Amanhã
é o Dia do Artista Plástico, profissional que tenta, através
de suas obras, transformar as relações sociais
Artistas
da resistência
Resistência.
Essa é a palavra mais adequada para homenagear os artistas plásticos
de Cascavel amanhã, Dia do Artista Plástico. Se a arte é
tudo aquilo que resiste, segundo o filósofo francês Gilles
Deleuze, pode-se dizer então que todo ato de resistência
seria, de certo modo, uma obra de arte.
Mais que uma profissão, ser artista plástico é uma
forma de resistência. Resistência à simplificação
das linguagens aos materiais convencionais, ao próprio corpo. Mas,
afinal o que é resistir neste novo milênio? Resistir a quê?
Ou, antes disso, por que resistir?
Para os artistas, a resposta é simples. Podem não oferecer
resistência a nada, estetizando simplesmente a informação
quantitativa, ou, ao contrário, podem multiplicar os pontos de
vista, aprofundando o debate das inter-relações homem-máquina.
Essa opção parece a mais sensata. Para o artista plástico
e presidente da Aaplac (Associação dos Artistas Plásticos
de Cascavel), Antonio Carlos Machado, ser artista na contemporaneidade
é trabalhar num campo aberto, pensando o mundo em toda a sua complexidade.
“De modo geral, o trabalho do artista não se reduz à
elaboração de objetos ou mensagens - obras - para o consumo
passivo dos espectadores; mas seu trabalho consiste em produzir situações
nas quais se tenta, com a participação ativa de todos, uma
transformação das relações sociais”,
explica, observando que o papel da Aaplac, em Cascavel, tem sido justamente
esse. Colocar a arte como agente de transformações, um foco
de criatividade e de iniciativa social.
No Dia do Artista Plástico, segundo ele, é preciso lembrar
que o artista é um profissional como qualquer outro, precisa produzir,
vender e viver de sua arte, embora sempre com foco no pensamento estético.
Para Antonio César Ferreira aprende-se arte convivendo com obras
de arte, seja na escola, em museus, em casa, no cotidiano de cada um.
“A arte não tem a obrigação de explicar nada,
não é um discurso lógico e, nesse sentido, não
explica nada por conceitos. Ela nos faz sentir, por meio de uma obra concreta,
uma possibilidade do mundo sob a ótica do artista”, diz,
lembrando que a arte nos traz a compreensão de certos aspectos
do mundo.
CIRANDA
DAS CORES
A
partir deste mês, a Aaplac desenvolve o Projeto Ciranda das Cores.
As atividades serão realizadas dentro do Projeto Cultura Cidadã,
cujo lançamento está previsto para a segunda quinzena de
maio pela Secretaria de Cultura.
Segundo Machado, o projeto consiste na exposição itinerante
de 30 banners com imagens de obras de 27 artistas filiados à Aaplac,
através da qual o público poderá ter contato com
o trabalho de cada artista nas mais diferentes poéticas e ainda
participar de oficinas de sensibilização e de fazer artístico.
“A ênfase do Ciranda das Cores é para a aproximação
do artista plástico cascavelense com o público em geral”.
EXPOSIÇÃO
EM ASSUNÇÃO
De
21 a 25 de junho, 22 artistas plásticos de Cascavel participarão
de uma exposição em Assunção (Paraguai), no
espaço Manzana de la Rivera. A exposição faz parte
de uma cooperação cultural entre a cidade de Cascavel e
Assunção e será realizada com o apoio da Prefeitura
de Cascavel, através da Assessoria de Assuntos para o Mercosul,
Secretaria da Cultura, em parceria com a Aaplac.
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