasera.
A Deliberação 854/2005 diz que, “por determinação do sr. governador”, todos os processos administrativos e sindicâncias em que figure como parte do investigador Rasera deveriam ser enviados para análise da Casa Civil.
Em nova nota no começo da noite de ontem, o governo do Paraná diz que os quatro procedimentos administrativos contra Rasera foram analisados pela Coordenadoria Técnico-Jurídica da Casa Civil e que foi ela e não o governador quem definiu o arquivamento “por falta de elementos que pudessem subsidiar a punição do investigador”.

 

ELEIÇÕES 2006
Pesquisas dão vantagem à reeleição

O governador licenciado e candidato à reeleição Roberto Requião (PMDB) segue favorito dos eleitores à vitória nas eleições de outubro no Paraná, segundo as pesquisas do Ibobe e Datafolha, divulgadas ontem pela Rede Paranaense de Televisão.
Segundo o Datafolha, que entrevistou 1.258 pessoas em 65 municípios, Requião soma 47% dos votos, contra 26% de Osmar Dias. Rubens Bueno (PPS) aparece em seguida com 8%, seguido de Flávio Arns (PT), com 3% e Luiz Felipe (Psol) e Ana Lúcia Pires (PRTB), com 1% cada. Os demais candidatos não alcançaram 1%.
Já o Ibope, que entrevistou 1.008 eleitores em 56 municípios, mostra que Requião soma 46% das intenções de voto, contra 25% de Osmar.
O candidato Rubens Bueno manteve seus 5%, enquanto Flávio Arns (PT) oscilou um ponto para cima e aparece com 4%. Ana Lúcia Pires (PRTB) se mantém com 1%. Os outros candidatos não conseguiam atingir 1%.
As duas pesquisas tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

 

Voto secreto
O Senado deve modificar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que acaba com o voto secreto no Congresso. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa aprovou ontem o texto substitutivo (parcial) da PEC do senador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) que sugere o fim do voto secreto apenas nas votações de cassações de mandato de parlamentares. Pelo texto, o voto secreto ficaria mantido na escolha de autoridades, vetos presidenciais e eleição das Mesas Diretoras da Câmara e do Senado.

 

 

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