Edição nº 5048 - Segunda-feira, 07 de julho de 2008 Classificados | Assinatura | Impressão
Principal - Local

INFORMATIZAÇÃO
Empresa pediu pagamento até maio deste ano
Processo está emperrado há 2 meses na prefeitura

A novela em que se transformou o processo de informatização da saúde básica de Cascavel ainda não terminou. Depois de dois meses de avaliações das metas não cumpridas, a quebra do contrato aconteceu no dia 8 de maio. De lá para cá pouca coisa mudou.
Com a rescisão, a empresa Fabrício e Marques Ltda ficaria obrigada a pagar uma multa. Na época da rescisão chegou a ser anunciado que a penalidade seria de 10% sobre o valor pago à empresa.
No entanto, ainda não se sabe exatamente qual será o valor que a prefeitura terá o direito de receber. “O contrato não deixa muito claro de quanto seria a multa. Por isso, encaminhamos o processo para a Sefin [Secretaria de Finanças] fazer o cálculo”, diz Antonio Linares Filho, procurador jurídico do Município.
Segundo o diretor da Secretaria de Saúde, Reginaldo Andrade, o contrato especifica uma porcentagem diária. “É um percentual por dia de atraso. É uma conta complexa, precisa ser calculada quantos dias a implantação estava atrasada até a data da quebra do contrato e depois aplicado o percentual”.
O secretário de Finanças, Cláudio Stábile, desconhece o pedido para o cálculo. “Que eu saiba não recebemos nenhum pedido. Mas a secretaria é grande, se tiver o pedido será na contabilidade”. O Departamento de Contabilidade informou que também não recebeu o pedido de cálculo da multa.
A empresa recorreu da multa e ainda protocolou um pedido para receber mais dinheiro. “Pediram o pagamento pelo período de janeiro a maio deste ano e ainda um valor por possíveis prejuízos que tiveram”, explica Reginaldo.
Sobre o valor pago à empresa, cerca de R$ 90 mil, Reginaldo afirma que não existe forma de mensurar se a quantia é justa ou não. “Pagamos por um serviço e não por um bem que pode ser avaliado”.
Depois da quebra de contrato, restaram à prefeitura os equipamentos, que não faziam parte do contrato, e um banco de dados, que não está sendo utilizado. “A maioria dos equipamentos foi recolhida e estão guardados aqui, na secretaria. Para o banco de dados precisamos de uma ferramenta para podermos usá-lo, como um outro software que consiga ler o dados e traduzir”, explica Reginaldo.
Ele faz uma avaliação do processo: “Era um hipersistema que controlaria toda a secretaria, se tivesse funcionado seria muito bom. Em uma avaliação final, esse processo não teve vantagem alguma”.
A reportagem do Hoje tentou contato com os responsáveis pela Fabrício e Marques Ltda, mas foi informada por uma funcionária que nenhum dos responsáveis estava na sede da empresa em Maringá devido a uma mudança de endereço.

PREJUÍZOS
Manutenção de sistema custaria R$ 1 mi ao ano
Apesar de fracassada, a informatização da saúde continua sendo necessária. Esta foi a quarta tentativa de concretizar o processo e a que foi mais longe até agora. “Essa foi a que mais avançou até agora. É um processo caro e complexo”, diz Reginaldo Andrade, diretor da Secretaria de Saúde.
Um sistema informatizado melhoraria o funcionamento de toda a secretaria e, conseqüentemente, o atendimento dos pacientes, sem contar o aumento do controle de medicamentos e consultas. “Se me perguntarem hoje quantos pacientes foram atendidos, terei que ligar em cada unidade e o funcionário terá que contar nos livros”, conta o diretor.
Ele afirma que seria possível uma melhor distribuição dos pacientes. “Muita gente vai ao PAC [Posto de Atendimento Continuado] porque não consegue uma consulta para o mesmo dia no posto do seu bairro. Se todo o sistema estivesse interligado seria possível saber onde existe vaga e encaminhar o paciente, desafogando o PAC”, explica.
A estimativa é de que para manter um sistema com todas as necessidades da secretaria seriam gastos aproximadamente R$ 1 milhão por ano.
A verba que havia sido destinada para o pagamento da informatização continuará na pasta. “Será remanejada para outra necessidade, mas continuará na Saúde”, afirma Reginaldo.


GEOMEMBRANA
Dificuldade na compra atrasa ampliação do aterro
A dificuldade da prefeitura em encontrar uma empresa que forneça a geomembrana - película de polietileno que evita contato da terra com o lixo - está atrasando a abertura da célula que vai prolongar a vida útil do aterro sanitário de Cascavel. Duas vezes a licitação para a compra da película foi considerada deserta e enquanto ela não for adquirida a empresa contratada para abrir a trincheira não pode trabalhar.
A empresa V. Albiero & Cia. Ltda venceu a licitação e receberá R$ 184.690,50 pelo serviço de ampliação do depósito. “O aterro está quase no limite do recebimento e fomos contratados para aumentar a área onde vão depositar o lixo. Não posso começar sem a geomembrana. Temos que fazer a escavação, a terraplanagem e colocar a manta”, explica o sócio-proprietário da empresa, Luiz Fernando Pielak.
Hendrick Gimenez, que faz parte da comissão de licitação do Departamento de Compras, fala da dificuldade de encontrar quem forneça a geomembrana. “Tivemos de reabrir a licitação. É difícil encontrar empresas que tenham a especialidade. Se mais uma vez não aparecer ninguém, a prefeitura terá de fazer aquisição direta”, explica. Para evitar a medida, uma firma de Canoas, no Rio Grande do Sul é cotada para vender o produto.
Enquanto a prefeitura não faz a aquisição, determinada por um termo de ajustamento e conduta do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e do Ministério Público, Luiz Fernando espera para começar a obra. Segundo ele, o contrato prevê a escavação de 42 mil m3 da trincheira que terá uma área de fundo de 9 mil m2. A altura da célula será de cinco metros.
A terra será retirada e em seguida será colocada no fundo da célula a geomembrana, que será compactada. Na ordem de serviço também consta a colocação de 3 mil m2 de cascalho na estrada de acesso do aterro. Tudo deve ser feito em 90 dias.
O responsável pelas obras no aterro sanitário, engenheiro Elmo Rowe Junior, não atendeu as ligações da reportagem para falar das ampliações no depósito.


AMIZADE
20 mil aproveitaram o domingo para ajudar
Para arrecadar as 30 toneladas de alimentos esperadas pelos organizadores, foi preciso muito trabalho na primeira edição do Domingo da Amizade da Rádio Capital FM, realizado ontem no Centro de Eventos de Cascavel. O evento substituiu a Gincana da Amizade. Para atrair o público, 31 artistas se apresentaram ontem.
Além de doar alimentos, muitas famílias aproveitaram o domingo para se divertir. A costureira Vanessa Santa Rosa levou toda a família para assistir aos shows. “A festa está muito boa. Quando era a Gincana eu já participava. É importante participar, pois sempre tem pessoas que precisam de ajuda”.
A dona de casa Rita da Silva Vargas aproveitou a viagem do marido e participou do evento. “Trouxe quatro quilos de alimento e a festa está boa. Gosto de participar desses eventos pois muitas pessoas precisam de mais ajuda do que a gente”.
Ivan Luiz explica que tudo o que for arrecadado será distribuído entre 13 entidades assistenciais de Cascavel.
Serão entregues dois notebooks, um aparelho multimídia, um aparelho de som e bicicletas. Parte dos prêmios será sorteada e a escola que mais arrecadar alimentos também será premiada.

ALUGUEL
Alta de índice usado para reajuste deve continuar
Negociação é opção para fugir do aumento

Quem tem contratos reajustados pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) levou um susto com o índice de junho. A elevação de 1,98% é a maior registrada nos últimos cinco anos.
Os principais atingidos pelo índice são os inquilinos. A maioria dos contratos de locação de imóveis é reajustada anualmente com base no IGP-M. Os contratos que venceram mês passado terão um aumento de 13,44%, taxa acumulada nos últimos 12 meses.
Para tentar fugir do alto índice, a dica é o bom senso. “É preciso haver bom senso de todas as partes. É uma questão pontual do mercado, nada que não se negocie”, aconselha Sérgio Carlos Kasprzak, vice-presidente de relações do trabalho do Secovi-PR (Sindicato de Habitação e Condomínios do Paraná).
Um bom exemplo disso é o que faz Vani dos Santos Moreira, costureira. Ela tem quatro imóveis alugados e analisa cada caso para decidir sobre o reajuste anual. “Se os inquilinos são bons, não costumo reajustar todos os anos para conservar o mesmo”.
Ela afirma que a conservação do imóvel recompensa. “Um dos contratos vai vencer em agosto e não vou reajustar. O inquilino está há três anos na casa e cuida muito bem do imóvel, daí compensa não aumentar”, diz Vani.
Ser um bom pagador também conta pontos para os inquilinos na hora da negociação. “Quem sempre paga direito, em dia, evito reajustar”, revela a proprietária.
Outro medo dos donos de imóveis é perder o locatário. “Se eu aumentar, corro o risco de ele mudar para uma casa mais barata. E toda vez é um transtorno, tem que pintar e arrumar para o próximo entrar”, explica.
E muitos inquilinos já pensam em mudar. “Já está caro hoje, se aumentar tudo isso vou ter que mudar. Gasto cerca de R$ 300 por mês com moradia”, conta Juliana Royer, acadêmica, que divide a casa com mais duas colegas.
Ela conta que não tem como fugir do aluguel: “Minha família mora a 700 quilômetros daqui, não compensa comprar uma casa aqui”.
Carlize Vincenzi, acadêmica, concorda que os preços já estão caros. “Eu pago R$ 400 de aluguel e existem locais pela metade do preço”.
E a perspectiva não é nada animadora. A tendência é de que o IGP-M continue em alta. “Deve aumentar devido à inflação. Não tem como prever quanto, já que varia conforme o comportamento do mercado”, explica Rui São Pedro, economista.
Ele lembra que este é um dos melhores momentos dos últimos meses para os donos de imóveis. “Os proprietários vêm de uma defasagem grande. O IGP-M estava estabilizado, antes quase não havia reajuste. O consumidor também não reclamava”, diz o economista.
Outra opção é a troca do indexador. “O proprietário é livre para escolher o índice que quiser, desde que seja reconhecido pelo governo”.

ÍNDICE
Alimentos, produtos agrícolas e mão-de-obra influenciam alta
O IGP (Índice Geral de Preços) é calculado pela Fundação Getúlio Vargas e registra a inflação de preços desde as matérias-primas agrícolas e industriais até os bens e serviços finais.
Existem três versões para o índice, que são diferenciadas pelo período de coleta dos dados. O período de coleta IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) é do dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês de referência.
Para o cálculo dos IGPs são usados três índices. O IPA (Índice de Preços por Atacado), que variou 2,27% em junho impulsionado pelo preço dos produtos agropecuários que registrou alta de 3,35% e pela matéria-prima bruta com variação de 3,11%. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que aumentou 0,89%. O grupo que mais influenciou foi o da alimentação com índice de 2,20%, com destaque para o arroz-branco com alta de 17,61% e a batata inglesa que registrou um aumento de 12,98%. Já o INCC (Índice Nacional de Custos da Construção) variou 2,67%, impulsionado pelo custo com a mão-de-obra, que aumentou 3,75%.




 

 


Expediente - Fale Conosco

Enquete

O que você acha que deve ser feito para melhorar o trânsito em Cascavel?

Aplicação de multas
Instalação e uso de radar
Campanha de Conscientização


Resultado Parcial


Pauta
Envie sua sugestão de pauta, matéria ou release para o Jornal Hoje.

Edições Anteriores
disponíveis na íntegra para consulta.

Video 30 anos
Veja aqui o vídeo promocional 30 anos Jornal Hoje

Busca